O amor? Acabou.

Trilha:

 

Ah… se soubéssemos lá no começo como isso ia acabar, talvez tivéssemos agido diferente. Talvez tivéssemos sorrido mais, beijado mais, feito mais sexo. Talvez teríamos sido mais amigos, companheiros. Talvez tivéssemos nos sufocado de tanto amor.

Eu era o amor da vida dele. E, do jeito que veio, se foi. Ponto. Acabou.

Como viver agora sem seu beijo de boa noite? Como acordar no meio da noite e não ter seu cheiro, sua respiração, pra me acalmar? Como olhar o celular de um em um minuto só pra ver se tem alguma mensagem nova sua, com qualquer coisa, que me faça sorrir?

Acordo em um dia e me sinto bem, como se já houvesse superado tudo. No minuto seguinte, vem aquela angústia, aquele nó na garganta e a vontade de falar com você.

Vontade de te ligar e dizer: “esquece tudo isso, volta pra mim, eu te quero, eu te amo”. Mas isso não vai acontecer.

Dizem que amor não se implora. Amor se dá sem esperar nada em troca, pelo simples fato de que é um multiplicador e no nosso caso, já estávamos nos dividindo.

O tempo hoje é meu maior aliado e meu maior inimigo. Já podemos pular para a parte que me sinto bem comigo mesmo, sem precisar de alguém? “Não”, responde o tempo. E eu me encolho mais no meu casulo particular, onde todas as lembranças me esmagam de forma assustadoramente eficaz.

E assim fico, encolhido na escuridão de meu próprio ser, na espera que a tempestade acabe e o Sol volte a brilhar.

Alguém que eu costumava conhecer

Trilha:

 

O amor vem das formas mais inesperadas.

Você tá lá, tomando um bom vinho e rolando sua timeline do facebook, quando alguém te adiciona. De onde veio? Como me achou?

Não importa. O sorriso já cativa. O papo, surpreendentemente, flui. Um café, um jantar, um cinema.

Nosso prato preferido é o mesmo! Também gosto de tal seriado. Essa música também significa muito pra mim. Agora, ela significa pra nós.

O namoro era evidente. Fazíamos um casal tão lindo! Como sou sortudo, aos 20 e poucos anos, achar alguém que pensa como eu, alguém que eu posso considerar em dizer um “eu te amo”, alguém que eu posso ter pra sempre.

Vamos enfrentar o mundo juntos! Nosso amor vale mais do que qualquer coisa, qualquer pessoa, qualquer desafio. Vamos superar tudo, porque temos um ao outro.

Não temos mais. Eu, que pensava tanto no presente e aprendi a pensar no futuro, estava sendo deixado no passado.

E tudo que abri mão? E tudo que enfrentei? E as decisões que tomei? Nada mais importa. Já foi. Acabou.

Ele, que podia ser tudo pra mim, ficava insistindo em não ser nada.

Por mim tudo bem. Foi apenas alguém que eu costumava conhecer.

Sobre Piranhas e “Epifanias”

Finalmente algumas coisas se tornaram claras, demoraram um pouco mas ficaram claras ! Apesar dos motivos que levaram a essa clarificação não serem tão agradáveis… ao menos agora me entendo melhor !

 

Sabe, sempre fui considerado um heartbreaker, A piranha da desilusão (que nome bom para um monstro do power ranger, nao?)… aquele que todos seus amigos diziam “Olha, cuidado, não vai se apegar no fulano, ele é rodado, não quer nada sério…e por ai vai” … e bom, devo confessar que esses seus amigos não estavam errados, afinal, eu era mais novo, vida de universitário, open bar a preço baixo, tinha local e era desejado (coisa q nunca fui no passado…mas isso fica pra outro post)… então pq raios me apegaria a algo sério com alguém? 

Coisas de uma noite, ou algumas noites eventuais sem cobranças, sem encheção de saco, sem ter que dar satisfações, e quando batia aquela solidão? Horas, era só chamar um dos eventuais…e se um não podia hoje tinha outro q poderia…e  assim se seguia a vida! 

Com essa rotina, acima descrita, quem é que vai querer se preocupar com namoro ? se pode-se ter o melhor de tudo a todo momento, suprindo necessidades físicas e eventuais (e superficiais) necessidades sentimentais sem ter que aguentar as partes difíceis ? 

Bom, parecia que ia ser pra sempre assim, mas a piranha foi derrotada ! Não foi um power ranger que a destruiu, foram os próprios rumos da vida… O tempo passou, a idade avançou (apesar de ser jovem ainda) mas as preocupações tornaram-se diferentes, antes preocupava-me em acordar a tempo da aula, ou de entregar um trabalho, agora já penso na compra dum imóvel,em um carro para sustentar, em concursos públicos, em um emprego para me manter… O mesmo acontece com seus amigos, e ainda mais, vocês todos se afastaram, geograficamente falando, claro que sempre rola um fds de reencontro regado a cerveja e pizza barata, mas isso tornou-se eventual, o que antes era uma rotina, agora é um evento único. 

Você está em outra cidade, longe dos seus amigos que supriam suas necessidades sentimentais reais, os amigos ainda mais antigos também já não estão presentes com frequencia, afinal eles também tem as preocupações já citadas… então os boys eventuais já não estão mais por perto, eles cresceram e cansaram de terem seus sentimentos devorados e você já não tem mais paciência pra criar uma nova lista… de ficar no velho ritmo de festas todas as semanas, caçando nomes (quando você lembra do nome) pra sua lista de reservas… 

O que fazer? Mudar o foco das preocupações, não pensar em rolos e focar no profissional…ótimo… funciona, distrai…mas um dia, AINDA BEM, você arranja definições profissionais pelo menos para os próximos 4/5 anos… então pronto, a realidade bate a porta, e mesmo que vc a ignore ela não vai embora…

Você se vÊ pseudo-realizado profissionalmente (ao menos, menos preocupado), seus amigos não estão lá contigo todos os dias, você não tem com quem conversar, quem lhe abrace, quem lhe ouça, quem lhe faça rir, quem lhe aconselhe, quem lhe acompanhe, não tem nem mesmo quem saia contigo para uma breve cervejinha! É nessa hora que você sente aquilo que camuflou o tempo todo, que escondeu anos e anos atrás de um muro, aquilo que guardou tanto tempo numa caixa impenetravel..  São seus sentimentos, os de verdade ! aqueles que veem para dizer que você esta sozinho e mostram o quanto isso lhe apavora (nessa hora vc percebe que  nunca venceu os power rangers, mas que eles não existem mais para lutar contra você !)…

Então vem a Epifania… ok, não é bem uma epifania é justamente o momento de aceitar aquilo que nunca quis aceitar, foi empurrando com a barriga e fantasiando com a piranhagem…você aceita que está sozinho, que tem pavor disso e o que mais quer e alguém ! Não aquele eventual, nem aquele cara bonito para desfilar por ai, nem aquele namoro de balada de uma semana… alguém de verdade, aguém que seja seu amante, que seja seu amigo, que lhe de segurança e que se sinta seguro contigo, aquele com quem rola respeito e confiança mútua, aquele que lhe fará sorrir, depois chorar de ódio para depois lhe trazer mais sorrisos, aquele que dará saudade mesmo tendo estado contigo a horas atrás, aquele que vai lhe deixar aflito pelo whats app (mesmo você não dando bola para esses aplicativos), aquele com quem almoçar E jantar, aquele com quem ir ao cinema e passar horas falando de filmes e de como foi seu dia e de como as coisas stressam ou anima, aquele pra quem contar uma novidade boa, ou apenas para deitar no colo e ganhar um cafuné…e claro, Alguem que receberá tudo em dobro se depender de vocÊ !

 

Enfim, acho que já deu pra entender o quero dizer aqui ! Talvez um dia role um game over e você acaba voltando a fase da piranha…talvez não… mas no momento, a piranha foi derrotada e a fase é outra… e esse post foi uma forma de desabafar e me ajudar a aceitar isso ! Pois acreditem ou não, não é facil assumir seus sentimentos =O

 

Bom, vou ficando por aqui mas em breve vai rolar mais um desabafo dos tensos…um bjinho com dentadas hahaha =*

 

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Amor é incompreensão

Como é possível reconhecer um amor sincero e duradouro de uma paixão que logo, logo se esvai?

Por Diana Corso

Quando se ama, o pior inimigo não é, como dizem por aí, o costume. Ele pode ser traduzido em intimidade, à guisa do elogio. A rotina pode ser deliciosa, porto seguro da alma, lugar onde ancorar a salvo do medo. A mesmice do outro não é chatice, é repouso.

A duração de um amor não esbarra nisso, é a idealização das escolhas que a abala. Somos tolos como insetos em volta da lâmpada. Ficamos trocando de parceiro, renovando a expectativa de algo maior, relançando as apostas num encontro absoluto. Balela. Amar é combater o desencontro a cada dia. Escute Clarice Lispector: “Pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente”.

O convívio não destrói o mistério, pelo contrário. Viver uma vida toda ao lado de alguém é resignar-se a não decifrá-lo. Não nos saciaremos um no outro. Ele nunca chegará a nos pertencer definitivamente. Um rio separa os amantes, travessias são possíveis, mas as margens não fundirão.

Gulosos, consideramos que a felicidade seria fazer-se um: queremos mais do que encaixe, o objetivo é zerar a distância, virar uma só laranja. Nesse caso, melhor casar com o espelho ou seguir em busca desse par perfeito, pulando de promessa em promessa, procurando no amor o tesouro escondido da felicidade.

O problema é que o Amor e a Felicidade sofrem da mesma sina. São inflacionados, acima de tudo incompreendidos e costumam não ser reconhecidos quando estão presentes em nossas vidas. Por natureza, eles são discretos, deixam-se estar, dispostos a um bom papo, uma tacinha de vinho. Mas em geral são ignorados. Depois de um tempo, partem incógnitos. Os que não souberam reconhecê-los sequem têm motivo para lamentar por isso. A ignorância os protege.

Já a Paixão e a Euforia nunca passam despercebidas. Causam furor quando chegam. São barulhentas, jogam confetes em si mesmas e somem sem que se saiba quando foi que a Ressaca tomou seu lugar.

Os amantes ingênuos são mais afeitos ao estilo destas últimas. Como num parque de diversões eterno, ficam em longas filas, na chatice da espera, para viver instantes de vertigem. Prefiro gastar meu prazo tomando um vinho com a Intimidade. Essa é mais próxima da Felicidade. Acho que nunca terminarei de comemorar a permanência do amor como um presente que recebo a cada dia. Um pacote de presente que nunca abro.

O mistério de seu conteúdo faz parte da felicidade de tê-lo em mãos.

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Meu menino

Meio ano. 6 meses. 182 dias. 4368 horas. 262.080 minutos.

Quando ele desceu da moto, tirou o capacete e veio ao meu encontro sem jeito, eu senti que ele podia ser o cara. Já tinha esse sentimento quando pela primeira vez perguntou se podia me chamar de “seu menino”.

Mas o seu sorriso e sua risada me conquistaram no momento em que demos o primeiro beijo dentro do carro. Foi desajeitado, como todo primeiro beijo é, mas consegui ouvir os sinos tocarem.

“Por que não me manda uma mensagem?”, pensei algumas horas depois do nosso encontro. Do outro lado, ele questionava o mesmo. E foi assim, de modo leve, que nosso relacionamento começou.

Planos eram feitos e a intensidade foi tomando conta mas de um jeito tão gostoso que não assustava. Foi bonito perceber que o sentimento crescia de forma equalizada entre nós dois.

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E como num piscar de olhos, seis meses. Parece que foi ontem que começamos a namorar. Mas sinto que já o conheço há mais de uma vida.

Meu namorado, meu companheiro, meu melhor amigo. O que seria dessas fases turbulentas que atravessei sem ele? Sou do tipo que gosta de estar nos ares, cruzando os céus e voando cada vez mais alto, mas é muito bom saber que no final do dia, tenho um porto seguro, um alguém pra quem voltar.

Hoje só posso agradecer por ele ter me escolhido e me fazer o cara mais feliz desse mundo! Nosso relacionamento tem esse quê de agridoce e é nesse sentido, de sermos capazes de aprender com nossos erros e com isso crescer, amadurecer e nos fortalecer cada vez mais que sei que ele é o cara certo pra mim.

Obrigado por ser tudo isso pra mim. Obrigado pelos seis melhores meses. Obrigado por ser o meu amor.

Onde está o amor?

Você está sozinho…Em frente à TV, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha…Triiiiiiiiiiiimmm! É sua mãe… Quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada.

Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase “galinha”, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido, desconfiado, cheio de olheiras…E o amor dá meia-volta, volver…

Por que o amor nunca chega na hora certa ? Agora, por exemplo… que você está de banho tomado, com camisa e jeans? Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana? Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz? Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi à praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida.

O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa. O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro.

Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito! A primeira lição está dada: “o amor é onipresente”. Agora, a segunda: “… mas é imprevisível”.

Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde… depois de uma discussão por você ter gostado do filme, e ela não…. e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovada no teste de baliza…

Idealizar é sofrer ! Amar é surpreender ! Amem sempre, pois (não é mera pieguice) tudo passa, no fim, só o Amor permanece!

A minha loucura pode estar em baixo da cama ou em cima do telhado… e eu aqui, sentado calmamente nesta poltrona escrevendo esta crônica…

Autor desconhecido

Mudei meu modo de ver algumas coisas

Mudei meu modo de ver algumas coisas.

Finalmente aprendi que a vida de cada um é livre de vínculos, dependências ou coisas do tipo.

Sempre amei e fiz tudo em minha vida com total entrega e intensidade, não parei para pensar que essa entrega e intensidade poderia ser somente de minha parte, afinal sou assim.

Sempre tive certeza que ocupava o primeiro lugar na vida das pessoas que EU pus em primeiro na minha.

Não funciona assim e aprendi.
A vida de cada um é independente. Sentimentos, palavras e ações são o que definem a personalidade de cada um.

Dói ainda, mas aprendi que não posso obrigar ninguém a sentir o mesmo que eu, me colocar em primeiro lugar porque EU fiz isso pela pessoa, nem fazer o que espero que faça.

A vida é assim, tombos seguidos de aprendizados.
Quem sabe um dia eu descubra que acertei em alguma coisa sem precisar cair para aprender?

O brilho no olhar que temos ao nascer tem prazo de validade de qualquer maneira.

Felicidade realista

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor… Não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveita-lo, gasta-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando.

É necessário apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontra-la e deixa-la ir embora por não perceber sua simplicidade.

Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não é felicidade.

Viva mais e se cobre menos.

Autor desconhecido

Encerrando ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistimos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que sentem-se culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração , e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o está apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal.” Antes de começar um capitulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Recaídas e Certezas

Este último ano tem sido complicado para vir escrever sobre sentimentos, sendo que deles foi o que mais fugi. Me vejo culpando o trabalho, as prioridades, até mesmo os amigos, ou seja tudo que engloba minha vida para não permitir que nenhuma possibilidade surja.

Eu sei o quanto soa triste isso, mas sei também o quanto sofri para ficar assim, total e completamente, perdida. Só para imaginar o grau da situação, até algumas horas atrás eu pensava que talvez, quem sabe, eu poderia ficar com um homem dessa vez, de uma maneira seria, constante, quem sabe pensar em filhos de uma maneira mais ‘normal’.

A quem quero enganar? Só a mim, neh? Como posso cogitar, mesmo que por um segundo, passar o resto da minha vida sem um toque feminino? Não seria eu! Seria uma versão distorcida de uma felicidade utópica e ‘sem’ preconceitos.

jigsawheart

Também,  praticamente, um ano longe de qualquer envolvimento físico/sentimental com alguma mulher, o que mais eu poderia esperar? A carência nos cega, mas faz perceber que não vou conseguir ocupar o espaço que falta no peito com o trabalho ou com os amigos, eu sinto falta de uma mulher que me faça sorrir apenas por me enviar um smile por sms/whats/viber.

Será que chegou a hora de abrir as portas para as oportunidades novamente??? Um ano é tempo demais para colar os pedacinhos e visualizar a peça que sempre faltou. E dessa vez de uma maneira mais madura para não ter menos chances de me enganar com uma peça que não encaixe completamente!

Então assim começo esta minha auto avaliação antes de mais um ano se concluir em meu tempo! E como pedido para meu novo ano: Universo, esta na hora de me ajudar com a peça que falta, sinto falta da felicidade romântica de amar!
😉