Arquivo mensal: agosto 2011

Stomach

Eu não sei, de onde vem, essa força que me leva pra você…

Foi com essa frase que meu final de semana começou. No momento, só senti um calorzinho no fundo do meu coração, querendo ser amado. E amar.

Mas se mesmo assim, quiser me deixar, as lembranças vão na mala pra te acompanhar…

E foi com essa frase que ele terminou. Meu estômago com essa sensação esquisita, de vazio. Também querendo ser amado. E amar.

Quando vamos ter a real sensação e conquistar o objetivo que tanto almejamos? E qual é esse objetivo específico? Amar? Ter alguém? Ser feliz? Eu ainda não sei qual é o meu…

Estou aprendendo uma grande lição: por mais que queiramos alguém, não podemos simplesmente pedir por esse alguém. O desejo não deve ser “quero encontrar alguém”, mas sim “quero amar-me”.

E por que?

Porque, como diz o velho ditado, devemos cuidar do jardim para que as borboletas venham. Haverá um momento em sua vida em que o amor vai chegar. Antes disso, você terá feito tudo que podia, tentado tudo que podia, sofrido tanto quanto podia e desistido muitas vezes. Mas, tão certo quando o fato de você estar lendo esse texto, esse dia virá.

Por isso, decidi me amar. Vou me cuidar, crescer, encontrar o equilíbrio e descobrir quem sou. Todo e qualquer relacionamento que eu tenha tido até esse momento, valeu a pena, não me arrependo de nenhum mesmo: me fez crescer, amadurecer e enxergar o mundo de diversas formas que não seriam possíveis se eu tivesse enfrentado tudo sozinho.

E esse nó que está hoje na garganta, essa sensação de vazio que toma conta do meu estômago e esse calorzinho que insiste em permanecer no meu coração?

Não sei, talvez seja apenas um alerta de que as coisas estão para mudar…

Anúncios

Amores breves

Se você já leu um pouquinho sobre os 4 autores desse blog, viu que eu sou o ‘Silly’. Ganhei esse título não foi a toa, sou muito bobo mesmo. De veras inocente e sonhador.

De fato, gosto disso. Gosto de ser assim. Curto as vantagens e desvantagens de ser eu mesmo. E uma dessas desvantagens é de se apaixonar facilmente ou pela pessoa errada – me apaixonei pela pessoa errada, ninguém sabe o quanto que estou sofrendo, sempre que eu vejo ele do seu lado… – btw, assim sou eu.

Desde que me entendo por gente, vivo de amores platônicos. Mesmo na época de ‘hétero’ ou não decidido, sempre me enamorava pelas garotas mais tops-tops-da-balada da escola, aquelas bem inacessíveis. Como gay, a coisa não mudou muito de figura, continuo vivendo amores platônicos.

Por vezes, é o amigo hétero que eu acabo de conhecer, ou alguém que tem namorado e por ai vai.

O pior de tudo não são os platônicos e sim os precoces.

Sou do tipo que acho que vou encontrar o príncipe encantado na balada e que ele vai me olhar, o tempo vai mudar, vai tocar uma linda música romântica de fundo e pá, toda aquela encenação.

E eu estou errado. Redondamente enganado!

Nem sempre aquele cara super legal e super lindo que eu fiquei na balada, vai querer me ver outro dia. Pra falar a verdade, quase nunca ele vai fazer isso. Afinal, balada não é lugar pra achar namorado.

Devido a tudo isso, eu vivo de amores breves. Amores breves de ônibus, de supermercado. Amores breves de faculdade, de shopping e de cinema. Amores breves de balada e de elevador.

Particularmente, eu gosto mais dos amores breves de academia. #alok

Ótima / Péssima

Após uma semana de eventos gays, dos quais não participei de nenhum, reflito sobre estes e é incrível como sempre caio na mesma conclusão. ÓTIMA intenção com PÉSSIMA execução. Porque digo isso? Bom vivemos numa sociedade “teoricamente” Heterossexual e cheia de preconceitos, onde o fato ser gay é hipocritamente dito como aceito, e baseado nesta aceitação é esfregada na cara da sociedade imagens que não mostram igualdade e sim, qualquer diferença que possa existir. 
Creio que a luta se tornou comercializada é mais fácil vender a idéia de que os Meninos Gays estão apanhando por serem afeminados do que por se submeterem a isso. Pessoas fracas apanham desde sempre, faz parte da historia. O suicídio entre adolescentes sempre foi alto, crianças sempre apanharam na escola, as pessoas sempre foram discriminados por “n” fatores. Mas agora a mídia decidiu dar destaque ao fato dessas coisas acontecerem com gays. PURA MIDIA. 

Logicamente que me preocupo e acho valido todo e qualquer movimento que tente ajudar as pessoas que passam por problemas deste nível, mas nem tudo que acontece com você pessoa Gay, acontece por você ser Gay. Aceitem é mais afetação que Realidade

Já sofri preconceitos de várias maneiras e nem por isso sou afetada e/ou cometi suicídio. Situação e situações. Precisamos é educar as crianças com um conceito básico de igualdade. Todos são iguais. Todos tem direitos. E o que o outro faz da vida dele desde que não te prejudique é PROBLEMA DELE.

Concluindo, eu penso assim, se você discorda comenta ai, mas só pra sua informação é PROBLEMA SEU!

1ª Charge

Bom, eu não sou conhecido como o piadista do grupo a toa, certo? Então sempre que puder vou tentar dividir muitas situações com o máximo de bom humor possível.

Para começar, eis aqui um charge antiguinha até, da época em que o Orkut (lembra dele?). Só se permitia 12 fotos e apenas um álbum.

Sempre fui taxado de O insensível, o sem coração do grupo, então, nada mais coerente que começar com essa charge.

Afinal, quem nunca se identificou com ela, pelo menos em algum momento da sua vida?

“?”

Queridos leitores, colegas, simpatizantes e amores…

Peço desculpas por não ser o autor mais assíduo do momento, porém tal situação me colocou em reflexão, pois ao ser questionado sobre minha ausência, dizia estar sem criatividade, sem ter o que escrever. OPA, peralá, o que faltaria, afinal, para um bom post?

Faltam pessoas na sua vida? Não

Faltam histórias acontecendo? Não

Faltam Rolos? Não, pelo contrário, estão sobrando rolos

Falta vocabulário? Não (ao menos eu creio que não)

E então? Da onde vem a critividade? De onde virá o fato que me deixará animado a ponto deu querer relatá-lo? O que está faltando afinal?

Ok, a resposta perfeita poderia ser “Tempo”, mas se tenho tempo para rolos, por que não tenho tempo para mim? Digo, para uma reflexão sobre tudo que está ocorrendo e tudo mais?

Agora sim parecemos ter uma pergunta melhor, com mais nexo, mas será que eu quero de fato assumir a resposta?

Gente, parece que antes que eu termine esse post, meu botão de “?” aqui do computador vai afundar. Então o jeito é parar de ficar buscando apenas questionamentos e trabalhar em algumas respostas.

Então chega de enrolação, né? (E lá se foi mais uma interrogação).

De fato, acho que muitas vezes tenho medo de refletir sobre tudo que está acontecendo, afinal, perguntar é fácil, responder pode ser difícil, quando não, assustador. Principalmente quando somos nós mesmos, tendo que responder a nós mesmos sobre nossas ações.

Sinceramente, não sei nem se esse texto está com algum nexo, pois é assim que funcionamos algumas vezes: quando somos questionados e cobrados de nossas ações, muitas vezes simplesmente enrolamos e nos acomodamos nas situações, evitamos refletir, e geralmente, mantemos os mesmo erros, mas evitamos as dores! (Será?)

Em breve pretendo relatar mais causos, histórias e situações, e assim, aprender mais comigo mesmo, permitir-me refletir, além de dividir e quem sabe, até ensinar 😉

Então, um grande beijo a todos, e aguardem =)

Reflexões

Hoje li o texto “Hipocrisia tem limite” do jornalista Rica Perrone e me senti obrigado a concordar com tudo que ele escreveu. Primeiro, vamos a essência de tudo, eu sou gay e sei do que estou falando.

Muito se fala hoje em dia sobre os direitos dos homossexuais e tudo mais, e eu, concordo plenamente em exigi-los. Existem muitos direitos na lei brasileira que nos é negado só por ser quem somos. Também concordo com o fato de serem necessárias pessoas engajadas na causa, ativisitas e militantes pra brigar por isso.

Foi assim com tudo na nossa história, as mulheres brigaram para serem reconhecidas como são. A classe trabalhadora brigou e muito, pra ter os direitos que tem hoje. E assim será com os gays. O sacrifício de um grupo, vai refletir em toda uma classe. Igualzinho na história das mulheres e dos trabalhodores.

Voltando. Mas daí a encarar qualquer tipo de comportamento de um pessoa como homofobia ou discriminação é exagero. Ao que me parece, os gays, no geral, estão procurando uma forma de ser aceita tão grande que jaja irão exigir uma espécie de política de cota para gays. Querem tratamento VIP. Não existe isso e não vai existir.

Pense nas suas amizades, você convive com todo tipo de gente? Claro que não! Você convive com quem tem afinidade. Se você curte rock, tem tendência a ter amigos roqueiros, metaleiros e até emos. Mas nunca um pagodeiro. E arrisco mais, é capaz de se encontrar um pagodeiro, mudar de calçada.

Chato pra todo mundo, mas é a verdade.

As pessoas tem o direito de não gostaram de gays, assim como de não gostarem de negros, de emos, de roqueiros. Veja bem, eu disse direito de não gostar não de agredir.

Agressão: s.f. Ataque violento e intempestivo; provocação. / Insulto, ofensa. (Aurélio).

Pra mim, agressão e homofobia é quando alguém, além de não gostar de mim por quem eu sou, me maltrata, me tira pra fora de um lugar, me bate, me espanca, me insulta ou me humilha.

Num jogo de futebol, voley ou sei lá que raio de esporte, onde nem a mãe das pessoas em campo é respeitada, é pedir de mais que não saia nenhum “chuta essa bola seu viadinho”.

Se o cara não for viadinho, nem vai ligar. Se for, fudeu, o cara tá sendo homofóbico. Prende ele.

Poker face pra você. Entendem meu raciocínio? Pra finalizar, na minha concepção, ORIENTAÇÃO SEXUAl é pra onde o indivíduo se identifica sexualmente, seja homem ou mulher. É normal pra ele, ele é orientado assim, é íntrinseco.

Já OPÇÃO SEXUAL é como o cara opta por transparecer isso, temos as putas, as recatadas, os cafas e os nerds. Mas também temos os gays de terno e os viadinhos ploc ploc. Isso foi uma opção de ser, baseada na orientação, mas foi opção.

Ninguém opta por ser gay, mas optam por ser viadinho ploc ploc, bicha exibida ou um cara normal, porém gay.

Sujeito viadinho ploc ploc, se você se veste todo de rosa e não fala, mia. Aceite, você será discriminado pela maioria e não por ser gay e gostar de meninos e sim por ser uma afronta aos olhos da maioria. Viva com isso.

Já o cara que é normal, assim como a maioria dos homens brasileiros e é gay. Não é desrespeitado. As pessoas o aceitam e o acolhem, por que ele não as afronta.

Sejamos inteligentes, a maioria sempre vence. Não existe o país das maravilhas gay. Cade a nós aprender a conviver com as diferenças e não com as excentricidades de cada um.

Games

Navegando outro dia na internet, descobri esse mosaico super interessante sobre a evolução gay dentro dos jogos de videogame:

 

Clicando na imagem, é possível vê-la em tamanho maior

 

É interessante perceber como pequenas manifestações pacíficas podem começar a fazer a diferença e criar nossa identidade perante o mundo.

A primeira desilusão dói?

Dói. E dói mais do que qualquer outra.

Minha primeira paixão durou exatos 30 dias. Nos víamos quase todos os dias. O programa, sempre o mesmo: ficávamos conversando dentro de seu carro. Eu, com 16 anos, achava o máximo tê-lo só pra mim. Mas quem disse que era assim? Nos víamos sempre, menos aos sábados – ele tinha que sair com os amigos.

Ele que sempre me ligava – eu não possuía seu número de celular; ele me ligava de um orelhão e eu retornava a ligação. Eu era completamente dele e ele, não era nada meu. Até que um dia, ele não me ligou mais. Ele não ficou mais online. E então eu percebi: eu não sabia nada a respeito dele. Devia ter desconfiado desde a época da foto. Foi então que eu descobri: o coração é burro.

Eu me culpava: seu burro, seu idiota, como pôde fazer isso consigo? E doeu. Doeu muito. Na época, lembro de confessar à uma amiga que eu sentia como se uma parte de minha alma tivesse sido arrancada e o sangramento custava a cessar. A ferida ainda ficaria aberta por muito tempo.

Mas com isso, eu pude aprender muitas coisas:

  • Nunca confie em alguém que você mal conhece;
  • Analise se essa pessoa tem mesmo a ver com você, seus ideias, seus pensamentos;
  • Doe-se, não esperando retorno, mas se não houver, caia fora;
  • Blinde-se contra investidas de pessoas mal intencionadas.

Entretanto, seis anos após minha primeira paixão, eu só tenho a agradecer à este cara, onde quer que ele esteja: aprendi a ser mais forte e depois que me recuperei de toda a dor, aprendi a me amar mais e descobri ao menos, o que eu não procurava em um relacionamento.

Um rosto lindo, um sorriso encantador…

…e um jeitinho de falar que me pirou…

E me pirou mesmo. Eu estava na época com 16 anos. E como todo adolescente, passava horas a fio na internet. Em um dia desses, uma janela do meu msn subiu com um “oi” de um desconhecido. O bonequinho do msn no avatar indicava que eu realmente não o conhecia. Mas a conversa fluiu. Ele gostou de mim, me achou bonito. E eu, apenas dava risada. Perguntei se ele podia colocar uma foto e a resposta que tive foi “não tenho, mas se me encontrar, prometo que não irá se arrepender”.

Que tipo de idiota ele pensava que eu era? Não iria encontrá-lo sem ao menos ver uma foto! Fotos, na internet, são o cartão de visita. Por mais charmosas que as suas palavras sejam, ainda assim, não sei se gostei de você. Por foto já é difícil saber: muitas vezes vemos a dita cuja e achamos a pessoa linda; no final, descobrimos que ela só tinha grande talento para manipular fotos no photoshop. É trágico, no mínimo.

Depois de algumas horas de conversa, aceitei passar meu celular: ele iria me ligar no dia seguinte. Eu, estranhamente, esperei ansioso pela ligação de uma pessoa que eu não tinha ideia de como era! E o telefone tocou. Nervosamente, eu atendi. Mas logo ele quebrou o gelo, me fez rir e eu acabei concordando em encontrá-lo em um local público próximo de casa. Eu topei me encontrar com uma pessoa que eu nem ao menos tinha visto foto.

Fui caminhando em direção ao local; eu sabia qual era seu carro e o reconheci assim que passei por ele indo direto para o ponto de encontro. Escutei ele abrir e fechar a porta atrás de mim, me seguindo até o local. Eu estava morrendo de medo de olhar para trás e me deparar com alguém que eu não iria gostar da fisionomia.

Quando cheguei ao local, respirei e olhei para trás: aquele moreno, de 24 anos, vindo em minha direção com um sorrido tímido e olhar de menino me encantou a primeira vista; além de tudo, ele havia chegado 20 minutos antes do combinado para comprar algo para mim: uma smirnoff ice, algo que eu adorava na época. Achei fofo.

Saímos em seu carro pela cidade, conversando sobre os mais variados assuntos. Em certo momento, o primeiro beijo aconteceu: só senti um calorzinho no coração. E foi assim que eu me apaixonei, pela primeira vez.

Get use to it!

“We’re queer, we’re here. Get used to it!”

Já ouviu a expressão get use to it?  Em tradução livre, significa aceitar que um determinado estado é inevitável. Começou a ser usada como sentença com o significado de “assim que as coisas são, aceite!” por volta do começo dos anos 90 nos Estados Unidos. A primeira vez que foi usada em defesa dos homossexuais foi na Parada do Orgulho Gay em Washington, EUA, em abril de 1993, por Simon Tisdall no jornal The Guardian:


Em tradução livre, “estamos aqui e somos bichas, aceite!”, dizia as camisetas de algumas pessoas que participavam da parada.

Mas por que estamos falando disso? Por que as pessoas devem aceitar, querendo ou não, que estamos aqui. Amor gay, amor lésbico, amor hétero, desde que haja afeição e todo o coração nisso, porque rótulos deveriam importar? Deixe cada um amar de seu modo, no seu tempo!

Tenha orgulho de ser você, independente de críticas, julgamentos e olhares tortos. Enquanto você estiver firme, o mundo não poderá tocar em você, não poderá modificar sua alma.

Juntos, podemos não mudar o pensamento dos mais extremistas ou o próprio mundo; mas com caráter, dignidade e trabalho árduo, podemos começar a fazer parte dessa mudança global, que tem como objetivo apenas isso: provar que estamos aqui e não queremos nada a mais, do que o direito de também ser feliz.