um dia após o outro

Podem chamar de dor, podem chamar de tristeza, de vazio existencial ou até simplesmente de ‘coiso’. A sensação é a mesma, apenas as palavras mudam. O vácuo encontrado dentro do peito é igual, apenas as lágrimas rolam em faces diferentes. Tudo, todas as minuciosidades são semelhantes.
A garganta seca, e o olho úmido. O coração que não sabe se bate ou chora. A alma que de tão anestesiada grita em seu silencio atormentador. O corpo que treme com a vivacidade que quer manter. O frio, o tão temeroso frio, que não se mantêm apenas na parte externa. Desejar dormir, e acordar em outros tempos, com um sorriso de um dia feliz e não com o travesseiro ainda úmido. Conseguir descansar vendo as estrelas depois de uma noite mágica e não ficar rolando horas e horas até descobrir que esse corpo não suporta mais tal sofrimento, até sentir que não existe mais encaixe, não existe uma única escapatória dessa realidade, apenas a terrível neblina que invade todos os poros, toda mente e todo coração.

Sentimentos ruins, que por vezes rompem nossa pele e fazem da existência difícil.  Vivi isso muito tempo, aquele vazio no peito que me fez uma morta viva em baladas e festas sem significado, tentando aniquilar minha dor com doses de tequila, ou outra bebida qualquer. Porem um dia, aquela vontade absurda de abstrair, aquela luta, em tornar sorrisos tristes em verdadeiros, é conquistada e uma força vinda de algum lugar te faz expulsar toda aquela angustia e te faz acreditar que merece ser feliz novamente. Pode parecer meio auto ajuda isso, mas foi o que aconteceu, me permiti sofrer mas quando cheguei no fundo do poço percebi que não tinha mais para onde ir a não ser para o topo. Então eu subi, foi difícil, muito por sinal, escalei cada centímetro e ainda escalo, é uma conquista diária, se amar, acreditar no seu potencial, na sua beleza, ter força de vontade. É tudo uma luta.

Viver é a nossa verdadeira guerra, e nossa sobrevivência depende de constantes batalhas internas e externas.

Eu vivo batalhas diárias comigo e com a sociedade, entre agradar e me agradar, entre verdades e mentiras. Lutas e mais lutas nem sempre com adversários reais. E aquela busca incansável pelo equilíbrio é que me faz acreditar que tudo vai acabar bem, numa vida feliz e plena.

beijinhos e até a próxima semana! 😉  

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Sobre GingerSin

Autenticidade e teimosia com pitadas de sarcasmo. Amante de culturas, com o intrínseco desejo de pisar em cada continente e molhar os pés em cada mar. Formação técnica em Moda e Estilo. Brasileira e italiana com um pitadinha de alemã. Não vive sem música, de Mpb a Rock. Amante da culinária em geral. Apaixonada por séries e livros. Morre por ombros, ainda mais se estes fizerem parte de um corpo feminino. Viciada em conhecimento.

Publicado em setembro 10, 2011, em Pensamentos, The Ginger. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. E no fim, tudo deu certo…

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