Amores e outras Drogas (I)

Eu fico a semana toda pensando e programando meu post, mas sempre chega na hora e eu não tenho a mínima idéia do que escrever… Ao dizer isso para um dos outros autores do blog, o comentário foi: “A intenção do blog era contar dos nossos amores, e isso foi o que menos fizemos até agora…”. Então começamos aqui a minha saga! 😉

—- The First One —-

Se o primeiro passo de quando alguém se descobre gay é se aceitar, o segundo é aprender a lidar com o preconceito. 
No meu caso foi assim, mas o problema mesmo é quando se tem que lidar com o preconceito da pessoa com quem se namora! Essa foi minha primeira historia, que durou uns bons anos, entre provas e ‘desprovas’ de amor. 
Começa com um primeiro beijo forçado, o segundo roubado e o terceiro concedido… E a realidade era esfregada na cara a cada troca de olhar, e o sentimento só aumentando até perceber que mesmo eu sendo a criança, era quem tinha o juízo mais bem desenvolvido.  E assim foi, depois de um mês naquela paixão adolescente, tive meu coração dilacerado pela primeira traição, mas esta, como todas as outras, foi abstraída após uma longa conversa e enrolação da minha mente inocente, sobre a diferença entre lealdade e fidelidade. 
E vivi, anos e mais anos, na realidade 4, vendo a mulher que me enlouquecia com seus beijos e olhares, beijar todos e todas em frente ao meus olhos, e mesmo assim me apresentar como mulher da sua vida. Comédia. Hoje, percebo que era mais um brinquedo, do que um amor. Mais um fixação do que um amor. Eu era uma marionete do meu desejo, por aqueles olhos que eu mergulhava e me perdia. 
Porem toda inocência e paixão acabam um dia, e mesmo demorando a minha acabou, em uma manhã de feriado, com uma ligação entre lágrimas e uma visita no hospital. Nenhum amor resiste a tantas lágrimas e internações. Ainda mais quando percebemos que o que sempre te matou e ferio foi uma fulga da pessoa, por não aceitar que amor, igual aquele que vimos entre nossos avós, pode acontecer entre duas pessoas do mesmo sexo. Um amor fiel, leal, companheiro, respeitador e indivisível.
Mas amei, foi um amor que de tão inocente se tornou fraternal, e foi tão viciante quanto uma droga pesada que te rouba a alma e te faz pagar por cada segundo de prazer.

Meu amor fraternal e minha Droga pesada!

😉

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Sobre GingerSin

Autenticidade e teimosia com pitadas de sarcasmo. Amante de culturas, com o intrínseco desejo de pisar em cada continente e molhar os pés em cada mar. Formação técnica em Moda e Estilo. Brasileira e italiana com um pitadinha de alemã. Não vive sem música, de Mpb a Rock. Amante da culinária em geral. Apaixonada por séries e livros. Morre por ombros, ainda mais se estes fizerem parte de um corpo feminino. Viciada em conhecimento.

Publicado em setembro 23, 2011, em Histórias, The Ginger. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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