Arquivo mensal: outubro 2011

Love! L’amour! Liebe! 愛! Amor!!!

   Assim como é escrito de diversas formas,o amor pode ser visto de diferentes maneiras. Em certos momentos como o ar que preenche nossas lacunas pulmonares e em outros como a adaga que perfura o mais fundo nossos corações. ‘Eita” palavrinha multi significativa, cada qual com a sua interpretação vai vivendo, vai sofrendo, vai curando, absorvendo, aprendendo e apenas esperando até que se torne real como em seus contos de fada, ou sua realidade abstrata. 
   Por vezes penso nos diferentes amores que vivi ou vi pessoas vivendo, e preencho minhas horas dissertando mentalmente, separando – os em categorias, e por vezes até inventando algumas;
 
 
 
 
 
 
 
   *   Amores-Zumbis, aqueles que apesar de todos os indícios, se recusam a admitir que morreram, e por vezes perduram anos como mortos-vivos, dividindo cama e beijos burocráticos;
   *   Amores-Vegetais, aqueles que de forma letárgica sobrevivem com base naquela pequena sensação de que um dia tudo será como antes;
   *   Amores-Irracionais, aqueles que um dia surgem, penetram em suas entranhas, te tirando de qualquer eixo e somem sem deixar pistas, assim como chegaram;
   *   Amores-Carnais, os quais o sexo é tão bom que vale as brigas, as indiferenças, por vezes as humilhações, mas como os anteriores, um dia ao despertar é mais que insuportável ver aquele     corpo encostado ao seu;
   *   Amores-Cômodos, os quais persistem por pura conveniência, e se arrastam por anos, deixando infelizes os envolvidos, até um surto ou uma nova paixão aparecer;
   *   Amores-Desiguais, que por mais que tentem nivelar o sentimento, sempre um ama mais que o outro;
   *   Amores-Mistos, que cada um sente um tipo de amor;
   *   E, finalmente, os Amores-Fenix, aqueles que apesar das diferenças, dos preconceitos, das brigas que não levam a nada, da toalha molhada em cima da cama, da cara amassada pela manha,   dos telefonemas inexistentes, persistem insistentes, intensos, reais. Mesmo este sendo rarissímo, existe, na minha casa existe. Este uma escolha diária. Um companheirismo, uma amizade, e acima de tudo um enorme e absoluto RESPEITO.
Bom acho que poderia numerar Ns outros mas no final eu só quero um mesmo, um que envolva RESPEITO acima de tudo e acredito que isso eu já encontrei, também porque parei de aceitar qualquer coisa que não tenha isto no pacote. 
 
 
   ‘Vivendo e aprendendo’, como tudo nesta vida, um dia depois de vários tombos, aprenderemos!!!

;)! 

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O que faz o amor acabar?

No início de um relacionamento, temos a intenção de mostrar o nosso melhor no objetivo de conquistar a pessoa amada. E sempre que esse alguém que faz nosso sorriso surgir sem grandes esforços, esperamos que este relacionamento não termine tão cedo – ou não termine nunca.

Embora tenhamos sido criados ouvindo contos-de-fada, descobrimos com os pesares que o pra sempre não existe e que o tempo não tem piedade, transformando o relacionamento em algo diferente do que quando começou – não que essa mudança signifique uma regressão, podendo muitas vezes ser caracterizado por uma evolução, ou algo que não se torna melhor, nem pior.

Acreditar no amanhã se torna indispensável. A esperança e a certeza do amanhã é que fazem com que o amor vença. Deve-se investir para ganhar. Mas ao pensar no futuro, esquecemos do essencial: temos de vivenciar o hoje. Acabamos por perder o verdadeiro foco ao esquecer disso.

O que faz o amor acabar é deixar que pequenas coisas do dia-a-dia sufoquem o relacionamento, achando que no futuro, poderemos reverter tudo isso; embora isso seja possível, arriscar-se a perder alguém por ter excesso de confiança num futuro mal cultivado, não é a ideia mais inteligente.

Ninguém pode garantir que o amor vai durar para sempre, é impossível, além de ser imprevisível e incontrolável. Mas podemos fazer com que ele dure o tempo necessário, de modo que, se acabar, podemos ter a sensação de dever cumprido. Como? Viva o “amor de um dia”.

Sabe aquela famosa filosofia de viver cada dia como se fosse o último? Pois viva esse amor como se ele fosse durar apenas até o final do dia, como se hoje fosse o único dia possível para namorar, rir, beijar, abraçar, ouvir e falar, perdoar e pedir perdão, ceder, reconhecer as qualidades, tentar mudar os seus defeitos, etc.

Assim, você verá como é mais agradável e fácil viver um grande amor de 12 ou 24 horas do que pensar em um de 12 ou 15 anos; do mesmo modo, é mais fácil viver um amor de 12 ou 24 minutos do que um de 12 ou 24 horas.

Que tal começar agora? Faça uma ligação inesperada, um convite ousado, um presente surpresa, um elogio sem motivo.

Te desejo sorte, em busca de uma linda história de amor.

Amores e outras Drogas (II)

Todo mundo já idealizou a pessoa perfeita pelo menos uma vez na vida. Aquela que reuniria todas as qualidades que admira, mais aquele corpo escultural e logicamente um cartão sem limite. E que essa Perfeição ambulante seria completa e ironicamente apaixonada por você.
Assim começo:::

The second one…

Quem nunca viu salva-vidas sarados correndo na praia e imaginou como seria se uma daquelas beldades fosse sua (possessivo, mas real). Foi exatamente assim: Eu criança, ele adulto. Eu inocente, ele sacana. Eu nem ai, ele apaixonado.  Eu gay, ele hetero. Este sempre foi o problema, mas quem resiste a tentação de ser uma princesa que encontra o príncipe encantado e vive feliz para sempre, sendo mimada todos os dias com agrados, carinhos e atenção? Acho que ninguém, pelo menos todos tentariam tornar real o que teoricamente seria perfeito. Seria, se não fosse pelo pequeno detalhe, eu nunca o amei como homem, eu nunca o amei como pessoa com quem eu passaria minha vida. Era como um vício, mas nada que tirava-me do eixo, ou dominava minha mente, era mais como um costume ruim, um cigarro que toda vez que tem suas mãos vazias acende, e que mesmo sabendo que é um vicio nada fácil de lagar, um dia decide dar um basta. Dói, sente falta, mas apenas tem que ser forte e resistir a tentação de voltar ao comodismo do vicio.
O tempo passa, a vontade diminui, porém toda vez que pensar uma enorme interrogação vagará na mente. E SE?…

Posso dizer com certeza: Foi meu amor Masculino e meu Cigarro!

12 dias com ele

Sabe quando você conhece alguém em um dia e no outro a pessoa passa a fazer parte da sua vida de uma forma super intensa? Aconteceu comigo.

O conheci numa noite, mas especificamente em uma balada (eu sou daqueles que acreditam ser possível encontrar alguém legal na balada. Parto da premissa de que, se eu sou legal e estou lá, outro legal posso encontrar..btw). Ele chegou em mim, trocamos duas palavras e ficamos.

Pronto. Começou.

Mal saímos da balada, já estávamos trocando milhares de SMS’s, depois nos falamos pelo telefone e MSN. Na outra semana nos falamos todos os dias e nos vimos umas 4x na semana. Tivemos um encontro super-romântico-mimimi-cheio-de-ohhn um dia e o levei pra conhecer meus amigos em outro.

Ele até me deu um presente! Passamos um final de semana perfeito juntos. Combinamos de ir à um motel e tudo mais. 12 dias. 12 dias intensos.

12 dias o suficiente pra eu ver que eu estava feliz, que estava apaixonado. Desde o começo eu achei que a gente estava indo rápido demais, mas parei pra pensar e decidi arriscar. Afinal, eu nunca havia me envolvido com ninguém até ali, e um relacionamento que estava durando 1 semana já estava ótimo.

Meus amigos perceberam a rapidez e me alertaram “cuidado, vcs estão indo rápido demais e no fim, quem vai sofrer é você”. Mesmo assim, continuei arriscando e me envolvendo.

12 dias depois, acabou.

Motivo? Ex.-namorado. Simples. Fantasmas do passado que voltam pra atormentar o presente e acabar com o futuro que estava sendo escrito. Não tenho forças pra lugar contra algo que foi mais forte e mais intenso do que eu.

Não sei ao certo onde eu errei, o que eu fiz. Se é que eu errei ou fiz algo que pudesse faze-lo me deixar. Ele simplesmente se foi, fez a escolha dele.

Percebi a mudança no comportamento dele no penúltimo dia, e já me preparei pra facada final. Pro tiro de misericórdia. Fui até a casa dele, olhei em seus olhos e ouvi da sua boca. Game over pra mim. Entre mim e o ex, ele prefere o ex. Ele prefere continuar uma história que já estava sendo escrita do que começar uma nova.

Com lágrima nos olhos, chorando feito um bobo, olhei pra ele e disse: obrigado por fazer eu me sentir o cara mais lindo do mundo, obrigado pelo presentinho fofo que você me deu, obrigado pelo final de semana mais perfeito dos últimos tempos, obrigado por uma das transas mais fodas que eu tive, obrigado pelos sms’s de bom dia as 07h da manhã, obrigado pelas ligações de boa noite, obrigado por ir me visitar depois do trabalho, obrigado pelo carinho, obrigado por segurar na minha mão a hora que eu tava estressado dirigindo, obrigado por não ter feito a barba só porque eu pedi, obrigado por me mostrar que é possível me relacionar, obrigado por mostrar que eu não sou tão coração de pedra assim, obrigado por te me levado no motel pela primeira vez, obrigado por fazer eu me apaixonar por você e finalmente, obrigado pelos melhores 12 dias da minha vida.

Ainda olhando pra ele, citei o Soneto de Fidelidade do Vinícius de Moraes, dando ênfase na última parte: “que seja infinito enquanto dure”. Rimos. Nos abraçamos, lhe dei um beijo na testa e disse: vai ser feliz, o fulano é um cara de sorte. Tchau.

Voltei chorando, acabado. Mas sabia que havia feito a coisa certa. Você pode estar pensando agora que eu sou um idiota, um bobão. Quer saber? Foda-se a sua opinião. Pra mim, ele foi tudo isso. Tenho certeza que eu fui importante pra ele também. O que interessa não é o tempo que as coisas duram e sim, a intensidade com que elas acontecem.

Posso olhar pra isso tudo e começar a julgá-lo, o colocando na posição de monstro, de errado. De alguém que brincou com meus sentimentos ou posso olhar com outros olhos e ver que eu cresci e que ele também cresceu. Como eu já disse aqui, eu vivo de amores breves.

Bola pra frente.

O medo do amanhã

A sociedade atual tem a necessidade de querer tudo para ontem. A internet tornou mais rápida as comunicações e a velocidade com que conhecemos pessoas ao redor de todo o mundo ultrapassa qualquer uma já sonhada pelo homem há duas décadas.

Mas tudo possui seu efeito colateral. Conhecemos mais pessoas, mais estamos cada vez mais sós. Não somos mais capazes de lidar com nossos sentimentos, frustrações e fracassos. A mínima vírgula se torna um ponto final quando encontramos qualquer dificuldade.

PAREM!

Onde está nossa força de vontade? Onde está o desejo de perseguir os sonhos com afinco? Onde está o oxigênio inflando os pulmões para tomarmos impulso para sair do fundo do poço?

Começamos relações já nos perguntando quando será o final. A história do outro é muito complicada e pesada para suportamos. A primeira briga já é indício de que nada, nunca, irá dar certo. O drama e o sofrimento começam antes da hora. E novamente, estamos cada vez mais sozinhos.

Esse é o verdadeiro mal do século: a solidão, a falta de entendimento, a falta de vontade de tolerar o próximo, de ceder, de querer realmente, estar com alguém e não com a personificação de perfeição que criamos dentro de nossas cabeças.

Isso afeta diretamente a cada um de nós: ao invés de deixarmos as coisas correrem seu curso próprio e viver o presente em sua plenitude, sofremos tanto com o que virá de negativo no futuro que quando, se por ventura, esse negativo acontece, percebemos que não fomos felizes em nenhum momento devido a preocupação antecipada e sem necessidade.

Devemos parar de agir assim. Faça tudo que puder, tudo que quiser! Abrace seu presente e o viva intensamente. Sorria para o próximo, ligue dizendo que quer estar junto, peça o abraço apertado e dê o beijo esperado.

Seja feliz, sempre.

Gouinage

O que é?

Gouinage (do francês, “lesbianismo”): é a pratica sexual onde não existe a penetração. Entretanto, a definição ganhou amplo significado, deixando de ser aplicada apenas ao sexo lésbico. Existe sexo sem penetração. Na França, a gouinage é discutida como uma nova tendência e ainda é assunto recente no Brasil, embora a prática exista desde sempre, apenas ganhando uma nova nomenclatura agora.

A falta de informação sobre o assunto ainda é um inconveniente para o entendimento do seu significado. Alguns descrevem comparando a gouinage ao “sexo tântrico”, mas ao contrário do sexo tântrico, na gouinage não se necessita de técnicas para aumentar o prazer: precisa-se apenas de criatividade, focando maior prazer.

Outros a descrevem erroneamente como “sexo preliminar”, que consiste em promover a excitação do parceiro através de carícias, masturbação e sexo oral, mas isso daria à gouinage uma idéia de sexo incompleto. quando na verdade. não é.

A vantagem

Pare para pensar: quantas vezes você já se envolveu emocionalmente com alguém e se decepcionou porque, sexualmente, curtiam a mesma posição? Como na gouinage não existem ativos nem passivos, ambos possuem a mesma vantagem sexual, ou seja, não há um indivíduo dominador ou submisso.

Os dois possuem a mesma responsabilidade, que é exclusivamente dar prazer. Como não há penetração, não há também tensão, dor ou desconforto. Assim, se utiliza todo o ato sexual para a exploração dos sentidos: o olhar, o toque, o cheiro, o gosto. Isso permite levar o prazer a um nível bem mais elevado.

Assim como existem ativos, passivos e versáteis, os chamados “gouines” são uma outra alternativa para o sexo, já que a gouinage compreende todos os ingredientes para se alcançar o orgasmo: estudar o corpo do parceiro, excitar, sentir e proporcionar prazer. Ou seja, de sexo incompleto, não tem nada.

A polêmica

Nos poucos lugares do mundo onde o tema já está sendo discutido, a polêmica é inevitável. Os que são contra, consideram até mesmo que a prática é uma negação do sexo gay, e afirmam que para ser considerado sexo é indispensável que haja penetração. Do outro lado estão aqueles que descobriram na gouinage o prazer ideal, distante das tensões e desconforto causados pela penetração.

Descobrir como seu corpo funciona e o que te dá prazer é essencial. Não deve-se ter vergonha por não gostar de penetração, seja como ativo ou passivo. A vida sexual tem beleza na sua grande diversidade de formas de se obter prazer. Como muitas coisas exóticas e absurda no mundo do sexo, ser gounie é algo absurdamente, normal.

Para quem me odeia

Eu te amo. E não seria metade do que sou sem você, juro. É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira.

Prometa que nunca vai deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim. Eu vagaria pelas ruas insegura, sem saber o que fiz de tão errado se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito.

Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço. Ainda mais quando é enfática como a sua – todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.

E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos. Então, ser execrada por você funciona como um desses exames médicos mais graves, em que “negativo” significa o melhor resultado possível.

Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar – cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, estudando um pouco. Mas não: você prefere gastar seu precioso tempo me detestando. Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.

Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor. E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:

Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste. Ao contrário, estou caprichando para realizar coisas que deverão te deixar ainda mais nervoso comigo.

Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que você mais detesta. Sem esquecer de sempre tentar descobrir novos jeitos de te deixar irritado.

Prometo jamais te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseiro comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.

Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei te amando. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.

Pena que você não esteja me vendo neste momento, inclusive, pois veria o meu sincero sorrisinho agradecido – e me odiaria ainda mais.

 

Fernanda Young