Para o desejo, não existem barreiras

Depois de um ano em que havia me separado da minha primeira paixão, eu ainda não estava procurando por uma nova desilusão. Mas, os sentimentos não escolhem como vão acontecer, não é verdade?

A minha segunda paixão aconteceu de um modo bastante clássico para quem está familiarizado com a história da Megera Domada, no sentido do amor que nasce de uma grande aversão. Um dia, eu e alguns amigos decidimos entrar em uma comunidade no orkut (sim, o falecido, mas que era super pop em 2007), intitulada “Não sou fácil, sou biscate”. Claro que, no final da história, apenas moi acabei entrando.

Um dos posts tinha um apelo sexual bem típico daquela rede social. Decidi entrar e ler o que as pessoas postavam, como que, por surpresa, me deparei com um verdadeiro bacanal cibernético, onde homens, mulheres, emos, todos queriam dar uns para os outros, de modo que, na realidade, ninguém tinha coragem para realmente fazê-lo.

Em um dos comentários, dizia-se nitidamente: “olhe a foto desse cara, claro que eu daria pra ele!”. Eu, sem hesitar, cliquei no link. Eis que me surge a foto de um garoto, em uma banheira, super sensualizando, o que me deixou muito intrigado. Por que alguém, em sã consciência, postaria uma foto dessas em uma rede social? Insegurança e desejo de aceitação, pensei comigo mesmo. E fechei a janela.

Quando não me surpreendo, no outro dia, devido haver naquela rede social algo que eu carinhosamente chamo de bula, o distinto garoto decidiu me deixar um scrap. Eu, muito educadamente, respondi, embora ainda o achasse um exibido. Conversa vai, conversa vem, ele me adicionou no msn. E eu descobri que ele não tinha nada de inseguro e que na verdade, era um dos meninos mais fofos que eu já havia conhecido. O problema: ele morava em outro estado.

Conversamos durante meses, pela cam, pelo microfone, pelo celular (TIM, por que essa promoção dos 0,25 não existia naquela época???) e por fim, em uma segunda-feira, rolou o seguinte diálogo:

Ele: Onde você vai estar quinta-feira?

Eu: Aqui mesmo, por que?

Ele: Porque comprei as passagens, estou indo praí te ver.

Meu coração no momento disparou e durante os três próximos dias naquela semana eu quase não dormi. Por fim, a quinta-feira chegou. Mas isso é história para um outro post =)

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Sobre The Serious

Capricorniano nato, organizado e extremamente perfeccionista. Idealizador, que quer conhecer o mundo todo. Turismólogo por formação. Brasileiro e orgulhoso disso! Ama bife de picanha com arroz, feijão, farofa e batata frita e não abre mão de uma boa dose de Absolut, seja com coca, com suco, com gelo. Leitor ávido de todos os tipos de livro. Ouve todo tipo de música, de Cher à Victor e Léo. Adora uniformes e ternos. Viciado em viagens. Postagens às quartas.

Publicado em janeiro 25, 2012, em Histórias, The Serious. Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

  1. Essa história eu não conheço! Tô curioso, cadê o próximo post?

  1. Pingback: Será que estar no paraíso é isso? « Estação 47

  2. Pingback: A primeira viagem atrás do amor « Estação 47

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