A primeira viagem atrás do amor

Continuando a história já contada em dois posts (ver “Para o desejo, não existem barreiras” e “Será que estar no paraíso é isso?“), quando ele perguntou se eu queria ir para o Paraná com ele, eu não tive dúvidas e aceitei.

Ainda, de quebra, levei o The Joker para ter contato com novos ares. Foram 7 horas de viagem, onde eu sentia no fundo de meu ser que era o certo. Não existia em minha cidade alguém tão encantador, tão lindo, tão romântico, como ele. Chegando em sua cidade, fomos direto para sua casa.

Ele nos apresentou a cidade, conseguiu ser o perfeito anfitrião. No último dia, eu disse que o amava. Ele não respondeu. Depois, me disse que era melhor que terminássemos, pois nosso amor está fadado ao fracasso. Como estaríamos juntos, nos vendo apenas uma vez a cada seis meses? Senti minha alma morrendo naquele momento, mas não demonstrei. E ainda, friamente, concordei. Naquela noite, seria o fim de algo que nasceu tão puro.

Naquela noite, fomos beber na cada de uma amiga dele. E eu bebi, bebi como nunca havia bebido antes. Além de ser minha primeira viagem atrás de um amor, foi a primeira vez que tomei um porre. O menino por quem eu estava apaixonado, pediu pra beijar a 3, comigo e meu amigo. Eu aceitei. E achei que estávamos livres. E beijei os amigos dele também.

Ele ficou puto, disse que meu sentimento não valia de nada depois do que eu havia feito com ele. E eu acreditei. Passei ainda mais dois dias na casa dele, sendo que o primeiro, ele não falou comigo. E não me deixou ir embora também. No dia da minha partida, ele disse que queria voltar. E fomos e voltamos, oito vezes, até o desfecho final, onde perdemos o contato totalmente.

O último post da Trilogia Amor à Distância tem seu desfecho de uma forma dura, vil e fria. Não me arrependo de um segundo dessa viagem, dessa experiência, pois com ela, eu me tornei quem sou hoje. Mas me ensinou que arriscar é preciso, pois se não der certo, ao menos mais forte, eu me tornarei.

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Sobre The Serious

Capricorniano nato, organizado e extremamente perfeccionista. Idealizador, que quer conhecer o mundo todo. Turismólogo por formação. Brasileiro e orgulhoso disso! Ama bife de picanha com arroz, feijão, farofa e batata frita e não abre mão de uma boa dose de Absolut, seja com coca, com suco, com gelo. Leitor ávido de todos os tipos de livro. Ouve todo tipo de música, de Cher à Victor e Léo. Adora uniformes e ternos. Viciado em viagens. Postagens às quartas.

Publicado em fevereiro 22, 2012, em Histórias, The Serious e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Por mais dura, cruel e fria que uma história possa ser, ela sempre te ensina alguma coisa e vc, sempre, sai muito mais forte do que entrou.

    O lance é não olhar com olhos de derrota e sim com olhos de aprendizado.

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