Arquivo mensal: março 2012

Seus pés nos meus …

A cama não seria tão vazia, o frio não me faria tremer, e muito menos os sons da rua invadiriam meu quarto. Quando poderia pensar que aquela sensação tão intima e tão refugiadora faria de mim amante, mulher, esposa, louca, apaixonada, deslumbrada pelo brilho no olhar e pelas palavras que dançam em meus ouvidos ao sair de seus lábios. 
Me deito novamente, olhando para as estrelas do meu céu particular, pensando em tudo, nos detalhes, nas minúcias, nas risadas, nas lagrimas, na saudade insistente que não passa nem com a presença. Penso em cada sorriso de meia boca, nos olhares de aprovação e por vezes que desaprovaram. Penso, e entendo o motivo de meu coração ter medo na ausência.
Fecho e abro os olhos, e procuro na memória aquele momento em que nossos corações bateram no mesmo compasso, e continuaram assim, aquele momento da primeira noite que os corpos se tornaram um, sem deixar a cabeça interferir. E os pés, eles sim, que me encontram todas as noites que dividimos a mesma cama, sem cócegas, sem sensações estranhas somente encontrando os meus e aquecendo minha alma, acalmando meu coração preocupado.  
Como é possível amar assim? Me pergunto todos os dias… amar as minúcias, as entrelinhas. Diferenças todos temos, caso contrario não teria visto em você qualidades que não possuo, e que nem sei se sou capaz de um dia conquistar. Amor simples e intenso, sem preconceitos ou duvidas. Amo! 

E mesmo com a cama vazia e o pé e alma frios, fecho meus olhos e durmo sem você, mas amanha é outro dia e terei seus pés nos meus…

😉

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De homem para mulher no Irã

Depois de perder o emprego na TV estatal e ser mandada a um hospital psiquiátrico, Maryam Molkara convenceu o aiatolá Khomeini a legalizar a mudança de sexo na república islâmica
Por William Vieira
 

O ano era 1983 e o véu da Revolução Islâmica de 1979 mal havia assentado sobre a sociedade iraniana. Foi quando o jovem Fereydoon – de terno masculino escondendo os seios mantidos à base de hormônios femininos e coberto de sangue após uma surra dos seguranças oficiais – jogou-se aos pés do aiatolá Khomeini pedindo compreensão.

Embora o religioso já houvesse escrito em 1963 num livro que a religião não impedia que um hermafrodita passasse por uma cirurgia de adequação de sexo, nada sabia dizer sobre transexuais. Mas, diante de Fereydoon, o líder supremo do mesmo país que prescrevia pena de morte para homossexuais permitiu a cirurgia de mudança de sexo, por meio de uma fatwa (édito religioso com peso de lei).

O jovem se tornaria Maryam Molkara e mudaria a vida de milhares de mulheres presas em corpos masculinos.

Uma vida difícil, como a biografia de Maryam mostra bem. Única criança do segundo de oito casamentos do pai, ela se sentia menina desde que se entendeu por gente. “Quando eu era muito pequena, gritava quando tentavam me vestir como um menino e nas lojas de brinquedos sempre queria as bonecas”, contou ao jornal britânico The Independent. “Toda noite eu rezava por um milagre – mas de manhã eu olhava para meu corpo e percebia que ele não acontecia”.

Adolescente, sentia-se discriminada dentro e fora de casa. Sua vida ganhou um norte somente quando foi trabalhar num hospital e ouviu de um médico que poderia trocar de sexo com uma cirurgia.

Maryam passou a pedir ajuda a todos: juízes, clérigos, governo. Mas todos rechaçavam a ideia. Nem mesmo a mulher do então xá Reza Pahlevi escapou das investidas de Maryam. Parecia uma luz na fim do túnel. Mas, quando finalmente ela ganhou a simpatia da primeira-dama e espaço para debater a questão, o regime do xá caiu e foi substituído pelo dos aiatolás. Era a gota d’água.


A perseguição a homossexuais foi institucionalizada, com a pena de morte sondando o destino de gays, às vezes assassinados nas ruas. Maryam foi demitida de seu emprego na televisão estatal e forçada a ir para um hospital psiquiátrico, onde recebeu por muito tempo altas doses de antidepressivos e hormônios masculinos.

Isso não a fez desistir. De próprio punho escreveu diversas cartas endereçadas a Khomeini. Graças aos contatos dentro do próprio regime, conseguiu chegar perto do aiatolá. Certo dia, com o Corão na mão e sapatos amarrados em volta do pescoço (símbolo religioso xiita para quem busca abrigo), invadiu o palácio do líder supremo. Familiares de Khomeini a salvaram da agressão dos guardas e, tocados pela história de desespero, levaram-na à sala do líder supremo.

Ela conta que Khomeini a recebeu carinhosamente, confessando desconhecer a situação dos transexuais. Pediu-lhe então a chance de ser mulher, explicando que se sentia presa num corpo incompleto. Funcionou. Desde então, mais de mil iranianos trocam de sexo por ano – o que faz do Irã o segundo país em número de operações do tipo, atrás apenas da Tailândia. E com subsídio do Estado, embora o país ainda puna a homossexualidade com morte.

Mas ela ainda teria que esperar por sua vez. Mesmo vivendo com o namorado, não tinha coragem de passar pela cirurgia. Afinal, nada convencia sua mãe a aceitar sua orientação sexual. Enquanto isso, limitou-se a tomar hormônios. Foi só em 1997, com a mãe já doente  e com o Irã sob o governo reformista de Mohammad Khatami, que teve coragem de ir à Tailândia, país reconhecido pela quantidade e qualidade de cirurgias de readequação de sexo. Com ajuda financeira do governo islâmico, ganhou finalmente sua vagina.

Maryam sabia que o rapaz nunca mais voltaria. Não após ter passado por uma odisseia de sofrimentos pessoais e ter vencido sob a ditadura dos aiatolás. Mesmo que isso tenha lhe custado os direitos garantidos pelo regime apenas aos homens. Mesmo que ela seja obrigada a cobrir a cabeça com o véu toda vez que aparece nas delegacias de Teerã para tentar soltar um transexual não operado preso pela Guarda Revolucionária.

 

Para saber mais

Be Like Others. Documentário de Tanaz Eshaghian, 2008

 

Texto extraído da revista “Superinteressante, edição especial Superação”, DEZ/2011

Não se afobe não !

Uma coisa que acontece com frequencia é o pessoal reclamando que está solteiro, que não aguenta mais, que quer ter alguém, que não sabe viver sozinho. Ou pior, tem aqueles que namoram um pessoa diferente por semana !

hj o post é pra essas pessoas afobadas que acham que o amor é que nem miojo, ou que se encontra em raspadinha !

Poderia me delongar em várias palavras, mas o que eu quero mesmo é dividir uma música com vocês, ela representa muito pra mim, e seus versos sempre me ajudam em momento de “fome momentânea de amor”, e ainda, lembram-me pessoas mais do que queridas e especiais, com potencialidade de ser um(a) possível futuro(a) amante ! (explico esse lance do (a) outro dia =P )

espero que gostem tanto quanto eu ! E Não se afobem não…Afinal nem miojo é tão instantâneo quanto dizem !

 

 

 

Um bjo aos escafandristas !

O moço do carrinho de lanche

Trabalho pertinho da academia que frequento e costumo, todos os dias, deixar minha moto na frente dela. Assim, acabo meu treino e já saio, sem precisar vir até o estacionamento do trabalho pra pegar a moto.

Porém, nesse dia eu fiz diferente. Estava chovendo e eu preferi andar duas quadras na chuva e manter minha moto segura no estacionamento do que ir com ela até a academia e chegar todo molhado.

Cheguei na academia e fiz meu treino como sempre. Absolutamente normal, inerte em meus pensamentos e na minha música.

Saí da academia e já não estava mais chovendo e foi aí, muito cansado, que me toquei que teria que andar longas duas quadras para chegar à minha moto. Recoloquei os foninhos, aumentei o som e fui, andando muito devagar e pensando na “morte da bezerra”, como diria minha avó.

Na esquina da quadra da academia tem uma barraquinha de lanche que vive cheia e nesse dia, não foi diferente. Quando passei, um moço bonito, vestido de social, com um alargador na orelha e com um cabelo style “io sono una beesha“, me olhou e eu retribui o olhar.

Passei por ele, andei 3 passos e resolvi fazer o teste do “olhar de volta” e, pimba, ele ainda estava olhando. Pensei comigo “seria muito legal se ele viesse atrás de mim, seria uma aventura”. Comecei a andar mais devagar e dei lugar aos meus pensamentos impuros.

Olhei pra trás novamente e ele já não estava mais lá e também, não estava atrás de mim. Perdi as esperanças e continuei meu caminho. Na esquina da outra quadra, do lado do estacionamento da moto, passou um carro com um moço olhando de uma lado a outro da rua. Era ele. Me procurando.

Quando me viu, fez sinal com a mão e eu retribui. Pedi pra ele parar na próxima esquina. Ao invés dele parar onde falei, resolveu parar ali e impedir a passagem de outros carros. Quando já tínhamos uma pequeno engarrafamento na rua, ele resolveu ir, mas não parou onde falei, virou a rua e seguiu.

Achei que ele tinha ido embora, mas mesmo assim fui até a esquina. Tirei os foninhos e esperei. Dois minutos depois, ele surgiu ali e estacionou o carro. Fui até a porta e seguiu-se esse diálogo:

Eu: Oi
Ele: Qual seu telefone?
Eu: Oi? E qual o seu nome, por favor?
Ele: É fulano e o seu? Estou com um pouco de pressa, não posso demorar. Me passa seu telefone e eu te ligo.
Eu: Meu nome é The Silly e meu número é tal.
Ele: Posso te ligar que horas?
Eu: A hora que quiser.

Brochei 100%. O cara nem meu nome perguntou e já pediu meu telefone. Fui pra casa e assim que cheguei, meu celular tocou e era ele. Conversamos por alguns minutos e ele desligou. Pré-agendamos um encontro para aquele fim de semana.

Fui salvar o número dele na agenda e vi que ele havia me ligado de um número restrito. Fiquei um pouco emputecido, mas anyway, deixa pra lá. Quando ele ligar novamente eu questiono isso.

Chegou o dia do tal encontro e nada dele ligar confirmando. Acabou que não nos vimos, não saímos e não mais nos falamos.

E assim seguiram-se alguns dias. Ele lá e eu aqui. Eis que, na balada desse fim de semana, uma das poucas em que eu estava seguro de mim e com a auto-estima lá na LUA, eu o encontro. Ele me olha, observa e não faz nada. Não liguei e continuei a minha noite, passando por ele algumas vezes. Umas propositais e outras não. Ele sempre na dele, mas me olhando como se fôssemos alguma coisa. Fiz questão de esnobar e de nem dar “oi”.

A lição que tiro dessa história é que, independente de quão suados, sujos e cansados nós estejamos, sempre vai ter alguém que vai nos olhar. Esse alguém pode ser o amor da sua vida ou mais um babaca que a vida te privou de conhecer melhor.

Esteja sempre aberto!

e se for???

Sempre deixe uma porta ou janela aberta em sua vida, pois nem sempre a felicidade bate duas vezes!

Dia 15 de março a Mafalda fez 50 anos
50 anos nos ensinando a ver a o mundo de uma maneira real e inocente.
Parabéns Mafalda e Quino 😉

Preconceito por assimilação

Comecei a ler um livro muito interessante onde um líder espiritual indiano destaca a importância de manter o coração aquecido. Logo na introdução, me deparei com uma história muito curiosa. Quando ele vivia em Londres, durante a primavera, costumava andar pelos parques a caminho da estação de trem. Em uma manhã, viu o jardim de uma casa onde havia desabrochado algumas hortênsias. Logo, ele reparou em uma menina que vivia na casa e que estava admirada com a beleza das flores.

A mãe, apenas olhou sem muito cuidando explicando silabicamente que eram hor-ten-sias. Ele então, manteve o diálogo em sua mente, preocupado que a menina, em seus momentos de admiração ao longo da vida, se expressasse dizendo: “Isso é tão… tão hortênsia!”, e questiona em que momento deixamos de lado a criança cheia de admiração para nos tornamos adultos tão cheios de respostas, às vezes para perguntas que nem sequer fizemos.

Aí você vai me perguntar: O que isso tem a ver com a temática do blog? E mais, com o título desse post?

Pois é meu amigo. Em um dos parágrafos, me deparei com a seguinte afirmação:

Não quero dizer com isso que as respostas às vezes não sejam úteis. Elas são. Mas quando deixamos que a pilha de respostas vá crescendo sem nunca questioná-las ao longo dos anos – das gerações e até mesmo dos séculos – é claro que acabamos em meio a uma grande confusão.

Ou seja: muito do que acreditamos hoje não é o que realmente acreditamos que seja a verdade. É apenas o que a sociedade vem passando de geração em geração, através dos séculos e nisso se enquadra o preconceito.

A humanidade hoje sofre com uma grave doença patológica: o preconceito por assimilação. A pessoa às vezes nem tem ódio, raiva ou pensa mal do gay. Ela apenas o faz porque os outros fazem (o que é um absurdo ridículo e sem tamanho, diga-se de passagem).

E é nesse público que deveria ser focada a conscientização. Não adianta querer mudar o pensamento de um senhor de 102 anos. A época dele foi outra. Os conceitos, os valores morais, eram outros. Mas o garoto de 14 que pratica bullying na escola, esse sim, tem muito o que aprender. Mostrar desde pequeno que ser diferente é normal, ajudaria a haver uma maior consciência de respeito ao próximo como um todo.

E quando a verdade é alterada no âmago de uma sociedade, ela dói. Ela corrói. A sociedade grita desesperada porque não gosta de mudanças. A nova verdade precisa tomar o lugar (praticamente a força) da verdade passada, que deve se tornar apenas um capítulo na história daquele povo. Mas, ao passar a nova verdade de geração em geração, acabaríamos com a grande confusão instaurada nos séculos passados, onde a injustiça condenou todos que eram diferentes do que era/é considerado normal.

Por isso, vamos quebrar as barreiras e os estereótipos e mostrar que o preconceito por assimilação é uma doença grave sim, mas possível de ser tratada. Quando houver respeito, conscientização e a segregação de classes se tornar menor ou nula, será possível avaliar a sociedade contemporânea como justa, clara e democrática.

Medo “da chuva”…

Minha idéia inicial era começar  o post com uma breve lista de fobias e seus nomes, MAS PQP, achei muitos nomes, então, caso alguém tenha alguma curiosidade tai um link:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_fobias

em um que está se tornando cada vez mais popular

Voltando ao texto, acho que está nítido que hj quero flar sobre medo, né?

Pode-se perceber que há medo pra tudo hj em dia, mas um que está se tornando cada vez mais comum é a Sarmassofobia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarmassofobia) (Ok, confesso que eu não sabia que existia nome para medo de “amar” )

O mundo esta em constante mudança, cada dia que passa as pessoas andam mais atrasadas, mais compromissadas, mais individualistas, egoístas e solitárias. E tudo isso soma-se a traumas do passado, a histórias de amores que não deram certo, inúmeros divórcios, crimes passionais, síndrome do coração partido…e tantos outros fatores. Então cada dia mais percebemos que é mais fácil comprar um peixe,  porque cachorro também faz merda !

MAS CALMA, caros leitores ! Se serve de consolo existe um medo muito pior ! E sabem como dizem por aí…o melhor consolo é saber que tem algúem pior que a gente!

Agora vc me pergunta: mas o que poderia ser pior que o medo de amar? =O
E eu digo que responderei em breve, pois primeiro relatarei, rapidamente, a situação que me fez criar esse post !

Tudo começou quando conheci um boy em circunstâncias não usuais, e talvez por isso as coisas tenham dado certo entre a gente, mas moramos em cidades diferentes, logo não é TÃO certo assim. mas o que importa é que rolava um sentimentozinho, uma sdd, a vontade de ver… Mas a primeira coisa que me ocorreu foi a merda da Sarmassofobia, então, diante de inúmeras manifestações de vontade de ir ao meu encontro, por parte do boy, eu simplesmente recuei em todas ><. E quando eu resolvi enfrentar a situação ele já estava em outra =O

PORÉM, mesmo em outra quando estive na cidade dele rolou uma oportunidade de nos vermos, e pronto, cagou tudo pois foi quando percebi que realmente curtia ele. Estávamos lado a lado, e junto a nós, uma vontade imensa de toca-lo, beija-lo, fazer carinho, estar junto, colar corpo no corpo e não soltar mais…mas não podia fazer nada disso, 1 pq ele estava em outra e 2 pq estavamos no carro, ele dirigindo, chuva forte la fora e eu tenho amor a minha vida uhahuahuahua.

Bom, depois desse dia do carro, voltei a minha cidade e fiquei me corroendo por dentro de arrependimento e de não poder estar com ele e mimimimimi.

Continuamos a conversar, aquele sentimento doia, e eu sabendo que nada podia ser feito…até que um dia tive a oportunidade de voltar a cidade dele.

Txam txam txam txam agora chegaremos ao ponto principal da história, get ready ! (ai para tudo, pensei inglês)

Ao saber que iria a cidade dele, ele manifestou interesse de me ver, então marcamos um encontro, para um café e um papo!

Meus compromissos acaram cedo, então cheguei antes ao local combinado e foi quando tudo começou!

Comecei a pensar sobre a nossa situação, o que passamos juntos, o que tinha feito pra ele e o que sentia, foi quando me bateu O MAIOR MEDO !

E se ao ve-lo agora eu nao sentir mais nada?  Sim caros amigos,  ai esta a fobia referida no começo no texto…Pior que amar, que odiar, q sentir qqer coisa, é o medo de NÃO sentir nada, a sensação do grande vazio, o de ver a pessoa outrora “amanada” e agora a indiferença. Nesses momentos parece que a essência humana vai morrendo aos poucos! E não há o  que fazer. Amar doi, mas cura-se, odiar é feio e ruim mas passa.  Mas qual serio o remédio para um paciente sem doenças, sem nada?

Por isso sempre brinco com meus amigos…faço alguma agressão física neles (BEM DE LEVE, tipo uma tapinha, uma mordidinha, coisas assim), e quando estes reclamam da dor eu digo “é bom sentir dor, mostra que estamos vivos” !

Portanto AMEM, Sintam sdds, chorem , riam, sintam algo…pois até o pior e mais doloroso dos sentimentos um dia fará falta!

E sobre o momento em que o boy apareceu, o que foi que eu senti ? Bom, isso fica pra outro dia 😉

bjos, abraços e uma mordida de leve pra todos sentirem q estão vivos =T

 

 

O desejo de ser Pai

Chega um certo momento da vida da gente que algumas indagações surgem como se fossem catapora. Pipocam na nossa mente e, na maioria das vezes, não encontramos respostas. Entre essas questões existenciais se encaixam perguntas como: De onde vim? Pra onde vou? O que eu fiz de bom? Qual história vou deixar no mundo? Qual o sentido da vida? Qual o sentido da morte?

But, a questão que tira meu sono quando penso sobre, não é nada tão profundo quanto essas citadas acima, é uma bem simples, mas de resposta quase impossível, ao menos pra mim e imagino eu, pra toda nossa classe. Eu vou ter um filho? Quando penso sobre isso dá um nó na minha cabeça.

Afinal, sou gay. Não vou me casar com um mulher só pra ter um filho, acho isso de uma crueldade incalculável. Não posso tirar a chance de uma mulher ser feliz, de ser desejada e de ter alguém que a ame e que tenha tesão nela de verdade só pra realizar o meu desejo de ser pai. Não posso!

Se quero ter um filho, precisa ser de uma outra forma. Mas qual?

Com uma grande amiga hétero? Que um dia vai se casar com um cara legal e não vai ter como explicar pra ele que o filho que ela tem é dela e do amigo, que é gay. Acho que meio improvável.

Com uma amiga lésbica? Acho essa opção bem mais aceitável, porque ela também pode querer ter um filho e nós podemos nos ajudar. Um ajuda a realizar o sonho do outro e juntos, empreitamos uma parceria pro resto de nossas vidas.

Uma coisa que tenho como certo é que, se eu for ter um filho, ele vai ter uma mãe. Acredito na diversidade familiar, acredito que existam famílias que crescem sem pai ou mãe, mas acho desumano tirar o direito de uma criança de ter mãe, só por que eu quero ela só pra mim.

Tenho consciência que uma criança precisa de uma figura materna e não serei eu a tirar isso dela. Uma coisa é uma fatalidade, como a morte e outra, bem mas séria, sou eu tirar isso dela.

Nada contra barrigas de aluguel, como fez nosso porto-riquenho mais lindo, Ricky Martin. Ele não queria associar seus filhos à ninguém, os queria só pra si e tem todo o direito de fazer isso. Com certeza, ele vai educar os filhos pra entenderem muito bem essa questão.

Sei também que é existe a opção da adoção, mas infelizmente nosso país ainda é muito retrógado e atrasado nesse aspecto e seria uma batalha muito desgastante adotar um filho baseado em nossa legislação familiar. Pode ser que as coisas mudem, mas são mudanças a longo prazo. Quem sabe daqui 20 anos?

Comigo eu quero de um jeito diferente. Eu quero que eles tenham mãe e tenham pai. Pode ser até que ele tenha 2 pais e 2 mães. Ele será uma criança de sorte! Ou que ele tenha 3 pais (eu, meu marido e o marido da mãe dele) e 1 mãe!

Independente da maneira como essa criança for concebida, uma coisa é certa, além dela ter pai e mãe, ela será amada, respeitada e crescerá em dois lares seguros e que farão o possível e o impossível para vê-la feliz o tempo todo.

Acredito que o fato de eu ser gay não irá influenciar na sexualidade ou na índole do meu filho, mas tenho certeza que criarei um ser humano bom e que vai dar valor à diversidade presente no nosso planeta.

Um pouquinho atrasada…

Dia 08/03 …  Dia internacional da Mulher, podia ser um dia qualquer mas acredito que após anos e anos de mudanças buscando igualdade, logicamente sem perder as diferenças, merecemos um dia para nos. Merecemos comemorar e ter orgulho de termos nascido mulheres, fortes, corajosas, ambiciosas e talentosas. Ser mulher já diz mais que mil palavras, temos o poder da vida, e o maior amor existente de filhos para com mães, temos que viver com todas as desvantagem, procurando vantagens, mas sem deixar de ser majestosas. Como não amar uma mulher? Nascemos amando uma incondicionalmente, e conforme crescemos observamos as mulheres em nossa volta, fortes a sua maneira, vivendo, sobrevivendo, e nos emocionando. Mulher, corpo curvilíneo e delicado, que mesmo em suas varias formas sempre escondem a delicadeza e fragilidade. Mulher, olhar profundo e misterioso, esconde uma menina atras da força de uma vida corrida e cheia de sonhos. Mulher, quem não é não sabe, e quem não ama não vive! sempre existe uma mulher em sua vida, sendo você uma ou não.

“No princípio eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz Àquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção…
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!”
 
Parabéns a todas as … !!!!!!!!!

😉

Flerte no trânsito

Se alguém me perguntasse se eu acho possível flertar com alguém que está ao carro ao lado enquanto você dirige, eu diria que isso, na minha concepção, é humanamente impossível. Mas acontece. The Silly e The Believer estão aí pra não me deixar mentir.

Em um desses sábados em que você encontra os amigos para um programa à tarde que acaba virando um programa para a noite, decidimos que íamos fazer uma maratona de filmes. Como toda maratona, só filmes não era o bastante: precisávamos de refrigerantes, nuggets, pipoca, brigadeiro de caipirinha (quem quiser a receita, é só pedir), enfim, gordices que nos fizessem esquecer o lado forever alone, mas que nos segurassem a fim de mantermos, ao menos um sábado, sem ferveção. Foi o que pensamos.

Enquanto eu dirigia para o supermercado, conversávamos animadamente sobre um assunto X, quando olhei para o lado e percebi que o cara olhava fixamente para mim. Os meninos até disseram “ele tá olhando!”. Mas eu não conseguia acreditar. Quando dei por mim, estava dirigindo a 30km/h e os carros atrás buzinavam, davam luz alta e eu pedi para o cara do outro carro parar para conversarmos.

Claro, começou a chover. Eu não entendia um A do que ele dizia e por isso, decidi sair do meu carro e ir para o carro dele. Trocamos celulares e ele até topou conhecer não só à mim, mas ao The Believer também.

Eu choquei. Fiquei passado. Rosa chiclete. Azul Avatar. Is this the real world?, como diria o pequeno Dave.

Não sei. Estamos trocando mensagens. Ainda não nos vimos de novo.

O que pode acontecer? Só o tempo dirá.