Ele podia ser meu pai

Pra tudo na vida existe uma primeira vez. Terça-feira de carnaval e pra mim, aconteceram duas “primeiras vezes”. A primeira, sair com alguém da internet e a segunda, um homem mais velho.

Eu 22 e ele, 42. Uma geração de diferença, ou seja, ele podia ser meu pai.

O conheci em um desses aplicativos de iPhone, o Grindr (aplicativo para encontros baseado em Geolocalização). FUJA DELE, VICIA. Ele me mandou uma mensagem, acabamos conversando por um bom tempo e no fim da conversa, fui chamado pra sair. Topei de primeira, não tinha nada a perder. Passei meu endereço e em meia hora ele estava na porta da minha casa.

Assim que ele me ligou avisando que havia chegado, passei a tremer mais do que eu já estava tremendo. Minha adrenalina estava nas alturas, mas eu não iria desistir. Ele já estava ali e eu estava curioso em vê-lo e ver até onde isso iria me levar. Estava com medo também, afinal, eram duas novidades e eu não sabia como me portar diante de tal situação.

Fui corajoso e fui até o carro, abri a porta e disse: “oi, tudo bem?”. E ele respondeu: “oi, tudo bem sim e com você?”. Nesse momento a resistência caiu e a tremedeira passou, ele me deixou seguro.

Ele saiu com o carro, conversando comigo, puxando papo e me deixando bastante a vontade. Andamos com o carro praticamente sem rumo, a 50/60 km/h. Depois de muito andar e muito conversar, passamos na frente de um motel – que acredito, tenha sido friamente calculado – e ele me questionou: “quer entrar no motel comigo?”.

Sem pensar duas vezes, disse: “claro, podemos entrar sim“. Ele riu um riso safado, daqueles de quem sabe onde quer chegar.

Entramos. Somente lá dentro, super a vontade e com um copo de bebida na mão foi que nos beijamos. O resto vocês já sabem e se não sabem, imaginem.

Foi incrível.

Eu confesso que tinha certo preconceito quanto a relacionamento de homens mais velhos com meninos mais novos, achava que eram relações baseadas no interesse, na pura troca de juventude por status e/ou dinheiro. Pode até ser que eu esteja certo em muitos casos, mas também existe o outro lado da moeda.

É totalmente diferente sair com um cara mais velho. A segurança que eles tem no trato com o parceiro, a maneira como eles fazem a gente se sentir desejado e claro, a pegada. O relacionamento com um homem mais velho, seja esse relacionamento durável ou não, tem uma segurança que um com um cara mais novo não tem. Creio que 20 anos de experiência fazem isso com qualquer pessoa. Uma das coisas mais percebidas e atraentes neles, com toda a certeza, são a segurança e o cuidado.

Toda pessoa gosta de se sentir desejada, cuidada e segura. Um “tiozão” não está ali pra competir com você em quem é mais gostoso ou qual bíceps é mais definido, ele está ali pra te desejar e te deixar seguro, a vontade. Claro, com isso ele ganha muito de você, mas ninguém pensa isso na hora.

Depois de ter vivido essa experiência, sou obrigado a concordar com alguns dos meus amigos, homem mais velho é tudo de bom!

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Sobre The Silly

Um perfeito reclamão, extremamente afobado e muito desastrado. Quero tudo e quero agora. Comunicador por formação e por paixão. Brasileiro com passaporte turquesa. Ouço todo tipo de música, mas é com o bom e velho pop/rock que eu me entendo bem. Adoro comer e não vivo sem chocolate. Canceriano clichê e romântico fundo de quintal. Leio muito e coleciono toys. Morro com barbas por fazer (de preferência clarinhas). Harrymaníaco incurável.

Publicado em março 4, 2012, em Histórias, The Silly e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. E é tudo de bom, MESMO!

  2. hauahauhaua
    adorei esse post…

  3. Eu sempre curti um cara um pouco mais velho que eu porque eles realmente têm outras prioridades, te tratam de outro jeito e os interesses são outros. Fico feliz que você tenha vivido essa experiência e curtido….e agora? Como ficará o resto desta história? Quero saber!!! hahaha

    • Por ora, a história tá congelada.. ele mora em outra cidade e vem super pouco pra cá. Qdo veio, estava na casa dos pais…

      Mas que foi bom, foi e agora eu tenho propriedade pra falar! rsrsrs

  1. Pingback: Retrospectiva 2012 « Estação 47

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