Parte III – Surge o Garoto da Faculdade

Nessa época,16 anos (quase 17), em que eu tinha bons amigos e uma namorada, um desejo latente de sair com um cara e toda a pressão em casa devido aos vestibulares e o desejo dos meus pais (e meu também) de estudar em uma universidade pública, eu não soube levar tudo. Meus amigos reclamavam da minha ausência, minha namorada terminou comigo porque eu não estava sendo bom para ela (e não tem sentimento que consiga resistir à frieza que eu estava proporcionando).

Precisava acertar as coisas, e pra isso, precisava de um escape. Resolvi ceder ao tal desejo e, pelo finado Orkut, com um perfil fake, conheci esse garoto da faculdade da minha cidade. Estudante de contabilidade, 20 anos, olhos claros, ombros largos, barba por fazer, bom papo. Me deixei levar.

Saímos a primeira vez na festa de peão da minha cidade, que é bem tradicional e ocorre todo ano. (Cenário clássico do interior, rs). Ele estava com alguns amigos assistindo ao show (que geralmente é sertanejo). Ele me ligou, pediu que eu fosse, queria me ver, não queria assistir ao show. Estava em casa sem fazer nada, e tratei logo de me arrumar e ir.

Ficamos umas duas horas andando, conversando, mas não passamos disso. Ele não queria arranjar um lugar escondido, tinha medo de alguém ver por causa do tanto de movimento ali. Entendi seu argumento, e dali voltei pra casa. Mas não precisava de mais. Vê-lo ao vivo, saber que ele era real e que ele tinha interesse em mim. E a conversa fluiu tão naturalmente. Eu já estava balançado.

Uma semana depois saímos andar de carro, e finalmente rolou o primeiro beijo. Foi até engraçado, eu queria muito que acontecesse, e ele todo inseguro de alguém ver. (No distrito industrial? Às 11 da noite? Chances mínimas de alguém [e ainda mais conhecido] estar por ali, mas tudo bem )rs.

Aquela pegada forte na nuca, com um carinho especial. Um abraço forte, eu tava protegido ali com ele. Ele não tinha pressa. Se ele queria impressionar, conseguiu. Foi perfeito. Foi incrível. Nenhuma menina tinha conseguido me proporcionar tal sensação. A barba roçando no meu rosto e no meu pescoço, os braços dele me seguravam. Eu não queria sair dali nunca mais. O perfume dele impregnava o carro, e também minhas roupas.

Cheguei em casa, deitei, mas não dormia. Estava eufórico. Ficava repassando a cena. Cheirava minha camiseta e se lembrava do tanto que ele era bonito. Do tanto que eu gostava de conversar com ele. Conclui facilmente que eu gostava dele. A mensagem de boa noite foi o estopim para me deixar nas nuvens uma semana. E assim seguiram-se mais quatro.

Pobre dos ingênuos. Eu era um.

Grande abraço, e até a parte final, meus leitores! ;*

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Sobre The Believer

Me dá um copo de bebida e coloca minha batida eletrônica. Pronto. Me soltei. Estudante das exatas, cheio de compromissos com a faculdade durante o dia, livre durante a noite (a quem interessar). Libriano (com um ascendente perigoso e bem influente em escorpião), poliglota até que se prove o contrário. Pop, rock clássico, melódico, indie rock, black music, mais pop. Acredito no melhor das pessoas, que existem figuras incríveis ainda para conhecer, situações inesperadas para viver, e no meio disso tudo, ser feliz.

Publicado em março 10, 2012, em A descoberta, The Believer. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Adorei! Tô ansioso pela parte final. 😉

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