Arquivo mensal: abril 2012

A pessoa certa

Vejo as pessoas ao meu redor sempre em busca da pessoa certa, aquela pessoa que te faria feliz todos os dias, que seria completamente louca por você e que só te faria bem, que te mimaria a todo tempo e sempre superando suas expectativas, além de logicamente ser um arraso no quesito sexual. BOM SINTO INFORMAR, nesta pessoa NÃO existe.
Mas existe sim aquela pessoa que vai querer te fazer feliz e que fará de tudo por isso, mesmo as vezes ‘metendo os pés pelas mãos’ e te fazendo chorar. Esta mesma pessoa certa, será aquela que por vezes vai perder a cabeça e te dizer que não agüenta mais,  e  irá se arrepender 2 minutos depois. Será aquela que te chamara de dos nomes mais estranhos, e vai te beliscar e te morder, de tanto que te quer. Vai amar te irritar e ver seu sangue ferver. Vai te acordar só pra ter certeza que você esta vivo.  
Na realidade a Pessoa Certa é a Pessoa Errada, é a que não é exatamente o que você sempre quis, tem defeitos que por vezes você não vai agüentar, e tem manias terríveis, mas é a mesma que te faz sentir o peito aquecido todas as noites, e também é aquela que faz você ser uma pessoa melhor, as coisas parecerem mais fáceis e o mundo girar de uma maneira diferente e aparentemente certa.

 Deixo pra vocês um texto do Fabuloso Luis Fernando Veríssimo
A Pessoa Errada

“Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa, que se você for parar pra pensar, é na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho: chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas.Mas nem sempre precisamos das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor. A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega seja muito mais verdadeira.A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lagrimas, essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma inesquecível noite de amor. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar toda a vida esperando você.A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa, nada aqui é certo. O certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, pensando, agindo, querendo e conseguindo. Só assim, é possível chegar aquele momento do dia em que a gente diz: “Graças a Deus, deu tudo certo!”, quando na verdade, tudo o que Ele quer, é que a gente encontre a pessoa errada, Para que as coisas comecem a realmente funcionar direito prá gente.
Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.”

😉

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Sexo é um desejo natural

Sexo é um desejo natural e é bom quando está em seu devido lugar. Mas a pessoa não deve parar por aí: o sexo é só um começo, um vislumbre – um vislumbre do além. No orgasmo profundo, você fica consciente, pela primeira vez, de algo que não é do ego, de algo que não é da mente, de algo que não é do tempo.

No orgasmo profundo, mente, tempo, tudo desaparece. O mundo todo pára por um instante. Por um momento, você deixa de fazer parte do mundo material. Você é só puro espaço.

Mas isso é apenas um vislumbre – siga adiante. Procure e encontre meios e maneiras de fazer com que esse vislumbre passe a ser o próprio estado em que você vive. Isso é o que eu chamo de realização, iluminação. A pessoa iluminada vive em um estado de prazer orgásmico 24 horas por dia.

O orgasmo é a indicação natural de que você contém dentro de si uma quantidade imensa de bem-aventurança. Ele simplesmente dá a você o gostinho dela – daí você pode sair em busca.

Texto extraído do livro “Faça o seu coração vibrar”.

Viver é não se arrepender! – Parte 2: O garoto da cabine

Primeira parte: Viver é não se arrepender!

Cheguei até ele e dei um leve cutucão em seu ombro. Ele olhou, me reconheceu, abriu um sorriso meio sem graça e disse: “você por aqui, que bom te ver”. Eu retribui: “é, né? Bom te ver também.” Pedi licença e fui com minha amiga até uma mesa um pouco distante de onde ele estava.

Conversando com minha amiga, não tirava os olhos dele e uma hora ou outra, o via olhar pra trás e logo voltar o olhar pra tela da TV onde ele estava jogando vídeo game. De repente, ele resolveu se levantar e vir até nós. Por uma grande coincidência, ele conhecia de vista minha amiga e acabamos batendo um papo bem suave, nós três. Logo depois deu o horário de entrar na sala do cinema e tivemos que nos despedir.

Já dentro da sala do cinema, eu não conseguia tirar o garoto da minha cabeça e resolvi mandar um sms simples dizendo o quão legal tinha sido encontrar ele ali, em uma situação bem oposta da que nos conhecemos. Mandei. Rapidamente ele respondeu dizendo que também gostou de me ver.

Sorri aquele riso bobo, de quem gostou do que leu e está ansioso por mais. Antes de eu terminar me saborear meu sorrisinho, ele mandou outro sms dizendo que ele sentiu algo diferente quando me viu, algo que ele não sabia explicar, mas que gostaria de descobrir.

Dali em diante, trocamos muitos sms’s. Muitos mesmo. E durante os sms’s, descobrimos coisas em comuns, curtimos um o papo do outro. Pude perceber que ele tinha assunto e que era uma boa companhia, uma boa pessoa. Os sms’s evoluíram para ligações e resolvemos marcar de nos ver.

Mais de duas semanas depois da balada, nos encontramos novamente. Foi estranho nos primeiros 5 minutos, afinal, nós já havíamos feito sexo, mas tínhamos conversado super pouco pessoalmente, algumas vezes por telefone e MUITO por sms. Éramos íntimos, mas não éramos próximos. Confuso. Ainda mais pra mim que sou avoado.

Esse desconforto logo passou. Rimos muito, conversamos muito, trocamos muita experiência, rolou muito desabafo e claro, foi muito fofo. Terminamos o encontro dentro do meu carro, no banco de trás, mas não rolou nada demais. Foi só um atentado violento ao pudor no estacionamento do cinema.

De lá pra cá, os sms’s continuaram na mesma intensidade ou maior, as ligações aumentaram, a vontade de ser ver aumenta a cada dia, as butterflies insistem em morar no meu estômago e eu estou adorando.

Não sei se vai dar certo, quanto tempo vai durar, se vou me machucar – de novo – ou se encontrei mais uma alma gêmea, só sei que está bom pra caralho e eu vou curtir cada minuto.

Vocês deviam fazer o mesmo, sempre!

MUAH!

Parte final – Obrigado pelo aprendizado, querido.

Bom, chegamos à parte final dessa saga. Quatro posts para uma descoberta já é verbo demais.

Como eu contava, conheci esse menino da faculdade. Rafael. Ele era tudo que eu procurava. Atencioso, carinhoso, beijo perfeito.

Apareceu numa época em que minha vida tava uma bagunça: acabado de sair de um relacionamento, meus amigos reclamavam da minha ausência, meus pais me pressionando por resultados nos vestibulares que vinham por aí.

Por um mês nós ficamos; aos finais de semana, geralmente. Cada conversa, cada abraço, cada momento juntos. Tudo era muito especial para mim. Ele era meu primeiro beijo com um mundo que eu sabia que existia, mas até então não havia experimentado. É até engraçado que lembrar disso agora me deixa levemente saudosista. Não por ele, mas pelo sentimento.

Não satisfeito com arranjar um peguete (e que eu torcia para que virasse um namorado) no meio gay, eu queria alguns amigos. E naquele mesmo perfil fake de Orkut, eu conheci um cara, que conhecia várias pessoas. Chamava Tiago. Hoje eu consigo ver que era só mais um cara x no meio. Mas eu era cru. O papo era legal, e eu confiei fácil.

Contei de como eu gostava do tal Rafael. Até me surpreendi quando ele perguntou “Esse Rafael é um que faz contabilidade?”, “Isso, esse mesmo”, “ah, sei quem é”. Hoje, pela experiência que carrego, sempre alguém conhece alguém e assim vai. Na época achei só coincidência.

Tudo permanecia as mil alegrias. Eu esperava a sms pra saber que ele estava lá. Ficava eufórico quando nos encontrávamos na faculdade (que dividia prédio com minha escola, na época), e não podia fazer nada. Mas o Rafael começava a ficar distante. Eu não entendia o que estava acontecendo. De repente, ele parecia ter sumido. Um mês que foi decaindo até que logo mais chegaria ao final de uma história adolescente.

Mas não partiu do Rafael me informar o que estava acontecendo. E sim do Thiago. Numa conversa, em que eu falava o tanto que esse sentimento era bom, ele foi racional: “Eu tenho que ser sincero. Você é novo e está iludido. O Rafael não quer nada a sério. Ele é super rodadinho na faculdade, todo mundo do meio sabe, até eu já peguei ele. Se ele falou que era só seu, ele  só tá te levando. Não sei como não fizeram sexo ainda”.

“Meu mundo caiu…e me fez ficar assim”. Não vou me estender aqui. Todos sabem como funciona a primeira decepção amorosa. Na verdade, acho que é bem receita de bolo. Já foram alguns os casos (inclusive aqui no blog) em que um cara mais experiente nos “inicia” ao mundo e depois nos larga. Mas eu estava destruído. Só precisava de uma coisa: ouvir isso do Rafael.

Não foi de imediato. Eu precisava estar forte. Eu não queria desabar na frente dele. O ano de 2009, virou, eu fui para a faculdade em outra cidade. E em uma das minhas voltas para casa em 2010 que consegui conversar com o sujeito. Ele basicamente confirmou tudo. Pelo menos me deu o direto à honestidade, posto que foi meu último pedido. Último, até então. A vida dá voltas e no final de 2011 tivemos o famoso remember. Que fica pra outro post, quem sabe.

Assim, queridos, acho que acaba minha descoberta. Da experiência carnal até a sentimental. Desculpem pelo tamanho e pela quantidade. Agradeço infinitamente a paciência. Obrigado pelas críticas e sugestões que recebi, foram de grande valia e vão me ajudar daqui pra frente! Beijos e abraços!

Como Lidar?

Nesta semana do dia do amigo, decidi dedicar esse espaço a mais uma situação que todos nos já passamos, ou que um dia passaremos…

AMIZADE  x  NAMORO

A paixão nos arrebata, e de uma hora para outra aquela vida de baladas, barzinhos, horas e mais horas na casa dos amigos, muda para casa do(a) namorado(a) , ficar em casa no fim de semana, e compromissos e mais compromissos com a pessoa escolhida. Aquela vida de solteiro, sem regras e/ou limites deixa de existir. Agora temos que respeitar, temos contas a prestar, temos uma vida diferente. (Logicamente que isso tudo quando fica serio).
Após toda aquela agitação de começo a rotina se estabiliza e quanto mais agitada a vida de ambos mais difícil fica a vida social de existir. Mas não é ai que a coisa pega realmente.
Você esta namorando sério, seus amigos não.
Você entrou em outro estagio da vida, seus amigos não.
Você pensa/ age por dois, seus amigos não.
Entre outras coisas, basicamente, sua vida MUDOU e a deles não. Agora os lugares que eles vão não são mais legais de você ir (sozinho), até pq agora são dois horários para conciliar. E também as suas vontades mudaram, não é mais legal sair sem a pessoa e muito menos ir para um meio de “azaração” por mais que não tenha ido pra isso, não é legal estar num lugar destinado a tal coisa.
Bom, tudo mudou…

E o problema começa, os amigos ficam de lado e a sua rotina antiga também. As cobranças começam e não tem como lidar.
Saudade dos amigos, da presença e tudo mais sempre existe, mas hoje as prioridades são outras, a vida é outra.
Ainda mais no mundo gay que é tudo mais intenso, e entre mulheres então…

Por mais que todos digam que amigos são pra sempre e amores passam, o sentimento é verdadeiro e a vontade de um pra sempre também, então o valor e o respeitar tem que ser proporcionais. A vida social passa a ser a vida de duas pessoas.
E os amigos tem que entender, é ruim ficar longe, é ruim ficar sem, lógico que é mas todos nos teremos nosso momento de ‘casar e ter filhos’ e a hora que isso acontecer todos entenderam que a vida MUDA completamente.
Amar os amigos, dizer isso a eles, e manter contato mesmo pelas redes sociais, msn, skype, e afins, é uma maneira de remediar.

Bom Eu vivo esse dilema hoje, amo meus amigos e os quero por perto mas minha rotina é caótica e o tempo que tenho quero estar com meu amor, na paz de seus braços. Minha fase de baladas e barzinhos já passou. Hoje tenho outras preocupações e o dinheiro vai para estas.
Mas sempre podemos combinar um churrasco… QUEM TOPA???

😉

Somos um país delicioso

Todos os dias, vemos propagandas de refrigerantes, pratos orientais, hambúrgueres e outras comidas de origem estrangeira. Nada contra. Algumas são deliciosas mesmo. Mas saiba que a culinária brasileira é uma das mais ricas do mundo e produz maravilhas, que, às vezes, passa despercebidas nesses tempos modernos.

A lista de gostosuras brasileiras é grande. Pelo tamanho do País, cada região tem características próprias na hora de pôr a mesa. O estilo gaúcho de fazer churrasco, por exemplo, é admirado no mundo todo. O tutu, o queijo e o pão de queijo são símbolos da incrível cozinha mineira. Já o acarajé baiano é tão importante que foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional como bem cultural de natureza imaterial.

Na hora da sobremesa, também somos capazes de fazer qualquer um lamber os beiços. Sabia que o delicioso brigadeiro é uma invenção nacional? Em 1945, um oficial da Aeronáutica se candidatou à presidência e passou a distribuir o docinho para angariar votos. Eduardo Gomes não ganhou as eleições, mas sua patente na Aeronáutica (brigadeiro) acabou entrando na história como o nome do doce que não pode faltar em nossas festinhas de aniversário.

Além do brigadeiro, temos muitas outras delícias que, infelizmente, estão cada dia mais difíceis de achar: quebra-queixo, rapadura, pé-de-moleque, cocada…

É claro que quase todas essas comidinhas também tem influências estrangeiras, surgidas das lembranças dos povos que criaram o Brasil. Indígenas, portugueses, africanos e, depois, imigrantes de todos os cantos nos tornaram um país ainda mais gostoso de viver. Hoje somos exemplo de um lugar que produz uma culinária de alto nível, sob todas as inspirações.

E aí, ainda quer um hambúrguer?

Texto extraído da revista “Almanaque de cultura e saúde”, Ano 2, nº22 – Dezembro de 2011.

Porque tenho muito orgulho de ser gay, mas acima de tudo, de ser brasileiro!

Amores perdidos

Se você está sofrendo por causa de um amor perdido, eu tenho más notícias: não há nada que você possa fazer. E não há ninguém que possa ajudar. Na melhor das hipóteses, você vai ter um amigo paciente pra levá-lo a um bar e ouvir suas queixas e, eventualmente, buscar você em um bar e leva-lo pra casa com segurança, nos dias que você se comportar feito um bobo.

Na verdade, até existe alguém capaz de curar sua dor, mas esse alguém não costuma ter pressa: ele se chama tempo.Portanto, procure levantar sua cabeça, e dar um passo adiante, por menor que seja, porque você ainda tem um longo caminho a percorrer dentro desse inferno.

Ter pena de si mesmo não vai ajudar em nada, e por mais que você que não acredite, eu posso te garantir que você sente algum prazer em cultivar esse sofrimento. Sim, estar triste é uma forma de exercer a paixão, quando o alvo dessa paixão já se foi. Você está usufruindo o seu direito de estar eternamente apaixonado. Isso é ótimo, prova que você é um romântico. Mas, coisas ótimas não costumam ser baratas, e você tem que pagar seu preço.

Em algum momento, tudo isso vai passar. E nesse caso, quando o furacão for embora, ele não deixará destroços, como se nada tivesse acontecido. Você vai recuperar suas noites de sono. Vai se sentir revigorado, vai tá feliz consigo mesmo, vai levantar sua auto-estima. Você vai tá pronto pra entregar seu coração à outra pessoa, mesmo correndo o risco de parti-lo em mil pedaçoes novamente, porque o amor… sempre vale a pena.”

Quer ver isso no comercial do Serenata de Amor?

Viver é não se arrepender!

Todo mundo tem um dia alucycrazy na vida, aquele que você resolve chutar o pau da barraca, enfiar o pé na jaca, fazer ALÔK ou outro jargão que esteja mais na moda. A questão é que: todo mundo sai de si um dia ou outro na vida. Alguns usam o álcool pra conseguir esse efeito, outros usam algo mais forte e tem gente por aí que não precisa de muita coisa, uma motivação simples já faz todo o trabalho.

Eu sou do tipo que uso o álcool com uma pitada de motivação.

Fui pra balada há algumas semanas com meus amigos, entre eles The Serious e The Believer e estava em um dia desses, fora de mim. Bebi como se não houvesse amanhã, dancei como se não houvesse amanhã e beijei como se não houvesse amanhã! Passou do meu lado, encarou e passou pelo meu critério de beleza na balada, eu fazia gol!

Não vou saber dizer ao certo o número exato de garotos que beijei, mas sei que não foram tantos assim. Deve dar pra contar nos dedos. De uma única mão!

Com um deles fui mais ousado e acabei entrando nas cabines privativas. Lá dentro não existe regra, é mão naquilo, aquilo na mão, boca cá, boca lá e zaz. A vontade falou mais alto e acabei fazendo sexo. É, fiz sexo na balada. Com camisinha, claro, mas fiz! Sempre “julguei” meus amigos que me relatavam seus feitos sexuais em baladas e de repente, lá estava eu. De juíz à réu.

Só quando a gente faz é que entende quem fez e vê as coisas por outro ângulo.

Foi bom! E como foi bom! Toda aquele adrenalina, misturada com tesão, com a batida da música, com a preocupação de alguém chegar e tudo mais. Cara, foi foda! Recomendo, mas não sempre. Só quando você também estiver nesses dias, alucycrazy da vida. Se você estiver em um dia normal, você vai se arrepender. E o legal de viver é não se arrepender de nada do que fez, somente do que não foi feito. Igualzinho diz o pagode.

Acabou a balada e no caminho pra casa, contei pros meus amigos os meus feitos e rimos, nos divertimos e nos preocupamos juntos. Senti, pela primeira vez, aquela sensação de exorcizar os demônios e ser dono de si mesmo, sem se preocupar com a opinião alheia, apenas com o seu prazer. Deixei o superego falar mais alto e subjulgar seus irmãos, ego e id.

Dias depois dessa balada, sai com uma amiga, contei à ela sobre esse dia e enquanto ainda conversávamos sobre, vi um suposto rosto conhecido sentado próximo a mim. Tomei coragem e fui cumprimentar, ele, o garoto da cabine.

(…) continua.

Em Busca do Equilíbrio

Nos últimos quatro dias pensei muito sobre o tema que conversei com The Silly e The Serious. Pensei bastante sobre nossa divisão e sobre a importância de cada em nossas vidas.
Realmente assim como foi dito por ambos em seus posts desta semana nossas vidas são divididas em 4 vertentes, e estas são responsáveis pela nosso equilíbrio ou não.
Elas são interligadas pela emoção, pela razão, pelo desejo, pela ambição, pela paz. Estão sempre andando juntas em nossos dias, e temos que nos dividir, sem abandonar nenhuma, e ai que esta o problema. Como equilibrar sem dar mais atenção a alguma?
Essa foi minha pergunta durante o passar de horas desses dias, como equilibrar? Como?
Minha conclusão foi a seguinte:
Agora não tem como!
Ok pausa para risos…

E ai vai a explicação:  Quando crianças a família e os amigos são nossa vida. Não temos nada além para nos preocupar. Vivemos a rotina infantil, de casa para escolha, da família para os amigos. E como não temos independência não temos que equilibrar nada. Mas a adolescência chega e com ela vem os amores, esses que dominam nossas emoções e tomam toda a atenção, todo o tempo e aprendemos a lidar com família, amigos e amores, o que já parece impossível, e quando achamos que não poderia complicar, nos chamam de adultos, e vem o trabalho para deixar – nos mais confusos ainda, com menos tempo para a família, para os amigos e amores.
Até aqui acredito que todos estejam se perguntando: ‘ Você pensou a semana toda para deduzir isso? OI’… Calma ai vem a explicação.
Quando crianças e adolescentes nos não nos preocupamos com isso, pulamos de cabeça na vida, somos inconseqüentes, não temos medo, e muito menos traumas e perdas, nossos valores são pequenos e nossos princípios estão sendo formados, mas quando adultos tudo muda, queremos conclusões, queremos tudo, mas somos responsáveis, a família é mais importante que antes, o trabalho é necessário, os amigos são nossa válvula de escape e os amores são nossa esperança de um dia termos ‘nossa’ família.
Tudo fica complicado, não existe o que tem mais valor, mas ao mesmo tempo temos que valorizar mais algo, o mundo pede isso. Trabalhar a cada dia mais, pois o futuro depende disso, sua carreira depende disso. Curtir sua família ao extremo, pois se erramos crianças e nossos pais e avos adultos, hoje nos somos adultos e o tempo para eles parece mais acelerado. Os amores requerem mais cuidado, agora temos cicatrizes das loucas paixões da adolescência, temos mais esperança e queremos a cada dia mais uma parceria estável. E ainda tem os amigos, que assim como você tem que lidar com tudo, e mesmo assim estão ao seu lado quando precisa daquele momento de descontração.
Pois é, a vida não é nada simples. E quanto antes equilibramos as coisas, menos nos arrependeremos quando nossa força tiver acabado, nossa carreira estiver construída e nossos pais e avos não mais aqui estiverem.

Essa semana percebi também o quanto estou longe deste equilíbrio, o quanto minha família é importante, eles são minha base, minha estrutura. O quanto tenho que dedicar mais tempo ao trabalho, pois o futuro espanca portas e janelas.  O quanto o amor é fundamental na minha vida, é meu ar, meu combustível. E o quanto faz falta um abraço dos amigos, os quais entendem a loucura, mas mesmo assim sentem sua falta.


Acho que meu post foi para outro lado, mas mesmo assim deixo meu desejo de equilíbrio nas entrelinhas!!!!

😉 

As quatro vertentes da existência

Antes de falar sobre as vertentes, gostaria de ressaltar algo que todos nós já sabemos: nascemos e morremos completamente sós. No meio tempo entre essas duas dádivas proporcionadas por uma Força Maior, temos que viver, apaixonada e intrinsecamente. Mas esse período não é marcado pela solidão e pelo vazio. E é nisso que entram as quatro vertentes.

Conversando com The Silly e The Ginger em um café recém aberto em nossa cidade em um domingo em que o vento frio começa a fazer a pele ouriçar, chegamos a conclusão de que a vida pode ser dividida em quatro fatores importantes: família, trabalho, amigos e amores.

Família

É a concepção. Os valores morais são aprendidos nela. É onde aprendemos a ser quem somos. Podemos gritar, espernear, ser quem somos verdadeiramente. É possível jogar os problemas de amores, amigos e trabalho nela, pois, como família, irá suportar tudo e mais um pouco. Essa é a maravilha de ter uma família.

Trabalho

É o que nos enobrece. Os valores laborais são aprendidos nesse momento. É onde descobrimos o que nos completa, o que nos faz útil para a sociedade. A vertente do trabalho é egoísta e egocêntrica, como se só existisse ela na vida. Os problemas devem ser deixados do lado de fora, sempre.

Amigos

É o que nos faz sociáveis. Os valores de como se portar em grupo são aprendidos aqui. Você descobre que o seu direito acaba onde começa o do outro. Aqui também é possível jogar uma carga enorme de problemas e frustrações das outras vertentes, mas cuidado: se a amizade não for sólida ou verdadeira, irá desmoronar no primeiro momento em que você necessitar realmente de ajuda.

Amores

É o que te faz feliz. Te move. Que faz você perceber que não está sozinho. Que há sentimento, há uma razão do porque existir. O que torna essa vertente traiçoeira é que muitas vezes ela toma o lugar das outras de sua vida, sem você perceber. E aí que, quando o amor se vai, quando a estação termina, que você se descobre só.

O amor deveria supostamente ser capaz de suportar todos os problemas das outras vertentes, mas não é o que acontece normalmente. Ele também pode se tornar egoísta. Às vezes o ser amado acha que o outro só pensa em trabalho, na família, nos amigos e que não é capaz de dar a atenção que ele merece. Se o outro não divide os problemas, pode ser que o amado ache que ele não quer que ele faça parte integral da vida do outro.

O meu conselho? Procure alguém que, além de amante e amigo, saiba ser companheiro. Essa pessoa vai saber dividir com você os momentos de alegria e tristeza e, apesar de tudo, não vai duvidar nunca do lugar que ocupa em sua vida.

E aprenda a dosar. Todas as vertentes são importantes em grau igual e, sabendo equilibrá-las, o meio-tempo entre nascimento e morte, será, além de agradável, muito mais fácil de ser vivido.