Viver é não se arrepender!

Todo mundo tem um dia alucycrazy na vida, aquele que você resolve chutar o pau da barraca, enfiar o pé na jaca, fazer ALÔK ou outro jargão que esteja mais na moda. A questão é que: todo mundo sai de si um dia ou outro na vida. Alguns usam o álcool pra conseguir esse efeito, outros usam algo mais forte e tem gente por aí que não precisa de muita coisa, uma motivação simples já faz todo o trabalho.

Eu sou do tipo que uso o álcool com uma pitada de motivação.

Fui pra balada há algumas semanas com meus amigos, entre eles The Serious e The Believer e estava em um dia desses, fora de mim. Bebi como se não houvesse amanhã, dancei como se não houvesse amanhã e beijei como se não houvesse amanhã! Passou do meu lado, encarou e passou pelo meu critério de beleza na balada, eu fazia gol!

Não vou saber dizer ao certo o número exato de garotos que beijei, mas sei que não foram tantos assim. Deve dar pra contar nos dedos. De uma única mão!

Com um deles fui mais ousado e acabei entrando nas cabines privativas. Lá dentro não existe regra, é mão naquilo, aquilo na mão, boca cá, boca lá e zaz. A vontade falou mais alto e acabei fazendo sexo. É, fiz sexo na balada. Com camisinha, claro, mas fiz! Sempre “julguei” meus amigos que me relatavam seus feitos sexuais em baladas e de repente, lá estava eu. De juíz à réu.

Só quando a gente faz é que entende quem fez e vê as coisas por outro ângulo.

Foi bom! E como foi bom! Toda aquele adrenalina, misturada com tesão, com a batida da música, com a preocupação de alguém chegar e tudo mais. Cara, foi foda! Recomendo, mas não sempre. Só quando você também estiver nesses dias, alucycrazy da vida. Se você estiver em um dia normal, você vai se arrepender. E o legal de viver é não se arrepender de nada do que fez, somente do que não foi feito. Igualzinho diz o pagode.

Acabou a balada e no caminho pra casa, contei pros meus amigos os meus feitos e rimos, nos divertimos e nos preocupamos juntos. Senti, pela primeira vez, aquela sensação de exorcizar os demônios e ser dono de si mesmo, sem se preocupar com a opinião alheia, apenas com o seu prazer. Deixei o superego falar mais alto e subjulgar seus irmãos, ego e id.

Dias depois dessa balada, sai com uma amiga, contei à ela sobre esse dia e enquanto ainda conversávamos sobre, vi um suposto rosto conhecido sentado próximo a mim. Tomei coragem e fui cumprimentar, ele, o garoto da cabine.

(…) continua.

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Sobre The Silly

Um perfeito reclamão, extremamente afobado e muito desastrado. Quero tudo e quero agora. Comunicador por formação e por paixão. Brasileiro com passaporte turquesa. Ouço todo tipo de música, mas é com o bom e velho pop/rock que eu me entendo bem. Adoro comer e não vivo sem chocolate. Canceriano clichê e romântico fundo de quintal. Leio muito e coleciono toys. Morro com barbas por fazer (de preferência clarinhas). Harrymaníaco incurável.

Publicado em abril 9, 2012, em Histórias, The Silly e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Só tenho uma coisa a dizer: viver de acordo com a sua vontade, desde que não prejudique o próximo, é divino! E fodam-se as más línguas. No mínimo, queriam estar fazendo o mesmo, só não tem o sex appeal para tal rs

  1. Pingback: Viver é não se arrepender! – Parte 2: O garoto da cabine « Estação 47

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