Parte final – Obrigado pelo aprendizado, querido.

Bom, chegamos à parte final dessa saga. Quatro posts para uma descoberta já é verbo demais.

Como eu contava, conheci esse menino da faculdade. Rafael. Ele era tudo que eu procurava. Atencioso, carinhoso, beijo perfeito.

Apareceu numa época em que minha vida tava uma bagunça: acabado de sair de um relacionamento, meus amigos reclamavam da minha ausência, meus pais me pressionando por resultados nos vestibulares que vinham por aí.

Por um mês nós ficamos; aos finais de semana, geralmente. Cada conversa, cada abraço, cada momento juntos. Tudo era muito especial para mim. Ele era meu primeiro beijo com um mundo que eu sabia que existia, mas até então não havia experimentado. É até engraçado que lembrar disso agora me deixa levemente saudosista. Não por ele, mas pelo sentimento.

Não satisfeito com arranjar um peguete (e que eu torcia para que virasse um namorado) no meio gay, eu queria alguns amigos. E naquele mesmo perfil fake de Orkut, eu conheci um cara, que conhecia várias pessoas. Chamava Tiago. Hoje eu consigo ver que era só mais um cara x no meio. Mas eu era cru. O papo era legal, e eu confiei fácil.

Contei de como eu gostava do tal Rafael. Até me surpreendi quando ele perguntou “Esse Rafael é um que faz contabilidade?”, “Isso, esse mesmo”, “ah, sei quem é”. Hoje, pela experiência que carrego, sempre alguém conhece alguém e assim vai. Na época achei só coincidência.

Tudo permanecia as mil alegrias. Eu esperava a sms pra saber que ele estava lá. Ficava eufórico quando nos encontrávamos na faculdade (que dividia prédio com minha escola, na época), e não podia fazer nada. Mas o Rafael começava a ficar distante. Eu não entendia o que estava acontecendo. De repente, ele parecia ter sumido. Um mês que foi decaindo até que logo mais chegaria ao final de uma história adolescente.

Mas não partiu do Rafael me informar o que estava acontecendo. E sim do Thiago. Numa conversa, em que eu falava o tanto que esse sentimento era bom, ele foi racional: “Eu tenho que ser sincero. Você é novo e está iludido. O Rafael não quer nada a sério. Ele é super rodadinho na faculdade, todo mundo do meio sabe, até eu já peguei ele. Se ele falou que era só seu, ele  só tá te levando. Não sei como não fizeram sexo ainda”.

“Meu mundo caiu…e me fez ficar assim”. Não vou me estender aqui. Todos sabem como funciona a primeira decepção amorosa. Na verdade, acho que é bem receita de bolo. Já foram alguns os casos (inclusive aqui no blog) em que um cara mais experiente nos “inicia” ao mundo e depois nos larga. Mas eu estava destruído. Só precisava de uma coisa: ouvir isso do Rafael.

Não foi de imediato. Eu precisava estar forte. Eu não queria desabar na frente dele. O ano de 2009, virou, eu fui para a faculdade em outra cidade. E em uma das minhas voltas para casa em 2010 que consegui conversar com o sujeito. Ele basicamente confirmou tudo. Pelo menos me deu o direto à honestidade, posto que foi meu último pedido. Último, até então. A vida dá voltas e no final de 2011 tivemos o famoso remember. Que fica pra outro post, quem sabe.

Assim, queridos, acho que acaba minha descoberta. Da experiência carnal até a sentimental. Desculpem pelo tamanho e pela quantidade. Agradeço infinitamente a paciência. Obrigado pelas críticas e sugestões que recebi, foram de grande valia e vão me ajudar daqui pra frente! Beijos e abraços!

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Sobre The Believer

Me dá um copo de bebida e coloca minha batida eletrônica. Pronto. Me soltei. Estudante das exatas, cheio de compromissos com a faculdade durante o dia, livre durante a noite (a quem interessar). Libriano (com um ascendente perigoso e bem influente em escorpião), poliglota até que se prove o contrário. Pop, rock clássico, melódico, indie rock, black music, mais pop. Acredito no melhor das pessoas, que existem figuras incríveis ainda para conhecer, situações inesperadas para viver, e no meio disso tudo, ser feliz.

Publicado em abril 22, 2012, em Geral, The Believer. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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