Viver é não se arrepender! – Parte 2: O garoto da cabine

Primeira parte: Viver é não se arrepender!

Cheguei até ele e dei um leve cutucão em seu ombro. Ele olhou, me reconheceu, abriu um sorriso meio sem graça e disse: “você por aqui, que bom te ver”. Eu retribui: “é, né? Bom te ver também.” Pedi licença e fui com minha amiga até uma mesa um pouco distante de onde ele estava.

Conversando com minha amiga, não tirava os olhos dele e uma hora ou outra, o via olhar pra trás e logo voltar o olhar pra tela da TV onde ele estava jogando vídeo game. De repente, ele resolveu se levantar e vir até nós. Por uma grande coincidência, ele conhecia de vista minha amiga e acabamos batendo um papo bem suave, nós três. Logo depois deu o horário de entrar na sala do cinema e tivemos que nos despedir.

Já dentro da sala do cinema, eu não conseguia tirar o garoto da minha cabeça e resolvi mandar um sms simples dizendo o quão legal tinha sido encontrar ele ali, em uma situação bem oposta da que nos conhecemos. Mandei. Rapidamente ele respondeu dizendo que também gostou de me ver.

Sorri aquele riso bobo, de quem gostou do que leu e está ansioso por mais. Antes de eu terminar me saborear meu sorrisinho, ele mandou outro sms dizendo que ele sentiu algo diferente quando me viu, algo que ele não sabia explicar, mas que gostaria de descobrir.

Dali em diante, trocamos muitos sms’s. Muitos mesmo. E durante os sms’s, descobrimos coisas em comuns, curtimos um o papo do outro. Pude perceber que ele tinha assunto e que era uma boa companhia, uma boa pessoa. Os sms’s evoluíram para ligações e resolvemos marcar de nos ver.

Mais de duas semanas depois da balada, nos encontramos novamente. Foi estranho nos primeiros 5 minutos, afinal, nós já havíamos feito sexo, mas tínhamos conversado super pouco pessoalmente, algumas vezes por telefone e MUITO por sms. Éramos íntimos, mas não éramos próximos. Confuso. Ainda mais pra mim que sou avoado.

Esse desconforto logo passou. Rimos muito, conversamos muito, trocamos muita experiência, rolou muito desabafo e claro, foi muito fofo. Terminamos o encontro dentro do meu carro, no banco de trás, mas não rolou nada demais. Foi só um atentado violento ao pudor no estacionamento do cinema.

De lá pra cá, os sms’s continuaram na mesma intensidade ou maior, as ligações aumentaram, a vontade de ser ver aumenta a cada dia, as butterflies insistem em morar no meu estômago e eu estou adorando.

Não sei se vai dar certo, quanto tempo vai durar, se vou me machucar – de novo – ou se encontrei mais uma alma gêmea, só sei que está bom pra caralho e eu vou curtir cada minuto.

Vocês deviam fazer o mesmo, sempre!

MUAH!

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Sobre The Silly

Um perfeito reclamão, extremamente afobado e muito desastrado. Quero tudo e quero agora. Comunicador por formação e por paixão. Brasileiro com passaporte turquesa. Ouço todo tipo de música, mas é com o bom e velho pop/rock que eu me entendo bem. Adoro comer e não vivo sem chocolate. Canceriano clichê e romântico fundo de quintal. Leio muito e coleciono toys. Morro com barbas por fazer (de preferência clarinhas). Harrymaníaco incurável.

Publicado em abril 23, 2012, em Histórias, The Silly e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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