Arquivo mensal: junho 2012

Dia do Orgulho Gay

Hoje, 28 de junho é “celebrado” em todo o Brasil o Dia do Orgulho Gay.

Mas na real, que orgulho? Orgulho de que?

Eu tenho orgulho de ser quem sou. De levantar todo dia de manhã e enfrentar esse mundo hipócrita, de vencer na vida, de conquistar meus objetivos e de sonhar meus sonhos. Tenho orgulho da história que construo no dia-a-dia e na história que já construi. Tenho orgulho do que sou, do que faço e do que quero, mas não tenho orgulho de ser gay.

Isso não quer dizer que eu não goste de ser gay. Eu AMO ser gay. Só acho que eu não posso me orgulhar de algo que é intrínseco à minha pessoa, nasceu comigo. Acho um pouco hipócrita. Assim como acho hipócrita orgulho hétero. Acho qualquer tipo de rótulo escroto.

Antes de ter orgulho da minha orientação sexual, eu tenho orgulho de ser gente. De ser BOA gente. Tenho orgulho da pessoa que me tornei. Tenho orgulho da minha família, da minha mãe e dos meus amigos que enfrentam o diabo comigo. Mas não de ser gay.

Ter orgulho de ser gay é como ter orgulho de ter olho azul. Não faz sentido! Orgulho a gente tem do que a gente conquistou e não do que nasceu com a gente.

Ao invés de dizer “tenho orgulho de ser gay” eu prefiro dizer “tenho orgulho de me aceitar gay, de me assumir gay e de enfrentar o mundo sendo gay. Isso sim é digno de orgulho.

Ser gay é um mero detalhe. Um detalhe que faz toda a diferença, mas ainda um mero detalhe.

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Doce? Prefiro minha parte em cupcakes!

E então você conhece um boy magya. Começa a dar mole porque né, seu nome pode ser Fernando, mas seu codinome é Alejandro.

Aí ele some. Quando você já até desistiu, ele te responde de maneira sacana e inesperada. Você fica animadíssimo e entra novamente na brincadeira. E assim o flerte recomeça. Rola aquela antecipação, uma ansiedade do que talvez aconteça. Tudo divertido. Você me dá mole daí, eu te dou mole daqui.

Até que ele, de novo, some, fica indiferente. Você dá uma leve broxada. Ele volta a correr atrás. Você pensa: “Ah, ele só deu uma mancadinha, pode ser diferente dessa vez”. O flerte recomeça. Delícia. Fica mais safado e romântico ainda e você já começa a suspirar e ver estrelinhas, imaginando o casamento na praia. Mas aí ele some de novo.

Muita gente vive nessa montanha-russa sem fim do que se convencionou chamar de “jogo da sedução”. Puta idiotice desnecessária. Se você está a fim de mim e eu estou a fim de você, pra quê enrolar?

“O que é mais difícil é mais gostoso”, ouço direto. De onde tiraram isso? Really? Vamos voltar àquela ideia de merecimento-pelo-sacrifício? O boy magya ainda diz que isso “faz parte da conquista”.

Discordo. O que me conquista num homem é a gentileza, o bom humor, a inteligência, o beijo excitante, o sexo delícia. Ele jogar comigo definitivamente não vai me fazer querê-lo. Na verdade, o que provavelmente vai acontecer é ao contrário.

Eu não vou gostar de uma pessoa que me despreza. Esse jogo de quero-não-quero só traz insegurança. Nós já somos tão inseguros, pra quê complicar mais ainda? Já morremos de medo de rejeição, pra quê eu vou me submeter a isso? Nunca aprendi a jogar e não vai ser aos vinte e tantos anos que irei aprender.

Também detesto quem faz doce. Ou quer, ou não quer. Não há meio termo. Mesmo na dúvida, é possível tomar decisões (ou ser claro e dizer que não tem certeza). Querer num momento e no segundo seguinte não estar mais a fim, simplesmente não existe.

A minha diabetes emocional já é alta sem essa lenga-lenga. Por isso, digo sempre: “Doce? Prefiro minha parte em cupcakes”.

Por que estamos solteiros?

Essa é uma boa pergunta. Enquanto o sol brilha, a praia está cheia e as micaretas acontecem em Salvador, dificilmente você vê alguém se perguntar isso. Talvez porque a lacuna existente em cada um de nós para o amor esteja preenchida de prazeres e risadas momentâneas, ou embriagadas de álcool e água de coco.

Mas é só o inverno começar pra vir essa perguntinha. Às vezes ela não surge exatamente assim na mente. Às vezes, ela aparece atrás de uma melancolia leve que sentimos, de um suspiro não completado, de uma xícara de chocolate quente não dividida. Mas ela está ali.

Talvez estejamos solteiros porque hoje nenhum de nós quer se doar, porque nenhum de nós é capaz de se doar ou porque temos medo de nos doar. Quem nunca mergulhou de cabeça em um relacionamento pensando que ia dar certo e deu de cara em uma piscina de concreto, que atire a primeira pedra ao julgar alguém que tem medo de amar. Todos já passamos por isso.

Talvez estejamos solteiros porque sempre esperamos que o próximo da fila seja melhor do que quem está com nós agora. Ninguém quer se prender a uma pessoa no mundo globalizado de hoje: e se o outro for mais bonito? Mais inteligente? Mais rico? Hoje em dia, um “para sempre” normalmente significa “até encontrar alguém melhor”.

Não quero dizer que é ruim estar só. Eu mesmo, adoro. O difícil é quando o verbo estar se transforma em ser. E ser só, meu amigo, é a pior coisa que existe.

Mas sabe o que eu acho mesmo? Que estamos solteiros porque o mais difícil é se deixar amar, do que amar. Achamos que não merecemos o sentimento do próximo e procuramos motivos e defeitos para provar isso, mesmo que seja inconsciente. Então que tal deixar de lado os medos e traumas, as neuras e paranoias e começar a aceitar que quem nos quer, nos quer exatamente pelos nossos defeitos tão perfeitos?

Arrisco a dizer que assim, nesse inverno, é capaz de você ter alguém pra dividir essa xícara de chocolate quente que está em suas mãos e o coco na praia no próximo verão!

Primeiras impressões de um “namoro”

De fato, eu nunca namorei.

Já fiquei com bastante gente e já tive dois rolinhos que costumo chamar de pré-namoro, mas mesmo assim, não foram namoros.

Hoje me encontro na mesma situação. Estou vivendo um relacionamento que ainda não é um namoro, mas já passou do nível de rolinho ou ficada séria. Arriscaria dizer que é um namoro que ainda não foi oficializado.

O que me leva a outras questões, pois como não é oficial, não posso cobrar, não posso ser cobrado, não posso exigir e não posso ser exigido. É algo bem leve, suave e muito simples, mas também mais frágil. Pode acabar a qualquer momento. ESPERO QUE NÃO

Mesmo sem ter oficializado nada, tenho sentido uma pequena elevação diária no nível do nosso compromisso. Mesmo sem pedir e sem cobranças, acabamos dando pequenas satisfações um para o outro e abrindo mão de uma ou outra coisa pra poder continuar juntos.

Estamos num processo de lapidação daquilo que pode vir a ser um namoro sério.

Há um tempo atrás eu já estaria surtado porque ainda não fui pedido ou porque ainda não pedi, mas dessa vez eu estou calmo, paciente e esperançoso. Sei que esse momento de lapidação vai servir pra estabelecer as regras do jogo mais pra frente.

Estamos nos conhecendo e principalmente, nos respeitando.

Desde que nos conhecemos e passamos a ficar juntos, eu tive oportunidades de sair com outros caras. Numa outra realidade, eu até poderia ficar com outra pessoa, afinal, não tenho nada sério com ninguém. Agora está diferente, eu prefiro ser fiel. Pode ser que eu esteja sendo fiel a algo que nem existe, mas eu prefiro acreditar que existe e a minha fidelidade é uma base sólida que estou construindo.

Essa é a regra do meu jogo.

Pode ser que não seja a dele, mas isso só o tempo vai dizer.

Dia dos Namorados

O dia dos namorados para mim sempre foi um dia perdido entre todos os outros dias do calendário anual. Não era um dia ao qual havia motivo para se alegrar, que houvesse ansiedade no aguardo de presentes e nem sorrisos entusiasmados após a surpresa já esperada.

Era como um dia de junho deveria ser, frio por ser inverno. Era um dia como outro qualquer, exceto por ser mais melancólico, nebuloso e solitário. Por que aquele dia tinha que ser considerado tão especial pelos amantes?

Eu observava os casais em frente a loja de doces, onde uma fonte de chocolate encantava os mais apaixonados que, como um ritual, molhavam seus espetos de frutas na calda que descia deliciosamente quente até o rio de cacau levemente adocicado.

Ao passar em frente ao café principal da cidade, pude notar que naquela fatídica data parecia não haver problema em se sentar bem perto, para que os olhares sinceros trocados fossem mais intensos, enquanto uma xícara de cappuccino era dividida sem a menor preocupação sobre quem deveria ou não tomar mais da bebida que, no meu pensamento, nem era necessária, uma vez que o calor dos corações já acalentava seus corpos.

Até o parque central, que naquela época do ano se tornava silencioso, devido a falta de folhagem das arvores e o desaparecimento das flores e de grande parte dos animais, ganhava vida naquela data. Todos disputavam um pedaço do gramado perto do lago semi-congelado, para desfrutar de um piquenique à dois, onde parecia que uma batalha era travada, para mostrar qual era mais talentoso para agradar ao outro.

Eu não entendia de onde tanta paixão, cordialidade e gentileza poderiam vir. De onde pessoas que nasceram, cresceram e viviam em um mundo capitalista onde não se havia nem tempo para um bom-dia corriqueiro, podiam ter dentro de si tanta alegria e simpatia.

Por fim, chego ao meu destino. Diferentemente dos outros anos onde esse pensamento sempre me acompanhou, nesse eu conseguia compreender o que se passava. Eu conseguia entender porque a fonte de chocolate era tão encantadora; porque o cappuccino dividido tinha mais sabor e o porquê o parque se tornara tão mágico naquela data em específico.

Três batidas na porta eram suficientes. Ali estava, a razão de tudo fazer sentido. E é estranho pensar que, tudo nesse momento faz sentido por na realidade não haver o que compreender e muito menos o que se entender. Que tudo na verdade faz sentido apenas, pelo sentimento, que torna tudo mais vivo, mais intrínseco e intenso, como a vida deveria ser.

A tal da felicidade

Ultimamente aconteceram tantas coisas ruins na minha vida que eu cheguei a pensar que estava em uma espécie de reality show do “mais azarado da cidade“. Eu tento entender o porque de tanta desgraça coisa ruim e não entendo, mas whatever, não quero falar disso.

O fato é que devido a essas coisas ruins que me acontecem, eu fiquei igual cachorro vira-lata, desconfiado de tudo e de todos. À espera do próximo tapa e do próximo tombo. Acabo não enxergando as coisas boas que a vida tem me proporcionado.

Esses dias, conversando com um amigo, dizia à ele que estava com medo de tudo estar tão bem na minha vida e se encaixando como eu sempre quis. Ele olhou pra mim e disse:

“Você está com medo porque está feliz e a maioria das coisas que você tanto espero está acontecendo? É isso? Eu acho que agora é a hora de você ficar feliz e não com medo. Com medo pessoas normais ficam quando as coisas estão dando errado, já você fica conformado. Reveja isso”.

Ao fim dessas palavras, cheguei a uma conclusão: a tal da felicidade chegou! Na verdade, ela sempre esteve aqui. Eu só precisava enxergar!

Claro, só a enxerguei quando algumas coisas aconteceram pra iluminar o meu caminho. Foram elas: o início de um amor, a realização de um sonho, o sucesso no trabalho, o apoio da família e alguns outros.

Enfim, ela está aqui e também está aí, com você. A gente só precisa aprender a detectar sua presença e entender que ela é um sentimento que ao mesmo tempo em que é infinito, é passageiro. Ela deve ser curtida ao máximo em seus picos, ou seja, quando acontece aquilo que você estava tanto esperando, quando o carinha que você está ficando e curtindo muito te pede em namoro do nada e muitos outros.

Esses são só alguns exemplos de picos de felicidade, mas isso não significa que você só foi, ou só será, feliz nesses momentos.

Você deve ser feliz o tempo todo!

Uma vez li uma frase muito sábia que dizia: “a felicidade é feita de pequenas esperas”.

Encarei como verdade absoluta! Afinal, a gente sempre está esperando alguma coisa muito legal acontecer e quando ela acontece, a gente fica feliz e passa a esperar outra e outra, e mais outra. O segredo está em aprender a desfrutar desses picos de felicidade e quando voltar “à realidade” não se entristecer.

Coisas boas sempre estão por vir.

Pode ser que amanhã ou depois as coisas já saiam de novo do eixo, mas eu sei que elas vão voltar. Por isso, be happy!

Hoje eu só quero chocolate…

Acordei neste prenuncio de inverno, com vontade de sumir, se meu edredon fosse um pouco maior me enrolaria mais e ficaria por lá o dia todo. Levantei, sai ás compras, o que normalmente me anima, e o pensamento era apenas um: CAMAAAA. Trabalhei, sai mais tarde e a conclusão do meu dia foi, não quis nada, nada estava bom, além do fondue de chocolate o dia tinha sido uma união de erros e irritações.

Abri a geladeira derreti o chocolate, e decidi acabar meu dia com o melhor ‘desestresse’ que existe. Ele não iria me acusar de dormir e muito menos de não escovar os dentes.

Mergulhei minha colher naquele cremoso chocolate recém derretido e me deslumbrei com o orgasmo mais limpo de todos.

Após aquele momento único entendi que tudo não passava de mais um dia de tpm onde apenas um chocolate poderia me acalmar e retirar todo peso de meus ombros.

😉

 

 

 

Aceitação

As pessoas o julgaram e você aceitou a opinião delas, sem questioná-las. Você está sofrendo por causa de todos os tipos de julgamento alheios e está despejando esses julgamentos sobre outras pessoas. Esse jogo passou dos limites e toda a humanidade sofre em decorrência dele.

Se você quiser se livrar dele, a primeira coisa é: não julgue a si mesmo. Aceite humildemente suas imperfeições, suas falhas, seus erros, suas fraquezas. Seja simplesmente você mesmo. Não é preciso fingir que você é de outro jeito.

Depois que se aceitar, você será capaz de aceitar os outros porque terá mais consciência de que eles estão sofrendo da mesma doença. E a sua aceitação os ajudará a aceitar a si mesmos.

Se toda a humanidade chegar ao ponto em que todo mundo é aceito como é, quase noventa por cento do sofrimento, simplesmente, desaparecerá.