Doce? Prefiro minha parte em cupcakes!

E então você conhece um boy magya. Começa a dar mole porque né, seu nome pode ser Fernando, mas seu codinome é Alejandro.

Aí ele some. Quando você já até desistiu, ele te responde de maneira sacana e inesperada. Você fica animadíssimo e entra novamente na brincadeira. E assim o flerte recomeça. Rola aquela antecipação, uma ansiedade do que talvez aconteça. Tudo divertido. Você me dá mole daí, eu te dou mole daqui.

Até que ele, de novo, some, fica indiferente. Você dá uma leve broxada. Ele volta a correr atrás. Você pensa: “Ah, ele só deu uma mancadinha, pode ser diferente dessa vez”. O flerte recomeça. Delícia. Fica mais safado e romântico ainda e você já começa a suspirar e ver estrelinhas, imaginando o casamento na praia. Mas aí ele some de novo.

Muita gente vive nessa montanha-russa sem fim do que se convencionou chamar de “jogo da sedução”. Puta idiotice desnecessária. Se você está a fim de mim e eu estou a fim de você, pra quê enrolar?

“O que é mais difícil é mais gostoso”, ouço direto. De onde tiraram isso? Really? Vamos voltar àquela ideia de merecimento-pelo-sacrifício? O boy magya ainda diz que isso “faz parte da conquista”.

Discordo. O que me conquista num homem é a gentileza, o bom humor, a inteligência, o beijo excitante, o sexo delícia. Ele jogar comigo definitivamente não vai me fazer querê-lo. Na verdade, o que provavelmente vai acontecer é ao contrário.

Eu não vou gostar de uma pessoa que me despreza. Esse jogo de quero-não-quero só traz insegurança. Nós já somos tão inseguros, pra quê complicar mais ainda? Já morremos de medo de rejeição, pra quê eu vou me submeter a isso? Nunca aprendi a jogar e não vai ser aos vinte e tantos anos que irei aprender.

Também detesto quem faz doce. Ou quer, ou não quer. Não há meio termo. Mesmo na dúvida, é possível tomar decisões (ou ser claro e dizer que não tem certeza). Querer num momento e no segundo seguinte não estar mais a fim, simplesmente não existe.

A minha diabetes emocional já é alta sem essa lenga-lenga. Por isso, digo sempre: “Doce? Prefiro minha parte em cupcakes”.

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Sobre The Serious

Capricorniano nato, organizado e extremamente perfeccionista. Idealizador, que quer conhecer o mundo todo. Turismólogo por formação. Brasileiro e orgulhoso disso! Ama bife de picanha com arroz, feijão, farofa e batata frita e não abre mão de uma boa dose de Absolut, seja com coca, com suco, com gelo. Leitor ávido de todos os tipos de livro. Ouve todo tipo de música, de Cher à Victor e Léo. Adora uniformes e ternos. Viciado em viagens. Postagens às quartas.

Publicado em junho 27, 2012, em Pensamentos, The Serious. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Eu amo Cupcake…. rs. Mas doce? To fora!…

    Belo texto!

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