Arquivo mensal: julho 2012

Em 1 ano muita coisa pode acontecer

Ontem o blog fez 1 ano de vida, ou seja, faz 1 ano que eu divido a minha vida – e procuro um sentido pra ela – com vocês.

Faz 1 ano que compartilho aqui cada conquista, cada desejo, cada rolinho, cada decepção e cada lição que essa vida me ensina.

E acreditem, em um ano muita coisa pode acontecer.

Nesse um ano de blog, eu posso dizer que cresci. Cresci como pessoa, como homem e como gay. O blog me ajudou a entender o que se passa comigo, a me aceitar e a principalmente, me amar como sou. Cada texto publicado me deixa mais leve e com uma sensação única de que, de uma forma ou de outra, eu posso estar ajudando pessoas como eu.

Cada amor que aqui foi compartilhado me fez crescer e enxergar a vida como ela é: sem príncipe encantado, sem mar de rosas e com um sol que nasce toda manhã. Seja depois de noite linda ou de noite feia.

Aprendi que eu posso sobreviver à perda do 18º amor da minha vida, como posso encontrar o 19º na próxima esquina. Por isso eu preciso estar sempre atento e preparado.

Aprendi que nem tudo acontece como eu planejei e que na verdade, as coisas que acontecem por acaso são muitos mais divertidas. Aprendi que posso viver sem meus amores platônicos e que da onde eu menos espero, vem as melhores coisas e os melhores momentos.

Aprendi que os amigos estão MESMO acima de tudo e são pra eles que eu sempre vou poder correr. Aprendi que não interessa se for 1, 12 ou 21434563 dias de amor, o que importa é a intensidade das coisas.

Aprendi que eu não posso desperdiçar oportunidades e que as melhores histórias são aquelas que são compartilhadas. Aprendi que a felicidade existe SIM e a gente só precisa aprender a sentir.

Aprendi que nem sempre o próximo pode ser melhor e que eu devo me contentar com o que tenho em mãos. Aprendi que sonhar não paga e que olhar não tira pedaço. Aprendi que eu sou o melhor namorado do mundo e que a hora da verdade vai chegar a qualquer momento.

Enfim, eu aprendi muito e tenho certeza que continuarei aprendendo, afinal, a jornada continua e o blog tem muitos anos de vida pela frente.

Obrigado por tudo.

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Um pouco mais de leveza – é disso o que todos nós precisamos.

“Não coma gordura, coma fibras. Não ligue para ela no dia seguinte, espere até quarta-feira. Não beba álcool, beba água. Durma no mínimo oito horas por dia. Não fale palavrão. Economize mais dinheiro. Pense mais no seu futuro. Raciocine melhor antes de falar. É tanta proibição que às vezes até essa existência maravilhosa me parece um pouco monótona, sufocante, sem sal e demasiadamente engravatada. Será que é realmente preciso viver todo dia num militarismo tão rígido assim? E daí que hoje você vai atrasar cinco minutos? O importante é conseguir chegar sorrindo e se possível cantando para todo mundo ouvir.

Existem dias nos quais precisamos esquecer a porra do filtro solar e libertar um pouco do Charlie Sheen que existe dentro de cada um de nós. A vida é incrivelmente curta para ser levada tão a sério. E quer saber? Não vejo motivo pequeno demais que não possa servir como estopim para o início de uma grande comemoração. Vamos brindar e precisa ser agora!

Não estou dizendo para sair por aí loucamente, incendiando quartos de hotéis ou acreditando que em suas veias corre sangue de tigre. Nem estou sugerindo que você troque o leite por uísque no café da manhã. Não é nada disso. Não quero que você se torne o inimigo número um da lei ou que durma numa cela esta noite, apenas sugiro que aumente o volume do seu Rock’n’Roll, que saia mais de casa e perceba de uma vez por todas o quanto a vida é geralmente muito mais descomplicada do que insistimos em torná-la com nosso mar de reclamações diárias. Se for pra comemorar, faça como o Charlie Sheen – não aceite nada menos do que uma festa épica com uma semana de duração. Aproveite melhor seu tempo e, se puder, seja lembrado pelas suas gargalhadas e não pelo seu mau humor.

Sinto informar-lhe, mas seu coração infelizmente um dia vai parar sem qualquer aviso prévio, por isso meu amigo, não tenha tanto medo da chuva, nem guarde essas palavras lindas somente para você. Amanhã pode ser tarde demais para pegar sua avó no colo e agradecê-la com mil beijos pelos tantos bolos gostosos que ela fez só para te ver sorrir. Amanhã, você pode não ter mais tempo para dizer a sua amada o quanto você gosta de esquentar- lhe os pés debaixo do edredom. Amanhã, pode ser que você não consiga nem mesmo escrever um bilhete, apenas para dizer à sua mãe o quanto você a admira e sente-se grato por tudo que ela lhe fez, faz e se puder ainda fará.

Quando foi seu último porre? Não lembra? Que tal abrir uma garrafa de algo bem alcóolico e brindar a imensidão da vida com o maior número de amigos que conseguir reunir no bar mais próximo? Provavelmente, você irá sentir uma imensa vontade de dizer o quanto essas pessoas são importantes na sua vida e quer saber? Faça como os bêbados fazem: repita inúmeras vezes o quanto cada amigo seu é imprescindível para sua sobrevivência de sua alegria! Diga na cara deles o quanto você os acha foda. Abrace-os até quase quebrar-lhes os ossos e relembre com eles os bons momentos que viveram juntos. Ria até perder o fôlego ou chore, se essa for sua vontade. Homens também choram! Não tenha vergonha de derramar uma lágrima e sim de não achar nada minimamente emocionante.

Lembre-se sempre que morrer não é algo opcional, mas que viver de verdade é, com toda certeza. Por isso, insira uns dias “à La Charlie Sheen” na sua rotina robótica, quebre algumas regras, esteja preparado para enfrentar as mais violentas ressacas e, se possível, tente lembrar os bons momentos no dia seguinte. Se não conseguir, pergunte a um amigo ou aguarde as fotos no Facebook. Um pouco mais de leveza – é disso o que todos nós precisamos.”

By Ricardo Coiro

Quem já não quis fugir sem mesmo ter algum lugar pra ir??? A vida não é fácil como parecia quando éramos crianças, mas também levamos tudo tão a sério que ela nem poderia ser, então ai vai minha dica, que vale pra mim e pra vocês, saiam da rotina, deixem o certo e errado de lado e mergulhem em algo novo, a vida é curta e a rotina é maçante. VIVA!

😉

O amor e a morte

O amor e a morte – os dois personagens principais da história sem trama nem desfecho, mas que condensa a maior parte do som e da fúria da vida – admitem, mais que quaisquer outros, esse tipo de devaneio/escrita/leitura.

Para Ivan Klima, poucas coisas se parecem tanto com a morte quanto o amor realizado. Cada chegada de um dos dois é sempre única, mas também definitiva: não suporta a repetição, não permite recurso, nem promete prorrogação. Deve sustentar-se “por si mesmo” – e consegue. Cada um deles nasce ou renasce, no próprio momento em que surge, sempre a partir do nada, da escuridão do não ser sem passado nem futuro; começa sempre do começo, desnudando o caráter supérfluo das tramas passadas e a futilidade dos enredos futuros.

Nem no amor nem na morte pode-se penetrar duas vezes – menos ainda que no rio de Heráclito. Eles são, na verdade, suas próprias cabeças e seus próprios rabos, dispensando e descartando todos os outros.

Bronislaw Malinowski ironizava os difusionistas por confundirem coleções de museu com genealogias. Tendo visto toscos utensílios de pederneira expostos em estojos de vidro diante de instrumentos mais refinados, eles falavam de uma “história das ferramentas”. Era, zombava Malinowski, como se um machado de pedra gerasse outro, da mesma forma que, digamos o hipparion deu origem, na plenitude do tempo, ao equus caballus. Os cavalos podem derivar de outros cavalos, mas as ferramentas não têm ancestralidade nem descendência. Diferentemente dos cavalos, não têm uma história própria. Pode-se dizer que elas pontuam as biografias individuais e as histórias coletivas dos seres humanos, das quais são emanações ou sedimentos.

Quase o mesmo se pode dizer do amor e da morte. Parentesco, afinidade, elos causais são traços da individualidade e/ou do convívio humanos. O amor e a morte não têm história própria. São eventos que ocorrem no tempo humano – eventos distintos, não conectados (muito menos de modo causal) com eventos “similares”, a não ser na visão de instituições ávidas por identificar – (por inventar) – retrospectivamente essas conexões e compreender o incompreensível.

Assim, não se pode aprender a amar, tal como não se pode aprender a morres. E não se pode aprender a arte ilusória – inexistente, embora ardentemente desejada – de evitar suas garras e ficar fora de seu caminho. Chegado o momento, o amor e a morte atacarão – mas não se têm a mínima ideia de quando isso acontecerá. Quanto acontecer, vai pegar você desprevenido. Em nossas preocupações diárias, o amor e a morte aparecerão ab nihilo – a partir do nada. Evidentemente, todos nós tendemos a nos esforçar muito para extrair alguma experiência desse fato; tentamos estabelecer seus antecedentes, apresentar o princípio infalível de um post hoc como se fosse um propter hoc, construir uma linhagem que “faça sentido” – e na maioria das vezes obtemos sucesso.

Precisamos desse sucesso pelo conforto espiritual que ele nos traz: faz ressurgir, ainda que de forma circular, a fé na regularidade do mundo e na previsibilidade dos eventos, indispensável para a nossa saúde mental. Também evoca uma ilusão de sabedoria conquistada, de aprendizado e sobretudo de uma sabedoria que se pode aprender, tal como aprendemos a usar os cânones da indução de J.S. Mill, a dirigir automóveis, a comer com pauzinhos em vez de garfos ou a produzir impressão favorável em nossos entrevistadores.

No caso da morte, o aprendizado se restringe de fato à experiência de outras pessoas e portanto constitui a ilusão in extremis. A experiência alheia não pode ser verdadeiramente aprendida como tal; não é possível distinguir, no produto final da descoberta do objeto, entre o Erlebnis original e a contribuição criativa trazida pela capacidade de imaginação do sujeito. A experiência dos outros só pode ser conhecida como a história manipulada e interpretada daquilo por que eles passaram. No mundo real, tal como nos desenhos de Tom & Jerry, talvez alguns gatos tenham sete vidas ou até mais e talvez alguns convertidos possam acreditar na ressureição – mas permanece o fato de que a morte, assim como o nascimento, só ocorre uma vez. Não há como aprender a “fazer certo na próxima oportunidade” com um evento que jamais voltaremos a vivenciar.

Autor: Zygmunt Bauman, em “Amor Líquido – Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos”

O jornalista da balada alternativa

Final de semana em São Paulo é sinônimo de liberdade, curtição e balada! Dessa vez não seria diferente.

Fui à São Paulo resolver algumas coisas e aproveitei pra passar o final de semana. Encontrei um casal de amigos no sábado e fomos “augustar”. Depois de pit-stops em vários barzinhos diferentes, resolvemos ir pra uma balada alternativa recente, porque lá ia rolar uma noite especial “Katy Perry”, que segundo o Evandro Santo, só iria pintar bicha bom partido.

Pela fila dava pra ver que a balada ia bombar, pois tinha muita gente. Tanta gente que ficamos nela por quase 2 horas. 1h30, pra ser mais preciso.

Na nossa frente tinha uma moça sozinha e que depois de um tempo, acabou trocando algumas palavras conosco. No meio do papo, avistei um rapaz muito bonito vindo em nossa direção. Devia ter aproximadamente 1,90m de altura, bem clarinho, barba por fazer, olhos claros, cabelo liso bagunçado e muito bem vestido. Um achado!

Ele parecia estar à procura de algo. Quando passou por nós, a moça gritou: fulano, estou aqui! Ele riu, foi até ela, lhe deu um forte abraço apertado e um beijo. Ficaram agarradinhos durante muito tempo. Acreditei que eram um casal e já vi minhas esperanças se esvairem.

Meus amigos perceberam meus olhares para o rapaz e riram do meu atrevimento. A moça e o rapaz ficaram ali, na nossa frente, aguardando a hora de entrar pra balada.

Em determinado momento meu amigo, que vive prestando atenção na conversa alheia, ouviu o rapaz dizer pra moça: parece que as pessoas realmente pensam que somos namorados. Isso porque uma vendedora ambulante os havia chamado de casal simpatia poucos minutos antes.

Ela riu, ele também e meu amigo sacou.

Me cutucou e disse:
– Hey, você pode ter chance.
– Hã? Como assim?
– Não ouviu não? – E me contou o que ouvira.
Ri e devolvi:
– Já sei quem será o alvo de hoje.

Ato contínuo. Entramos.

Era uma balada diferente das que estou acostumado. Não tinha gogoboys e darkroom, mas tinha sofás, poste de poledance e muita gente bonita. Inclusive o rapaz da fila.

Resolvi que não faria nada no impulso e fui ao bar pegar uma bebida. “Sem querer”, trombei com ele. Voltei ao meu lugar e continuei a dançar “Teenage Dream” como se não houvesse amanhã.

Ao longo da balada acabamos nos trombando algumas vezes e por mais concentrado que eu estivesse em me divertir e dançar loucamente, eu não tirava os olhos dele.

De repente, eu e meus amigos, estavámos do lado dele e das amigas. As garotas perceberam meu leve interesse e começaram a incentivar: vai fulano, vai…não perca oportunidades. Eu fingi que não percebi, continuei dançando e deixei minha mão abaixada, pra caso ele quisesse me puxar, ter um ponto de contato.

Senti um toque nas mãos, virei e ouvi:
– Oi.
– Oi, tudo bem?
– Sim, qual teu nom…smack!

Sem nem pensar muito, o beijei. Como ele era alto, tive que ficar na ponta dos pés – algo um pouco novo pra mim, mas muito bom. Nos beijamos devagar e suavemente, tínhamos todo o tempo do mundo para nos descobrir.

Enquanto nos beijávamos, ouvíamos os risinhos de nossos amigos, que a essa altura já eram amigos de infância. Foi incrível a sensação de beijá-lo e de sentir cada célula do meu corpo se aquecer junto às dele. Uma sensação de liberdade, sensação essa que eu busco incessantemente.

Conversamos muito, descobri que ele é jornalista, tem a mesma idade que eu, divide a mesma crença e possivelmente, os mesmos medos. Trabalha em uma emissora de TV, já fez intercâmbio, gosta de política, também escreve e é muito interessante.

Ficamos juntos durante a balada toda, trocando beijos, carícias e segredos e segundo nossos amigos, nos comportamos como um casal com 5 anos de namoro. Achei um pouco exagerado da parte deles.

Fomos embora juntos, caminhando pela Augusta, com um sorriso no rosto e uma certeza no coração: eu amo conhecer pessoas!

Free Hugs !

Sabe quando vc acorda com aquela vontade imensa de um abraço? Não precisa de mais nada, apenas alguem que te aperte, te faça sentir seguro, aquecido, confortável, como se nada de mal pudesse ocorrer !

Tanto que uma vez percebi que um relacionamento não daria certo porque no dia que eu mais precisava do abraço de alguém, a pessoa ao meu lado (de quem eu queria o abraço) nem isso fez ! Com isso vemos como pequenos gestos (ou a falta deles) revelam grandes significados !

O que mais me choca é saber que há quem não goste desse gesto, acreditem =O

Mas tudo bem, eu abraço assim mesmo (6)

Bom pessoal, hoje vim aqui para deixar um abraço apertadíssimo a todos, mostrando o quão importante vcs são para nós aqui do blog ^^, e saibam que quando precisarem de um abraço acolhedor, nós estaremos aqui !

 

De quebra vai um clipe fantástico  que recomendo a todos  o/

(http://www.youtube.com/watch?v=vr3x_RRJdd4)

 

Obs: Ainda terei uma placa dessa !

Porque construir a vida com alguém?

“O mundo hoje em dia é tão agitado e gira numa velocidade tão assustadora que por vezes dá um pouco de medo entrar nesse universo tão dinâmico. Talvez por isso as pessoas se unam em casais e formem sociedades afetivas, para que ao invés de dois, possam colocar quatro pés unidos nessa engrenagem maluca que é a vida. É que quatro dá uma ideia de equilíbrio maior a primeira vista, como se em algum momento aquela freada mais brusca ou aquela acelerada repentina da vida pudesse desestabilizar o duo que sustenta nossos corpos no chão, mas ainda assim houvesse mais um par sólido de base em que as pessoas se permitissem ancorar até se reerguerem novamente. Parece mais fácil assim. E de fato é.

E hoje eu acordei achando lindo essa história de escolher alguém pra construir a vida com a gente. Sim, construir, uma palavra extremamente forte e de igual valor. Porque atualmente todo mundo quer tudo de graça, fácil, de mão beijada. Ninguém quer construir nada. Passar pelas etapas fundamentais de montagem da base que sustentará toda a estrutura, a preparação da massa, colocar tijolo por tijolo divididos por uma sólida camada de cimento, até erguer um patrimônio único, de invejar os maiores arquitetos e engenheiros. Não, o mundo hoje é das facilidades. É a garota que deseja “laçar” um empresário de sucesso, regado a carros do ano e viagens internacionais nas férias, e o mesmo empresário que sabendo dessa ambição se permite escolher e exibir as mulheres que deveriam ser suas companheiras como apenas um corpo b onito ao seu lado.

Talvez soe meio conto de fadas, mas eu me permito ser a princesa vez ou outra na história que eu decidi escrever pra mim. Escolher alguém pra construir a vida com você, pra ser mais que seu namorado (a), noivo (a), marido (esposa), mas pra ser sua base, sua plataforma de sustentação quando a maquinaria da vida começa a se mover de forma muito rápida, é algo simplesmente LINDO. É você dizendo não importa quantos moinhos teremos que mover pra chegar lá, não importa quantos ventos teremos que enfrentar sem abrigo, não importa quantas vezes teremos que colocar aquele mesmo tijolo naquele mesmo lugar….eu estou aqui pra você. É dar um passo extra, quando a pessoa ao seu lado só consegue oferecer as mãos dadas para sempre.

É esse império que gostaria de deixar aos meus filhos um dia. Quero que eles possam dar valor ao momento e saibam desfrutá-lo com toda garra e paixão inerente da jovialidade. Que possam escolher um amor simplesmente pelo amor, sem “mas”, “poréns” ou parênteses. Que saibam construir. Porque o mais puro êxtase, vem de conseguir olhar pra trás e ver que de um terreno vazio e infértil, nasceu uma estrutura sólida, firme e inabalável. E o melhor de tudo, poder olhar para o lado e ter a certeza que sozinho você não teria chegado aonde chegou.

Hoje eu só desejo que saibamos escolher e acima de tudo, que sejamos sábios e corajosos o suficiente para de fato fazer as escolhas necessárias. Ás vezes é preciso abdicar de colocar dois pés em direção a caminhos claros e certeiros, para poder colocar quatro pés em trilhas misteriosas. Que para cada dia sem dinheiro, para cada mês sem conseguir viajar para ver o namorado, que para cada emprego árduo, haja dez vezes mais amor e garra para compensar isso tudo. Porque no fim, quando o emprego dos sonhos estiver em mãos, a casa estiver mobiliada, o carro for comprado, é que a gente se dá conta de que construiu muito mais que uma vida, mas sim, uma base de amor que tempestade nenhuma é capaz de derrubar.

O mundo é enorme e cheio de esquinas. Que a gente dobre cada uma delas com essa sede incrível de construir e que numa dessas curvas encontre alguém cujas vontades coincidam. E que se construam vontades. Se construam, e só…”

By Danielle Daian

Nada nessa vida a gente ganha de mão beijada, até porque tudo que vem fácil a gente não da valor. E no amor isso não é diferente!
Vamos construir, tijolo por tijolo, degrau por degrau, só assim para ter um amor duradouro, uma relação madura e alguém para ser nosso porto seguro!

Beijos e boa construção para todos!!! 😉

Ele não está tão afim de você

É duro aceitar, é duro acreditar e é duro entender, mas ele não está tão afim de mim.

Essas coisas a gente sente.

A gente sente quando a pessoa está com a gente só pelo prazer de estar com alguém, só pra não ficar sozinha ou simplesmente pra curtir um momento. Sem querer, mais dia menos dia, isso fica no ar. Fica no rastro deixado por um sms, na maneira como a voz se despede na ligação e no modo como os olhos se desviam depois de uma despedida.

Aparece também quando um dia sem se falar não causa estranhamento, mas sim alívio.

Custei a aceitar. Tentei remediar, tentei lutar contra e tentei fazer de um jeito diferente, mas não deu. A verdade resolver bater na minha cara e dizer: ele não está tão afim de você!

Acredito até que eu também não esteja, assim, tão afim dele, mas isso é outra história.

Eu poderia continuar levando e empurrando com a barriga, afinal, eu curto ele e ele também me curte, caso contrário, não estaríamos juntos. Fazer isso é aceitar algo que eu sei que não está legal e que talvez, por falta de coragem dos dois, ninguém deu um basta e acabou com a palhaçada. Quando as coisas chegam a esse ponto, acredito que seja a hora de refletir e ver se é isso que queremos pra nossa vida.

Não quero um relacionamento morno na minha vida, mas também não quero voltar pro ciclo do “próximo pode ser melhor“. Embora eu saiba que continuar em um relacionamento morno vai SIM me impedir de viver coisas intensas e de desfrutar de bons relacionamentos.

Não sei o que fazer. Não sei como virar o jogo, não sei como dar as cartas…não sei como agir.

Ao menos uma certeza eu já tenho: ele não está tão afim de mim. Agora o que eu vou fazer com ela?

Dois copos de whisky, please.

O paradoxo do fim

Uma separação começa muito antes de seus sintomas: não olhar nos olhos, transar superficialmente, não sonhar junto, não se beijar… Todas as estruturas que corroem uma relação já estão presentes logo no começo – mais: são a base na qual a relação se constrói. Temos a sensação de que o fim acontece porque o trem saiu dos trilhos; parece absurdo pensar que na maioria dos relacionamentos ele nunca chegou a entrar.

A mesma passividade pela qual nos sentimos arrebatados por aquela “química” de vida própria depois causará a sensação de que o sofrimento vem de fora, como se não fosse tecido por nós. Uma delícia quando o amor surge do nada; uma tragédia quando some do mesmo jeito.

A mesma lógica de mercado que usamos para avaliar os benefícios de uma relação, comparando atributos antes de decidir, vai exigir que o outro funcione conforme anunciado ou substituí-lo por um produto com mais qualidades.

A mesma negociação que no começo nos faz ceder, tolerar, causa desânimo e depois produzirá aquela conversa de reconciliação cheia de exigências: “Eu quero receber isso; o que você quer de volta?”

A mesma alucinação romântica que vê o parceiro como um ser especial nos fará podar, rebaixar, diminuir, humilhar o outro, como uma punição por ele não ser tão perfeito quanto imaginamos.

O mesmo controle que adoramos reificar e divulgar – “Você é meu”, “Eu sou sua”, “Eu te conheço como ninguém” – depois se transformará em ciúme, claustrofobia, previsibilidade.

O mesmo apego pela experiência de felicidade (fluxo de ânimo, propósito, conforto, brilho no olho), cuja aparente satisfação nos cega para a importância de cultivar felicidade de modo autônomo, esvaziará os pulmões e a vontade de sair da cama assim que o relacionamento entortar.

Somos destruídos pelos mesmos jogos que valorizamos e alimentamos enquanto estamos radiantes. Tentar sair ileso é como pedir o côncavo sem o convexo. O fim trágico é só o outro lado do começo iludido.

Portanto, o melhor modo de seguir um relacionamento não é evitar erros, como se tudo já estivesse bem e apenas fosse preciso não estragá-lo, mas perceber o quanto já estamos estragados (passivos, autocentrados, negociantes). Para reconstruir a relação em uma base ampla, menos dependente de tais dinâmicas confusas, talvez seja melhor viver perto do fim em vez de afastá-lo. Só assim trabalharemos com os divórcios sutis bem antes de a bola de neve crescer.

Autor: Gustavo Gitti, descreve outras pequenas separações no Não2Não1

Paixão pelo erro

Sabe, esses dias aconteceu a seguinte situação tragicômica:

Conheci um boy de uma forma total “superficial”, ou seja, bebado em uma festa…ficamos, fomos pra casa dele, fizemos “o serviço” e fui embora ! Mas sem percebermos e sem querer acabamos entrando um na vida do outro, de forma que duas pessoas que não estão acostumadas a apegos, se apegaram…

GREAT, vcs diriam, afinal há esperanças, e já que nós nos entendemos e nos curtimos então fiquemos juntos !

 

mas claro que sempre há uma reviravolta na trama, quando descobrimo que o boy em questão está partindo para outro país em um mês =)

Com relação a isso, em uma das conversas o boy diz: Sabe, eu realmente estou curtindo você, mas não sei se é VC ou se é pq sei que vou viajar !

Eu respondi: O pior que me questiono o mesmo…me apeguei a vc pq é VC, ou pq sei que vc vai embora e terei uma desculpa para mais uma relação não dar certo ?

 

E com isso vem o desenrolar do post: Sabe aquele lance de “só gosto de quem não gosta de mim, só curto gente errada, tenho o dedo podr, etc, etc, etc” ?

Então, será que gostamos de gente errada apenas, ou é pq gostamos de nos apegar aquilo que sabemos que não dará certo? pois assim teríamos uma desculpa, algo/alguém a quem culpar pelo fracasso do relacionamento, de forma que sempre seremos as vítimas inocentes e nunca os culpados… =O

No fim, parece que gostamos de viver sozinhos, mas não queremos nos responsabilizar por isso e então buscamos (mesmo que de forma inconsciente) por algo fadado ao erro =S

 

Não sei, posso estar enlouquecendo mas pelo que minha experiência própria e alheia diz, parece que isto que foi relatado realmente ocorre ! Portanto creio que precisamos parar para refletir mais sobre nossas ações e ver o que de fato queremos, traçar objetivos e nos permitir alcança-los, sem procurar por desculpas mas sim por sucessos =)

 

E essa foi a lição de moral do dia ! hahaha

Bjos errados a todos 😉

Distância Próxima

Sentado em um dos bares mais badalados do momento, eu o observo. Ele, conversa distraidamente com uma moça que eu acredito ser sua companheira de sala na faculdade. Talvez ele nem me note ali, naquela mesa no canto mais escuro do bar, lugar que reflete perfeitamente a minha aura naquele momento.

Ele sorri enquanto fala devaneios de um dia de trabalho exaustivo. Indiretamente, eu e ele sabemos, que na verdade, esta sorrindo para mim. Sinto ao longe sua risada suave e gostosa de ser ouvida a qualquer momento.

Então ele se torna sério, explica alguma teoria de que acredita. Aquele mesmo olhar sério, que invade minha alma através de meus olhos duramente fixados nos dele. Aquele mesmo olhar que era capaz de conseguir o que queria, de alternar entre o olhar de desaprovação para o de felicidade em instantes e que tanto me encantava.

Seus lábios, seus cabelos, sua pele, seu corpo: tudo evidencia que ele também me quer. Tudo evidencia que ele também me procura. Tudo evidencia que ele também me sente.

Sou acordado de meus sonhos por um de meus amigos, que diz me chamar pela sétima vez. Realmente devo ter demorado esse tempo para atendê-lo, afinal, o som não se faz presente, muito menos pessoas, quando ele está por perto.

Levanto a mão para chamar o garçom e sinto seu olhar pairar sobre mim. A minha espinha gela, me sinto desnudo. As máscaras caem, os movimentos se atrapalham, a fala fica desconexa, os pensamentos são confusos.

Ele vira o rosto como se eu fosse um desconhecido. Alguém com quem sem querer ele trombou os olhos. Alguém que você diz apenas bom dia na fila do pão de manhã; alguém que você dá passagem no trânsito. Isso me corta a alma, que sangra incessantemente, por sua indiferença.

De repente sinto meu celular vibrar. O pego, é uma mensagem dele, dizendo que está louco pra me beijar, que tem vontade de mim. Meu sorriso sem jeito me condena; meus amigos percebem. Busco-o com o olhar, ele acena, daquele jeito de menino-homem dele.

Pronto: não me falta mais nada. Embora esteja sentindo um gigantesco mal estar por estar ali e não poder tocá-lo, beijá-lo, conversar com ele e nem sequer poder sorrir de modo que ele entenda o que eu sinto, eu não poderia querer estar em outro lugar, afinal, era ali que minha felicidade estava.

E antes de ir embora, eu olho mais uma vez pra poder guardar na mente a imagem dele naquele dia no bar, que é acompanhado de um pensamento: A pior saudade não é aquela sentida a distância, mas aquela a que se esta a um passo de matar e ser proibido de fazê-lo.