O que eu quero ainda não existe

Liberdade é pouco. O que eu quero ainda não existe. (Clarice Lispector)

E com uma frase clichê da Clarice Lispector que ecoa diariamente na timelime do seu Facebook eu começo o texto de hoje. Só que eu alteraria liberdade para amor.

Porque o amor que eu quero ainda não existe.

Não é que não existe, tipo o Pé-Grande, os 7 anões, o Monstro do Lago Ness ou o Príncipe Encantado das histórias infantis, eu só ainda não o encontrei.

Ainda não encontrei aquele amor que dá borboletas no estômago todos os dias, aquele amor que me tira do eixo e me tira até a vontade de ver meus amigos. Aquele amor safado, maroto que surge do nada e não tem pressa de ir embora. Aquele amor que me faz perder a fome. Aquele amor que me faz querer aprender a cozinhar só pra impressioná-lo com um belo jantar. Aquele amor cúmplice e companheiro.

Aquele amor de filme, de livro e de novela. Esse eu ainda não encontrei.

Já encontrei as paixões platônicas, os amores breves, algumas almas gêmeas, as paixões avassaladoras e até as paixões ~doentias~, mas esse tal de amor eu ainda não tive o prazer de conhecer.

Quando eu acho que ele finalmente apareceu e eu o tenha em minhas mãos, ele escapa entre os meus dedos como óleo. Não tem como segurar.

Assim, me descubro a cada dia uma pessoa que não consegue ficar sozinha. Antes de me assumir, de me aceitar e passar a procurar um amor em cada porto, eu era um cara mais duro e inflexível. Talvez porque eu nunca tivesse provado o quão bom é estar com alguém que gostasse de mim, que me fizesse rir, que me beijasse e que ainda me deixasse excitado. É um sentimento gostoso que por mais legais que meus amigos sejam, eles não podem fazer por mim.

Depois que conheci esse sentimento, não consigo mais ficar sozinho. Estou sempre procurando esse tal de amor. À minha maneira, mas estou.

Talvez também seja por essa necessidade de sempre ter alguém que eu tenha vivido alguns relacionamentos meio conturbados, atropelados e um pouco confusos.

Talvez também seja por isso que eu acabe me contentando com as coisas mornas, mais ou menos, meia boca e medianas.

Meu relacionamento entrou nessa esfera. Nem frio, nem quente. Morno. Paradinho, devagar e precisando pegar no tranco. Como resolver? Não sei! Vocês podiam ser legais e me ajudar nos comentários.

So, call me maybe.

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Sobre The Silly

Um perfeito reclamão, extremamente afobado e muito desastrado. Quero tudo e quero agora. Comunicador por formação e por paixão. Brasileiro com passaporte turquesa. Ouço todo tipo de música, mas é com o bom e velho pop/rock que eu me entendo bem. Adoro comer e não vivo sem chocolate. Canceriano clichê e romântico fundo de quintal. Leio muito e coleciono toys. Morro com barbas por fazer (de preferência clarinhas). Harrymaníaco incurável.

Publicado em julho 2, 2012, em Pensamentos, The Silly. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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