O jornalista da balada alternativa

Final de semana em São Paulo é sinônimo de liberdade, curtição e balada! Dessa vez não seria diferente.

Fui à São Paulo resolver algumas coisas e aproveitei pra passar o final de semana. Encontrei um casal de amigos no sábado e fomos “augustar”. Depois de pit-stops em vários barzinhos diferentes, resolvemos ir pra uma balada alternativa recente, porque lá ia rolar uma noite especial “Katy Perry”, que segundo o Evandro Santo, só iria pintar bicha bom partido.

Pela fila dava pra ver que a balada ia bombar, pois tinha muita gente. Tanta gente que ficamos nela por quase 2 horas. 1h30, pra ser mais preciso.

Na nossa frente tinha uma moça sozinha e que depois de um tempo, acabou trocando algumas palavras conosco. No meio do papo, avistei um rapaz muito bonito vindo em nossa direção. Devia ter aproximadamente 1,90m de altura, bem clarinho, barba por fazer, olhos claros, cabelo liso bagunçado e muito bem vestido. Um achado!

Ele parecia estar à procura de algo. Quando passou por nós, a moça gritou: fulano, estou aqui! Ele riu, foi até ela, lhe deu um forte abraço apertado e um beijo. Ficaram agarradinhos durante muito tempo. Acreditei que eram um casal e já vi minhas esperanças se esvairem.

Meus amigos perceberam meus olhares para o rapaz e riram do meu atrevimento. A moça e o rapaz ficaram ali, na nossa frente, aguardando a hora de entrar pra balada.

Em determinado momento meu amigo, que vive prestando atenção na conversa alheia, ouviu o rapaz dizer pra moça: parece que as pessoas realmente pensam que somos namorados. Isso porque uma vendedora ambulante os havia chamado de casal simpatia poucos minutos antes.

Ela riu, ele também e meu amigo sacou.

Me cutucou e disse:
– Hey, você pode ter chance.
– Hã? Como assim?
– Não ouviu não? – E me contou o que ouvira.
Ri e devolvi:
– Já sei quem será o alvo de hoje.

Ato contínuo. Entramos.

Era uma balada diferente das que estou acostumado. Não tinha gogoboys e darkroom, mas tinha sofás, poste de poledance e muita gente bonita. Inclusive o rapaz da fila.

Resolvi que não faria nada no impulso e fui ao bar pegar uma bebida. “Sem querer”, trombei com ele. Voltei ao meu lugar e continuei a dançar “Teenage Dream” como se não houvesse amanhã.

Ao longo da balada acabamos nos trombando algumas vezes e por mais concentrado que eu estivesse em me divertir e dançar loucamente, eu não tirava os olhos dele.

De repente, eu e meus amigos, estavámos do lado dele e das amigas. As garotas perceberam meu leve interesse e começaram a incentivar: vai fulano, vai…não perca oportunidades. Eu fingi que não percebi, continuei dançando e deixei minha mão abaixada, pra caso ele quisesse me puxar, ter um ponto de contato.

Senti um toque nas mãos, virei e ouvi:
– Oi.
– Oi, tudo bem?
– Sim, qual teu nom…smack!

Sem nem pensar muito, o beijei. Como ele era alto, tive que ficar na ponta dos pés – algo um pouco novo pra mim, mas muito bom. Nos beijamos devagar e suavemente, tínhamos todo o tempo do mundo para nos descobrir.

Enquanto nos beijávamos, ouvíamos os risinhos de nossos amigos, que a essa altura já eram amigos de infância. Foi incrível a sensação de beijá-lo e de sentir cada célula do meu corpo se aquecer junto às dele. Uma sensação de liberdade, sensação essa que eu busco incessantemente.

Conversamos muito, descobri que ele é jornalista, tem a mesma idade que eu, divide a mesma crença e possivelmente, os mesmos medos. Trabalha em uma emissora de TV, já fez intercâmbio, gosta de política, também escreve e é muito interessante.

Ficamos juntos durante a balada toda, trocando beijos, carícias e segredos e segundo nossos amigos, nos comportamos como um casal com 5 anos de namoro. Achei um pouco exagerado da parte deles.

Fomos embora juntos, caminhando pela Augusta, com um sorriso no rosto e uma certeza no coração: eu amo conhecer pessoas!

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Sobre The Silly

Um perfeito reclamão, extremamente afobado e muito desastrado. Quero tudo e quero agora. Comunicador por formação e por paixão. Brasileiro com passaporte turquesa. Ouço todo tipo de música, mas é com o bom e velho pop/rock que eu me entendo bem. Adoro comer e não vivo sem chocolate. Canceriano clichê e romântico fundo de quintal. Leio muito e coleciono toys. Morro com barbas por fazer (de preferência clarinhas). Harrymaníaco incurável.

Publicado em julho 24, 2012, em Histórias, The Silly. Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. Felipe Casas (@FelipeVencedor)

    Um encontro tão simples e um relato primoroso. Não pude deixar de sorrir enqto lia este texto. A propósito: conhecer gente nova é uma arte!

  2. ai ai, faz tanto tempo q não sei o que é isso…

  3. Que vontade de sentir aquele beijo que consegue parar o tempo!

  4. texto mto lindooooooo… Tão bom qndo acontece isso né! Um beijo de parar o tempo..
    Mas que balada é essa? Qual o nome?
    Bjos.

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