O engenheiro de Santiago

Conhecer Santiago, no Chile, para mim foi uma experiência e tanto. Sempre tive vontade de ir para lá, ainda mais no inverno. Até que, enfim, eu consegui.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção na capital chilena foram seus homens: bonitos, másculos, com um jeito masculino que exalava feromônios e eu claro, fiquei louco. Não via a hora de pegar uma balada lá e descobrir do que os chilenos eram capazes.

No sábado a noite, eu fui conhecer a Bunker (http://www.bunker.cl/), uma balada muito boa que me foi recomendada. Eu estava sozinho e acabei conversando com alguns brasileiros durante algum tempo. Depois, fiquei só.

Por volta das 3h da manhã, eu estava em um canto da balada, quando meus olhos foram de encontro com os de um cara do outro lado da balada. Eu sorri, ele também. Decidi me aproximar, afinal, o que teria a perder? O diálogo que se desenrolou foi mais ou menos assim:

Eu: Oi, tudo bem?

Ele: Tudo e você?

Eu: Também. Qual seu nome?

Ele: Beto e o seu?

Eu: The Serious**

Ele: Olha, eu te achei muito bonito, mas eu já estou indo embora.

Eu: Eu também gostei de você. Posso ir com você?

Ele: Você quer ir pro meu apartamento?

Eu: Quero.

E foi assim. Na lata. No Brasil, acho que nunca faria algo assim. Longe de mim dizer que aqui é perigoso e lá não, mas a adrenalina e o tesão do momento me fizeram agir desse modo. E eu fui pro apartamento dele. E fizemos de tudo. Eu me permiti fugir dos preconceitos que tinha e vivi o momento com intensidade e desejo. Depois, ele me levou pro meu hotel e eu deixei meu contato com ele.

Três dias depois que voltei ao Brasil, ele entrou em contato comigo. Conversamos, descobri que ele era um engenheiro chileno que possuía também um escritório em Lima. E que ele tinha se encantado por mim. Pediu meu celular, me ligou, nos falamos algumas vezes durante alguns meses, ele querendo que eu fosse de novo pra lá e eu claro, querendo.

Mas a vida, nesses pontos, nos puxa de volta à realidade e nos mostra que a distância do Brasil ao Chile tornava, ao menos naquele momento, inviável qualquer tipo de relacionamento. Ele é um cara legal, alguém que eu teria sem problemas um relacionamento, se não fosse a “querida” distância.

Hoje, guardo comigo a saudade e a vontade de estar com ele, mas de um modo saudável, afinal, só posso agradecer por ter tido uma experiência assim.

Se vamos nos reencontrar? Não sei. Deixo o destino se encarregar disso.

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Sobre The Serious

Capricorniano nato, organizado e extremamente perfeccionista. Idealizador, que quer conhecer o mundo todo. Turismólogo por formação. Brasileiro e orgulhoso disso! Ama bife de picanha com arroz, feijão, farofa e batata frita e não abre mão de uma boa dose de Absolut, seja com coca, com suco, com gelo. Leitor ávido de todos os tipos de livro. Ouve todo tipo de música, de Cher à Victor e Léo. Adora uniformes e ternos. Viciado em viagens. Postagens às quartas.

Publicado em setembro 26, 2012, em Histórias, The Serious. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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