Arquivo mensal: dezembro 2012

Retrospectiva 2012

Quando 2012 começou, ainda cheio de páginas em branco, resolvi que ele seria um ano marcante na minha vida. E ele foi! Eu diria que foi o ano mais especial dos últimos anos. Um ano para se aproximar dos amigos antigos, para fazer novos amigos, para curtir a família e para manter as coisas simples em evidência. Olho pra trás e vejo quantas coisas legais 2012 me proporcionou. Claro, teve a cota de coisas não tão legais, mas que com certeza tiveram sua importância para eu ser quem sou hoje.

E 2012 não foi feito só de amigos e família, foi feito de amores também.

Em 2012 eu tive meu primeiro namorado – mesmo que nós não tenhamos sido namorados oficialmente – e isso foi uma experiência bem rica na minha vida. Eu cresci muito nesse pequeno grande relacionamento enrolado com um cara especial e tão enrolado quanto o nosso relacionamento enrolado. Enrolei esse parágrafo propositalmente pra vocês sentirem o drama da enrolação.

Pelo fato de eu ter praticamente começado o ano “namorando”, 2012 teve poucos amores novos. Quando terminamos eu já estava tão concentrado no intercâmbio que deixei de lado meu coração conquistador e resolvi provar os biscoitos já antes saboreados, mas que sempre fazem tudo valer a pena. Foi até por isso que sumi um pouco do blog.

Gosto de compartilhar coisas novas e quentes, não momentos já antes compartilhados. Por mais legal e interessante que uma ficada com um EX possa ser, ela já foi compartilhada aqui e seria requentar histórias, não é?

Preferi não dividir.

Voltando ao post, no meio do caminho, depois de ter terminado com o “namorado” – terminamos por que eu vou embora e isso seria um grande impedimento – eu resolvi ir atrás do garoto dos 12 dias. Lembram dele?

Conversamos, nos entendemos e resolvemos ter um relação de PA bem aberta que acabou preenchendo meus momentos de carência durante esse período. Saímos diversas vezes desde então e como sempre, foi muito especial. Com a diferença de que agora estou vacinado contra a paixão – no caso dele, claro.

Reencontrei também com aquele tiozão cara maduro que também já dividi por aqui e com alguns outros ex’ses.

Até que tive umas ficadas esporádicas com pessoas totalmente novas, mas nada que valesse a pena comentar ou compartilhar aqui. Foram apenas ficadas de balada sem maior envolvimento emocional.

Termino 2012 com uma sensação de dever cumprido e com a esperança de que encontrarei lá fora o que não encontrei aqui.

Cheers e bye bye 2012!

criancinha dando tchau

Anúncios

Dias Nublados

Tem dias que assim que me levanto da cama e abro a janela do quarto, me deparo com uma grande sombra sobre a cidade. É um dia nublado. Não sei por que, mas nesses dias, parece que a dinâmica da cidade muda.

Quando saio em meu caminho ao trabalho, tenho a impressão de que os prédios estão mais cinzas. Que as flores e as árvores possuem um tom mais escuro. Mesmo na fila do pão as pessoas parecem sorrir menos para o padeiro.

E o guarda-roupa acompanha: dificilmente vê-se alguém, aqui ou ali, com uma roupa mais colorida. Os tons sóbrios tomam contam de todos os locais e preenchem cada lacuna com seu sentimento de nostalgia e tristeza.

Nesses dias, eu costumava me sentir apático. Quase melancólico. Até que percebi que, além das nuvens, o Sol continuava a brilhar. Eu podia não o ver, mas eu sabia que ele estava lá. Radiante, quente, sorrindo para todos que eram capazes de sorrir de volta, mesmo sem vê-lo.

Cada um de nós possui dias nublados em nosso interior. São aqueles dias que o que normalmente achamos graça, não nos faz rir. São
os dias que preferimos nos trancar no quarto a sair com os amigos. Os dias em que trocamos aquela balada por um filme em casa. Que desligamos o celular e nem chegamos perto do computador.

São aqueles dias que sentimos falta de alguém, um único alguém. Que mesmo no meio de uma multidão avassaladora, somos capazes
de nos sentir mais sozinhos do que se estivéssemos perdidos no deserto.

Meu conselho pra esses dias? Descubra que, mesmo que você não consiga ver, o amor está aí, assim como o Sol, atrás das nuvens da solidão, apenas esperando que você seja capaz de sorrir para ele, por acreditar que mesmo oculto, ele está presente na sua vida, sempre.

Presente de Natal: o que pedir ao Papai Noel?

Chega essa época do ano e nos vemos visualizando e desejando várias coisas, além de ser o ponto em que avaliamos nosso ano e criamos novas resoluções pro ano que vem.

Acho engraçado quando leio por ai alguém pedindo pro Papai Noel um namorado de Natal. A pessoa passa o ano inteiro farreando e desbundando a torto e a direito e agora quer que o bom velhinho seja capaz de arrumar algo sério? Lembre-se que criança que foi levada o ano todo não ganha presente!

tumblr_lcsuvuqavv1qajhgvo1_500_thumb

Que tal nesse Natal pedir mais paz de espírito, amor próprio e ao próximo e um ano mais leve? Porque não se tornar primeiro a pessoa que quer encontrar?

Seguindo alguns passos simples, ano que vem, Papai Noel pode trazer o presente mais cedo que o esperado.

fim…

Tenho escrito muitas cartas, algumas longas outras curtas, porem todas pra mesma pessoa.
Tantas coisas podiam ter sido ditas, tantas coisas ainda mereciam ser ditas, mas para que? Cansei de lutar, de tentar me fazer compreender, simplesmente cansei, e essa sensação não é de agora.

Só não consigo guardar pra mim, e os textos vão se acumulando, as paginas em branco vão sendo tomadas pela tinta e pelas lágrimas que ainda restam, por toda historia construída e, infelizmente, destruída.
Acho que por isso tenho me ausentado daqui. Além da falta de tempo (obviamente me sobrecarreguei pra não pensar em mais nada disso), meu pensamento me afastou dos textos românticos, carinhosos, por vezes sonhadores, me afastou de tudo para talvez em meio a essa confusão sentimental eu me encontrar.

Se alguém ainda não passou por isso torço que não passe, é difícil se reerguer, levantar a cabeça, enxugar as lagrimas e aceitar que simplesmente não era pra ser!

tempo_de_recome_ar_300x300

Ter que recomeçar tudo, reconstruir os sonhos, as vontades as metas, mudar a rotina, e sentir o vazio! Não que este seja ruim, mas é escuro, e a tristeza o torna maior do que ele realmente é.
Porém as coisas mudam quando lembrar o quão forte é. Quando aceitar que tem várias pessoas que te amam como é, que respeitam você e que te escutarão mesmo que já tenha ficado chato ouvir sobre a mesma coisa (e saiba é MUITO chato ouvir a mesma ladainha). E quando o amor próprio invadir fazendo perceber o que você merece e o que o outro merece, e que já não era mais o que um proporcionava ao outro, as coisas ficarão mais fáceis, mas ainda sim vai doer quando abrir aquela foto, quando lembrar de algum momento, e também, se não doesse não teria sido amor, e não teria valido a pena tentar.

E Valeu 😉

Conexões

Eu gosto de viajar. Não apenas para conhecer novos lugares ou viver novas experiências. Gosto de viajar porque me torna mais forte, mais maduro, um ser humano melhor, que compreende que as coisas são maiores, mais mágicas e intensas do que o próprio mundo paralelo em que se vive.

O que não gosto é das conexões em aeroportos. Tempo perdido, eu penso. Onze horas em Guarulhos, sem ter o que fazer, tendo como companheiros apenas um livro, a seleção de musicas preferidas e uma cadeira pouco confortável. Conexão não é das melhores coisas da vida.

Para passar o tempo, decido sentar no desembarque internacional: além de mais tranquilo, é onde as emoções, sorrisos, abraços e beijos são mais acalentados.

De onde vêm essas pessoas? Quantas saudades deixaram? Quais sonhos estão perseguindo ou finalizando? É bonito ver o ser humano no seu sentido mais puro, onde acontece o desejo ingênuo e verdadeiro.

Decido tomar um café. Perdido em meus pensamentos, noto ao longe, em uma mesa de frente para a minha, um comissário, também tomando café, olhando calmamente o jornal do dia.

O uniforme está impecável. Sua camisa branca, sua calça azul-marinho, sua gravata listrada, mesclando azul e vermelho e o sapato lustrado, tudo perfeitamente alinhado. Era como um anjo vindo dos céus com sua barba feita, sorriso tranquilo e olhar penetrante. Sua pele morena quebra um pouco o olhar angelical, dando aquela sensação de calor, desejo, fogo. Um perfeito cavalheiro.

Ele percebe meu olhar. Se levanta e vem em minha direção. Pergunta se pode se sentar e com meu consentimento, começamos a conversar. Descubro que ele está em uma situação parecida com a minha, de plantão no aeroporto, caso necessite ser chamado para algum vôo.

Depois de algumas horas, já estamos conversando sobre os mais diversos assuntos, mas não consigo parar de reparar em seus cabelos negros simetricamente penteados e nem em seus lábios que se mexem majestosamente exibindo lindos dentes branquíssimos, com uma risada mágica que me contagia e me envolve imensamente.

No fim do dia, chega a hora do meu embarque e o fim de seu plantão. Ele me acompanha até o embarque e levemente toca meu rosto com a mão em um ato de despedida. Sorri, acena e vai embora.

Ainda perco um tempo vendo-o caminhar para longe de mim. Em apenas algumas horas, ele foi capaz de me encantar de uma forma tão intensa, como se eu já o conhecesse há muito tempo. Junto com ele, seguem agora minhas aspirações, desejos, sentimento e o sonho de um dia, encontrá-lo de novo…

Relacionamentos

Relacionamento significa algo completo, fechado, acabado. O amor nunca é um relacionamento. O amor é relacionar-se. Ele é sempre um rio, fluente, sem fim. O amor não sabe o que é o ponto final.

A lua-de-mel começa, mas nunca acaba. Os amantes têm um fim, mas o amor continua. Amor é um verbo, não um substantivo.

E por que reduzimos a beleza do relacionar-se a um relacionamento? Por que temos tanta pressa?

Porque o relacionar-se é inseguro e o relacionamento é uma forma de segurança. Relacionamento dá uma certeza. Relacionar-se é só um encontro entre dois estranhos, talvez só por uma noite, e, pela manhã, dizem adeus.

Mas, quem é que sabe o que pode acontecer amanhã? Pratique o desapego.