Amor, sexo e a imposição da sociedade

A minha vida sexual sempre foi ativa; mesmo porque, entre homens, a busca do prazer é feita sem maiores delongas. Nos olhamos, sentimos vontade e fazemos. Caso contrário, morre deabo. Esse pensamento racional é prático e objetivo, ainda mais para quem tem dificuldade com o flerte. Não é preciso gastar muita saliva para ir para a cama, ou melhor, não desse modo.

Isso também te dá uma vasta experiência, uma vez que é possível experimentar caras mais velhos, mais novos, casados, solteiros, enrustidos, assumidos, bêbados, sóbrios. E essa roda continua a girar, enquanto existir curiosidade e prazer.

Embora eu acredite que sexo com amor seja mais gostoso, não há uma ligação direta entre os dois. Para o sexo valer a pena, basta que duas pessoas queiram e sintam prazer. O sexo não deve ser tratado como um templo ou uma ação de merecimento.

Já tive neuroses de me achar usado ou de estar vendendo a minha alma ao diabo, o que me leva a outro pensamento: o preconceito e os medos sobre o corpo e prazer aplicados às mulheres são transferidos ao homem gay.

A primeira paranóia que surgiu foi sobre as algemas da beleza. Quando comecei a me aventurar, percebi que era medido pela aparência – dos pés à cabeça. Mudei a forma de me arrumar e me vestir, seguindo os padrões do que eu gostava de usar. Também comecei a tentar me sentir mais confiante, mais bonito.

Mas o que me assustou mesmo foi o julgamento da sociedade. Se por um lado eu sou julgado por não ser conservador, por outro, o preconceito já espera isso de mim como gay.

E aí cabe mais uma comparação com as mulheres: a mulher sofre mais pela liberdade sexual, porque isso não é o esperado dela, como também não é esperado dos gays, a afetividade.

Por isso que a sociedade nos faz acreditar que todas as relações que são fora do considerado relacionamento sério envolvem culpa, vergonha e sensação de erro. Até que você consegue se libertar.

Mas por que isso acontece? Não vivemos só a nossa vida, mas as vontades e os julgamentos impostos por uma comunidade. É preciso enfrentar os dogmas para experimentar a liberdade.

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Sobre The Serious

Capricorniano nato, organizado e extremamente perfeccionista. Idealizador, que quer conhecer o mundo todo. Turismólogo por formação. Brasileiro e orgulhoso disso! Ama bife de picanha com arroz, feijão, farofa e batata frita e não abre mão de uma boa dose de Absolut, seja com coca, com suco, com gelo. Leitor ávido de todos os tipos de livro. Ouve todo tipo de música, de Cher à Victor e Léo. Adora uniformes e ternos. Viciado em viagens. Postagens às quartas.

Publicado em janeiro 9, 2013, em Pensamentos, The Serious. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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