A hora de dizer adeus à um grande amor

Um dia você acorda, liga o celular e não tem mais mensagens de bom dia. Na hora do almoço, não  se encontra para discutir assuntos cotidianos, dar risada, falar do trabalho. Depois do expediente, não tem mais o chopp do happy hour, a ida ao cinema, o jantar às sextas-feiras. Na hora de dormir, nenhuma ligação para desejar boa noite e dizer “eu amo você“.

De repente, a música que toca na rádio não faz mais sentido – ou faz – mas de um jeito doloroso. O romance visto na TV, lido antes de dormir, não tem mais aquele ar de “é o que eu quero pra mim“, mas vem acompanhado da pergunta “será que isso existe mesmo?“. Não há mais descobertas gastronômicas para se dividir, domingos no parque para fazer picnic, muito menos noites de sábado assistindo maratona de alguma trilogia ou seriado.

Pois é. Acabou. E você só se dá conta disso com o passar dos dias, nos detalhes. O término, no momento da conversa, sempre é surreal. Parece encenação. No outro dia tudo vai estar normal, como se aquela conversa nunca tivesse existido. Mas não é assim. Realmente, acabou.

E dói. Dói porque um pedaço de você, tão enraizado na sua alma, foi arrancado. Sentimos como se aquela dor nunca fosse cessar, o ar nunca mais fosse passar pelos nossos pulmões e esse nó na garganta, por mais que se chore, nunca mais irá desatar. O coração já não bate de alegria, bate apenas pela sobrevivência. Os olhos não brilham com a mesma intensidade. O sorriso já não tem a mesma sinceridade.

E nessas horas, só nos resta esperar que a tempestade passe e o Sol surja novamente. Para isso, temos que ter paciência e acreditar em nosso único aliado: o tempo. E ele irá agir, em um processo que pode demorar dias, meses ou até, anos. Mas o sangramento irá parar. A dor irá diminuir. Tudo irá cicatrizar e novamente, vamos nos aventurar no campo do amor.

Porque amar é permitir que alguém possa te destruir. E confiar que isso não vai acontecer.

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Sobre The Serious

Capricorniano nato, organizado e extremamente perfeccionista. Idealizador, que quer conhecer o mundo todo. Turismólogo por formação. Brasileiro e orgulhoso disso! Ama bife de picanha com arroz, feijão, farofa e batata frita e não abre mão de uma boa dose de Absolut, seja com coca, com suco, com gelo. Leitor ávido de todos os tipos de livro. Ouve todo tipo de música, de Cher à Victor e Léo. Adora uniformes e ternos. Viciado em viagens. Postagens às quartas.

Publicado em janeiro 23, 2013, em Pensamentos, The Serious. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Guilherme Xavier

    Uau.. Que texto lindo. Me emocionei. Rememorei as dores do rompimento com o meu último amor. Já estou seguindo o blog. 😉

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