Arquivo mensal: fevereiro 2013

O garoto do ônibus

Atravessei a ponte do canal e andei em direção ao ponto de ônibus. Era a primeira vez que iria pegar o ônibus sozinho e não sabia exatamente em que ponto teria que descer, mas tudo bem. Qualquer coisa, era só perguntar para que lado o shopping ficava e eu estaria facilmente em casa.

Quando vi, o ônibus já estava no ponto. Não queria perdê-lo: tinha pressa de chegar em casa. Bati na porta e o motorista apontou para a frente e eu vi várias pessoas esperando. Ele tinha parado, mas a entrada ainda não tinha sido autorizada. Respirei aliviado e fui para o ponto.

Ele parou próximo a mim e abriu a porta. Eu facilmente poderia ter entrado primeiro, mas seria injusto com todas aquelas pessoas que chegaram antes de mim. Parei do lado da porta e esperei as pessoas entrarem, olhando para seus rostos cansados depois de um dia de trabalho.

Foi quando eu o vi: no fim da fila, com barba por fazer e com aquele cabelo louro escuro, eu o vi. Fazia tempo que não via alguém com os olhos tão brilhantes. Fiquei alguns segundos admirando tamanha beleza. Ele se ofereceu para ajudar uma mãe com o carrinho de bebê. Achei o gesto muito lindo. Quando percebi, estava encarando o garoto, desviei o olhar e  entrei no ônibus.

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Sentei no fundo, preocupado em ficar do lado em que pudesse ter pontos de referência e saber onde deveria descer. Liguei o player do celular e fiquei conversando com meus amigos pelo whatsapp. Em dado momento, vi que havia vaga na parte da frente do ônibus e fui lá sentar. Ao olhar para o lado, aquele lindo garoto estava do meu lado do outro lado do corredor. Trocamos olhares rápidos. O coração acelerou. Abaixei a cabeça.

Em dado momento com o sol batendo diretamente em mim, tive que me levantar para tirar o sobretudo. Quando olhei para o lado, ele me encarava. Me senti nu. Quanto tempo não me sentia olhado com tanto desejo por alguém? “Besteiras da minha cabeça”, pensei, “Ele não está te olhando desse modo…”.

Ao chegar no ponto do shopping, ele desceu. Quando vi, ele estava parado no ponto, olhando para mim. Eu desviei o olhar algumas vezes, mas queria ter certeza que era pra mim que ele estava olhando. Quando a porta do ônibus se fechou, ele piscou e sorriu. Ele também tinha gostado de mim. Eu sorri de volta.

Ele poderia ser o amor da minha vida, ou talvez, um bom amigo para um café. Na verdade, posso cogitar e supor muitas coisas, mas nunca saberei a verdade, pois naquele momento em que a porta do ônibus se fechou, eu perdi a oportunidade e não pude, tentar.

O Clark Kent que não era Superman

Esse negócio de Grindr está ficando sério. Dias atrás combinei de encontrar um americano que estava hospedado em um hotel perto de casa.

Já estava tarde e eu precisava dormir, mas ele insistiu tanto que acabei cedendo. Ele dizia que nunca havia saido com um brasileiro e que era louco para provar do “nosso gingado”.

Cheguei lá e me deparei com um dos caras mais lindos que já saí. Ele devia ter entre 35-40 anos, era alto, forte (mais malhado que muito garotão), olho azul piscina, usava um óculos super hipster, tinha um cabelo bem clarinho e bem cortado, um nariz reto e uma barba raspada, bem ralinha, que deixaria qualquer um apaixonado.

Fora isso, tinha uma voz suave e um sotaque americano lindo. Quando terminei de apreciar o que estava na minha frente, pensei: “ele realmente parece o Clark Kent e espero que também seja o Superman”.

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Ele conversou bastante comigo e em seguida me convidou para deitar com ele e eu o fiz. Começamos a brincar e antes do time chegar ao meio de campo para o ataque, o juíz parou o jogo.

O Superman havia brochado.

Não havia santo que levantasse o garotão e eu tive que me conformar.

Ele pediu mil desculpas, disse que aquilo nunca havia acontecido com ele, que ele estava muito cansado pois estava a 24h sem dormir, que a viagem dos USA pra Irlanda havia sido exaustiva e etc.

Entendi, o acalmei e disse que tudo bem, acontece. Até com o Superman, ta aí o Junior que não me deixa mentir. Acabei terminando a brincadeira sozinho, tomamos um banho juntos e voltei pra casa.

Valentine’s Day

Quando era mais novo, sempre quis passar o dia dos namorados com alguém especial. Por azar ou alguma peça que o destino quer pregar em mim, normalmente nessa época estou solteiro ou terminando algum relacionamento. Foram poucas as vezes que estava com alguém nesse período e pude curtir a data como deve ser comemorada.

Esse ano, por estar no hemisfério norte, o dia dos namorados para mim é na verdade o Valentine’s Day, mas, novamente, estou solteiro. Entretanto, diferente dos outros anos, nesse, eu tive a chance de fazer algo diferente: na semana passada, no dia 14 de fevereiro, pude ir visitar os restos mortais de St Valentine e fazer um pedido especial: pedi para amar e ser amado.

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O engraçado é que, ao sair da igreja, encontrei a pessoa que eu mais queria ver na cidade. Nos conhecíamos apenas pela internet e ainda não tínhamos conseguido conciliar nossas agendas para tomar aquele café e quebrar o gelo do primeiro encontro. Eu já o sentia próximo a mim, mesmo virtualmente e ele sentia o mesmo. Esse tipo de relação que não se explica.

Quando, ao andar pelo centro lotado da cidade o avistei, não pude acreditar. Sorri, parei em sua frente e ele logo me abraçou. Como em uma cidade com milhões de habitantes isso podia ser possível?

“É o destino”, ele respondeu.

“É, deve ser o destino, com uma ajuda certeira de St Valentine”, pensei.

Se vai rolar algo entre nós, ainda é cedo pra dizer, mas já me sinto mais vivo, com vontade de tentar algo novo e quem sabe, amar.

É bonitinho mas…

OI GAlere !

Ok, eu sei que simplesmente desapareci daqui, mas sou uma pessoa Rycah, importante, ocupada e…mentxera, foi tudo golpe de publicidade pra fingir que sou importante ! Mas por favor, não precisa opinar sobre a funcionalidade do golpe, ok?

Deixando o drama e a saudade de lado, vamos ao texto de hoje !

Por esses último tempos conheci um boy, bom, não só eu como boa parte do meu ciclo social atual o conheceu, afinal o boy é uma gracinha, fisicamente falando. Do tipo que tem cara de bom moço, olhos encantadores, sorriso de modelo, barbinha de cafageste (e olha que eu não curto barba) em seu jeito de menino, corpo magro atraente…UAU, o genro que qualquer mamãe pediu  Deus !

Então, devido ao interesse físico, é claro que todo mundo da um jeito de conhecer…puxa papo no face, cutuca, tenta conversar em festa e…ops, vc começa a descobrir…que por N motivos o boy é totalmente BORING (para tudo, pensei em inglês) !

Sério, o boy é bem boring, as postagens dele no face são borings, boa parte das ambições dele são borings, o papo é boring (isso quando ele fala, pq geralmente ele não o faz), o gosto musical é raso e eu não duvido que ele deve usar crocs !

Visto esse quadro o que agente faz? Desencana ! Só que não !

Por mais Boring que o Boy seja, SEMPRe tentamos procurar uma salvação nele, algo que faça ele valer a pena… mas por quê? Porque ele é bonitinho, tem aparência física interessante ! E juro que não é coisa minha, pois percebi que a parte do meu ciclo social que  conhece e tem interesse ou não se importa que ele seja boring, ou tenta se convencer que ele tem algo que o faça valer a pena !

Ai então eu penso: Se ele fosse menos dotado de características que o enquadrão no modelo atual de beleza, ele teria toda essa atenção? se ele fosse “feinho” será que o pessoal tentaria achar características, ou daria uma chance a ele para compensar sua falta de enquadramento no padrão ?

E com isso, por mais que muitos tentem criticar a ditadura da beleza, acabam por deslizar nessas pequenas armadilhas e novamente parece que ser bonitinho já é o suficiente ! Ou não?  =O

Bom, o que diriam vocês ? já passaram por algo assim ?

Bjos, Seus lindos !

 

Hey Ho

E é dada a largada… acabou o carnaval então 2013 pode começar! Mas antes vamos atualizar… rs

A jornada das 30 coisas começou e na maior adrenalina, 5˚ item √, e foi maravilhoso! Para quem nunca saltou – Salte!, e pra quem já saltou – You Know what mean!
– Uma verdadeira corrente de adrenalina invade seus poros com a força do vento e o medo possui todo seu corpo mas ele vem de mãos dadas com a Liberdade que abre seu maior leque de sensações, resumindo a vida te invade e quanto mais perto o chão fica mais versões da realidade se apresentam para você!

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E o rumo a meta não para por ai não, férias assinadas e uma viagem das listas vai rolar ;), e quem sabe não risque mais alguns itens durante o percurso…

Mas,

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O Ano começou, e com ele toda maratona, trabalho, família, amigos, planos, contas, despedidas, e mais taças esvaziando para serem preenchidas com algo novo, e a falta de tempo para pensar vem em um maravilhoso momento, agora é hora de agir, de correr, de sorrir, NO MORE TEARS!

A vida começa agora!

 

😉

 

 

 

A história do macaco

Às vezes estamos tão imersos em nossos problemas e tristezas que passamos a olhar e a julgar todos com as lentes do mau humor

Um sujeito dirige de madrugada por uma estrada erma quando descobre que está com o pneu furado e sem macaco. Desesperado, enxerga uma luz ao longe. Deve ser uma casa. Começa a caminhada rumo à salvação, quando lhe ocorre que o julgarão inconveniente por acordá-los àquela hora, sendo um estranho pedindo um macaco. Talvez atirem, pensando ser um ladrão. Pode estar interrompendo um casal que namora e irão odiá-lo. Segue seu rumo imaginando cenários terríveis e que irão lhe negar o pedido, mas mesmo assim bate na porta. Quando ela se abre, nosso viajante já está furioso com os moradores e convicto de que irão maltratá-lo. A primeira coisa que ele diz é: “Quer saber de uma coisa? Pegue esse seu macaco e enfia…!”

Essa é uma anedota antiga, mas muito bem nos ilustra. Quantas vezes precisamos de uma mão amiga e supomos antecipadamente que nos será negada? Em vez de pedir ajuda, agredimos a quem nos quer bem, mal interpretamos seus atos, convictos de que traduzem rejeição ou má vontade.

Quando infelizes, olhamos tudo e todos com as lentes do mau humor e do ressentimento. Alguém deve ser culpado pela tristeza que sentimos. Sem perceber, odiamos todo mundo. Por que, então, não haveriam eles de sentir o mesmo em relação a nós? Melhor ainda, preferimos pensar que são os outros que odeiam. Aos próprios olhos, somos anjos que só querem o bem do próximo. Atribuir seus sentimentos ao outro é uma “projeção”: sentir que vem de fora o que está dentro. Considerar-se alvo de intenções ruins por parte dos outros não deixa de ser uma paranoia, forma da loucura que se serve fartamente da projeção.

Paranoico é o sujeito que acha que o mundo conspira contra ele. Nessa visão delirante, tudo gira em torno de si. Ele possui a certeza de ser o umbigo do universo. Alguém tão importante só pode ser a reencarnação de Jesus, John Lennon ou Joana D’Arc, conforme o gosto do freguês. Dizemos que ele tem o delírio de perseguição, pois trata-se de alguém sempre alerta, que precisa ficar esperto para não sucumbir.

Mais triste é dar-se conta da paranoia cotidiana entre aqueles ditos normais. Boa parte do tempo os outros não querem nosso mal, nem nosso bem, simplesmente estão ocupados com outra coisa que não nossa pessoa. Os outros são como os moradores daquela casa: até abrir a porta e escutar o que queremos, não estão nem aí para nós. Mas, uma vez informados de nossos pedidos, necessidades e queixas, em geral há em volta gente boa com quem contar. Teremos o macaco de que precisamos e, não duvido, ajuda para trocar o pneu.

Autora: Diana Corso, revista Vida Simples.

O belga que falava português

Enfim, cheguei na Irlanda. Estou aqui desde o último sábado (01/02) e tenho me apaixonado cada dia mais pela cidade, pelas atrações e principalmente, pelos europeus. Tem tanto homem lindo nessa cidade que tenho passado até mal ao andar nas ruas.

Quem me conhece sabe – e está até na descrição do The Silly – que eu sou fascinado por caras clarinhos e com barbinha por fazer. Pois então, esse é o tipo de cara que MAIS tem por aqui. O THE SILLY PIRA

Graças a tecnologia e ao Grindr, comecei a conhecer um pouco mais da minha vizinhança. Pra quem não sabe, o Grindr é um aplicativo para iPhone, iPod, Android, iPad e etc, baseado em geolocalização. Ou seja, ele mostra todos os outros usuários do Grindr que estão próximos a você. É muito bom para marcar as famosas “fast fodas” e para “fazer novos amigos”.

Logo nos primeiros dias de uso, fiz contato com uns 10 caras. Recebo mensagens o tempo todo e algumas delas são carregados de elogios – penso eu – exagerados. Acho que isso acontece porque sou bem diferente do tipo existente por aqui. O fato é que ninguém havia me atraído ainda, a maioria eram caras mais velhos e os outros não tinham foto de rosto.

Hoje, comecei a conversar com um rapaz muito bonito que me mandou um “hey there”. Ele é belga, tem 26 anos, trabalha em uma grande empresa de tecnologia que tem filial aqui e está na Irlanda a trabalho. O papo fluiu tão bem que resolvemos nos encontrar. Ele está hospedado em um hotel bem próximo da onde estou.

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Peguei minha coragem, meu casaco, coloquei um bom álbum para tocar no iPod e fui. Cheguei no hotel – que era 4 estrelas – e fui direto para o elevador. O recepcionista nem me perguntou nada, olhou pra mim e ainda acenou. Eu estava tremendo nessa hora, pensando na loucura que estava prestes a fazer, mas mantive a coragem. Bati na porta e ele logo me atendeu.

Um pouco mais baixo do que eu imaginava, mas ainda lindo com seus cabelos loiros, seus olhos azuis e sua barba por fazer. Comecei a conversar em inglês, mas logo ele disse: “bom, já que você é brasileiro, vamos falar português. Eu falo português, pois vivo em Portugal”. Acabou que conversamos o tempo todo em português e ele me contou um pouco da história e eu contei um pouco da minha.

Ele foi muito fofo comigo antes, durante e depois de tudo. Não senti diferença no tratamento como eu achei que sentiria. Achei que europeus seriam frios ou algo similar, mas não, ele foi bem quente pra dizer a verdade.

Sai de lá me sentindo mais vivo e mais experiente, como se agora, realmente, tudo fosse possível.

Ps: Ele é muito limpinho, diga-se de passagem.
Ps2: Um momento da conversa ele me perguntou como os brasileiros fazem para resolver o fato de estarem sempre suados no calor do Brasil. E eu respondi: com banhos, oras. Ele fez um cara de “sério?”.

O tamanho importa?

Depende. Se o que você procura é um ato vazio de 20 minutos a la classificados de jornal, sim, importa e muito! Afinal, se você só consegue se proporcionar esse pequeno período de prazer, porque algo que não fosse futil e superficial te chamaria a atenção?

Fazer sexo é bom, todos concordamos. Mesmo as experiências ruins tem algo de bom (nos ensinam o que não procurar ou o que não fazer). O ponto chave é: o que será que vale mais? Alguém com um na média que seja possível conversar e rir ou alguém com um fenomenal que depois do sexo, crie-se um abismo, por não haver diálogo?

Eu fico com a primeira opção. Mesmo porque, quando conheço alguém, não é o pinto que eu cumprimento. Muito menos minha primeira pergunta é: “quantos centímetros você tem?”.

O sexo para mim é gostoso não porque o pinto é grande, grosso, fino ou pequeno. O sexo é gostoso porque há envolvimento, comprometimento, intensidade e o mais fundamental, intimidade. Sou ligado no tesão intelectual, na conversa que rola antes e depois, nas carícias, no desejo.

Por isso, quando me perguntam se o tamanho importa, digo que sim. Mas não o tamanho do dito cujo, mas sim o tamanho da vontade que a pessoa tem, de querer estar comigo.

🙂