O belga que falava português

Enfim, cheguei na Irlanda. Estou aqui desde o último sábado (01/02) e tenho me apaixonado cada dia mais pela cidade, pelas atrações e principalmente, pelos europeus. Tem tanto homem lindo nessa cidade que tenho passado até mal ao andar nas ruas.

Quem me conhece sabe – e está até na descrição do The Silly – que eu sou fascinado por caras clarinhos e com barbinha por fazer. Pois então, esse é o tipo de cara que MAIS tem por aqui. O THE SILLY PIRA

Graças a tecnologia e ao Grindr, comecei a conhecer um pouco mais da minha vizinhança. Pra quem não sabe, o Grindr é um aplicativo para iPhone, iPod, Android, iPad e etc, baseado em geolocalização. Ou seja, ele mostra todos os outros usuários do Grindr que estão próximos a você. É muito bom para marcar as famosas “fast fodas” e para “fazer novos amigos”.

Logo nos primeiros dias de uso, fiz contato com uns 10 caras. Recebo mensagens o tempo todo e algumas delas são carregados de elogios – penso eu – exagerados. Acho que isso acontece porque sou bem diferente do tipo existente por aqui. O fato é que ninguém havia me atraído ainda, a maioria eram caras mais velhos e os outros não tinham foto de rosto.

Hoje, comecei a conversar com um rapaz muito bonito que me mandou um “hey there”. Ele é belga, tem 26 anos, trabalha em uma grande empresa de tecnologia que tem filial aqui e está na Irlanda a trabalho. O papo fluiu tão bem que resolvemos nos encontrar. Ele está hospedado em um hotel bem próximo da onde estou.

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Peguei minha coragem, meu casaco, coloquei um bom álbum para tocar no iPod e fui. Cheguei no hotel – que era 4 estrelas – e fui direto para o elevador. O recepcionista nem me perguntou nada, olhou pra mim e ainda acenou. Eu estava tremendo nessa hora, pensando na loucura que estava prestes a fazer, mas mantive a coragem. Bati na porta e ele logo me atendeu.

Um pouco mais baixo do que eu imaginava, mas ainda lindo com seus cabelos loiros, seus olhos azuis e sua barba por fazer. Comecei a conversar em inglês, mas logo ele disse: “bom, já que você é brasileiro, vamos falar português. Eu falo português, pois vivo em Portugal”. Acabou que conversamos o tempo todo em português e ele me contou um pouco da história e eu contei um pouco da minha.

Ele foi muito fofo comigo antes, durante e depois de tudo. Não senti diferença no tratamento como eu achei que sentiria. Achei que europeus seriam frios ou algo similar, mas não, ele foi bem quente pra dizer a verdade.

Sai de lá me sentindo mais vivo e mais experiente, como se agora, realmente, tudo fosse possível.

Ps: Ele é muito limpinho, diga-se de passagem.
Ps2: Um momento da conversa ele me perguntou como os brasileiros fazem para resolver o fato de estarem sempre suados no calor do Brasil. E eu respondi: com banhos, oras. Ele fez um cara de “sério?”.

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Sobre The Silly

Um perfeito reclamão, extremamente afobado e muito desastrado. Quero tudo e quero agora. Comunicador por formação e por paixão. Brasileiro com passaporte turquesa. Ouço todo tipo de música, mas é com o bom e velho pop/rock que eu me entendo bem. Adoro comer e não vivo sem chocolate. Canceriano clichê e romântico fundo de quintal. Leio muito e coleciono toys. Morro com barbas por fazer (de preferência clarinhas). Harrymaníaco incurável.

Publicado em fevereiro 11, 2013, em Histórias, The Silly. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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