E o fim? Será temperado com amor ou sem?

Em algumas conversas com os amigos, sempre vem aquele medo do futuro: somos jovens, temos toda a vida pela frente e estamos começando a engatinhar a caminho da estabilidade, seja financeira, pessoal, emocional ou amorosa.

Um dos tópicos que sempre abordamos é a questão de encontrar aquele alguém especial que iremos levar por toda a vida. Ansiamos por encontrar esse grande amor que irá ser a cereja do bolo da nossa felicidade. E quanto mais o desejamos, maior é o buraco no peito, maior é a profundidade da ferida por sofrer tantas vezes na procura.

Mas será que existe um único amor? E porque temos tanto medo de terminar a vida sozinhos?

Old-Gay-Couple

Ao meu ver, a relação homoafetiva difere da heteroafetiva justamente por sermos pessoas iguais: somos homens relacionando-se com homens ou mulheres relacionando-se com mulheres. Também acredito que haja mais de um amor ao decorrer da vida. É fácil perceber: o amor da adolescência não se encaixaria no que estamos vivendo atualmente e provavelmente o amor de agora também não se encaixará se formos aquele tipo de pessoa que gosta de mudar conforme o vento: somos seres em constante evolução e aprendizado.

Somos seres programados para amar. Somos seres programados para sermos amados. E a relação homoafetiva talvez esteja a frente evolucionalmente falando justamente por algo que lutamos contra: a falta da monogamia. Talvez ao viver tantos anos com a mesma pessoa, a relação da paixão – que se transformou em amor – vire uma grande amizade. Já vi casos assim, de homens que amam homens, mas que depois de 10, 15, 20 anos de relacionamento se tornaram grandes amigos.

Também há o problema de procurar ansiosamente pelo parceiro para passar o resto da vida e num golpe de azar, a vida o tirá-lo de nós antes do tempo. E de repente, de um segundo para outro, nos vemos sozinhos novamente, tendo que construir uma relação do zero. Por mais que doa, é fácil fazer isso aos 20 anos. Aos 50, talvez nem tanto.

Por isso, acredito que se temos mesmo medo de estarmos sozinhos ao final da vida, não é atrás de um grande amor que devemos correr, mas sim, de cultivar as amizades que temos hoje. São os amigos que nos farão companhia, que estarão lá por nós em qualquer situação e que nos aceitarão mesmo que nossos rostos não possuam a mesma vivacidade e beleza dos anos passados.

Pense nisso.

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Sobre The Serious

Capricorniano nato, organizado e extremamente perfeccionista. Idealizador, que quer conhecer o mundo todo. Turismólogo por formação. Brasileiro e orgulhoso disso! Ama bife de picanha com arroz, feijão, farofa e batata frita e não abre mão de uma boa dose de Absolut, seja com coca, com suco, com gelo. Leitor ávido de todos os tipos de livro. Ouve todo tipo de música, de Cher à Victor e Léo. Adora uniformes e ternos. Viciado em viagens. Postagens às quartas.

Publicado em abril 10, 2013, em Pensamentos, The Serious. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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