Revelações I

Há, queria aproveitar hoje e revelar uma saudade …. Uma saudade não de um tempo que passou, mas uma saudade constante de algo que, por mim, poderia acontecer com certa frequência.

Mas afinal, que seria esse algo?

Ando com a saudade e consequentemente a vontade de conhecer alguém sem querer, seja dos meios mais tradicionais, como na escola, no trabalho, em festa, etc… ou quem sabe até, de forma mais moderna, como as redes sociais e em menor grau, mas não descartando, aplicativos/sites de relacionamento. Entretanto não quero que haja junto às apresentações a intenção inicial da pegação ou do sexo, ou coisas do tipo,  quero que de momentâneo surja certo interesse, interesse que não sabemos explicar, talvez seja a vontade imensa de jogar a pessoa em uma cama e tira-la toda a roupa, ou talvez seja a vontade desesperada de beija-la, ou tudo ao mesmo tempo.  Mas é apenas uma vontade, a qual ficará guardada em segredo, porém o interesse no outro, aaaaaaa, esse fica, e se manifesta no desejo de encontra-lo novamente (ou pela primeira vez?) fica aquele desejo de sentir o perfume, de poder ter uma conversa gostosa que durará horas, o desejo de tocar na mão e sentir a pele…”sem querer”.

Dessa forma, o que se faria? Marcaria um encontro…só os dois, em um lugar tranquilo, banal até, o qual tem potencial de se tornar especial por qualquer motivo. E junto, por favor, vinho…(pode ser cerveja se estiver calor), mas não uma garrafa só, ok?

Então, a conversa se inicia, muito tímida, ambos sem saber o que falar ou como reagir, afinal ambos tem interesse um no outro, todavia ninguém sabe como dizer, como expressar, e no desespero de não saber o que fazer, procuram refugio na conversa….aaaaaaaa, essa deliciosa conversa que durará horas, um misto de revelações, risadas, oposições e principalmente, identificações… Onde os dois se empolgam e querem se mostrar ao outro, encantar. Porém ao mesmo tempo que ouvir, conhecer, descobrir e ser encantado, e nesse ponto a timidez já se foi.

E claro, no meio de tudo isso, pede-se ao garçom, ou retira-se da mochila mais uma garrafa, pois a anterior já se foi. E os copos se enchem novamente, ou os gargalos são tomados pela sede de ambos. Que sede será essa? será fisiológica? Ou seria a sede pelo outro? A sede pelo toque, pela pele, pelo beijo. Aquela vontade que cresce cada vez mais enquanto o controle diminui-secada vez menos. principalmente após as mãos tocarem-se “sem querer?” no meio de tudo isso.

Logo muitas palavras são ditas, a voz se eleva, a coragem também e consequentemente as historias trocadas tornam-se mais reveladoras, mais constrangedoras, os olhos se abaixam pela vergonha mas os risos só se expandem. Então, o bar se fecha e/ou a bebida acaba

E chega-se oa fim da bebida, o fim das palavras,  entretanto não o fim da vontade, muito pelo contrário… Nesse momento apenas se entreolham, tímidos (sim, a timidez voltou),  olham-se novamente porém logo voltam a olhar pros lados, sorrindo, sem saber o que fazer ou o que dizer….Na verdade sabendo exatamente o que Gostariam de fazer.

O mundo fica em silêncio, a razão se vai a vontade fica, agora é a leve embriaguez que dita as regras levando a um súbito pico de coragem,  inventa-se um assunto ou uma desculpa para se aproximarem. E se aproximam cada vez mais, inocentemente é claro. Até que as peles se tocam, o perfume intensifica e já não há mais escapatória. Os lábios se tocam…aaaaaaaaaaa… que saudade desses beijos !

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Sobre The Joker

Uma pessoa que torna o drama de agora na piada do segundo seguinte e que sonha em conquistar os mais diversos risos e sorrisos. Um exatóide perdido entre as artes, as letras e os números. Brasileiro com um nariz made in Italy. Escuta de Joelma a Carmen de Bizet mas não vive sem seus 80′s! Não consegue sorrir? então dê a ele um pote de doce de leite. Não tem doce de leite? Então o rum resolve o problema. Toda e qualquer forma de arte, humor e ciência preenchem suas horas vagas, além do sono e da internet. Facilmente conquistável com belos sorissos, bom humor, corpos magros e sensibilidade a cócegas. Sofre dores de abstinência quando está longe dos amigos.

Publicado em abril 30, 2013, em Geral. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Velho, que texto foda! Adorei! Seu melhor texto EVER!

    Quero viver isso de novo..

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