Arquivo mensal: maio 2013

Talking to the moon

Hoje quando estava indo dormir, coloquei o fone de ouvido e começou a tocar Talking to the moon do Bruno Mars. Na hora meu coração apertou, a respiração parou brevemente e eu senti aquela dorzinha deliciosa de querer alguém.

Quantas vezes na vida eu desejei uma pessoa e por algum motivo não podia mais tê-la ao meu lado? Vários rostos e nomes vieram à minha cabeça.

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Quantas vezes eu olhei para a lua e pedi que me trouxesse de volta aquele alguém que eu tanto queria ao meu lado? Quantas vezes eu tive certeza que aquela era a pessoa certa para mim e que talvez se o destino não tivesse intercedido, realmente teria sido?

Amar muitas vezes dói. Mas em alguns casos, é uma dor que vale a pena sentir. Embora eu não esteja mais junto com esses caras que em algum momento foram a vida da minha vida, os momentos que passamos juntos, com certeza, valeram por toda uma eternidade.

 

Cansei de me divertir com a pessoa errada

Remontando meu quadro de fotos e remexendo em várias outras antigas, vou remexendo no passado, nas pessoas, nas dores, nas lágrimas, nos sentimentos esquecidos, nos abandonados. Como as pessoas mudam. Como EU mudei.

Essa fase de desapego tem me feito pensar demais, e tenho percebido cada vez mais que cansei. Cansei de sempre investir, de sempre lutar pelos meus relacionamentos como se minha vida dependesse deles, lutar pois quando é verdadeiro se luta, não é assim? E é ai que cai a ficha, era verdadeiro, pra mim. Por isso lutei, por isso amadureci, por isso não era egoísta, por isso não proibia nada, e sempre cai, e cada vez o buraco é maior, a dor é maior. Como não cansar?

Saio com meus amigos, e sempre tenho aquela sensação de que não é ali que a pessoa que quero esta, nem a conheço, mas não é ali, e se for, tenho medo de encontra-la agora e eu ser a pessoa certa no meu momento errado.

E todos dizem: ” Você é nova, vai se divertir, beijar muito, transar muito, conhecer novas pessoas, aproveitar sua juventude, são tantas pessoas no mundo, qual a graça de ficar com uma só desde já? Divirta-se com as erradas enquanto a certa é encaminhada pra você.”

EU NÃO QUERO ISSO. Não quero me divertir com pessoas que não são as que me fazem bem, não preciso de noites de sexo por sexo, sem carinho no dia seguinte, e se o tiver mas for de alguém que não faz meu coração acelerar ao receber uma sms no dia seguinte, eu não o quero. Quero AMAR, uma única pessoa, planejar o futuro, me dedicar ao sonho conjunto, enlouquecer por que trabalho demais e não tenho tempo, planejar um jantar, uma viagem, dormir abraçada, brigar por besteira e abraçar com força por que odeio brigar com ela.7

Eu sempre soube que nasci pra ser de uma pessoa só.

Mas cansei. Cansei das ‘regras’ de sedução de hoje, cansei de ir em lugares que percebo que tudo gira em torno do sexo. Ai dizem ” Mas o amor pode nascer de uma noite de sexo”. E a minha resposta? Não em mim!

Um dia passa, um dia termino de colar meu coração e quem sabe ai não conheço alguém por quem vale arriscar tudo de novo?

😉

Por que eu sempre escolho o cara errado?

Sempre que sento em um café ou mesa de bar com meus amigos, o papo acaba em algum momento em relacionamentos passados e desilusões. Reclamamos dos ex’s, relembramos o quanto sofremos e prometemos a nós mesmos não deixar fazerem conosco no futuro o que fizeram no passado.

Claro que nesse momento, esquecemos das pessoas que nós fizemos sofrer, porque se o fizemos, foi sem intenção. Mas acreditamos piamente que os nossos ex’s nos machucaram por querer, sem na verdade procurar ver o lado deles – mas isso é uma discussão para outro post.

O que reparo é que no final, quando nos deixamos machucar, o sofrimento segue um padrão. O relacionamento, sempre segue o mesmo script, do começo maravilhoso ao fim trágico. Procure pensar nos seus últimos relacionamentos e em como terminaram: eles não têm coisas em comum? Quanto você contribuiu para esse relacionamento dar certo e quanto contribuiu para que ele fosse fadado ao fracasso?

A-rotina-e-o-homem

Se tem algo que aprendi nesses poucos anos em que me relaciono com homens e nos relacionamentos que tive, é que nunca uma só pessoa está errada. Em algum momento, também erramos. Em algum momento, também magoamos. Em algum momento, não soubemos entender o lado da pessoa.

Se há uma receita para o relacionamento perfeito, desconheço. O que sei é que é com os erros e tentativas que aprendemos a amar melhor, a respeitar mais e a viver melhor com a pessoa que escolhemos para sermos felizes.

Agora, se você normalmente, assim como eu e meus amigos, acredita que sempre faz o melhor para manter a pessoa perto e tratá-la da melhor forma possível, deixo a pergunta que não sai da minha mente: “Por que eu sempre escolho pessoas que me tratam como nada para amar?”.

Talvez seja porque nós todos aceitamos o amor que achamos merecer. E para mudar essa linha de pensamento, só depende de nós mesmos, do nosso amor próprio e do quanto achamos que valemos.

Pense nisso.

Quando o emocional entra em conflito com o profissional

A maioria de nós tenta se condicionar a seguir os sonhos. Desde o momento em que escolhemos nossa faculdade e a carreira que queremos seguir, traçamos um plano na nossa mente que parece infalível. Apenas nos esquecemos que, com o passar do tempo, outras coisas entram em jogo abalando nossa convicção em nossos sonhos.

Às vezes nosso sonho é, de algum modo, sair de onde estamos. Ou para chegar a realizar esse sonho, precisemos sair. Temos consciência disso. Nos preparamos para deixar família e amigos para trás. Tentamos nos acostumar com a ideia e normalmente, conseguimos. Sabemos que em folgas e nas férias podemos voltar e vê-los, que nada terá mudado.

Mas e quando nessa equação entra um amor inesperado? Esse amor pode vir de frente com seus planos profissionais e de vida. Aí estaremos em um beco sem saída.

Afinal, deixamos o tão esperado amor de lado ou mudamos nossos planos para tentar tê-lo? Será que temos plena confiança de que ter esse amor vai valer a pena ou vai ser a principal causa do nosso fracasso pessoal?

Eu não possuo a resposta correta, porque depende da aspiração e personalidade de cada um.

Para quem escolhe o sonho ao amor, tenha certeza da decisão: pode ser que lá na frente você descubra que a sua felicidade estava na pessoa que deixou para trás.

Aos que escolhem o amor ao sonho, apenas gostaria de deixar um conselho: nunca culpe seu amor se o relacionamento não der certo e você não tiver ido atrás do sonho. Seja o único responsável pelas suas escolhas.

O que vale mesmo é ser sincero com a pessoa, porque talvez, seja possível ter as duas coisas, por mais difícil que pareça. Amor, paciência e compreensão edificam um relacionamento duradouro.

Acima de tudo, independente do que escolher, seja feliz.

Você não quer gostar de alguém

Vejo muitas pessoas reclamando, normalmente através de suas timelines, que não queriam estar sozinhas. Elas compartilham imagens que dizem que procuram o amor, que tudo o que querem é um abraço e que para sua vida ficar completa, falta apenas a pessoa com aquele sorriso especial.

Tudo muito bonito, porque é fácil você clicar no botão de curtir e compartilhar e três minutos depois estar falando com alguém que tal pessoa não serve porque é gorda (ou magra demais), ou careca (ou cabeluda demais) ou que tem o pinto pequeno (ou grande demais).

Estamos tão condicionados a procurar os defeitos nos outros que usamos isso como subterfúgio para nunca nos entregarmos a ninguém. E sabe porque? Porque nós não queremos gostar de alguém.

O que queremos, na verdade, é atenção. Queremos ser venerados, amados, apreciados, mas não temos paciência nem vontade para dar o mesmo em retorno. Queremos algo que é utópico e inalcançável por que nas relações humanas, o envolvimento tem que ter o dar-retribuir. Não existe amor que consiga sobreviver vindo apenas de um lado. No fim, é uma conta matemática muito simples: se depositarmos toda nossa intensidade e sentimento em alguém que não quer dar o mesmo, o resultado será 1.000.000 x 0 = 0.

Por isso, meu amigo, antes de mais uma vez, postar ou reclamar que falta algo na sua vida, que tal olhar pro lado e, pela primeira vez, apreciar alguém pelo que ela tem a dizer e não pelo corpo que ela possui? Te garanto que quando abrir mão da hipocrisia e mergulhar de cabeça na sinceridade do sentimento, o que você diz tanto querer, vai acontecer simples e naturalmente.

Sem mais.

A Sala Trancada

Olhando para esta bagunça toda não sei se abstraio, deixando com que a tristeza e a insegurança ocupem mais espaço, ou se tento arrumar a casa.
Arrumo a cozinha, a sala de jantar, lavo o banheiro, tudo com grande pesar ao jogar o excesso de coisas, de bagagens desnecessárias, limpando cada superfície para quem sabe poder recomeçar, para abrir para visitação novamente.
Casa limpa, arrumada mas ainda falta aquela sala que não visito a meses, que tranquei e nem sei onde esta a chave, mas sem arrumar este cômodo é como se nada estivesse limpo ou organizado.
Busco a chave por mais alguns meses. E está não é uma dourada com adornos ou prata com brilho intenso, é somente mais uma chave esquecida dentro de uma caixa cheia de outros esquecimentos.
Abro a porta com medo, não lembro o tamanho da confusão a quantidade de armários, e quantas horas irei demorar. Fecho os olhos e empurro a porta, dois passos, e a fecho atras de mim. Conto até três e abro a janela de minha alma. O quarto esta vazio, paredes desgastadas porém vazio, não contando somente por uma mesa no centro da sala, que contem uma grande caixa branca com as tampas lacradas. Aproximo – me com cautela e retiro as grandes fitas em volta da caixa sem levar em conta as grandes letras em sua tampa : “Esqueça, queime, mas não abra, NUNCA MAIS.” .
Abro. Sinto-me sem forças. Não lembrava que existia. Lagrimas escorrem por meu rosto.

E vejo, em pedaços, o que tanto procurei…

Meu coração!

É fácil amar o outro

É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.

É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.

Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.

Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.

Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.

Difícil é amar quem não está se amando.

Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.

Autor: Desconhecido