Arquivo mensal: junho 2013

Teoria das Janelas Quebradas

Tolerância Zero. Este é o nome de um programa mundialmente reconhecido, utilizado pela policia de Nova York, EUA.

Este programa foi inspirado na “teoria das janelas quebradas”, concebida por dois criminologistas: James Q. Wilson e George Kelling. A teoria é simples: o crime floresce na desordem. Se aparece uma janela quebrada em um prédio e a mesma não é consertada, logo aparecerão outras.

Quem passa nos arredores conclui que ninguém se importa com o prédio, que não há ninguém no controle, logo isso se espalha pelos prédios vizinhos e vai contaminando a região.Parece algo desprezível, um pequeno detalhe. Um item de menor importância, mas a janela quebrada é o primeiro passo para que um problema maior ocorra. Ao dar mais importância a pequenos delitos e problemas de menor relevância, Nova York conseguiu resultados espantosos em suas estatísticas da violência.

Achei surpreendente esta história e refleti se não temos “janelas quebradas” no nosso dia a dia. Pequenos problemas, pequenas distorções, reparos de pouca monta que não fazemos em nossa empresa, em nossos relacionamentos, em nossa vida pessoal, amorosa e familiar. Podemos encontrar “janelas quebradas” em nossa carreira, em nossa vida.

Coisas pequenas que não incomodam o suficiente para serem eliminadas e que podem ser responsáveis por um problema maior, por uma sensação de que tudo está ruim, onde talvez poucas coisas mereçam esse diagnóstico. O irreverente Max Gehringer brincou dizendo que certa vez, ele perguntou à Faber Castel o que acontece com o lápis quando ele diminui de tamanho.Ele afirma nunca ter visto um cotoco de lápis ou um lápis que seja usado até o fim em uma empresa.

Max afirma que perdemos muito tempo pensando nos grandes problemas, nas grandes economias e perdemos, diariamente, a oportunidade de fazermos pequenos progressos, pequenas melhorias, de forma constante e contínua. Não percebi na época que escutei isso, mas ele estava indicando que as empresas e as pessoas não ligam para a “janela quebrada”. Não percebem a importância e o impacto que pode ser gerado por pequenas atitudes.

Um dos grandes problemas do meio ambiente é este. Gerar a consciência coletiva de que a economia individual de cada cidadão gera um efeito coletivo de grandes proporções.A água desperdiçada no banho de cada brasileiro, se for um litro por dia, irá gerar uma economia de 190 milhões de litros/dia, quando pensamos no país todo. São pequenas coisas que fazem a diferença e que vale a pena prestarmos mais atenção, e consertarmos o que está quebrado. Deixamos de lado e não fazemos os pequenos reparos no dia a dia de um relacionamento e, talvez por isso, o mesmo esmoreça, sem ser possível identificar onde foi que erramos. É como morar numa casa anos a fio sem fazer nenhuma reforma, sem atualizar nenhum móvel, eletrônico, enfim, é usar tudo o que está disponível até o limite, sem grandes reparos.

Lentamente a sua moradia se tornará um lugar mais inóspito, um lugar menos agradável, onde as pessoas não se sentirão bem e de alguma forma já estarão tão mergulhadas em tantos problemas, que a partir de certo ponto, consideram a causa perdida. Sentenciam que essa casa não tem mais jeito. Só mudando ou fazendo outra. Difícil perceber quando isso começou, quando foi que apareceu a primeira “janela quebrada”.

Dá trabalho, mas vale a pena arregaçar as mangas e começar os pequenos reparos nas janelas quebradas da nossa vida.

Autor Desconhecido

Mais amigos ou melhores amigos?

Quando eu era mais novo, eu era taxado de seletivo por ter poucos amigos. Quando me questionavam o por que, eu dizia que era porque preferia qualidade a quantidade. Me pergunto onde me perdi para deixar de pensar desse modo.

Hoje conheço várias pessoas, mas não há um ser para eu dizer que é meu companheiro. Aquele amigo que topa tudo, que não importa o que seja, está com você, sabe? Estamos muito mais preocupados com nossos próprios problemas e atividades do que com os outros.

Me pergunto onde nos perdemos: quando houve a inversão de valores? Porque prezamos mais o dinheiro e o trabalho do que as amizades e o amor? Sinto o descaso em prestar atenção ao próximo, as vontades, aos anseios. Sinto a falta de vontade de tentar compreender, ceder ou até mesmo, mudar alguns planos para estar junto dos amigos.

Onde nos perdemos?

Falta amor ao próximo, tanto quanto falta amor por si próprio.

O amor que não existe

Eu utilizo muito meu tempo lavando a louça para pensar na vida. Esses dias mesmo, eu estava pensando no amor, em como grande parte dos meus textos é voltado para ele, hora de forma homérica, hora como o vilão causador de todas as dores mundiais.

Caí no pensamento do que eu, você, as pessoas, acredita ser o amor. Queremos aquele sentimento avassalador, que nos tira o fôlego, que nos faz acreditar que precisamos desesperadamente do outro para viver. Percebi que não é isso. O sentimento avassalador é a paixão (que precede o amor) e a falta do outro nada mais é do que pura insegurança e medo de estar só.

Essa história de amor hollywoodiano é apenas uma invenção de algo que ansiamos em ter, mas que não existe dessa forma. A carência e a insegurança nos fazem crer que um dia alguém irá bater na nossa porta e ser exatamente o que esperamos de alguém. Isso não vai acontecer. O que torna as pessoas especiais e únicas são justamente seus defeitos, e, normalmente, são essas características que nos fazem amá-las.

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Também cansei de procurar algo para ter posse. O que é meu, o que é seu. Ninguém é de ninguém. Nada pertence a nada. Talvez os relacionamentos tivessem uma maior probabilidade de sucesso se perdêssemos o hábito de ter obsessão sobre quem gostamos. Deixe livre, para que a pessoa queira estar com você por desejo, por vontade e não por obrigação.

Devemos parar de pensar no amor como um ato grandioso e sem escalas. Quando penso nos meus relacionamentos anteriores, o que os fazem especiais são pequenos detalhes que ocorreram, não o geral. E houve amor em cada pedacinho deles.

Por isso, acho que o amor é como a felicidade. Primeiro deve existir dentro de nós, por nós, para que possamos irradiar e trazer pessoas que estejam na mesma vibração para perto. Segundo porque não deve ser pensado como um todo, mas em cada momento. Se eu amar ver o seu sorriso pela manhã, o modo como você gesticula na hora do almoço e seus olhos pesados de sono durante a noite, vou descobrir que te amei um dia inteiro, sem ter que me cobrar e me forçar a isso.

Essa é a mágica de amar. E viva o sentimento!