O amor que não existe

Eu utilizo muito meu tempo lavando a louça para pensar na vida. Esses dias mesmo, eu estava pensando no amor, em como grande parte dos meus textos é voltado para ele, hora de forma homérica, hora como o vilão causador de todas as dores mundiais.

Caí no pensamento do que eu, você, as pessoas, acredita ser o amor. Queremos aquele sentimento avassalador, que nos tira o fôlego, que nos faz acreditar que precisamos desesperadamente do outro para viver. Percebi que não é isso. O sentimento avassalador é a paixão (que precede o amor) e a falta do outro nada mais é do que pura insegurança e medo de estar só.

Essa história de amor hollywoodiano é apenas uma invenção de algo que ansiamos em ter, mas que não existe dessa forma. A carência e a insegurança nos fazem crer que um dia alguém irá bater na nossa porta e ser exatamente o que esperamos de alguém. Isso não vai acontecer. O que torna as pessoas especiais e únicas são justamente seus defeitos, e, normalmente, são essas características que nos fazem amá-las.

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Também cansei de procurar algo para ter posse. O que é meu, o que é seu. Ninguém é de ninguém. Nada pertence a nada. Talvez os relacionamentos tivessem uma maior probabilidade de sucesso se perdêssemos o hábito de ter obsessão sobre quem gostamos. Deixe livre, para que a pessoa queira estar com você por desejo, por vontade e não por obrigação.

Devemos parar de pensar no amor como um ato grandioso e sem escalas. Quando penso nos meus relacionamentos anteriores, o que os fazem especiais são pequenos detalhes que ocorreram, não o geral. E houve amor em cada pedacinho deles.

Por isso, acho que o amor é como a felicidade. Primeiro deve existir dentro de nós, por nós, para que possamos irradiar e trazer pessoas que estejam na mesma vibração para perto. Segundo porque não deve ser pensado como um todo, mas em cada momento. Se eu amar ver o seu sorriso pela manhã, o modo como você gesticula na hora do almoço e seus olhos pesados de sono durante a noite, vou descobrir que te amei um dia inteiro, sem ter que me cobrar e me forçar a isso.

Essa é a mágica de amar. E viva o sentimento!

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Sobre The Serious

Capricorniano nato, organizado e extremamente perfeccionista. Idealizador, que quer conhecer o mundo todo. Turismólogo por formação. Brasileiro e orgulhoso disso! Ama bife de picanha com arroz, feijão, farofa e batata frita e não abre mão de uma boa dose de Absolut, seja com coca, com suco, com gelo. Leitor ávido de todos os tipos de livro. Ouve todo tipo de música, de Cher à Victor e Léo. Adora uniformes e ternos. Viciado em viagens. Postagens às quartas.

Publicado em junho 5, 2013, em Pensamentos, The Serious. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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