Coisas surpreendentes acontecem quando menos se espera

Um dia, antes do planejado, por motivos que prefiro não citar, decidi voltar ao Brasil. Não foi uma decisão fácil: tudo o que eu havia sonhado e lutado para conseguir não tinha sido do jeito que eu esperava e eu sentia, no fundo da minha alma, que o melhor era respirar fundo e voltar.

O que as pessoas iriam pensar? O que iriam dizer? – Essas perguntas passavam pela minha mente e queimavam meu coração. Você não deve se preocupar com isso, um amigo me disse, se você acha que sua felicidade não está aqui e sente que pode estar lá, vá sem medo.

E eu fui, sem contar para ninguém que estava voltando.

Quando entrei no voo para o Brasil, não sabia o que esperar. Não sabia qual seria meu próximo passo. Eu estava perdido, como poucas vezes estive na vida.

Fui muito bem recebido por todos que me amavam e isso fez com que minha angústia diminuísse, dando lugar ao eco que existia no meu âmago pela falta de um plano. Em um dia, andando de carro por uma estrada com um amigo, abri o vidro e gritei para o Universo: Me traga um namorado!

Meu amigo riu. Eu ri. Seria o Universo capaz de entender ou escutar o meu pedido? Eu queria alguém pra mim. Eu queria me sentir vivo de novo. Eu queria viver por alguém.

Algum tempo depois, quase sem querer, alguém me adicionou no facebook. Eu não estava em um dos meus melhores dias, mas comecei a conversar com aquele cara que, além de bonito, era simpático. Foi um papo rápido, já era tarde, então combinamos de continuar nos falando no outro dia.

Eu gostava do modo que ele falava comigo. No outro dia, ele chegou e me cumprimentou com um “oi, menino”. Eu respondi e disse: “adoro quando você me chama assim”. E eu realmente gostava, pois me sentia assim: um menino, sozinho, à noite no quarto escuro com medo do bicho papão. Tudo o que eu queria era alguém para me proteger.

E ele me respondeu: “E se eu te chamar de meu menino?”.

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Pronto. Eu podia não querer contar pra ninguém, eu podia não querer aceitar nem pra mim, nem assumir, mas eu sabia: eu já era dele.

Nosso primeiro encontro demorou um pouco para acontecer, mas quando o vi e senti seu abraço, seu cheiro, seu beijo, eu tive a certeza de algo que meu coração já dizia: eu queria ele pra mim.

Eu já não me sentia mais perdido. Ele me protegia do mundo. Ele entendia minha língua. Ele desvendava o meu corpo. Ele apoiava os meus sonhos. O que mais eu poderia querer?

Hoje vejo que tenho mesmo que confiar no meu instinto. Se eu não sabia o porque devia voltar para o Brasil, hoje eu sei: era pra te encontrar. Era pra poder viver tudo isso com você.

Era pra ser seu.

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Sobre The Serious

Capricorniano nato, organizado e extremamente perfeccionista. Idealizador, que quer conhecer o mundo todo. Turismólogo por formação. Brasileiro e orgulhoso disso! Ama bife de picanha com arroz, feijão, farofa e batata frita e não abre mão de uma boa dose de Absolut, seja com coca, com suco, com gelo. Leitor ávido de todos os tipos de livro. Ouve todo tipo de música, de Cher à Victor e Léo. Adora uniformes e ternos. Viciado em viagens. Postagens às quartas.

Publicado em julho 17, 2013, em Histórias, The Serious e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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