Não era pra ser

A primeira vez que vi a foto no seu perfil, eu sabia que queria te conhecer.

Ao assistir aquele filme, no momento em que tocou Glad You Came, eu soube que eu estava encantado por você. Eu soube que a minha vontade maior de sair do país naquele momento era para ir ao seu encontro. Eu soube.

Eu também sabia que seria complicado: não nos conhecíamos, eu estava chegando em um país novo, você tentando se estabilizar, tudo contra nosso encontro. Doeu ao saber que você namorava. Metade do meu sonho foi transformado na dura e fria realidade: será que eu poderia ter você para mim algum dia?

Deixei passar. Cheguei, não te avisei, não perguntei se poderíamos nos encontrar. Eu sabia o que iria acontecer no momento que eu te visse. Eu sabia.

Mesmo assim, te vi, sem querer, naquele bar. Não tive coragem de chegar perto, mesmo assim, não consegui tirar os olhos de você. No outro dia, a vontade foi mais forte: te falei que havia te visto. Só não te falei da vontade que tive de ir até lá, te roubar pra mim e guardar bem guardado no paraíso que eu havia construído para nós dois.

Ontem, ao chegar de viagem, um convite. Como negar? Como eu poderia negar qualquer coisa que viesse de ti?

Hoje ao te encontrar naquele local, quando veio em minha direção sorrindo, por um segundo senti minha alma deixar o meu corpo: como você podia ser mais do que eu imaginei?

Foi ótimo estar com você. Foi ótimo poder assistir aquele filme contigo. Mas foi maravilhoso quando você apoiou seu braço na minha perna e nossas mãos se encontraram. Eu não queria mais soltar sua mão. Um sorriso despontou de meu rosto.

Continuei com os olhos fixados no filme. Eu estava tentando resistir à você, mas quando você quase apoiou a cabeça no meu ombro e eu senti sua respiração próxima ao meu ouvido, não fui capaz de resistir ao ímpeto de meu corpo: eu precisava te beijar. Eu precisava sentir seus lábios contra os meus. E assim foi. E assim senti você me puxar contra seu corpo, com desejo, ofegando.

Eu também te queria. Te queria tanto! Meu coração disparava a cada movimento de nossos lábios. Minhas mãos percorriam seu corpo, minha respiração entrecortada ecoava pela sala. Eu não queria mais deixar você se afastar. “Cole seus lábios aos meus”, eu pedia em pensamento.

Mas nos afastamos. E outros beijos não vieram. E a realidade deu um tapa no meu rosto.

E naquele momento, eu soube que independente de você ser o cara certo para mim, talvez eu não fosse para você. E doeu. Meu coração suplicou por mais espaço, mas meu peito estava tão apertado que não era possível. Minha garganta secou. Meu pulmão parou. Minhas mãos antes quentes contra as suas, agora pendiam frias ao lado do meu corpo.

Seu sotaque, seu sorriso encantador, o brilho no seu olhar de menino. Seu jeito de me fazer rir. Sua pegada que me fazia ir aos céus e voltar. Tudo o que eu queria era te ter para mim.

Mas não podia ser. Não devia ser. Não era para ser.

Alone1

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Sobre The Serious

Capricorniano nato, organizado e extremamente perfeccionista. Idealizador, que quer conhecer o mundo todo. Turismólogo por formação. Brasileiro e orgulhoso disso! Ama bife de picanha com arroz, feijão, farofa e batata frita e não abre mão de uma boa dose de Absolut, seja com coca, com suco, com gelo. Leitor ávido de todos os tipos de livro. Ouve todo tipo de música, de Cher à Victor e Léo. Adora uniformes e ternos. Viciado em viagens. Postagens às quartas.

Publicado em julho 31, 2013, em Histórias, The Serious e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. The Serious escrevendo como o The Silly. Provando que todo mundo tem um lado silly. Adorei o texto. 🙂

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