O hispter blogayro

Cada um de nós (autores do blog) leva a sua vida de um jeito e traz pro blog aquilo que acha que deve. Sem cobranças e sem neuras. Eu gosto de compartilhar as coisas que de fato estão acontecendo comigo. É tipo um espelho dos meus relacionamentos e ultimamente, desde que conheci o “Garoto Across Atlântico” (por quem eu ainda estou apaixonado) as coisas não estão muito boas e é por isso que estou sumido. Teve o caso do escocês, mas isso foi um caso isolado que não vale para a pesquisa científico-social-sem-fundamentos a que esse blog se propõe.

Pois bem, minha vida do outro lado do Atlântico, emocionalmente falando, não poderia estar mais parada. Mudei de cidade e agora moro em uma com população total que beira os 30 mil, ou seja, com uma comunidade gay de 50? 30? Não sei ao certo.

Conheci alguns garotos e é deles que quero falar nesses próximos posts. Não me julguem, a única forma de conhecê-los foi através do Grindr, já que aqui não tem “lugares gays”. Editei meu perfil e deixei BEM CLARO que eu estava procurando amigos, pois era novo na cidade.

Ao que tudo indica, eles entenderam.

O conheci em um dia típico, chuvoso e frio e fomos tomar um café. Percebemos que tínhamos MUITAS coisas em comum e naquele momento eu soube: ganhei um amigo. Não tive em momento nenhum um pingo de atração por ele e ainda mais com todas essas coisas em comum, era amizade.

hipster

Acabamos saindo mais algumas outras vezes e a cada café, a amizade crescia e a atração (que já não existia, não aparecia). Parece que para ambos o sininho “amizade” havia batido. Um dia, do nada, ele me mandou um sms perguntando se eu não gostaria de fazer um “sexo sem compromisso” as vezes. Eu respondi educadamente que não, por que eu não sei separar sexo de sentimentos (quando diz respeito a amigos) e seria muito estranho ter algo assim como ele.

Alguns dias depois, ele me convidou para um festa na casa dele, o seu aniversário. Eu fui, levei um cartão super bonitinho, encontrei algumas pessoas que eu conhecia, conheci tantas outras, fiquei bêbado e como eles dizem aqui, I had the craic!

Nesse dia da festa, eu conheci um rapaz interessante, amigo do hipster. Acabamos ficando e como eu estava muito bêbado, acabamos dormindo juntos.

Ai que começaram os problemas.

O hipster ficou extremamente chateado comigo e veio tirar satisfação pelo Facebook. Disse ainda que no dia da festa, já que eu havia dito que não gostava de fazer sexo sem sentimento, ele estava disposto a me pedir em NAMORO e estava procurando formas de me abordar, mas eu fodi comtudo ficando com UM AMIGO DELE no ANIVERSÁRIO DELE.

Awkard, não?

Conversamos, pedi mil desculpas e me senti muito mal. Mas tudo bem, as coisas vão ficar melhores entre a gente.

Dia atrás, o hipster, que também tem um blog, postou um novo texto cujo tema era “Como quebrar o coração de um garoto”. O texto falava basicamente de 4 casos que ele teve recentemente que quebraram o coração dele e um deles sou eu.

Nesse texto ele diz que eu ensinei uma lição a ele: de o que as pessoas dizem e o que elas fazem é muito diferente e que eu, assim como todos os outros, também sou um “asshole” (não consigo traduzir isso muito bem pro português). Nesse texto, tinha um link para um outro texto (também sobre mim e que eu ainda não tinha lido).

No outro texto, além de me descrever de um jeito que ninguém nunca me descreveu antes (olhos de tubarão, altura e peso perfeitos, cabelos rebeldes que ficam lindo até quando ele passa a mão, estiloso e com roupas tão bem ajustadas que ficariam perfeitas no chão do meu quarto e com um sorriso muito lindo), ele diz que desde o primeiro dia soube que seríamos só amigos, assim como eu soube.

E minha pergunta é: porque mudou de opinião e queria me pedir em namoro?

Nunca saberei, já que agora eu sou um asshole.

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Sobre The Silly

Um perfeito reclamão, extremamente afobado e muito desastrado. Quero tudo e quero agora. Comunicador por formação e por paixão. Brasileiro com passaporte turquesa. Ouço todo tipo de música, mas é com o bom e velho pop/rock que eu me entendo bem. Adoro comer e não vivo sem chocolate. Canceriano clichê e romântico fundo de quintal. Leio muito e coleciono toys. Morro com barbas por fazer (de preferência clarinhas). Harrymaníaco incurável.

Publicado em agosto 11, 2013, em Histórias, The Silly. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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