Arquivo mensal: abril 2014

O amor? Acabou.

Trilha:

 

Ah… se soubéssemos lá no começo como isso ia acabar, talvez tivéssemos agido diferente. Talvez tivéssemos sorrido mais, beijado mais, feito mais sexo. Talvez teríamos sido mais amigos, companheiros. Talvez tivéssemos nos sufocado de tanto amor.

Eu era o amor da vida dele. E, do jeito que veio, se foi. Ponto. Acabou.

Como viver agora sem seu beijo de boa noite? Como acordar no meio da noite e não ter seu cheiro, sua respiração, pra me acalmar? Como olhar o celular de um em um minuto só pra ver se tem alguma mensagem nova sua, com qualquer coisa, que me faça sorrir?

Acordo em um dia e me sinto bem, como se já houvesse superado tudo. No minuto seguinte, vem aquela angústia, aquele nó na garganta e a vontade de falar com você.

Vontade de te ligar e dizer: “esquece tudo isso, volta pra mim, eu te quero, eu te amo”. Mas isso não vai acontecer.

Dizem que amor não se implora. Amor se dá sem esperar nada em troca, pelo simples fato de que é um multiplicador e no nosso caso, já estávamos nos dividindo.

O tempo hoje é meu maior aliado e meu maior inimigo. Já podemos pular para a parte que me sinto bem comigo mesmo, sem precisar de alguém? “Não”, responde o tempo. E eu me encolho mais no meu casulo particular, onde todas as lembranças me esmagam de forma assustadoramente eficaz.

E assim fico, encolhido na escuridão de meu próprio ser, na espera que a tempestade acabe e o Sol volte a brilhar.