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Sobre Piranhas e “Epifanias”

Finalmente algumas coisas se tornaram claras, demoraram um pouco mas ficaram claras ! Apesar dos motivos que levaram a essa clarificação não serem tão agradáveis… ao menos agora me entendo melhor !

 

Sabe, sempre fui considerado um heartbreaker, A piranha da desilusão (que nome bom para um monstro do power ranger, nao?)… aquele que todos seus amigos diziam “Olha, cuidado, não vai se apegar no fulano, ele é rodado, não quer nada sério…e por ai vai” … e bom, devo confessar que esses seus amigos não estavam errados, afinal, eu era mais novo, vida de universitário, open bar a preço baixo, tinha local e era desejado (coisa q nunca fui no passado…mas isso fica pra outro post)… então pq raios me apegaria a algo sério com alguém? 

Coisas de uma noite, ou algumas noites eventuais sem cobranças, sem encheção de saco, sem ter que dar satisfações, e quando batia aquela solidão? Horas, era só chamar um dos eventuais…e se um não podia hoje tinha outro q poderia…e  assim se seguia a vida! 

Com essa rotina, acima descrita, quem é que vai querer se preocupar com namoro ? se pode-se ter o melhor de tudo a todo momento, suprindo necessidades físicas e eventuais (e superficiais) necessidades sentimentais sem ter que aguentar as partes difíceis ? 

Bom, parecia que ia ser pra sempre assim, mas a piranha foi derrotada ! Não foi um power ranger que a destruiu, foram os próprios rumos da vida… O tempo passou, a idade avançou (apesar de ser jovem ainda) mas as preocupações tornaram-se diferentes, antes preocupava-me em acordar a tempo da aula, ou de entregar um trabalho, agora já penso na compra dum imóvel,em um carro para sustentar, em concursos públicos, em um emprego para me manter… O mesmo acontece com seus amigos, e ainda mais, vocês todos se afastaram, geograficamente falando, claro que sempre rola um fds de reencontro regado a cerveja e pizza barata, mas isso tornou-se eventual, o que antes era uma rotina, agora é um evento único. 

Você está em outra cidade, longe dos seus amigos que supriam suas necessidades sentimentais reais, os amigos ainda mais antigos também já não estão presentes com frequencia, afinal eles também tem as preocupações já citadas… então os boys eventuais já não estão mais por perto, eles cresceram e cansaram de terem seus sentimentos devorados e você já não tem mais paciência pra criar uma nova lista… de ficar no velho ritmo de festas todas as semanas, caçando nomes (quando você lembra do nome) pra sua lista de reservas… 

O que fazer? Mudar o foco das preocupações, não pensar em rolos e focar no profissional…ótimo… funciona, distrai…mas um dia, AINDA BEM, você arranja definições profissionais pelo menos para os próximos 4/5 anos… então pronto, a realidade bate a porta, e mesmo que vc a ignore ela não vai embora…

Você se vÊ pseudo-realizado profissionalmente (ao menos, menos preocupado), seus amigos não estão lá contigo todos os dias, você não tem com quem conversar, quem lhe abrace, quem lhe ouça, quem lhe faça rir, quem lhe aconselhe, quem lhe acompanhe, não tem nem mesmo quem saia contigo para uma breve cervejinha! É nessa hora que você sente aquilo que camuflou o tempo todo, que escondeu anos e anos atrás de um muro, aquilo que guardou tanto tempo numa caixa impenetravel..  São seus sentimentos, os de verdade ! aqueles que veem para dizer que você esta sozinho e mostram o quanto isso lhe apavora (nessa hora vc percebe que  nunca venceu os power rangers, mas que eles não existem mais para lutar contra você !)…

Então vem a Epifania… ok, não é bem uma epifania é justamente o momento de aceitar aquilo que nunca quis aceitar, foi empurrando com a barriga e fantasiando com a piranhagem…você aceita que está sozinho, que tem pavor disso e o que mais quer e alguém ! Não aquele eventual, nem aquele cara bonito para desfilar por ai, nem aquele namoro de balada de uma semana… alguém de verdade, aguém que seja seu amante, que seja seu amigo, que lhe de segurança e que se sinta seguro contigo, aquele com quem rola respeito e confiança mútua, aquele que lhe fará sorrir, depois chorar de ódio para depois lhe trazer mais sorrisos, aquele que dará saudade mesmo tendo estado contigo a horas atrás, aquele que vai lhe deixar aflito pelo whats app (mesmo você não dando bola para esses aplicativos), aquele com quem almoçar E jantar, aquele com quem ir ao cinema e passar horas falando de filmes e de como foi seu dia e de como as coisas stressam ou anima, aquele pra quem contar uma novidade boa, ou apenas para deitar no colo e ganhar um cafuné…e claro, Alguem que receberá tudo em dobro se depender de vocÊ !

 

Enfim, acho que já deu pra entender o quero dizer aqui ! Talvez um dia role um game over e você acaba voltando a fase da piranha…talvez não… mas no momento, a piranha foi derrotada e a fase é outra… e esse post foi uma forma de desabafar e me ajudar a aceitar isso ! Pois acreditem ou não, não é facil assumir seus sentimentos =O

 

Bom, vou ficando por aqui mas em breve vai rolar mais um desabafo dos tensos…um bjinho com dentadas hahaha =*

 

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Onde está o amor?

Você está sozinho…Em frente à TV, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha…Triiiiiiiiiiiimmm! É sua mãe… Quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada.

Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase “galinha”, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido, desconfiado, cheio de olheiras…E o amor dá meia-volta, volver…

Por que o amor nunca chega na hora certa ? Agora, por exemplo… que você está de banho tomado, com camisa e jeans? Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana? Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz? Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi à praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida.

O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa. O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro.

Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito! A primeira lição está dada: “o amor é onipresente”. Agora, a segunda: “… mas é imprevisível”.

Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde… depois de uma discussão por você ter gostado do filme, e ela não…. e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovada no teste de baliza…

Idealizar é sofrer ! Amar é surpreender ! Amem sempre, pois (não é mera pieguice) tudo passa, no fim, só o Amor permanece!

A minha loucura pode estar em baixo da cama ou em cima do telhado… e eu aqui, sentado calmamente nesta poltrona escrevendo esta crônica…

Autor desconhecido

Mudei meu modo de ver algumas coisas

Mudei meu modo de ver algumas coisas.

Finalmente aprendi que a vida de cada um é livre de vínculos, dependências ou coisas do tipo.

Sempre amei e fiz tudo em minha vida com total entrega e intensidade, não parei para pensar que essa entrega e intensidade poderia ser somente de minha parte, afinal sou assim.

Sempre tive certeza que ocupava o primeiro lugar na vida das pessoas que EU pus em primeiro na minha.

Não funciona assim e aprendi.
A vida de cada um é independente. Sentimentos, palavras e ações são o que definem a personalidade de cada um.

Dói ainda, mas aprendi que não posso obrigar ninguém a sentir o mesmo que eu, me colocar em primeiro lugar porque EU fiz isso pela pessoa, nem fazer o que espero que faça.

A vida é assim, tombos seguidos de aprendizados.
Quem sabe um dia eu descubra que acertei em alguma coisa sem precisar cair para aprender?

O brilho no olhar que temos ao nascer tem prazo de validade de qualquer maneira.

Felicidade realista

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor… Não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveita-lo, gasta-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando.

É necessário apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontra-la e deixa-la ir embora por não perceber sua simplicidade.

Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não é felicidade.

Viva mais e se cobre menos.

Autor desconhecido

Encerrando ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistimos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que sentem-se culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração , e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o está apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal.” Antes de começar um capitulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Recaídas e Certezas

Este último ano tem sido complicado para vir escrever sobre sentimentos, sendo que deles foi o que mais fugi. Me vejo culpando o trabalho, as prioridades, até mesmo os amigos, ou seja tudo que engloba minha vida para não permitir que nenhuma possibilidade surja.

Eu sei o quanto soa triste isso, mas sei também o quanto sofri para ficar assim, total e completamente, perdida. Só para imaginar o grau da situação, até algumas horas atrás eu pensava que talvez, quem sabe, eu poderia ficar com um homem dessa vez, de uma maneira seria, constante, quem sabe pensar em filhos de uma maneira mais ‘normal’.

A quem quero enganar? Só a mim, neh? Como posso cogitar, mesmo que por um segundo, passar o resto da minha vida sem um toque feminino? Não seria eu! Seria uma versão distorcida de uma felicidade utópica e ‘sem’ preconceitos.

jigsawheart

Também,  praticamente, um ano longe de qualquer envolvimento físico/sentimental com alguma mulher, o que mais eu poderia esperar? A carência nos cega, mas faz perceber que não vou conseguir ocupar o espaço que falta no peito com o trabalho ou com os amigos, eu sinto falta de uma mulher que me faça sorrir apenas por me enviar um smile por sms/whats/viber.

Será que chegou a hora de abrir as portas para as oportunidades novamente??? Um ano é tempo demais para colar os pedacinhos e visualizar a peça que sempre faltou. E dessa vez de uma maneira mais madura para não ter menos chances de me enganar com uma peça que não encaixe completamente!

Então assim começo esta minha auto avaliação antes de mais um ano se concluir em meu tempo! E como pedido para meu novo ano: Universo, esta na hora de me ajudar com a peça que falta, sinto falta da felicidade romântica de amar!
😉

Fases do fim de relacionamento

Terminar um relacionamento é um saco. Vou repetir isso uma porção de vezes até me conformar ou descobrir o motivo pelo qual as pessoas têm que passar por isso. Mas, tirando do que já vi e já vivi, dá pra ver que todo final, todo luto, passa por algumas fases. Elas não acontecem necessariamente em uma ordem, e podem acontecer todas juntas. Às vezes leva-se anos para passar por todas ( ou pelo menos a maioria delas ). Às vezes leva-se alguns poucos dias. Não importa, de todo jeito… Tudo isso é um saco. Saco.

1 – CHOQUE ( Ou, “Hã?” )

  • É quando acontece. Ponto final, acabou. Não deu tempo de perceber nem pensar em nada ainda, só se percebe a realidade. Dessa vez, foi. Caiu no chão, quebrou, já era. Não importa quem entrou com o pé e quem entrou com a bunda. Tão pouco importa o motivo ( desamor, traição, tédio, medo, ciúme, atormentações em geral, você descobrir que o cara é um chato, etc, etc, etc ). Você não reage, não respira, não entende, não consegue pensar. É como se a vida se suspendesse por um momento, fazendo você se debater no ar sem conseguir pisar no chão. É um saco. Mas passa logo.

2 – DOR ( Ou, “Vou morrer disso” )

  • As horas passam aos pouquinhos. Os dias vão vindo. E você se dá conta que não é mesmo só mais uma briga. Acabou. Sua vida vai seguir e aquela pessoa não vai mais estar por perto. E aí começa a doer. Às vezes, dói no dedinho mindinho do pé; outras, dói o corpo todo. A cabeça, o peito, o coração. Você fica gripada, não quer dormir, não quer comer, só chora e fica ouvindo músicas que falam de amores perdidos. As pessoas se preocupam com você, mas nada te consola e nem te anima. Você tem certeza que nunca vai superar aquilo. Mas, sendo uma pessoa normal, você vai superar. Só que até lá… É um saco.

3 – RAIVA ( Ou, “Que vá queimar no mármore do inferno”)

  • Aqui, você começa a ter raiva, ódio, nojo do indivíduo. Se pergunta dia e noite como você pode ter se apaixonado por tão chato, tão nojento, tão feio, tão sórdido, tão cafajeste, tão… Tão repugnante ser. É a hora de pegar um saco de lixo e fazer uma limpeza – rasgar fotos e cartas, mandar devolver presentes. Você joga pragas, diz pra todo mundo que não quer ver nem pintado de ouro, deseja todo o mal pra ele. E se tiver uma nova moça no meio… Coitada. Ela também será atingida pelo poder das suas energias negativas. Você jura que odeia essa pessoa do fundo do coração. Mas não odeia não, tolinha. E é um saco perceber isso.

4 – RACIONALIZAÇÃO ( Ou, “Eu nem queria mesmo.” )

  • É a hora de se acalmar. Você procura mantras, textos de apoio, psicólogos, os amigos. Todos dizem o mesmo, que você é linda, maravilhosa, e logo vai achar um outro fofo… Que nada acontece por acaso, que foi melhor assim, etc. E você vai repetindo todas essas frases lindas e fingindo acreditar. Você racionaliza, explica o seu romance todo e as razões e desrazões de tudo ter começado ou acabado. E, durante um tempo, isso funciona muito bem. Você parece pronta pra seguir sua vida sem pensar no indivíduo, desejando pra ele um caminho de luz. Mas só parece. Saco.

5 – VINGANÇA ( Ou, “Ele me paga.” )

  • Aqui, é uma recaída da fase da raiva. Só que agora, você acha que só conseguirá purgar seu ódio se fizer ele te pagar com juros os preciosos momentos que você perdeu com ele. Você traça planos mirabolantes. Procura essas mulheres que fazem feitiços na boca do sapo. Dá telefonemas anônimos pra família e pra namorada nova dele. Faz fofocas. Difama. Arruma um outro só pra passar na frente dele e fazer o maior farol. Dependendo do caso, xinga diretamente, move ações na justiça, tira tudo que pode dele. Mas aos poucos você percebe que isso não adianta nada, que saco.

6 – GALINHAGEM ( Ou, “Estou em outra, quer ver?” )

  • Ora, mas pra que tanto desespero? Existem muitos outros homens por aí. E então você começa a sair. E fica com um. E dá uns beijos em outro. E se atraca com um outro lá. Faz loucuras que nunca fez, chuta o pau da barraca, e não sente a menor culpa. Afinal, você não quer mais se envolver, e diz que está numa fase descolada. Só que em cada boca, em cada abraço, em cada cheiro, é no desgraçado que você pensa, e de repente você vê que só lotou a sua agenda e o seu currículo com um monte de caras que não passam de alguém pra você achar que é um saco no dia seguinte. Ai.

7 – DESPREZO ( Ou, “Nem ligo”)

  • É a hora de fazer força para esquecer. Você entende que essa adrenalina toda não faz bem pra alma e nem pra pele, e decide sossegar. Simples. Só não pensar. Ignora totalmente a existência dele. Nem enxerga mais. Esquece do número de telefone. Arquiva tudo que se escreveram e se deram numa caixa, lacra e coloca no fundo do armário. Pronto. Tudo enterrado. Mas o defunto logo começa a arranhar o caixão querendo sair. E sai. Saco.

8 – VAZIO ( Ou, “…” )

  • Saco.

9 – RECAÍDA ( Ou, “Vai ver que não é bem assim…” )

  • De repente, um telefonema… Um encontro marcado, ou casual… Uma conversa amigável em nome dos bons tempos. E você pensa, “puxa, podemos ser amigos… Por que não?” E então vocês começam a se ligar, a se falar, a se encontrar. E de repente, estão falando do passado, lembrando coisas, rindo juntos. E mais de repente ainda, ele passa a mão no seu cabelo, te olha fundo e te beija. E você pensa, “por que não podemos ficar? Só um pouquinho… Não tem problema.” Mas tem problema sim. O problema é que, depois de uma recaída, o seu saco fica cheio como nunca.

10 – O NOVO NAMORADO ( Ou, “Pra esquecer um amor antigo, só um novo amor.” )

  • É isso que todo mundo diz. Que a dor de amor se cura com outro amor. E você, tolinha… Acredita nessa bobagem e arruma um outro namorado. Pode ser um outro namorado mesmo, oficial, com carteira assinada. Ou outro rapaz por quem você acha que se apaixonou. E com o tempo, você se pega pensando no passado, e fazendo mil comparações. O outro, mesmo longe, parece muito melhor. E então você entende que, mesmo sendo um saco aceitar isso, ninguém substitui ninguém. E que as situações mal resolvidas só podem deixar de ser mal resolvidas de uma maneira: sendo resolvidas. E então manda o novo amor embora de dentro de você tão rápido quando chegou.

11 – SAUDADE ( Ou, “Ai…” )

  • É a hora de encarar que saudade dói. E mesmo sendo um saco… É preciso senti-la, até esgotá-la, mesmo que você se esgote com ela. É quando você deixa de resistir pra curtir essa dor até o fim. E, geralmente é quando caem todas as fichas.

12 – SUPERAÇÃO ( Ou, “Bola pra frente” )

  • O tempo passa, passa, passa. As coisas se acomodam. Aos poucos, você vai deixando a idéia fixa de lado. Começa realmente a ver o lado positivo das coisas. Começa a se desligar. E quando você vê… A pessoa está longe dos olhos e do coração. E vira uma lembrança gostosa de lembrar e reviver. De repente, você pode até virar amiga do fulano. A doença já curou. Passou. Vem aquela vontade de cuidar de você mesma, de ficar só e de sentir aquela solidão que não é triste, apenas necessária pra recomeçar. E o seu saco esvazia, ficando pronto pra começar a encher de novo com o próximo. Afinal, como se diz por aí… A fila tem que andar.

E ainda bem que anda mesmo.

Estamos com fome de amor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: “Digam o que disserem, o mal do século é a solidão”. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

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Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!”.

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”.

Antes idiota que infeliz!

Arnaldo Jabor

A idiotice é vital para a felicidade

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?

Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!

Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

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É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas… A realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida – e esse é o único “não” realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem e que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou simplesmente sorrir…

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche”

Autor desconhecido

Não restou nada mais

É tão difícil voltar e ver que não restou nada mais. As folhas caem com o vento e tentamos dizer que nada mudou e que nunca irá mudar, mesmo sabendo que ainda dói tanto lembrar que já não são mais os mesmos dias e que já perdemos o brilho em nossos olhos.

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Fica mais um pouco só até a chuva passar. Diz que vai voltar pra casa quando tudo acalmar. Sei que ninguém tem culpa e que já não há como cicatrizar o que o tempo feriu demais.

“Pra Sempre” sempre soou tão suave até sentir que não. Agora são só lembranças de dias em que tudo parecia tão certo até você partir pra não voltar…