Arquivo da categoria: The Silly

O vizinho

Ele foi o único que eu não conheci através do Grindr, já que ele é meu vizinho e está sempre passando por mim. A primeira vez que nos vimos, eu estava lendo sentado na esquina e ele passou com seu cachorro e me “secou” da cabeça aos pés. Percebi que meu vizinho era do time ali.

Acabamos nos vendo outras vezes, um dia acabamos nos acenando e enfim, acabamos conversando. Trocamos whatsapp e combinamos de sair pra tomar um pint.

Fomos em um pub super legal aqui na cidade e nos divertimos muito. Ele é um palhaço e faz qualquer um rir, então isso não foi difícil. Em outro dia, sai com ele e mais duas amigas dele, que acabaram se tornando minhas amigas também e tive uma das noites mais legais ever.

E assim, ganhei mais um amigo. Sem pressão, sem Grindr, sem papo hot, sem fotos, sem nada. Apenas amizade. Em pouco tempo, já me sentia confortável pra conversar várias coisas com ele, vários assuntos e por aí vai. Até que um dia, chegou o dia do seu aniversário (no mesmo final de semana do aniversário do hipster) e eu fui.

Cheguei e sentei na mesa das meninas que eu já conhecia, que me trataram super bem e fizeram eu me sentir em casa. Os outros amigos dele fizeram eu me sentir um peixe no aquário. As pessoas que percebiam que eu era diferente e vinham conversar comigo, quando me ouviam dizer quem eu era, tinham reações do tipo:

– ahh, você é O VOCÊ!
– já ouvi muito de você.
– até que enfim te conheci.
– ah que legal que você veio.

Nesse momento eu percebi que esse amigo também estava com uma impressão errada sobre a nossa amizade. Uma das meninas percebeu a minha estranheza e disse “não liga não, vai passar, é que é muita novidade”.

Sem dúvida a hora mais estranha foi quando a mãe dele meio me cumprimentar e me chamou pelo meu nome e me deu uma espécie de abraço de boas-vindas, algo muito estranho para os irlandeses.

Deixei a festa alguns minutos depois alegando que precisava falar com a minha mãe.

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O teenager boy

A história de hoje tem uma pitada de arrependimento da minha parte, já que eu deveria não ter me envolvido com esse garoto.

Assim como com os outros, o conheci pelo Grindr. Nos encontramos em um parque perto de casa, conversamos muito e então, começou a chover. Como eu morava perto do parque, o convidei pra vir pra casa. Até então, eu não tinha nada em mente, mas acabou rolando alguns beijos e um ou outro amasso mais forte. Não fizemos sexo, mas ficamos bem a vontade, if you know what I mean.

Depois desse dia, mantivemos contato pelo Facebook e pelo whatsapp e combinamos de nos ver novamente. Eu já sabia que não queria nada com ele, mas a gente tinha começado errado. Novamente ele veio em casa e a proposta era vermos um filme, o que realmente fizemos. Ele tentou me beijar e acabei cedendo na primeira vez, na segunda desviei, na terceira fiz caretinhas e ele não tentou a quarta.

Ele foi pra casa e eu fiquei aqui, pensando. Eu havia gostado muito dele, muito, muito, mas não a ponto de querer ter algo a mais. Acho que a minha carência me tomou e a gente ficou, mas tudo que eu queria dele era amizade, por eu sabia que nós poderíamos ser bons amigos.

O chamei no whatsapp e joguei limpo, pedi desculpas por tê-lo envolvido e disse que tudo que eu queria era amizade. Ele disse que estava decepcionado, mas que também tinha gostado muito de mim e que gostaria sim de ser meu amigo.

Foi a melhor decisão, já que ele se tornou meu melhor amigo na cidade.

Eu achei que ele de fato tinha entendido, mas eu estava errado. Dias atrás, nós saímos pra um festival na cidade e ele, já meio bêbado, me disse: “todos os seus amigos querem levar você pra cama, né? Inclusive eu”.

Fiquei meio sem reação, fingi que não ouvi e segui a minha vida. De todos, ele é o que eu mais me importo, por que foi com quem eu cheguei mais perto do sentimento de “melhor amigo”.

Eu disse no começo que me arrependo de ter me envolvido com ele por isso, ele se envolveu e eu não. Eu quero ser amigo e eu não sei se ele quer ser meu amigo também ou se ele esta sendo meu amigo na esperança de ser algo a mais.

O hispter blogayro

Cada um de nós (autores do blog) leva a sua vida de um jeito e traz pro blog aquilo que acha que deve. Sem cobranças e sem neuras. Eu gosto de compartilhar as coisas que de fato estão acontecendo comigo. É tipo um espelho dos meus relacionamentos e ultimamente, desde que conheci o “Garoto Across Atlântico” (por quem eu ainda estou apaixonado) as coisas não estão muito boas e é por isso que estou sumido. Teve o caso do escocês, mas isso foi um caso isolado que não vale para a pesquisa científico-social-sem-fundamentos a que esse blog se propõe.

Pois bem, minha vida do outro lado do Atlântico, emocionalmente falando, não poderia estar mais parada. Mudei de cidade e agora moro em uma com população total que beira os 30 mil, ou seja, com uma comunidade gay de 50? 30? Não sei ao certo.

Conheci alguns garotos e é deles que quero falar nesses próximos posts. Não me julguem, a única forma de conhecê-los foi através do Grindr, já que aqui não tem “lugares gays”. Editei meu perfil e deixei BEM CLARO que eu estava procurando amigos, pois era novo na cidade.

Ao que tudo indica, eles entenderam.

O conheci em um dia típico, chuvoso e frio e fomos tomar um café. Percebemos que tínhamos MUITAS coisas em comum e naquele momento eu soube: ganhei um amigo. Não tive em momento nenhum um pingo de atração por ele e ainda mais com todas essas coisas em comum, era amizade.

hipster

Acabamos saindo mais algumas outras vezes e a cada café, a amizade crescia e a atração (que já não existia, não aparecia). Parece que para ambos o sininho “amizade” havia batido. Um dia, do nada, ele me mandou um sms perguntando se eu não gostaria de fazer um “sexo sem compromisso” as vezes. Eu respondi educadamente que não, por que eu não sei separar sexo de sentimentos (quando diz respeito a amigos) e seria muito estranho ter algo assim como ele.

Alguns dias depois, ele me convidou para um festa na casa dele, o seu aniversário. Eu fui, levei um cartão super bonitinho, encontrei algumas pessoas que eu conhecia, conheci tantas outras, fiquei bêbado e como eles dizem aqui, I had the craic!

Nesse dia da festa, eu conheci um rapaz interessante, amigo do hipster. Acabamos ficando e como eu estava muito bêbado, acabamos dormindo juntos.

Ai que começaram os problemas.

O hipster ficou extremamente chateado comigo e veio tirar satisfação pelo Facebook. Disse ainda que no dia da festa, já que eu havia dito que não gostava de fazer sexo sem sentimento, ele estava disposto a me pedir em NAMORO e estava procurando formas de me abordar, mas eu fodi comtudo ficando com UM AMIGO DELE no ANIVERSÁRIO DELE.

Awkard, não?

Conversamos, pedi mil desculpas e me senti muito mal. Mas tudo bem, as coisas vão ficar melhores entre a gente.

Dia atrás, o hipster, que também tem um blog, postou um novo texto cujo tema era “Como quebrar o coração de um garoto”. O texto falava basicamente de 4 casos que ele teve recentemente que quebraram o coração dele e um deles sou eu.

Nesse texto ele diz que eu ensinei uma lição a ele: de o que as pessoas dizem e o que elas fazem é muito diferente e que eu, assim como todos os outros, também sou um “asshole” (não consigo traduzir isso muito bem pro português). Nesse texto, tinha um link para um outro texto (também sobre mim e que eu ainda não tinha lido).

No outro texto, além de me descrever de um jeito que ninguém nunca me descreveu antes (olhos de tubarão, altura e peso perfeitos, cabelos rebeldes que ficam lindo até quando ele passa a mão, estiloso e com roupas tão bem ajustadas que ficariam perfeitas no chão do meu quarto e com um sorriso muito lindo), ele diz que desde o primeiro dia soube que seríamos só amigos, assim como eu soube.

E minha pergunta é: porque mudou de opinião e queria me pedir em namoro?

Nunca saberei, já que agora eu sou um asshole.

Por que?

Por que ele?
Poderia ter sido com qualquer um, mas porque foi com ele?

Talvez porque ele preencha todos os requisitos mentais que eu criei para o homem perfeito?

Talvez seja obsessao?

Nao sei.
So sei que me tira o sono.

Historias inacabadas

Odeio comecar historias e ser obrigado a deixar de escreve-las antes do previsto.

Nao estou falando de historias de filme, de conto de fadas, de novela da Globo ou de amizade. Estou falando de historias de amor.

Digo isso porque, eu, quando conheco alguem, comeco uma historia e gosto de imaginar o que vem pela frente, gosto de brincar mentalmente com os personagens (eu e ele), gosto de inventar dialogos, gosto de repassar frases bonitas, gosto de reviver as cenas 2, 3, 4 vezes e principalmente, gosto de vive-la.

Odeio quando o outro protagonista pula fora do meu roteiro. Sem mais nem menos. Sem me dar explicacoes. Sem nem ao menos se dar o trabalho de tentar descobrir tudo o que tenho reservado pra gente nos proximos capitulos.

È como voce deixar de acompanhar uma serie so porque o primeiro episodio nao foi tao legal assim. Por que as pessoas fazem isso? Sera que esperam spolier da vida amorosa tambem?

Por que? Por que?

E ai ele me diz: nao pergunte tanto por que, apenas aceite.

E assim, ele pulou fora da nossa historia sem saber o que o esperava.

O escoces que nao usava kilt

O conheci atraves do PlanetRomeo, logo nas minhas primeiras semanas na Irlanda, mas nunca deu certo de nao encontrarmos. O papo era sempre leve e interessante, mas nao sei porque, perdemos contato durante os ultimos meses. Algumas semanas atras, eu estava sozinho na casa de uns amigos (pois iria viajar no outro dia) e pouco antes de dormir, resolvi abrir o Grindr pra ver a qualidade da vizinhanca.

E ele estava la. Nao so estava la, como tinha te mandado uma “hi, cute”. Conversamos e rapidamente ele se lembrou de mim. Disse a ele que estava sozinho na casa dos meus amigos e ele perguntou se eu gostaria de cia. Passei o endereco e em meia hora, o escoces estava la. Sem kilt. #chatiadu

kilt

Botamos o papo em dia e eu fiquei extremamente surpreso com a altura dele (bem pertinho dos 2mt) e com sua beleza. Cabelo escuro, barva quase ruiva, olhos verde-agua e um belo sorriso.

Ficamos if you know what I mean e foi muito bom. Teve ate um momento engracado quando um dos amigos resolveu voltar mais cedo da balada e chegou acendendo todas as luzes. Adrenalina a mil – o que deixou as coisas mais legais!

Depois acabou, ele foi embora e eu me senti vazio.

A primeira paixão across Atlântico – parte 2

Não leu a parte 1? Clique.

Ficamos o tempo todo entre a sala e a cozinha. Ele preparou um jantar pra gente e me trouxe uns 15 dvds para escolher um para vermos. Nessa semana, havia sido o aniversário dele e eu comprei um presente. Na verdade, era um cartão escrito “Happy Birthday Mr. Perfect” e eu escrevi uma mensagem bobinha, escrevi algumas frases e palavras em inglês/português e coloquei um bilhetinho dentro escrito “if you want, you can change this for a kiss”.

Entreguei. Ele se derreteu todo e ficou lendo por vários minutos as frases em português e me fazendo rir até doer a barriga, mas nem tocou no bilhete. ¬¬

Ele sentou do meu lado, me puxou pra perto, virou meu rosto e me tascou o beijo mais gostoso que eu já dei na vida. Demorado, calmo e muito intenso.

Depois do beijo, rimos, seguramos as mãos e ficamos vendo filme de mãos dadas e um deitado no outro. Uma hora, já depois de vários beijos e muito carinho, eu perguntei a ele se ele havia visto o bilhete, ele disse que sim, mas não leu. Pedi pra ele ler. Ele riu feito bobo e disse “mas já te beijei”. Dai ele veio e trocou mais um, rs.

Deu a hora de eu ir embora e ele me levou até o ponto, me dando um selinho antes de eu entrar no ônibus.

Pela primeira vez na vida eu entendi porque as pessoas não precisam fazer sexo no primeiro encontro.

A primeira paixão across Atlântico

O vi pela primeira vez pelo Grindr e tudo começou com um “Hi” – que partiu dele. Do Grindr, depois de alguns papos hot, partimos para o Whatsapp. Durante quase 2 meses, nossas conversas se resumiam ao Whatsapp. VÁRIAS VEZES ele simplesmente me deixava no vácuo. Sem mais nem menos.

De fato, eu não entendia qual era a dele. Ficava dois dias sem me responder e do nada mandava um “Hi, how are you?”. Eu ficava tentando decifrar, parecia que ele estava me cozinhando, me deixando ali pra quando ele quisesse “comer”.

Depois de um tempo já conversando, descobri o endereço do trabalho dele e resolvi fazer uma surpresa. Apareci lá um dia X, em que ele estava trabalhando e fui dar um “hello” pessoalmente. Quando ele me viu, riu e disse “Are you here?”. Perguntei se ele me reconhecia e ele disse “claro que sim”.

Desde então, tudo mudou. Não fiquei mais no vácuo e vários dias ele mandou um whats antes mesmo de eu mandar. Dias depois, marcamos um date oficial.

Nesse dia, eu achei que sairia do trabalho as 19h e no meu intervalo disse isso a ele. Voltei ao trabalho confiante de que iria vê-lo só lá pelas 21h. Aconteceu que sai as 20h e quando sai, eu tinha 2 ligações, 3 sms e 2 whats no meu celular…dele. Ele havia ido até o meu trabalho para me fazer uma supresa e me pegar na saída. Pedi mil desculpas, mas ri por dentro dele ter feito esse papel, e fui até o centro encontrá-lo. Já que ele estava indo embora pra casa quando eu vi as mensagens e resolveu descer do ônibus e pegar um próximo.

Nesse date, não rolou nada. Apenas jantamos juntos, rimos muito e conversamos a beça. E ele me deu chocolates. Isso porque foi perto da Páscoa e eu havia dito dias antes que estava triste por não poder participar do amigo secreto dos meus amigos. Ele disse que podíamos fazer nós dois, mas nem botei fé. No date, ele está lá…com vários chocolates pra me dar.

Marcamos outro date e de novo, a gente se complicou. Perdi o ônibus e o deixei esperando. Resolvemos que seria melhor ele pegar um ônibus e ir pra casa e eu pegar o mesmo ônibus e descer perto da casa dele. Assim, iríamos para a casa dele.

Cheguei primeiro do que ele e em alguns minutos ele chegou e fomos pra casa dele. Ele foi o ser humano mais fofo que eu já conheci. Cadê o ogro do whats? Dos sms? Sumiu.

Ali do meu lado tinha um cara fofo que tava mais pra gatinho querendo carinho do que leão bravo.

O resto eu conto semana que vem.

O belga que falava português

Enfim, cheguei na Irlanda. Estou aqui desde o último sábado (01/02) e tenho me apaixonado cada dia mais pela cidade, pelas atrações e principalmente, pelos europeus. Tem tanto homem lindo nessa cidade que tenho passado até mal ao andar nas ruas.

Quem me conhece sabe – e está até na descrição do The Silly – que eu sou fascinado por caras clarinhos e com barbinha por fazer. Pois então, esse é o tipo de cara que MAIS tem por aqui. O THE SILLY PIRA

Graças a tecnologia e ao Grindr, comecei a conhecer um pouco mais da minha vizinhança. Pra quem não sabe, o Grindr é um aplicativo para iPhone, iPod, Android, iPad e etc, baseado em geolocalização. Ou seja, ele mostra todos os outros usuários do Grindr que estão próximos a você. É muito bom para marcar as famosas “fast fodas” e para “fazer novos amigos”.

Logo nos primeiros dias de uso, fiz contato com uns 10 caras. Recebo mensagens o tempo todo e algumas delas são carregados de elogios – penso eu – exagerados. Acho que isso acontece porque sou bem diferente do tipo existente por aqui. O fato é que ninguém havia me atraído ainda, a maioria eram caras mais velhos e os outros não tinham foto de rosto.

Hoje, comecei a conversar com um rapaz muito bonito que me mandou um “hey there”. Ele é belga, tem 26 anos, trabalha em uma grande empresa de tecnologia que tem filial aqui e está na Irlanda a trabalho. O papo fluiu tão bem que resolvemos nos encontrar. Ele está hospedado em um hotel bem próximo da onde estou.

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Peguei minha coragem, meu casaco, coloquei um bom álbum para tocar no iPod e fui. Cheguei no hotel – que era 4 estrelas – e fui direto para o elevador. O recepcionista nem me perguntou nada, olhou pra mim e ainda acenou. Eu estava tremendo nessa hora, pensando na loucura que estava prestes a fazer, mas mantive a coragem. Bati na porta e ele logo me atendeu.

Um pouco mais baixo do que eu imaginava, mas ainda lindo com seus cabelos loiros, seus olhos azuis e sua barba por fazer. Comecei a conversar em inglês, mas logo ele disse: “bom, já que você é brasileiro, vamos falar português. Eu falo português, pois vivo em Portugal”. Acabou que conversamos o tempo todo em português e ele me contou um pouco da história e eu contei um pouco da minha.

Ele foi muito fofo comigo antes, durante e depois de tudo. Não senti diferença no tratamento como eu achei que sentiria. Achei que europeus seriam frios ou algo similar, mas não, ele foi bem quente pra dizer a verdade.

Sai de lá me sentindo mais vivo e mais experiente, como se agora, realmente, tudo fosse possível.

Ps: Ele é muito limpinho, diga-se de passagem.
Ps2: Um momento da conversa ele me perguntou como os brasileiros fazem para resolver o fato de estarem sempre suados no calor do Brasil. E eu respondi: com banhos, oras. Ele fez um cara de “sério?”.

Retrospectiva 2012

Quando 2012 começou, ainda cheio de páginas em branco, resolvi que ele seria um ano marcante na minha vida. E ele foi! Eu diria que foi o ano mais especial dos últimos anos. Um ano para se aproximar dos amigos antigos, para fazer novos amigos, para curtir a família e para manter as coisas simples em evidência. Olho pra trás e vejo quantas coisas legais 2012 me proporcionou. Claro, teve a cota de coisas não tão legais, mas que com certeza tiveram sua importância para eu ser quem sou hoje.

E 2012 não foi feito só de amigos e família, foi feito de amores também.

Em 2012 eu tive meu primeiro namorado – mesmo que nós não tenhamos sido namorados oficialmente – e isso foi uma experiência bem rica na minha vida. Eu cresci muito nesse pequeno grande relacionamento enrolado com um cara especial e tão enrolado quanto o nosso relacionamento enrolado. Enrolei esse parágrafo propositalmente pra vocês sentirem o drama da enrolação.

Pelo fato de eu ter praticamente começado o ano “namorando”, 2012 teve poucos amores novos. Quando terminamos eu já estava tão concentrado no intercâmbio que deixei de lado meu coração conquistador e resolvi provar os biscoitos já antes saboreados, mas que sempre fazem tudo valer a pena. Foi até por isso que sumi um pouco do blog.

Gosto de compartilhar coisas novas e quentes, não momentos já antes compartilhados. Por mais legal e interessante que uma ficada com um EX possa ser, ela já foi compartilhada aqui e seria requentar histórias, não é?

Preferi não dividir.

Voltando ao post, no meio do caminho, depois de ter terminado com o “namorado” – terminamos por que eu vou embora e isso seria um grande impedimento – eu resolvi ir atrás do garoto dos 12 dias. Lembram dele?

Conversamos, nos entendemos e resolvemos ter um relação de PA bem aberta que acabou preenchendo meus momentos de carência durante esse período. Saímos diversas vezes desde então e como sempre, foi muito especial. Com a diferença de que agora estou vacinado contra a paixão – no caso dele, claro.

Reencontrei também com aquele tiozão cara maduro que também já dividi por aqui e com alguns outros ex’ses.

Até que tive umas ficadas esporádicas com pessoas totalmente novas, mas nada que valesse a pena comentar ou compartilhar aqui. Foram apenas ficadas de balada sem maior envolvimento emocional.

Termino 2012 com uma sensação de dever cumprido e com a esperança de que encontrarei lá fora o que não encontrei aqui.

Cheers e bye bye 2012!

criancinha dando tchau