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12 dias com ele

Sabe quando você conhece alguém em um dia e no outro a pessoa passa a fazer parte da sua vida de uma forma super intensa? Aconteceu comigo.

O conheci numa noite, mas especificamente em uma balada (eu sou daqueles que acreditam ser possível encontrar alguém legal na balada. Parto da premissa de que, se eu sou legal e estou lá, outro legal posso encontrar..btw). Ele chegou em mim, trocamos duas palavras e ficamos.

Pronto. Começou.

Mal saímos da balada, já estávamos trocando milhares de SMS’s, depois nos falamos pelo telefone e MSN. Na outra semana nos falamos todos os dias e nos vimos umas 4x na semana. Tivemos um encontro super-romântico-mimimi-cheio-de-ohhn um dia e o levei pra conhecer meus amigos em outro.

Ele até me deu um presente! Passamos um final de semana perfeito juntos. Combinamos de ir à um motel e tudo mais. 12 dias. 12 dias intensos.

12 dias o suficiente pra eu ver que eu estava feliz, que estava apaixonado. Desde o começo eu achei que a gente estava indo rápido demais, mas parei pra pensar e decidi arriscar. Afinal, eu nunca havia me envolvido com ninguém até ali, e um relacionamento que estava durando 1 semana já estava ótimo.

Meus amigos perceberam a rapidez e me alertaram “cuidado, vcs estão indo rápido demais e no fim, quem vai sofrer é você”. Mesmo assim, continuei arriscando e me envolvendo.

12 dias depois, acabou.

Motivo? Ex.-namorado. Simples. Fantasmas do passado que voltam pra atormentar o presente e acabar com o futuro que estava sendo escrito. Não tenho forças pra lugar contra algo que foi mais forte e mais intenso do que eu.

Não sei ao certo onde eu errei, o que eu fiz. Se é que eu errei ou fiz algo que pudesse faze-lo me deixar. Ele simplesmente se foi, fez a escolha dele.

Percebi a mudança no comportamento dele no penúltimo dia, e já me preparei pra facada final. Pro tiro de misericórdia. Fui até a casa dele, olhei em seus olhos e ouvi da sua boca. Game over pra mim. Entre mim e o ex, ele prefere o ex. Ele prefere continuar uma história que já estava sendo escrita do que começar uma nova.

Com lágrima nos olhos, chorando feito um bobo, olhei pra ele e disse: obrigado por fazer eu me sentir o cara mais lindo do mundo, obrigado pelo presentinho fofo que você me deu, obrigado pelo final de semana mais perfeito dos últimos tempos, obrigado por uma das transas mais fodas que eu tive, obrigado pelos sms’s de bom dia as 07h da manhã, obrigado pelas ligações de boa noite, obrigado por ir me visitar depois do trabalho, obrigado pelo carinho, obrigado por segurar na minha mão a hora que eu tava estressado dirigindo, obrigado por não ter feito a barba só porque eu pedi, obrigado por me mostrar que é possível me relacionar, obrigado por mostrar que eu não sou tão coração de pedra assim, obrigado por te me levado no motel pela primeira vez, obrigado por fazer eu me apaixonar por você e finalmente, obrigado pelos melhores 12 dias da minha vida.

Ainda olhando pra ele, citei o Soneto de Fidelidade do Vinícius de Moraes, dando ênfase na última parte: “que seja infinito enquanto dure”. Rimos. Nos abraçamos, lhe dei um beijo na testa e disse: vai ser feliz, o fulano é um cara de sorte. Tchau.

Voltei chorando, acabado. Mas sabia que havia feito a coisa certa. Você pode estar pensando agora que eu sou um idiota, um bobão. Quer saber? Foda-se a sua opinião. Pra mim, ele foi tudo isso. Tenho certeza que eu fui importante pra ele também. O que interessa não é o tempo que as coisas duram e sim, a intensidade com que elas acontecem.

Posso olhar pra isso tudo e começar a julgá-lo, o colocando na posição de monstro, de errado. De alguém que brincou com meus sentimentos ou posso olhar com outros olhos e ver que eu cresci e que ele também cresceu. Como eu já disse aqui, eu vivo de amores breves.

Bola pra frente.