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Como Lidar?

Nesta semana do dia do amigo, decidi dedicar esse espaço a mais uma situação que todos nos já passamos, ou que um dia passaremos…

AMIZADE  x  NAMORO

A paixão nos arrebata, e de uma hora para outra aquela vida de baladas, barzinhos, horas e mais horas na casa dos amigos, muda para casa do(a) namorado(a) , ficar em casa no fim de semana, e compromissos e mais compromissos com a pessoa escolhida. Aquela vida de solteiro, sem regras e/ou limites deixa de existir. Agora temos que respeitar, temos contas a prestar, temos uma vida diferente. (Logicamente que isso tudo quando fica serio).
Após toda aquela agitação de começo a rotina se estabiliza e quanto mais agitada a vida de ambos mais difícil fica a vida social de existir. Mas não é ai que a coisa pega realmente.
Você esta namorando sério, seus amigos não.
Você entrou em outro estagio da vida, seus amigos não.
Você pensa/ age por dois, seus amigos não.
Entre outras coisas, basicamente, sua vida MUDOU e a deles não. Agora os lugares que eles vão não são mais legais de você ir (sozinho), até pq agora são dois horários para conciliar. E também as suas vontades mudaram, não é mais legal sair sem a pessoa e muito menos ir para um meio de “azaração” por mais que não tenha ido pra isso, não é legal estar num lugar destinado a tal coisa.
Bom, tudo mudou…

E o problema começa, os amigos ficam de lado e a sua rotina antiga também. As cobranças começam e não tem como lidar.
Saudade dos amigos, da presença e tudo mais sempre existe, mas hoje as prioridades são outras, a vida é outra.
Ainda mais no mundo gay que é tudo mais intenso, e entre mulheres então…

Por mais que todos digam que amigos são pra sempre e amores passam, o sentimento é verdadeiro e a vontade de um pra sempre também, então o valor e o respeitar tem que ser proporcionais. A vida social passa a ser a vida de duas pessoas.
E os amigos tem que entender, é ruim ficar longe, é ruim ficar sem, lógico que é mas todos nos teremos nosso momento de ‘casar e ter filhos’ e a hora que isso acontecer todos entenderam que a vida MUDA completamente.
Amar os amigos, dizer isso a eles, e manter contato mesmo pelas redes sociais, msn, skype, e afins, é uma maneira de remediar.

Bom Eu vivo esse dilema hoje, amo meus amigos e os quero por perto mas minha rotina é caótica e o tempo que tenho quero estar com meu amor, na paz de seus braços. Minha fase de baladas e barzinhos já passou. Hoje tenho outras preocupações e o dinheiro vai para estas.
Mas sempre podemos combinar um churrasco… QUEM TOPA???

😉

Em Busca do Equilíbrio

Nos últimos quatro dias pensei muito sobre o tema que conversei com The Silly e The Serious. Pensei bastante sobre nossa divisão e sobre a importância de cada em nossas vidas.
Realmente assim como foi dito por ambos em seus posts desta semana nossas vidas são divididas em 4 vertentes, e estas são responsáveis pela nosso equilíbrio ou não.
Elas são interligadas pela emoção, pela razão, pelo desejo, pela ambição, pela paz. Estão sempre andando juntas em nossos dias, e temos que nos dividir, sem abandonar nenhuma, e ai que esta o problema. Como equilibrar sem dar mais atenção a alguma?
Essa foi minha pergunta durante o passar de horas desses dias, como equilibrar? Como?
Minha conclusão foi a seguinte:
Agora não tem como!
Ok pausa para risos…

E ai vai a explicação:  Quando crianças a família e os amigos são nossa vida. Não temos nada além para nos preocupar. Vivemos a rotina infantil, de casa para escolha, da família para os amigos. E como não temos independência não temos que equilibrar nada. Mas a adolescência chega e com ela vem os amores, esses que dominam nossas emoções e tomam toda a atenção, todo o tempo e aprendemos a lidar com família, amigos e amores, o que já parece impossível, e quando achamos que não poderia complicar, nos chamam de adultos, e vem o trabalho para deixar – nos mais confusos ainda, com menos tempo para a família, para os amigos e amores.
Até aqui acredito que todos estejam se perguntando: ‘ Você pensou a semana toda para deduzir isso? OI’… Calma ai vem a explicação.
Quando crianças e adolescentes nos não nos preocupamos com isso, pulamos de cabeça na vida, somos inconseqüentes, não temos medo, e muito menos traumas e perdas, nossos valores são pequenos e nossos princípios estão sendo formados, mas quando adultos tudo muda, queremos conclusões, queremos tudo, mas somos responsáveis, a família é mais importante que antes, o trabalho é necessário, os amigos são nossa válvula de escape e os amores são nossa esperança de um dia termos ‘nossa’ família.
Tudo fica complicado, não existe o que tem mais valor, mas ao mesmo tempo temos que valorizar mais algo, o mundo pede isso. Trabalhar a cada dia mais, pois o futuro depende disso, sua carreira depende disso. Curtir sua família ao extremo, pois se erramos crianças e nossos pais e avos adultos, hoje nos somos adultos e o tempo para eles parece mais acelerado. Os amores requerem mais cuidado, agora temos cicatrizes das loucas paixões da adolescência, temos mais esperança e queremos a cada dia mais uma parceria estável. E ainda tem os amigos, que assim como você tem que lidar com tudo, e mesmo assim estão ao seu lado quando precisa daquele momento de descontração.
Pois é, a vida não é nada simples. E quanto antes equilibramos as coisas, menos nos arrependeremos quando nossa força tiver acabado, nossa carreira estiver construída e nossos pais e avos não mais aqui estiverem.

Essa semana percebi também o quanto estou longe deste equilíbrio, o quanto minha família é importante, eles são minha base, minha estrutura. O quanto tenho que dedicar mais tempo ao trabalho, pois o futuro espanca portas e janelas.  O quanto o amor é fundamental na minha vida, é meu ar, meu combustível. E o quanto faz falta um abraço dos amigos, os quais entendem a loucura, mas mesmo assim sentem sua falta.


Acho que meu post foi para outro lado, mas mesmo assim deixo meu desejo de equilíbrio nas entrelinhas!!!!

😉 

Listas…

Tenho manias, mas quem não tem? Entre elas (que são muitas)  está a de gastar muito papel, caneta e/ou memória do celular fazendo listas.

Não listo apenas as coisas que vou fazer; listo até as que já fiz. Faço listas dos livros que li, dos filmes que assisti, dos mantimentos de que preciso, das tarefas diárias, das metas de vida, dos sonhos a realizar, de estratégias financeiras, de projetos profissionais, de lugares que gostaria de visitar, de conhecer, até listas de amigos, de colegas de trabalho, de familiares, ou seja, TUDO é listado e amo colocar os na frente, a cada realização. 
Acredito que essa mania seja uma vontade absurda de conseguir controlar minha vida, ou pelo menos parte dela, mas isso é um outro papo.

O fato é: Este começo de 2012 me vi rodeada de listas coloridas e  com grifa texto, e entre elas estava lá, singela e pequenina A lista. Aquela que se ninguém fez, deveria fazer. A dos AMIGOS!
Isso mesmo, não me condenem, listar amigos é uma coisa importante na vida de todos. Mas não pode ser aquela pessoa que você apenas tem uma afinidade legal, mas que não conta certas coisas pois não confia. Tem que ser AMIGOS AMIGOS, aqueles praticamente irmãos, que você fica sem ver, sem fala, mas quando vê é como se tivesse sido ontem. Aquele que você pensa em primeiro lugar quando quer contar qualquer realização, e até mesmo aquele que  pensa quando esta precisando de um abraço. Os verdadeiros, compreende? 

Olhei para lista por horas, e meus olhos se encheram, secaram, encheram, secaram, sorri, mas na conclusão acho que é melhor poucos bons que vários quaisquer.

Percebi claramente o quanto a vida nos afasta, é engraçado pensar, pois a poucos anos atras, não me via sem certas pessoas que hoje nem no aniversário lembram de mim, ou até mesmo o contrário. Os caminhos aumentam as fragilidades, e para piorar, as relações no nosso nada pequeno grupo colorido são mais frágeis, a vida é mais louca e mais intensa, as coisas são mais incertas, a maioria é, digamos, mais desprendida. E pelo que vejo as certezas demoram mais para chegar. Acredito que dai vem a tal fragilidade das relações, e está gera aquela nada gostosa sensação de solidão, que mesmo tendo amigos, amores, família, as vezes bate e olho para lista com pequenos nomes e vejo que mesmo amando-os e confiando plenamente os caminhos cor de arco-iris são um tanto quanto solitários.
😉

A amizade

Aqui vai um desabafo

Porque é tão complicado ter amigos gays? Ou melhor, porque os gays, no geral, não se suportam?

Incrível! É panelinha pra cá, panelinha pra lá. Fulano falso e medíocre aqui e fulano mais falso e mais medíocre ainda ali. Não consigo entender.

Sou novo no “meio” e ainda me assusto ou me encanto com algumas coisas. No geral, tenho gostado de cada coisa que descubro e elas me fazem me sentir mais eu, mais aceito, mais incluído. Porém, o fator amizade tem me incomodado um pouco.

Sou do tipo de pessoa que gosta de conversar e ter amizade com o máximo de pessoas possível e tenho uma certa facilidade em fazer isso.

Desde que me aceitei, acabei incluindo alguns gays na minha lista de amigos, que pra mim, podem não ser os melhores, mas são boas cias. Pelo menos em fazem rir e trocam algumas experiências.

E é exatamente ai que mora o problema. Meus outros amigos gays, de longa data, de antes de eu me aceitar e tudo mais, não gostam nem um pouco de tais pessoas. Tais pessoas também não gostam deles.

É fato também que eles (old-friends-gays) são bem mais “velhos na vida” do que eu, que comecei ontem. Seus conselhos são extremamente válidos, mas me fica a pulga atrás da orelha: pq a amizade de gay pra gay de mulher pra mulher, Marisa é tão superficial?

Repare na amizade de homem hétero com homem hétero, é muito mais sólida e muito mais firme. Algumas mulheres héteros também conseguem essa proeza, embora a delas seja mais fútil e propensa à terminar por causa de um pinto.

Me parece que a nossa, dos gays, é bem pior que a das mulheres e acredito que a das lésbicas, seja mais firme que a dos homens héteros. (ESSA PARTE NÃO TEM VALOR CIENTÍFICO COMPROVADO).

Ps: Nem todas as amizades são assim, tenho amigos gays que são excelentes amigos – e não tô falando isso só por que eles também são autores do blog, rs.

E você, o que me diz?