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Recaídas e Certezas

Este último ano tem sido complicado para vir escrever sobre sentimentos, sendo que deles foi o que mais fugi. Me vejo culpando o trabalho, as prioridades, até mesmo os amigos, ou seja tudo que engloba minha vida para não permitir que nenhuma possibilidade surja.

Eu sei o quanto soa triste isso, mas sei também o quanto sofri para ficar assim, total e completamente, perdida. Só para imaginar o grau da situação, até algumas horas atrás eu pensava que talvez, quem sabe, eu poderia ficar com um homem dessa vez, de uma maneira seria, constante, quem sabe pensar em filhos de uma maneira mais ‘normal’.

A quem quero enganar? Só a mim, neh? Como posso cogitar, mesmo que por um segundo, passar o resto da minha vida sem um toque feminino? Não seria eu! Seria uma versão distorcida de uma felicidade utópica e ‘sem’ preconceitos.

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Também,  praticamente, um ano longe de qualquer envolvimento físico/sentimental com alguma mulher, o que mais eu poderia esperar? A carência nos cega, mas faz perceber que não vou conseguir ocupar o espaço que falta no peito com o trabalho ou com os amigos, eu sinto falta de uma mulher que me faça sorrir apenas por me enviar um smile por sms/whats/viber.

Será que chegou a hora de abrir as portas para as oportunidades novamente??? Um ano é tempo demais para colar os pedacinhos e visualizar a peça que sempre faltou. E dessa vez de uma maneira mais madura para não ter menos chances de me enganar com uma peça que não encaixe completamente!

Então assim começo esta minha auto avaliação antes de mais um ano se concluir em meu tempo! E como pedido para meu novo ano: Universo, esta na hora de me ajudar com a peça que falta, sinto falta da felicidade romântica de amar!
😉

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Não era pra ser

A primeira vez que vi a foto no seu perfil, eu sabia que queria te conhecer.

Ao assistir aquele filme, no momento em que tocou Glad You Came, eu soube que eu estava encantado por você. Eu soube que a minha vontade maior de sair do país naquele momento era para ir ao seu encontro. Eu soube.

Eu também sabia que seria complicado: não nos conhecíamos, eu estava chegando em um país novo, você tentando se estabilizar, tudo contra nosso encontro. Doeu ao saber que você namorava. Metade do meu sonho foi transformado na dura e fria realidade: será que eu poderia ter você para mim algum dia?

Deixei passar. Cheguei, não te avisei, não perguntei se poderíamos nos encontrar. Eu sabia o que iria acontecer no momento que eu te visse. Eu sabia.

Mesmo assim, te vi, sem querer, naquele bar. Não tive coragem de chegar perto, mesmo assim, não consegui tirar os olhos de você. No outro dia, a vontade foi mais forte: te falei que havia te visto. Só não te falei da vontade que tive de ir até lá, te roubar pra mim e guardar bem guardado no paraíso que eu havia construído para nós dois.

Ontem, ao chegar de viagem, um convite. Como negar? Como eu poderia negar qualquer coisa que viesse de ti?

Hoje ao te encontrar naquele local, quando veio em minha direção sorrindo, por um segundo senti minha alma deixar o meu corpo: como você podia ser mais do que eu imaginei?

Foi ótimo estar com você. Foi ótimo poder assistir aquele filme contigo. Mas foi maravilhoso quando você apoiou seu braço na minha perna e nossas mãos se encontraram. Eu não queria mais soltar sua mão. Um sorriso despontou de meu rosto.

Continuei com os olhos fixados no filme. Eu estava tentando resistir à você, mas quando você quase apoiou a cabeça no meu ombro e eu senti sua respiração próxima ao meu ouvido, não fui capaz de resistir ao ímpeto de meu corpo: eu precisava te beijar. Eu precisava sentir seus lábios contra os meus. E assim foi. E assim senti você me puxar contra seu corpo, com desejo, ofegando.

Eu também te queria. Te queria tanto! Meu coração disparava a cada movimento de nossos lábios. Minhas mãos percorriam seu corpo, minha respiração entrecortada ecoava pela sala. Eu não queria mais deixar você se afastar. “Cole seus lábios aos meus”, eu pedia em pensamento.

Mas nos afastamos. E outros beijos não vieram. E a realidade deu um tapa no meu rosto.

E naquele momento, eu soube que independente de você ser o cara certo para mim, talvez eu não fosse para você. E doeu. Meu coração suplicou por mais espaço, mas meu peito estava tão apertado que não era possível. Minha garganta secou. Meu pulmão parou. Minhas mãos antes quentes contra as suas, agora pendiam frias ao lado do meu corpo.

Seu sotaque, seu sorriso encantador, o brilho no seu olhar de menino. Seu jeito de me fazer rir. Sua pegada que me fazia ir aos céus e voltar. Tudo o que eu queria era te ter para mim.

Mas não podia ser. Não devia ser. Não era para ser.

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Coisas surpreendentes acontecem quando menos se espera

Um dia, antes do planejado, por motivos que prefiro não citar, decidi voltar ao Brasil. Não foi uma decisão fácil: tudo o que eu havia sonhado e lutado para conseguir não tinha sido do jeito que eu esperava e eu sentia, no fundo da minha alma, que o melhor era respirar fundo e voltar.

O que as pessoas iriam pensar? O que iriam dizer? – Essas perguntas passavam pela minha mente e queimavam meu coração. Você não deve se preocupar com isso, um amigo me disse, se você acha que sua felicidade não está aqui e sente que pode estar lá, vá sem medo.

E eu fui, sem contar para ninguém que estava voltando.

Quando entrei no voo para o Brasil, não sabia o que esperar. Não sabia qual seria meu próximo passo. Eu estava perdido, como poucas vezes estive na vida.

Fui muito bem recebido por todos que me amavam e isso fez com que minha angústia diminuísse, dando lugar ao eco que existia no meu âmago pela falta de um plano. Em um dia, andando de carro por uma estrada com um amigo, abri o vidro e gritei para o Universo: Me traga um namorado!

Meu amigo riu. Eu ri. Seria o Universo capaz de entender ou escutar o meu pedido? Eu queria alguém pra mim. Eu queria me sentir vivo de novo. Eu queria viver por alguém.

Algum tempo depois, quase sem querer, alguém me adicionou no facebook. Eu não estava em um dos meus melhores dias, mas comecei a conversar com aquele cara que, além de bonito, era simpático. Foi um papo rápido, já era tarde, então combinamos de continuar nos falando no outro dia.

Eu gostava do modo que ele falava comigo. No outro dia, ele chegou e me cumprimentou com um “oi, menino”. Eu respondi e disse: “adoro quando você me chama assim”. E eu realmente gostava, pois me sentia assim: um menino, sozinho, à noite no quarto escuro com medo do bicho papão. Tudo o que eu queria era alguém para me proteger.

E ele me respondeu: “E se eu te chamar de meu menino?”.

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Pronto. Eu podia não querer contar pra ninguém, eu podia não querer aceitar nem pra mim, nem assumir, mas eu sabia: eu já era dele.

Nosso primeiro encontro demorou um pouco para acontecer, mas quando o vi e senti seu abraço, seu cheiro, seu beijo, eu tive a certeza de algo que meu coração já dizia: eu queria ele pra mim.

Eu já não me sentia mais perdido. Ele me protegia do mundo. Ele entendia minha língua. Ele desvendava o meu corpo. Ele apoiava os meus sonhos. O que mais eu poderia querer?

Hoje vejo que tenho mesmo que confiar no meu instinto. Se eu não sabia o porque devia voltar para o Brasil, hoje eu sei: era pra te encontrar. Era pra poder viver tudo isso com você.

Era pra ser seu.

O garoto do pub

Ele me ligou meia hora antes do horário combinado para nos encontrarmos para confirmar se eu iria. Dei um sorriso que ele sentiu através do telefone e disse que sim. Em meus pensamentos, eu sabia que tudo o que eu queria era conhecê-lo.

Sabe aquele tipo de gente que te faz sentir bem, bonito, querido? Ele é desses.

Acabei chegando dez minutos atrasado, mas não foi difícil achá-lo: moreno, cabelos pretos curtos, com o olhar de menino preocupado. Fui diretamente em sua direção sorrindo e ao meu ver, ele sorriu de volta e veio me dar um abraço. Por que eu sentia que já nos conhecíamos?

Não perdi tempo: antes de começamos aquela dança da sedução do primeiro encontro, disse que já tinha data marcada para ir embora. Expliquei meus motivos e vi a cada palavra que eu falava, o sorriso sumir de seus lábios e o brilho ir embora de seus olhos.

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“Eu te entendo, espero que seja feliz, mas não posso dizer que estou contente com a notícia”, ele me disse. Eu me sentia do mesmo modo. Uma parte de mim sabia que eu precisava partir, enquanto a outra, queria ficar ali, conhecê-lo melhor e deixar as coisas acontecerem entre a gente.

“Acredito que tudo acontece por um motivo e vamos poder nos encontrar de novo se estivermos predestinados a isso. Hoje começo uma história com você, mas não vou colocar um ponto final nela. A minha partida será uma vírgula na nossa história”, eu disse.

Vi nesse momento o sorriso e o brilho voltarem. Senti o toque de sua mão na minha pele e percebi que estava próximo quando sua respiração tocou meu rosto. Assim, ele me beijou.

Foi um lindo começo de história, sem data para acabar.

Ele não está tão afim de você

É duro aceitar, é duro acreditar e é duro entender, mas ele não está tão afim de mim.

Essas coisas a gente sente.

A gente sente quando a pessoa está com a gente só pelo prazer de estar com alguém, só pra não ficar sozinha ou simplesmente pra curtir um momento. Sem querer, mais dia menos dia, isso fica no ar. Fica no rastro deixado por um sms, na maneira como a voz se despede na ligação e no modo como os olhos se desviam depois de uma despedida.

Aparece também quando um dia sem se falar não causa estranhamento, mas sim alívio.

Custei a aceitar. Tentei remediar, tentei lutar contra e tentei fazer de um jeito diferente, mas não deu. A verdade resolver bater na minha cara e dizer: ele não está tão afim de você!

Acredito até que eu também não esteja, assim, tão afim dele, mas isso é outra história.

Eu poderia continuar levando e empurrando com a barriga, afinal, eu curto ele e ele também me curte, caso contrário, não estaríamos juntos. Fazer isso é aceitar algo que eu sei que não está legal e que talvez, por falta de coragem dos dois, ninguém deu um basta e acabou com a palhaçada. Quando as coisas chegam a esse ponto, acredito que seja a hora de refletir e ver se é isso que queremos pra nossa vida.

Não quero um relacionamento morno na minha vida, mas também não quero voltar pro ciclo do “próximo pode ser melhor“. Embora eu saiba que continuar em um relacionamento morno vai SIM me impedir de viver coisas intensas e de desfrutar de bons relacionamentos.

Não sei o que fazer. Não sei como virar o jogo, não sei como dar as cartas…não sei como agir.

Ao menos uma certeza eu já tenho: ele não está tão afim de mim. Agora o que eu vou fazer com ela?

Dois copos de whisky, please.

A tal da felicidade

Ultimamente aconteceram tantas coisas ruins na minha vida que eu cheguei a pensar que estava em uma espécie de reality show do “mais azarado da cidade“. Eu tento entender o porque de tanta desgraça coisa ruim e não entendo, mas whatever, não quero falar disso.

O fato é que devido a essas coisas ruins que me acontecem, eu fiquei igual cachorro vira-lata, desconfiado de tudo e de todos. À espera do próximo tapa e do próximo tombo. Acabo não enxergando as coisas boas que a vida tem me proporcionado.

Esses dias, conversando com um amigo, dizia à ele que estava com medo de tudo estar tão bem na minha vida e se encaixando como eu sempre quis. Ele olhou pra mim e disse:

“Você está com medo porque está feliz e a maioria das coisas que você tanto espero está acontecendo? É isso? Eu acho que agora é a hora de você ficar feliz e não com medo. Com medo pessoas normais ficam quando as coisas estão dando errado, já você fica conformado. Reveja isso”.

Ao fim dessas palavras, cheguei a uma conclusão: a tal da felicidade chegou! Na verdade, ela sempre esteve aqui. Eu só precisava enxergar!

Claro, só a enxerguei quando algumas coisas aconteceram pra iluminar o meu caminho. Foram elas: o início de um amor, a realização de um sonho, o sucesso no trabalho, o apoio da família e alguns outros.

Enfim, ela está aqui e também está aí, com você. A gente só precisa aprender a detectar sua presença e entender que ela é um sentimento que ao mesmo tempo em que é infinito, é passageiro. Ela deve ser curtida ao máximo em seus picos, ou seja, quando acontece aquilo que você estava tanto esperando, quando o carinha que você está ficando e curtindo muito te pede em namoro do nada e muitos outros.

Esses são só alguns exemplos de picos de felicidade, mas isso não significa que você só foi, ou só será, feliz nesses momentos.

Você deve ser feliz o tempo todo!

Uma vez li uma frase muito sábia que dizia: “a felicidade é feita de pequenas esperas”.

Encarei como verdade absoluta! Afinal, a gente sempre está esperando alguma coisa muito legal acontecer e quando ela acontece, a gente fica feliz e passa a esperar outra e outra, e mais outra. O segredo está em aprender a desfrutar desses picos de felicidade e quando voltar “à realidade” não se entristecer.

Coisas boas sempre estão por vir.

Pode ser que amanhã ou depois as coisas já saiam de novo do eixo, mas eu sei que elas vão voltar. Por isso, be happy!

Será mesmo que o próximo pode ser melhor?

Eu tenho uma teoria que se encaixa perfeitamente em vários aspectos da vida, mas que faz muito mais sentido quando aplicada à relacionamentos: a teoria de que que o próximo pode ser melhor.

É bem simples de entender.

Suponhamos que você esteja com alguém, vocês estão se curtindo, mas ainda não estão completamente apaixonados. Você gosta do relacionamento, mas não tem nada de tão especial assim que te faça lutar ou insistir nele. Enquanto estiver rolando, ótimo e caso acabe, ninguém vai entrar em depressão.

Eis que o cara comete um pequeno deslize. Uma falta, seja ela grave ou não. Inconscientemente o relacionamento perde força, você fica mais desanimado e começa a pensar: enquanto estou com ele, perco a chance de estar com outra pessoa que pode ser melhor do que ele. Quem sabe mais bonito, mais alegre, mais gostoso, mais compreensivo, mais simpático, mais preocupado e mais “n” coisas.

É exatamente nesse momento que a teoria faz sentido.

Afinal, o próximo pode ser melhor! O próximo sempre pode ser melhor. Então, pra que ficar com esse que não está tão bom assim?!

Muitos de nós damos razão a essa teoria e acabamos terminando o relacionamento, na espera do tão “perfeito” próximo. O problema é que isso vicia e o próximo, nem sempre é melhor. E se ele não for, o próximo, depois dele, ainda pode ser.

Resultado? Ciclo infinito de próximos. No fim, a gente teve 21313445 relacionamentos e todos acabaram porque o próximo poderia ter sido melhor e não foi.

Relacionamento bom, seja ela duradouro ou não, é baseado na maturidade. Se os dois não forem maduros pra se relacionar, a teoria vai fazer muito mais sentido pra eles. Se ao menos um dos envolvidos estiver maduro, ele vai saber lidar com as instabilidades do outro e, juntos, eles trabalharão pro relacionamento dar certo.

Ao invés de viver nessa realidade utópica do próximo, é muito mais fácil aceitar e aprender a conviver com os erros, defeitos e características do outro. O tempo, só o tempo, é capaz de ajeitar e encaixar as coisas.

Resumindo, antes de terminar seu relacionamento e de não dar chance pra ele dar certo porque o próximo pode ser melhor, pare pra pensar e continue com ele. O tempo vai mostrar onde você deve mudar e onde ele deve mudar.

Só assim a gente cresce e amadurece.

A hora da verdade

Existem 3 tipos de saídas do armário:

1) Pra si mesmo – a mais importante de todas.
2) Pros amigos – a que tornará sua vida mais fácil e com certeza, muita mais leve e divertida.
3) Pra família – a mais difícil e dolorosa de todas.

Já passei pelas duas primeiras e creio que tenha, enfim, chegado a hora de passar a terceira fase, aniquilar o chefão, salvar o príncipe e ser feliz pra sempre.

Brincadeiras a parte, a vontade de me assumir pra minha família, em especial pra minha mãe, tem tirado meu sono e me feito pensar muito a respeito dessa decisão. Sempre ouvi de meus amigos, quando os questionava sobre o momento certo de dizer isso, que eu saberia bem quando tal momento chegasse e que ele até poderia ser doloroso, mas seria necessário.

Creio que ele tenha chegado e já está ansioso pra se tornar verdade.

Não consigo imaginar qual será a reação da minha mãe. Eu sei que ela é uma pessoa especial, íntegra e que sempre me apoia, mas o fantasma de me assumir ainda assusta.

Eu sempre comparo minha mãe com a Nora Walker, de Brothers and Sisters. Creio que, como toda mãe, elas são parecidas em vários aspectos. São dedicadas à família, aos filhos, aos netos e fazem de tudo para ver todos bem e debaixo da sua saia protetora.

Minha mãe é exatamente assim e também é viúva, o que as assemelha um pouco mais. Porém, não sei se minha mãe reagiria com a Nora reagiu ao saber da sexualidade do Kevin, seu filho gay.

Acho incrível a capacidade que seriados, novelas, filmes e livros tem de nos representar. Nesse momento, eu me sinto like a Kevin. Gay, assumido pra mim, pros meus amigos, vivendo um romance e com medo da reação da minha família ao saber quem eu realmente sou.

Só que no caso do Kevin, ao se assumir para a família, descobriu que esse “fardo” pode ser bem mais leve de carregar se for dividido e principalmente, foi motivado pela sua família a ser ele mesmo.

Eu gostaria que isso acontecesse comigo, na vida real e não só nos episódios de Brothers and Sisters. Sei que só vou descobrir se o fizer.

Me ajudem?

Ps: Pra não deixar o romantismo de lado, deixo vocês com um pouquinho da história de amor de Kevin e Scotty.

Na guerra e no Amor o que vale é tanquinho ! (?)

Esses dias me deparei com algo que achei engraçado e me fez refletir, e resolvi dividir com vocês !

Vira e mexe aparecem, no facebook e coisas afins, mensagens motivacionais sobre relacionamento entre homens, e claro, sempre apelando para o amor sincero, puro e profundo, como o da foto a seguir:

Claro que as mensagens são até bonitas, trazem esperança e força de vontade aqueles que se identificam com elas, mas a parte engraçada é que todas falm tanto dos sentimentos mais puros e sinceros, MAS apelam sempre para imagens de “modelos de beleza da atualidade!, ou seja, sempre tem um ou mais caras descamisados com no minimo um “tanquinho”. Isso acaba fazendo com que eu reflita sobre a pureza e nobreza desses sentimentos mencionados nos textos…

Ou seja, para acreditar no amor, ter amor, ou coisas do tipo, é preciso ser/ter um corpo perfeito e se adequar a padrões de belezA? Pois é isso que as imagens passam, ao meu ver, de forma subliminar.

Pq ninguém divulga imagens de um casal de pessoas com alto índice de IMC ?

Engraçado também quando algumas pessoas divulgam fotos de casais, defendendo que querem ser amados, e muitas dessas pessoas defendem que o mundo gay é só sexo e putaria, que elas são diferentes, MAS…em diversas fotos de casais são homens nus ou semi-nus na cama e coisas afins. Ou seja, o sexo esta ali queridinhos (assim como os corpos esculturais)

Se todo mundo defende tanto o amor cego, livre de futilidades e preconceitos, acho que a manifestação desse ponto de vista esta sendo feita errada !

Bom, é só ma opinião =D

Um bjo a todos, com ou sem tanquinho !  😉

Seus pés nos meus …

A cama não seria tão vazia, o frio não me faria tremer, e muito menos os sons da rua invadiriam meu quarto. Quando poderia pensar que aquela sensação tão intima e tão refugiadora faria de mim amante, mulher, esposa, louca, apaixonada, deslumbrada pelo brilho no olhar e pelas palavras que dançam em meus ouvidos ao sair de seus lábios. 
Me deito novamente, olhando para as estrelas do meu céu particular, pensando em tudo, nos detalhes, nas minúcias, nas risadas, nas lagrimas, na saudade insistente que não passa nem com a presença. Penso em cada sorriso de meia boca, nos olhares de aprovação e por vezes que desaprovaram. Penso, e entendo o motivo de meu coração ter medo na ausência.
Fecho e abro os olhos, e procuro na memória aquele momento em que nossos corações bateram no mesmo compasso, e continuaram assim, aquele momento da primeira noite que os corpos se tornaram um, sem deixar a cabeça interferir. E os pés, eles sim, que me encontram todas as noites que dividimos a mesma cama, sem cócegas, sem sensações estranhas somente encontrando os meus e aquecendo minha alma, acalmando meu coração preocupado.  
Como é possível amar assim? Me pergunto todos os dias… amar as minúcias, as entrelinhas. Diferenças todos temos, caso contrario não teria visto em você qualidades que não possuo, e que nem sei se sou capaz de um dia conquistar. Amor simples e intenso, sem preconceitos ou duvidas. Amo! 

E mesmo com a cama vazia e o pé e alma frios, fecho meus olhos e durmo sem você, mas amanha é outro dia e terei seus pés nos meus…

😉