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Alguém que eu costumava conhecer

Trilha:

 

O amor vem das formas mais inesperadas.

Você tá lá, tomando um bom vinho e rolando sua timeline do facebook, quando alguém te adiciona. De onde veio? Como me achou?

Não importa. O sorriso já cativa. O papo, surpreendentemente, flui. Um café, um jantar, um cinema.

Nosso prato preferido é o mesmo! Também gosto de tal seriado. Essa música também significa muito pra mim. Agora, ela significa pra nós.

O namoro era evidente. Fazíamos um casal tão lindo! Como sou sortudo, aos 20 e poucos anos, achar alguém que pensa como eu, alguém que eu posso considerar em dizer um “eu te amo”, alguém que eu posso ter pra sempre.

Vamos enfrentar o mundo juntos! Nosso amor vale mais do que qualquer coisa, qualquer pessoa, qualquer desafio. Vamos superar tudo, porque temos um ao outro.

Não temos mais. Eu, que pensava tanto no presente e aprendi a pensar no futuro, estava sendo deixado no passado.

E tudo que abri mão? E tudo que enfrentei? E as decisões que tomei? Nada mais importa. Já foi. Acabou.

Ele, que podia ser tudo pra mim, ficava insistindo em não ser nada.

Por mim tudo bem. Foi apenas alguém que eu costumava conhecer.

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algo além…

Estranho como mesmo quando temos muito o que dizer, as palavras nos faltam. É assim que tenho passados esses últimos tempos longe daqui, cheia de palavras e deixando-as escapar entre os véus de minha mente, entre a correria do dia-a-dia, entre o medo de encarar que mesmo entre tantas coisas boas acontecendo falta algo.

Quero falar deste algo e sei que mesmo falando muito ainda será pouco perto de tudo.

Porque falta algo?

Essa pergunta ecoa em mim, não consigo entender, a fase está tão boa. Tenho amigos que amo e estão por perto, tenho uma família que me apóia e esta por perto, tenho projetos sendo realizados e  a luz no fim do túnel do sucesso financeiro começou a brilhar, mas mesmo assim o peito ainda clama.
Estou feliz, não confundam, estou realmente bem, sinto-me bem, sinto-me feliz, e tem momentos que acho que não falta nada. Porém quando toca uma musica ou penso naquelas poucas sexta e sábados a noite que estarei em casa, sinto aquele vazio.

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É preciso de alguém. Mesmo esse alguém tendo que ser bem especifico. Bem compreensivo e MUITO mais MUITO mais amigo, parceiro e companheiro que namorado.

Eu quero casar neh? Medo disso!

Já não tenho mais paciência nem para baladas nem para azaração no bar da esquina, essas situações me entediam, quero naturalidade, não quero conhecer alguém com a intenção de algo mais, quero simplesmente conhecer, mas tudo neste novo mundo parece ter alguma intenção a mais… Chega a dar preguiça só de pensar!

Então eu abstraio essa necessidade e guardo todo esse amor que tenho, dentro de uma caixinha, tranco com aquela chave bonita e escondo em algum lugar , rezando para que no momento certo eu a encontre!

 

Cansei de Ilusão! Me tornei uma Adulta!

Retrospectiva 2012

Quando 2012 começou, ainda cheio de páginas em branco, resolvi que ele seria um ano marcante na minha vida. E ele foi! Eu diria que foi o ano mais especial dos últimos anos. Um ano para se aproximar dos amigos antigos, para fazer novos amigos, para curtir a família e para manter as coisas simples em evidência. Olho pra trás e vejo quantas coisas legais 2012 me proporcionou. Claro, teve a cota de coisas não tão legais, mas que com certeza tiveram sua importância para eu ser quem sou hoje.

E 2012 não foi feito só de amigos e família, foi feito de amores também.

Em 2012 eu tive meu primeiro namorado – mesmo que nós não tenhamos sido namorados oficialmente – e isso foi uma experiência bem rica na minha vida. Eu cresci muito nesse pequeno grande relacionamento enrolado com um cara especial e tão enrolado quanto o nosso relacionamento enrolado. Enrolei esse parágrafo propositalmente pra vocês sentirem o drama da enrolação.

Pelo fato de eu ter praticamente começado o ano “namorando”, 2012 teve poucos amores novos. Quando terminamos eu já estava tão concentrado no intercâmbio que deixei de lado meu coração conquistador e resolvi provar os biscoitos já antes saboreados, mas que sempre fazem tudo valer a pena. Foi até por isso que sumi um pouco do blog.

Gosto de compartilhar coisas novas e quentes, não momentos já antes compartilhados. Por mais legal e interessante que uma ficada com um EX possa ser, ela já foi compartilhada aqui e seria requentar histórias, não é?

Preferi não dividir.

Voltando ao post, no meio do caminho, depois de ter terminado com o “namorado” – terminamos por que eu vou embora e isso seria um grande impedimento – eu resolvi ir atrás do garoto dos 12 dias. Lembram dele?

Conversamos, nos entendemos e resolvemos ter um relação de PA bem aberta que acabou preenchendo meus momentos de carência durante esse período. Saímos diversas vezes desde então e como sempre, foi muito especial. Com a diferença de que agora estou vacinado contra a paixão – no caso dele, claro.

Reencontrei também com aquele tiozão cara maduro que também já dividi por aqui e com alguns outros ex’ses.

Até que tive umas ficadas esporádicas com pessoas totalmente novas, mas nada que valesse a pena comentar ou compartilhar aqui. Foram apenas ficadas de balada sem maior envolvimento emocional.

Termino 2012 com uma sensação de dever cumprido e com a esperança de que encontrarei lá fora o que não encontrei aqui.

Cheers e bye bye 2012!

criancinha dando tchau

e no fim do inverno

Abri os olhos, e você já tinha ido, não via mais sua silhueta na porta e nem nos cantos, seu nome não apareceu mais na bina e nem vi mais a foto ao receber sms. E então a ficha caiu, você realmente tinha ido, tudo estava diferente sem sua voz, sua presença, seus olhares e suas palavras.
Me vi deitada na grama com o sol do fim de inverno aquecendo minha pele e minhas mãos estavam vazias de você e repletas de mim. As flores de começo de primavera misturadas com o céu azul um pouco nublado invadiram meus olhos que escorreram de uma saudade intensa de algo que a tempos não sentia. O som do suave vento e da turbulência da cidade tomou meus ouvidos me trazendo paz. Chorei.

Percebi que por mais que o amor ainda me tomava em corpo e alma, o amor por mim estava ali! Me amei, e assim continuo!

😉

Andrew, uma grata surpresa

Depois de discutir com o cara que se dizia meu namorado (vide O Desesperado de Cape Town), eu respirei fundo e nem imaginava se queria mesmo entrar de novo naquela balada. Foi quando olhei para o lado. Lá estava, um cara, sorrindo. Não, ele não sorria flertando. Ele sorria dizendo “mas que saco hein? Ouvi toda a conversa e não sei como você aguentou passar 12 horas com esse cara”.

E entendendo seu pensamento, eu sorri também. Ele se aproximou, nos apresentamos  e eu disse rapidamente que precisava encontrar o cara, pois estava de carona com ele. Andrew, o australiano de 44 anos que estava ao meu lado, se ofereceu para me levar em casa (What a gentleman!, eu pensei) e aceitei seu convite.

Andrew ainda pediu meu telefone, pois havia gostado de mim e queria sair mais vezes. Eu gentilmente passei e na semana que se seguiu, saímos praticamente todos os dias juntos. O mais interessante é que ele nunca me deixava pagar nada, fosse jantares, passeios, viagens; ele me dizia que estava lá sozinho e que eu era uma agradável companhia: esse era seu jeito de agradecer.

Se me senti um acompanhante? Sim, um pouco. Tirando a parte sexual, ao que ele nunca me exigiu nada. Mas para um garoto de 18 anos vivendo aquele sonho, essa parecia ser a cereja do bolo.

No último dia em que Andrew ficaria em Cape Town, era reveillon. Ele me convidou primeiro para uma festa na cobertura do seu hotel, que eu prontamente fui e depois para a festa do bairro gayWaterkant. Assim, eu teria todas as chances de me despedir de meu bem feitor, certo? Errado.

Durante a festa no Waterkant, estávamos conversando quando um outro cara de aproximou de nós. Começamos os três a conversar até que ele disse que era australiano e Andrew e ele começaram a falar sobre as políticas do país. Eu era um peixe fora d’água. Decidi que era o momento daquilo acabar.

Em um ímpeto de egocentrismo, eu flertei com o outro australiano. E ele me beijou. Andrew, vendo a cena, apenas bateu em meu ombro e disse “Have a good night”. Eu me senti péssimo por um segundo. Logo após, voltei a beijar o outro australiano.

Na manhã seguinte acordei com ressaca moral. Como podia ter feito isso com Andrew? Dividimos um tempo juntos, conversamos sobre nossas vidas pessoais, frustrações, relacionamentos, enfim, ele era mais do que um cara que pagava as coisas para mim. Era um amigo.

Ao ligar o celular, a surpresa: ele havia me mandado uma mensagem. Na mensagem, ele pedia desculpas por ter saído daquele modo, mas que não se sentiu confortável ao me ver com outro cara. Enfim, ele havia gostado de me conhecer e agradecia o tempo que passei com ele.

Naquele momento, percebi que Andrew realmente foi mais do que um passatempo; ele me ensinou que às vezes tomamos decisões erradas, mas que, se houver maturidade e entendimento, tudo pode ser levado de um jeito mais leve.

Happy Birthday…

Hoje faz exato um ano do meu primeiro post. Que alegria.
 
Um ano de Posts, um ano de vida, um ano de realizações, mudanças e novas perspectivas.
Por mais que eu tenha deixado passar várias sextas-feiras, a vida continuou entre turbulências e calmarias seguindo seu rumo, e o futuro foi plantado.
Sempre que fases são concluídas nos paramos pensamos, refletimos sobre tudo o que aconteceu, todos os obstáculos ultrapassados e as alegrias vividas. E hoje não foi diferente, o pensamento se perdia em meio ao trabalhando pensando em sentimentos e em como este ultimo ano foi turbulento neste quesito e mesmo assim eu fui feliz. Feliz por amar, feliz por ser amada, feliz por lutar por algo/alguém que acredito. Como é importante tentar, mesmo quando as coisas parecem confusas, se existe alguma maneira do final ser feliz devemos tentar, lutar por algo que faz a vida realmente ser vivida com intensidade e valor… O amor!
Assim concluo este primeiro ano, lutando pelo amor e desejando que todos vocês sejam fortes e busquem amar, tudo, todos, diferente, forte, intenso. Amem e vivam!

Sinto a felicidade de uma etapa concluída, e rumo aos dois anos, e a novas experiências e textos para vocês.

😉

Porque construir a vida com alguém?

“O mundo hoje em dia é tão agitado e gira numa velocidade tão assustadora que por vezes dá um pouco de medo entrar nesse universo tão dinâmico. Talvez por isso as pessoas se unam em casais e formem sociedades afetivas, para que ao invés de dois, possam colocar quatro pés unidos nessa engrenagem maluca que é a vida. É que quatro dá uma ideia de equilíbrio maior a primeira vista, como se em algum momento aquela freada mais brusca ou aquela acelerada repentina da vida pudesse desestabilizar o duo que sustenta nossos corpos no chão, mas ainda assim houvesse mais um par sólido de base em que as pessoas se permitissem ancorar até se reerguerem novamente. Parece mais fácil assim. E de fato é.

E hoje eu acordei achando lindo essa história de escolher alguém pra construir a vida com a gente. Sim, construir, uma palavra extremamente forte e de igual valor. Porque atualmente todo mundo quer tudo de graça, fácil, de mão beijada. Ninguém quer construir nada. Passar pelas etapas fundamentais de montagem da base que sustentará toda a estrutura, a preparação da massa, colocar tijolo por tijolo divididos por uma sólida camada de cimento, até erguer um patrimônio único, de invejar os maiores arquitetos e engenheiros. Não, o mundo hoje é das facilidades. É a garota que deseja “laçar” um empresário de sucesso, regado a carros do ano e viagens internacionais nas férias, e o mesmo empresário que sabendo dessa ambição se permite escolher e exibir as mulheres que deveriam ser suas companheiras como apenas um corpo b onito ao seu lado.

Talvez soe meio conto de fadas, mas eu me permito ser a princesa vez ou outra na história que eu decidi escrever pra mim. Escolher alguém pra construir a vida com você, pra ser mais que seu namorado (a), noivo (a), marido (esposa), mas pra ser sua base, sua plataforma de sustentação quando a maquinaria da vida começa a se mover de forma muito rápida, é algo simplesmente LINDO. É você dizendo não importa quantos moinhos teremos que mover pra chegar lá, não importa quantos ventos teremos que enfrentar sem abrigo, não importa quantas vezes teremos que colocar aquele mesmo tijolo naquele mesmo lugar….eu estou aqui pra você. É dar um passo extra, quando a pessoa ao seu lado só consegue oferecer as mãos dadas para sempre.

É esse império que gostaria de deixar aos meus filhos um dia. Quero que eles possam dar valor ao momento e saibam desfrutá-lo com toda garra e paixão inerente da jovialidade. Que possam escolher um amor simplesmente pelo amor, sem “mas”, “poréns” ou parênteses. Que saibam construir. Porque o mais puro êxtase, vem de conseguir olhar pra trás e ver que de um terreno vazio e infértil, nasceu uma estrutura sólida, firme e inabalável. E o melhor de tudo, poder olhar para o lado e ter a certeza que sozinho você não teria chegado aonde chegou.

Hoje eu só desejo que saibamos escolher e acima de tudo, que sejamos sábios e corajosos o suficiente para de fato fazer as escolhas necessárias. Ás vezes é preciso abdicar de colocar dois pés em direção a caminhos claros e certeiros, para poder colocar quatro pés em trilhas misteriosas. Que para cada dia sem dinheiro, para cada mês sem conseguir viajar para ver o namorado, que para cada emprego árduo, haja dez vezes mais amor e garra para compensar isso tudo. Porque no fim, quando o emprego dos sonhos estiver em mãos, a casa estiver mobiliada, o carro for comprado, é que a gente se dá conta de que construiu muito mais que uma vida, mas sim, uma base de amor que tempestade nenhuma é capaz de derrubar.

O mundo é enorme e cheio de esquinas. Que a gente dobre cada uma delas com essa sede incrível de construir e que numa dessas curvas encontre alguém cujas vontades coincidam. E que se construam vontades. Se construam, e só…”

By Danielle Daian

Nada nessa vida a gente ganha de mão beijada, até porque tudo que vem fácil a gente não da valor. E no amor isso não é diferente!
Vamos construir, tijolo por tijolo, degrau por degrau, só assim para ter um amor duradouro, uma relação madura e alguém para ser nosso porto seguro!

Beijos e boa construção para todos!!! 😉

A tal da felicidade

Ultimamente aconteceram tantas coisas ruins na minha vida que eu cheguei a pensar que estava em uma espécie de reality show do “mais azarado da cidade“. Eu tento entender o porque de tanta desgraça coisa ruim e não entendo, mas whatever, não quero falar disso.

O fato é que devido a essas coisas ruins que me acontecem, eu fiquei igual cachorro vira-lata, desconfiado de tudo e de todos. À espera do próximo tapa e do próximo tombo. Acabo não enxergando as coisas boas que a vida tem me proporcionado.

Esses dias, conversando com um amigo, dizia à ele que estava com medo de tudo estar tão bem na minha vida e se encaixando como eu sempre quis. Ele olhou pra mim e disse:

“Você está com medo porque está feliz e a maioria das coisas que você tanto espero está acontecendo? É isso? Eu acho que agora é a hora de você ficar feliz e não com medo. Com medo pessoas normais ficam quando as coisas estão dando errado, já você fica conformado. Reveja isso”.

Ao fim dessas palavras, cheguei a uma conclusão: a tal da felicidade chegou! Na verdade, ela sempre esteve aqui. Eu só precisava enxergar!

Claro, só a enxerguei quando algumas coisas aconteceram pra iluminar o meu caminho. Foram elas: o início de um amor, a realização de um sonho, o sucesso no trabalho, o apoio da família e alguns outros.

Enfim, ela está aqui e também está aí, com você. A gente só precisa aprender a detectar sua presença e entender que ela é um sentimento que ao mesmo tempo em que é infinito, é passageiro. Ela deve ser curtida ao máximo em seus picos, ou seja, quando acontece aquilo que você estava tanto esperando, quando o carinha que você está ficando e curtindo muito te pede em namoro do nada e muitos outros.

Esses são só alguns exemplos de picos de felicidade, mas isso não significa que você só foi, ou só será, feliz nesses momentos.

Você deve ser feliz o tempo todo!

Uma vez li uma frase muito sábia que dizia: “a felicidade é feita de pequenas esperas”.

Encarei como verdade absoluta! Afinal, a gente sempre está esperando alguma coisa muito legal acontecer e quando ela acontece, a gente fica feliz e passa a esperar outra e outra, e mais outra. O segredo está em aprender a desfrutar desses picos de felicidade e quando voltar “à realidade” não se entristecer.

Coisas boas sempre estão por vir.

Pode ser que amanhã ou depois as coisas já saiam de novo do eixo, mas eu sei que elas vão voltar. Por isso, be happy!

Será mesmo que o próximo pode ser melhor?

Eu tenho uma teoria que se encaixa perfeitamente em vários aspectos da vida, mas que faz muito mais sentido quando aplicada à relacionamentos: a teoria de que que o próximo pode ser melhor.

É bem simples de entender.

Suponhamos que você esteja com alguém, vocês estão se curtindo, mas ainda não estão completamente apaixonados. Você gosta do relacionamento, mas não tem nada de tão especial assim que te faça lutar ou insistir nele. Enquanto estiver rolando, ótimo e caso acabe, ninguém vai entrar em depressão.

Eis que o cara comete um pequeno deslize. Uma falta, seja ela grave ou não. Inconscientemente o relacionamento perde força, você fica mais desanimado e começa a pensar: enquanto estou com ele, perco a chance de estar com outra pessoa que pode ser melhor do que ele. Quem sabe mais bonito, mais alegre, mais gostoso, mais compreensivo, mais simpático, mais preocupado e mais “n” coisas.

É exatamente nesse momento que a teoria faz sentido.

Afinal, o próximo pode ser melhor! O próximo sempre pode ser melhor. Então, pra que ficar com esse que não está tão bom assim?!

Muitos de nós damos razão a essa teoria e acabamos terminando o relacionamento, na espera do tão “perfeito” próximo. O problema é que isso vicia e o próximo, nem sempre é melhor. E se ele não for, o próximo, depois dele, ainda pode ser.

Resultado? Ciclo infinito de próximos. No fim, a gente teve 21313445 relacionamentos e todos acabaram porque o próximo poderia ter sido melhor e não foi.

Relacionamento bom, seja ela duradouro ou não, é baseado na maturidade. Se os dois não forem maduros pra se relacionar, a teoria vai fazer muito mais sentido pra eles. Se ao menos um dos envolvidos estiver maduro, ele vai saber lidar com as instabilidades do outro e, juntos, eles trabalharão pro relacionamento dar certo.

Ao invés de viver nessa realidade utópica do próximo, é muito mais fácil aceitar e aprender a conviver com os erros, defeitos e características do outro. O tempo, só o tempo, é capaz de ajeitar e encaixar as coisas.

Resumindo, antes de terminar seu relacionamento e de não dar chance pra ele dar certo porque o próximo pode ser melhor, pare pra pensar e continue com ele. O tempo vai mostrar onde você deve mudar e onde ele deve mudar.

Só assim a gente cresce e amadurece.

Eu sou o melhor namorado do mundo

Levo café na cama, ouço seus problemas, adoro seus amigos, não ligo de você sair sem mim, estou sempre disponível, faço cafuné, massagem e ainda te ajudo a escolher a melhor roupa – aquela que mais valoriza seus bíceps e seu bumbum.

Ah, estava me esquecendo, também faço oral pela manhã. Sou do tipo “namorado-perfeito-de-comercial-de-margarina”.

Na minha cabeça e no meu mundinho perfeito.

Na realidade eu sou como qualquer um que você pode encontrar por aí, com a única diferença de que eu sou EU e posso te fazer o cara mais feliz do mundo, se você assim deixar. Mesmo com todos os meus defeitos, manias e problemas eu posso ser o cara certo pra você.

Quando duas pessoas começam a se envolver é comum que uma delas, ou as duas, sintam-se estranhas diante da nova realidade. Tem gente que acha que não merece, que vai se machucar, machucar o outro ou ainda, que não está acostumada a ser feliz e prefere não ir em frente, continuando assim, na busca incessante pela perfeição irreal.

Não existe o namorado perfeito, não existe o amor perfeito e não existe a história dos contos de fada. Existe sim, o momento certo, a hora certa e principalmente, o EU certo.

Se eu não tiver a convicção de que sou o melhor namorado do mundo, não posso exigir um. Se eu não aprender a conviver com os meus defeitos, não posso exigir alguém que não os tenha. Se eu não souber amar, não posso exigir que me amem.

Pra mim, o amor acontece de dentro pra fora. Primeiro eu amo e depois, sou amado.

Só sei que estou pronto. Pronto pra amar e ser amado. Pronto pra ter as minhas primeiras DR’s, crises de ciúme e briguinhas tolas. Pronto pra desfrutar dos melhores momentos da minha vida com uma pessoa. Pronto pra compartilhar tudo com você.

Eu estou pronto pra você e você, está pronto pra mim?