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Porque construir a vida com alguém?

“O mundo hoje em dia é tão agitado e gira numa velocidade tão assustadora que por vezes dá um pouco de medo entrar nesse universo tão dinâmico. Talvez por isso as pessoas se unam em casais e formem sociedades afetivas, para que ao invés de dois, possam colocar quatro pés unidos nessa engrenagem maluca que é a vida. É que quatro dá uma ideia de equilíbrio maior a primeira vista, como se em algum momento aquela freada mais brusca ou aquela acelerada repentina da vida pudesse desestabilizar o duo que sustenta nossos corpos no chão, mas ainda assim houvesse mais um par sólido de base em que as pessoas se permitissem ancorar até se reerguerem novamente. Parece mais fácil assim. E de fato é.

E hoje eu acordei achando lindo essa história de escolher alguém pra construir a vida com a gente. Sim, construir, uma palavra extremamente forte e de igual valor. Porque atualmente todo mundo quer tudo de graça, fácil, de mão beijada. Ninguém quer construir nada. Passar pelas etapas fundamentais de montagem da base que sustentará toda a estrutura, a preparação da massa, colocar tijolo por tijolo divididos por uma sólida camada de cimento, até erguer um patrimônio único, de invejar os maiores arquitetos e engenheiros. Não, o mundo hoje é das facilidades. É a garota que deseja “laçar” um empresário de sucesso, regado a carros do ano e viagens internacionais nas férias, e o mesmo empresário que sabendo dessa ambição se permite escolher e exibir as mulheres que deveriam ser suas companheiras como apenas um corpo b onito ao seu lado.

Talvez soe meio conto de fadas, mas eu me permito ser a princesa vez ou outra na história que eu decidi escrever pra mim. Escolher alguém pra construir a vida com você, pra ser mais que seu namorado (a), noivo (a), marido (esposa), mas pra ser sua base, sua plataforma de sustentação quando a maquinaria da vida começa a se mover de forma muito rápida, é algo simplesmente LINDO. É você dizendo não importa quantos moinhos teremos que mover pra chegar lá, não importa quantos ventos teremos que enfrentar sem abrigo, não importa quantas vezes teremos que colocar aquele mesmo tijolo naquele mesmo lugar….eu estou aqui pra você. É dar um passo extra, quando a pessoa ao seu lado só consegue oferecer as mãos dadas para sempre.

É esse império que gostaria de deixar aos meus filhos um dia. Quero que eles possam dar valor ao momento e saibam desfrutá-lo com toda garra e paixão inerente da jovialidade. Que possam escolher um amor simplesmente pelo amor, sem “mas”, “poréns” ou parênteses. Que saibam construir. Porque o mais puro êxtase, vem de conseguir olhar pra trás e ver que de um terreno vazio e infértil, nasceu uma estrutura sólida, firme e inabalável. E o melhor de tudo, poder olhar para o lado e ter a certeza que sozinho você não teria chegado aonde chegou.

Hoje eu só desejo que saibamos escolher e acima de tudo, que sejamos sábios e corajosos o suficiente para de fato fazer as escolhas necessárias. Ás vezes é preciso abdicar de colocar dois pés em direção a caminhos claros e certeiros, para poder colocar quatro pés em trilhas misteriosas. Que para cada dia sem dinheiro, para cada mês sem conseguir viajar para ver o namorado, que para cada emprego árduo, haja dez vezes mais amor e garra para compensar isso tudo. Porque no fim, quando o emprego dos sonhos estiver em mãos, a casa estiver mobiliada, o carro for comprado, é que a gente se dá conta de que construiu muito mais que uma vida, mas sim, uma base de amor que tempestade nenhuma é capaz de derrubar.

O mundo é enorme e cheio de esquinas. Que a gente dobre cada uma delas com essa sede incrível de construir e que numa dessas curvas encontre alguém cujas vontades coincidam. E que se construam vontades. Se construam, e só…”

By Danielle Daian

Nada nessa vida a gente ganha de mão beijada, até porque tudo que vem fácil a gente não da valor. E no amor isso não é diferente!
Vamos construir, tijolo por tijolo, degrau por degrau, só assim para ter um amor duradouro, uma relação madura e alguém para ser nosso porto seguro!

Beijos e boa construção para todos!!! 😉

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O casamento

Estamos no outono e em um outono lindo, daqueles com folhas secas caindo das árvores, pássaros cantando, sol ameno e aquele sentimento de cuidado e aconchego vindo pelo ar, afinal, the winter is coming. Nosso dia é um sábado, um belo sábado de outono. São 18h e os pouquíssimos convidados já começaram a chegar e a se aconchegar nas cadeiras dispostas no campinho de futebol da chácara alugada. A piscina está praticamente cheia e a água está cristalina, mas está fazendo um friozinho e é melhor não arriscar ficar muito próximo ou andar pelas beiradas.

Estou nervoso, muito nervoso! Esperei tanto por esse momento e não quero que nada nem ninguém estrague esse dia tão especial pra nós dois.

Nossos familiares e amigos já vieram nos cumprimentar e dizer o quanto estão felizes pela nossa decisão. Agradecemos envergonhados, pois afinal, é uma situação bem diferente de tudo que já vivemos e receber esse apoio incondicional deles é algo muito gratificamente pra nós.

O juíz que vai celebrar o casamento, vulgo contrato de união estável, já chegou e está esperando pacientemente no lugar que lhe foi reservado. Enquanto espera, o homem da lei toma uns “bons drink”.

Enfim, chegou a hora e eu estou tremendo.

Desde que chegamos ao local, ficamos pouquíssimo tempo juntos, pois ele tem que dar atenção à seus amigos e familiares e eu aos meus. Só de vez em quando que nos trombamos ou nos olhamos e entre um risinho e outro, entendemos o que queremos dizer de verdade.

O juíz chama a atenção de todos e faz um breve discurso a respeito da diversidade sexual e do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Enquanto ele discursa, nós estamos lá no fundo, rindo, de mãos dadas e esperando a hora de “entrar” e seguir em direção à ele.

Ao fim do discurso, eles nos chama pra entrar. Entramos juntos e vestindo o mesmo modelo de traje, ambos brancos e com detalhes em prata. Enquanto caminhávamos os poucos metros de distância entre nós e o advogado, percebemos os olhares calorosos e úmidos de nossos amigos e familiares.

Já diante dele, de costas para os convidados, que estão em pé e em um silêncio profundo, quase sepulcral, ele começa o segundo discurso. Que espero, seja breve. Discursa sobre a decisão de se unir, a responsabilidade que um terá sobre a vida do outro a partir de agora e sobre as dificuldades que, juntos, teremos que enfrentar.

Dito tudo, nos pede pra assinar o documento e chama as testemunhas à fazer o mesmo. Em seguida nos entrega as alianças e pede pra fazermos nossos votos antes de fazer a troca.

Pego a aliança dele delicadamente das mãos do advogado e começo meus votos, ao fim, coloco a aliança em seu dedo anelar esquerdo e ele faz o mesmo comigo, recita seus votos e coloca a aliança em meu dedo anelar esquerdo.

Feito isso, viramos, com os olhos marejados de lágrimas, para o juíz que, enfim, diz: “pelo poder que a lei me dá, vos declaro oficialmente participantes de uma união estável.”

As palavras dele, pra nós, soaram assim: “pelo poder que a lei me dá, vos declaro casados.”

Depois de tudo isso, as luzes se apagaram, os garçons começaram a servir as bebidas e o deejay começou a tocar. Esse momento tão especial precisava de uma balada épica, pra deixar marca e fazer história.

Eu estava dançando, bebendo e me divertindo com meus amigos quando ele segurou meu braço e sussurou no meu ouvido: “amor, vem comigo”. Fui. Ele me levou pra um campo mais aberto, longe da festa e disse: “te trouxe aqui pra ver as estrelas comigo e pra dizer que hoje, eu sou o homem mais feliz do mundo, te amo”.

Nos beijamos com somente as estrelas e nossos corações como testemunhas.

Ps: Até quando isso será ficção?

A hora do SIM (I)

“Vocês se conheceram, estão sempre juntos e morrem de saudades quando ficam um dia sequer separados. Enfim, sentem-se como se estivessem vivendo um verdadeiro conto de fadas.  E assim, de repente, vocês se perguntam: será que é hora de dividir o mesmo teto e a mesma cama, por todas as manhãs?

O fato é que vocês estão apaixonados, é evidente. Esse desejo desenfreado de ficar junto, de se ver e se falar são sinais claros de que foram atingidos pela flecha do cupido. E isso é ótimo, uma delícia, sem dúvida. Feliz daquele que se entrega a esta oportunidade e se permite desfrutar as muitas sensações revigorantes, energizantes e que reforçam as cores e o brilho da vida.

Contudo, porém, no entanto… Já sabemos: a paixão, essa paixão intensa e entorpecedora, tem começo, meio e fim. E que bom que é assim! Nem nossa mente e nem nosso corpo suportariam essa dinâmica tão forte por muito tempo. Basta conhecer o significado da palavra “paixão” – sofrimento! Não é à toa que o episódio bíblico em que Jesus Cristo carregava uma cruz é chamado de “A paixão de Cristo”. No nosso caso, o sofrimento é pela falta do outro. Mas a melhor notícia é que o fim da paixão abre espaço para um sentimento muito mais suave, equilibrado e inteligente. Um sentimento que nos torna integrados e íntegros: o amor. Ou não… Porque caso não tenha se desenvolvido identificação e maturidade suficientes no período da paixão, a relação pode terminar ou se tornar uma espécie de vício, dependência, ao que poderíamos chamar, para um fácil entendimento, de “amor doentio”.

A questão é: em que momento vocês estão se fazendo essa importante pergunta? O que move vocês a desejarem essa complexa escolha? Se for a paixão, minha sugestão é para que não tenham pressa. Aproveitem a fase, mas sem tomar decisões precipitadas e que possam causar dores e perdas para muitas pessoas. Não é hora de casar. É hora de namorar!

Veja bem! Não estou garantindo que vai dar errado caso decidam-se pela junção das escovas de dente. Não é isso! Até porque não tenho bola de cristal e sempre cada caso é um caso, cada casal é único. Estou apenas me baseando no que geralmente acontece e, como manda a sabedoria constituída, os erros já cometidos devem nos servir para a precaução de agora.

Mas se o que conduz vocês a este desejo for resultado de bastante conversa, reflexão e, principalmente, ponderação sobre as questões práticas do dia-a-dia, tais como tarefas, ritmos, contas a pagar, sacrifícios em prol do outro, aprender a ceder, aceitar novos comportamentos, enfim, tudo o que envolve esta união, então… Que se declarem casados! E que vivam um dia de cada vez, lembrando que o amor jamais está pronto. Trata-se de um constante e diário exercício de “construir juntos”.”

(Rosana Braga)

Aqui começo a minha Saga pelo encontro da hora certa. Tenho pensado muito nisso, e lido muito também. O que mais quero é ter essa pessoa que está comigo agora para todo sempre, mas será que este passo neste momento de paixão faria metermos os pés pelas mãos???  

(Hm)