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Hoje eu só quero chocolate…

Acordei neste prenuncio de inverno, com vontade de sumir, se meu edredon fosse um pouco maior me enrolaria mais e ficaria por lá o dia todo. Levantei, sai ás compras, o que normalmente me anima, e o pensamento era apenas um: CAMAAAA. Trabalhei, sai mais tarde e a conclusão do meu dia foi, não quis nada, nada estava bom, além do fondue de chocolate o dia tinha sido uma união de erros e irritações.

Abri a geladeira derreti o chocolate, e decidi acabar meu dia com o melhor ‘desestresse’ que existe. Ele não iria me acusar de dormir e muito menos de não escovar os dentes.

Mergulhei minha colher naquele cremoso chocolate recém derretido e me deslumbrei com o orgasmo mais limpo de todos.

Após aquele momento único entendi que tudo não passava de mais um dia de tpm onde apenas um chocolate poderia me acalmar e retirar todo peso de meus ombros.

😉

 

 

 

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Cartas e Chocolates – Parte I

E então ele resolveu se desfazer daqueles medos que há tanto tempo o incomodavam. Decidido, saiu naquela noite chuvosa mesmo sabendo que seria um bom motivo pras coisas não darem certo, mas era a hora de ir atrás de seus objetivos já que as dúvidas e as incertezas o tinham consumido por semanas e sua mente e coração nem suportavam mais aquelas condições.

Pegou o carro e dirigiu por mais de uma hora, não que o caminho fosse tão longo, mas resolveu parar, desabafar para as estrelas e entre uma música e outra fumava um cigarro, talvez sua forma de aliviar tamanha tensão.

Eram praticamente dez da noite quando ele chegou, tentou ligar, mas seu amado não atendeu o celular, com medo das reações, chorou e logo se manteve firme e com seus propósitos foi até aquele endereço que ficara na sua mente e por mais que anos se passassem não esqueceria.

Logo que chegou naquela rua íngreme, de casas semelhantes e com muros baixos, mas que numa daquelas habitava um ser humano que o balançava dos pés a cabeça, estacionou seu carro, em suas mãos nada além da carta que escrevera e de alguns chocolates, o rapaz amava doces e chocolates sempre são bem vindos, foi o que pensou.

A carta era direta e objetiva, abria todo o seu coração para aquele sentimento que nascera em si e manteve a expectativa de uma boa resposta para suas palavras, quem sabe naquele mesmo momento. Respirou fundo e pensou se chamava ou não, com muita coragem gritou o nome, que saiu meio arranhado pela sua garganta, a chuva já havia parado há uns dez minutos, o tempo se abria e aquela noite de sábado não seria de águas de verão.

Depois de umas três vezes que chamou foi respondido, de longe se ouviu a voz dizendo:

– Espere, já vou!

Seu coração parecia de um rato, batia desesperadamente e quase saia pela garganta, chegava a ser hilário aquela cena.

Por mais que todas as circunstâncias até aquele dia dessem a certeza de que seria inoportuna sua visita tão repentina, os dois sentaram e conversaram por um bom tempo. Os chocolates foram os primeiros a serem devorados, em seguida com toda a coragem que existia em si entregou aquela carta, uma página frente e verso, com letras cursivas, extremamente detalhadas e claras, tanto quanto o texto que a compunha.

Preparava-se para levantar e ir embora quando foi surpreendido por um pedido:

– Você quer realmente me ter ao seu lado?

E suavemente respondeu, como alguém que tem a certeza do que quer.

– Mais do que qualquer coisa hoje, é isso que eu quero! – palavras que saíram de coração aberto e com os olhos cheios de emoção.

Sempre fora um cara aberto aos sentimentos, sem medo de tentar estar ao lado de quem gosta, por mais que a vida e os percalços lhe desse os motivos óbvios pra ser alguém frio.

– E você, quer estar ao meu lado? – Emendou a resposta.

Sem a tempo que pudesse ouvir uma resposta foi surpreendido por um beijo, tão longo e gostoso quanto os primeiros. Daqueles beijos em que sentimos existir uma troca de almas e sentimentos pelos dois seres, um beijo que selava uma certeza, ou duas.

Embora aqueles últimos dias fossem de medos e aflições o garoto havia encontrado uma paz naquele instante. É complicado o que aconteceu com os dois, pois não havia perguntas quanto mais respostas e diferentes medos embaraçavam ambos os corações.

Foi um sábado diferente do primeiro encontro, a chuva não atormentava a noite, algumas cervejas e cigarros acompanhavam e passaram a noite, daquele jeito que estavam, sem ao menos se arrumarem pra sair, ali por perto deitaram na grama, de mãos dadas contemplaram o céu e naquela bobeira de filmes de amor passaram longas horas de uma forma que nunca sequer imaginaram.

A carta foi lida de frente pra ele e respondida linha a linha pessoalmente, seu coração encheu de alegria e o mais confortante naquela hora foi que estava sendo correspondido, sequer poderia acreditar naquele instante.

Por tanto tempo foi o que mais desejou e muitas vezes não conseguiu o que queria, talvez fossem o que estavam procurando em linhas erradas por todo este tempo, a vida é assim e todos nós sabemos dia ou outro nos acertamos depois de provar bocas, olhos e corpos por engano.

Mas que o tempo não seja injusto a eles e que não seja eu obrigado a narrar minha história novamente sem que ela sequer aconteça como eu quero, apenas escritas nestas linhas.