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O estranho do clube – parte final

Continuação do post “O estranho do clube”.

Cheguei em casa ainda pasmo com o que tinha me acontecido. Eu não sabia se estava feliz, se estava triste, se me sentia sujo ou se me sentia revigorado. E eu ainda tremia.

No finzinho da tarde, quase anoitecendo, meu celular tocou e eu fui correndo atender. Era um número desconhecido, fiquei com receio de atender, mas cedi a curiosidade e atendi. Era o cara do clube.

Conversamos um pouco e eu perguntei seu nome (que eu ainda não sabia). Conversa vai, conversa vem, ele me chamou pra ir na sua casa no outro dia, pra passar a tarde e conversar um pouco.

Num acesso de loucura, resolvi que iria, afinal, não tinha nada a perder e eu estava muito curioso pra ver o desenrolar dessa história. Posso adiantar que, de tanta ansiedade, mal dormi aquele dia.

No outro dia, depois de infinitas e longas horas, chegou o momento de ir pra casa dele. Tomei banho, procurei me vestir de um jeito melhorzinho e fui pro tal encontro.

Cheguei lá, indiquei o número do apartamento para o porteiro e esse me disse que o rapaz já estava a minha espera. Subi as escadas e apertei a campainha do seu apartamento. Entrei, conversamos e ele me deixou muito a vontade, mas eu não parava de pensar que estava fazendo uma loucura na casa de um estranho que eu conheci ontem. E se ele me fizesse algum mal?

Grazadeus, não foi o que aconteceu. Passamos a tarde juntos, ficamos e acabou rolando com ele a minha primeira vez. Não vou relatar como foi, fica a cargo da imaginação de vocês, só posso dizer que foi bem diferente. Poderia ter sido bem melhor, se eu não estivesse tão nervoso, mas enfim…já foi!

Depois do acontecido, fiquei com vergonha, muita vergonha e quis ir embora na hora. Mal dei tchau pro cara e já sai correndo do apartamento, meio abalado com tudo. No caminho pra casa fui pensando no que tinha feito e tentando fazer um autojulgamento, não cheguei a conclusão alguma.

Durante os próximos dias ou até por algumas semanas, ele tentou manter contato, mas eu não quis. Acabou que nos vimos mais uma ou duas vezes e depois nunca mais.

Hoje eu avalio a história e penso que deveria ter aproveitado mais uma situação tão inusitada, deveria ter tido menos medo e me entregado mais. Sempre penso no que poderia ter feito e no que poderia ter acontecido com a gente. Pra uma coisa essa história serviu, pra mostrar que sempre temos que estar prontos, por que vai que o amor da nossa vida nos tromba no rua e a gente não está preparado?

Pra mim, o futuro dessa relação sempre vai ser uma grande incógnita, que hoje não me incomoda mais, mas que sempre vai estar comigo.

Reflita, pode acontecer com você também…a qualquer momento.

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O estranho do clube

O mês era dezembro, eu de férias do trabalho e um dia lindo e ensolarado lá fora. Decidi que era um bom momento pra ir ao clube, relaxar, pegar uma piscina e praticar algum exercício físico.

Não foi o primeiro dia daquele mês que eu fui ao clube, mas foi um dia que marcou bem mais do que todos os outros.

Cheguei no clube e como de costume, fui correr um pouquinho na pista de atletismo pra depois ir pra piscina. Já um pouco suado de ter corrido, fui pro vestiário, troquei de roupa e fui pra água.

Sozinho, apenas fiquei indo e voltando na piscina, treinando nado craw e imaginando que eu era a Ariel meu tempo de respiração embaixo da água. Em um desses mergulhos, passei do lado de um rapaz muito bonito, olhei pra ele e logo em seguida voltei ao meu mergulho.

Depois de um bom tempo de piscina, resolvi sair da água, ir tomar uma ducha e em seguida ir embora. Fui até o vestiário e quando virei no corredor dos chuveiros trombei de cara com ele, o rapaz da piscina, que me pediu desculpas delicadamente e continuou seu caminho. Ele havia acabado de tomar sua ducha e estava saindo do vestiário.

Entrei no chuveiro, liguei a ducha e fiquei ali, me banhando tranquilamente. Do nada, alguém bateu na minha porta, abri pra ver quem era e PASMEM era ele de novo.

Ele: acho que esqueci meu sabonete aqui, posso ver?
Eu (olhando dentro da cabine): não esqueceu não, estou usando o meu.
Ele: ah, ok então. Mas você tem certeza?
Eu: sim, tenho.

Ele se foi e eu voltei ao meu banho. Enquanto me banhava caiu a ficha e eu pensei
“ele não queria só o sabonete, ele queria entrar na cabine comigo e OMG

Sai da cabine de sunga e resolvi olhar em volta e ele ainda estava ali, não sei ao certo o porque, mas estava. Nossos olhares se encontraram e eu voltei pra cabine rapidamente. Segundos depois, ele veio novamente bater na porta.

Eu: oi?
Ele: eu realmente gostaria de ver se meu sabonete não ficou ai, posso?
Eu: ok, pode entrar.

Ele sorriu, entrou na cabine, fechou a porta e me deu um beijaço embaixo do chuveiro. Ficamos ali, nos pegando por um tempo e depois ele disse que precisava ir embora e eu tremendo dos pés a cabeça disse que tudo bem. Ele pediu meu telefone e num súbito, eu passei. Na hora pensei em passar o número errado, mas estava tão nervoso que passei o certo mesmo. Ele se foi.

Sai do banho, troquei de roupa e fiquei pensando no que havia acabado de acontecer comigo. Sempre achei que essa coisa de pegação em banheiro de clube e academia eram coisas de filme pornográficos, mas constatei que não, afinal, aconteceu comigo e eu não sou nenhum viadinho cara que frequenta banheirão.

O que aconteceu depois vai ficar pra outro post.

Ps: Essa história não é recente, na verdade, ela aconteceu 1 mês depois do meu primeiro beijo, que foi relatado no post “Meu Momento”.