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Filhos…

Meu extinto materno tem me encarado fortemente nos últimos tempos, e tenho pensando bastante nisso, nas coisas que terei que abrir mão quando realmente chegar a hora. Nunca fui adepta da idéia de deixar um filho meu com babás e ou avós. Quero presenciar as coisas, mas também na vida louca dos nossos dias não tem como simplesmente parar de trabalhar para viver esse sonho. (quem pagará as fraldas?), então vejo que agora e nem nos próximos 5 /6 anos poderei realizar esse sonho.

Essa semana enquanto pensava nisso e em todas as conseqüências e meios  de realizar, me deparei com um texto muito bom escrito pela Patrícia Maldonado (escritora do blog mãe de salto alto), que fala exatamente sobre ser mãe e sobre as responsabilidades disso!

“Almocei com umas amigas outro dia e saí meio em choque da reunião. A maioria das minhas amigas tem filhos e os cria de uma maneira bem comum: leva na escola, coloca para dormir, dá banho, prepara e dá o almoço e o jantar, cuida quando a criança está doente, entre outras coisas comuns a todas as mães e pais, certo? Errado. Muita gente por aí tem filho não sei para quê…

Tem gente que simplesmente não sabe ficar sozinha com a criança quando a babá folga no final de semana. Se não acha uma folguista… é um drama!!  Como ela vai acordar tarde, sair pra almoçar em paz, como vai dormir depois do almoço, como vai sair a noite? E na hora de brincar então? O que fazer com o filho/filha? Melhor ligar pra alguém vir brincar, assim evita ter que entreter a criança! E se estiver chovendo então? Piorou! A mulherada preguiçosa enlouquece só de pensar nessa possibilidade.

Divido isso com vocês porque essa situação me preocupa. Vejo tanta gente querendo ter filho, se submetendo a tratamentos caríssimos e desgastantes e, de repente, me deparo com gente tão fria, tão estranha. Gente que tem filho para babá criar.

Algumas pessoas chegam ao extremo de contratar um serviço que funciona já durante a gravidez e que ajuda desde a montar o enxoval até realizar o desejo de uma grávida no meio da madrugada. É isso mesmo!! Li na coluna da Rosely Sayão na “Folha de S. Paulo” que eles vão buscar uma melancia com pasta de amendoim (se for o caso!!) para o paladar enlouquecido da gestante, no meio da madrugada, o serviço é 24 horas! Aí eu me pergunto: essa família não quer ter a experiência de fazer o enxoval do bebê? De viver essa fase maluca dos desejos? Quer tudo na mão? Qual é a graça?

Essas são as mesmas pessoas talvez que, quando a criança cresce, “terceirizam”essa criança. Falei de gente que deixa tudo por conta da babá e da folguista, mas muita gente se encosta também na mãe e na sogra. Tem compromisso no final de semana? As avós que segurem a barra. A maioria adora a tarefa mas, vamos combinar, não é obrigação delas! Elas também tem programas, muitas também querem sair, passear. Quem teve o filho que se responsabilize. Deixar de ser egoísta e de pensar só em si são as primeiras coisas que as pessoas que decidem ter filhos deveriam fazer.

Caso contrário, para que ter filhos?”Se quer ter filhos, os tenha mas arque com as conseqüências disto!

😉

Em Busca do Equilíbrio

Nos últimos quatro dias pensei muito sobre o tema que conversei com The Silly e The Serious. Pensei bastante sobre nossa divisão e sobre a importância de cada em nossas vidas.
Realmente assim como foi dito por ambos em seus posts desta semana nossas vidas são divididas em 4 vertentes, e estas são responsáveis pela nosso equilíbrio ou não.
Elas são interligadas pela emoção, pela razão, pelo desejo, pela ambição, pela paz. Estão sempre andando juntas em nossos dias, e temos que nos dividir, sem abandonar nenhuma, e ai que esta o problema. Como equilibrar sem dar mais atenção a alguma?
Essa foi minha pergunta durante o passar de horas desses dias, como equilibrar? Como?
Minha conclusão foi a seguinte:
Agora não tem como!
Ok pausa para risos…

E ai vai a explicação:  Quando crianças a família e os amigos são nossa vida. Não temos nada além para nos preocupar. Vivemos a rotina infantil, de casa para escolha, da família para os amigos. E como não temos independência não temos que equilibrar nada. Mas a adolescência chega e com ela vem os amores, esses que dominam nossas emoções e tomam toda a atenção, todo o tempo e aprendemos a lidar com família, amigos e amores, o que já parece impossível, e quando achamos que não poderia complicar, nos chamam de adultos, e vem o trabalho para deixar – nos mais confusos ainda, com menos tempo para a família, para os amigos e amores.
Até aqui acredito que todos estejam se perguntando: ‘ Você pensou a semana toda para deduzir isso? OI’… Calma ai vem a explicação.
Quando crianças e adolescentes nos não nos preocupamos com isso, pulamos de cabeça na vida, somos inconseqüentes, não temos medo, e muito menos traumas e perdas, nossos valores são pequenos e nossos princípios estão sendo formados, mas quando adultos tudo muda, queremos conclusões, queremos tudo, mas somos responsáveis, a família é mais importante que antes, o trabalho é necessário, os amigos são nossa válvula de escape e os amores são nossa esperança de um dia termos ‘nossa’ família.
Tudo fica complicado, não existe o que tem mais valor, mas ao mesmo tempo temos que valorizar mais algo, o mundo pede isso. Trabalhar a cada dia mais, pois o futuro depende disso, sua carreira depende disso. Curtir sua família ao extremo, pois se erramos crianças e nossos pais e avos adultos, hoje nos somos adultos e o tempo para eles parece mais acelerado. Os amores requerem mais cuidado, agora temos cicatrizes das loucas paixões da adolescência, temos mais esperança e queremos a cada dia mais uma parceria estável. E ainda tem os amigos, que assim como você tem que lidar com tudo, e mesmo assim estão ao seu lado quando precisa daquele momento de descontração.
Pois é, a vida não é nada simples. E quanto antes equilibramos as coisas, menos nos arrependeremos quando nossa força tiver acabado, nossa carreira estiver construída e nossos pais e avos não mais aqui estiverem.

Essa semana percebi também o quanto estou longe deste equilíbrio, o quanto minha família é importante, eles são minha base, minha estrutura. O quanto tenho que dedicar mais tempo ao trabalho, pois o futuro espanca portas e janelas.  O quanto o amor é fundamental na minha vida, é meu ar, meu combustível. E o quanto faz falta um abraço dos amigos, os quais entendem a loucura, mas mesmo assim sentem sua falta.


Acho que meu post foi para outro lado, mas mesmo assim deixo meu desejo de equilíbrio nas entrelinhas!!!!

😉