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Listas…

Tenho manias, mas quem não tem? Entre elas (que são muitas)  está a de gastar muito papel, caneta e/ou memória do celular fazendo listas.

Não listo apenas as coisas que vou fazer; listo até as que já fiz. Faço listas dos livros que li, dos filmes que assisti, dos mantimentos de que preciso, das tarefas diárias, das metas de vida, dos sonhos a realizar, de estratégias financeiras, de projetos profissionais, de lugares que gostaria de visitar, de conhecer, até listas de amigos, de colegas de trabalho, de familiares, ou seja, TUDO é listado e amo colocar os na frente, a cada realização. 
Acredito que essa mania seja uma vontade absurda de conseguir controlar minha vida, ou pelo menos parte dela, mas isso é um outro papo.

O fato é: Este começo de 2012 me vi rodeada de listas coloridas e  com grifa texto, e entre elas estava lá, singela e pequenina A lista. Aquela que se ninguém fez, deveria fazer. A dos AMIGOS!
Isso mesmo, não me condenem, listar amigos é uma coisa importante na vida de todos. Mas não pode ser aquela pessoa que você apenas tem uma afinidade legal, mas que não conta certas coisas pois não confia. Tem que ser AMIGOS AMIGOS, aqueles praticamente irmãos, que você fica sem ver, sem fala, mas quando vê é como se tivesse sido ontem. Aquele que você pensa em primeiro lugar quando quer contar qualquer realização, e até mesmo aquele que  pensa quando esta precisando de um abraço. Os verdadeiros, compreende? 

Olhei para lista por horas, e meus olhos se encheram, secaram, encheram, secaram, sorri, mas na conclusão acho que é melhor poucos bons que vários quaisquer.

Percebi claramente o quanto a vida nos afasta, é engraçado pensar, pois a poucos anos atras, não me via sem certas pessoas que hoje nem no aniversário lembram de mim, ou até mesmo o contrário. Os caminhos aumentam as fragilidades, e para piorar, as relações no nosso nada pequeno grupo colorido são mais frágeis, a vida é mais louca e mais intensa, as coisas são mais incertas, a maioria é, digamos, mais desprendida. E pelo que vejo as certezas demoram mais para chegar. Acredito que dai vem a tal fragilidade das relações, e está gera aquela nada gostosa sensação de solidão, que mesmo tendo amigos, amores, família, as vezes bate e olho para lista com pequenos nomes e vejo que mesmo amando-os e confiando plenamente os caminhos cor de arco-iris são um tanto quanto solitários.
😉