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Eu sou o melhor namorado do mundo

Levo café na cama, ouço seus problemas, adoro seus amigos, não ligo de você sair sem mim, estou sempre disponível, faço cafuné, massagem e ainda te ajudo a escolher a melhor roupa – aquela que mais valoriza seus bíceps e seu bumbum.

Ah, estava me esquecendo, também faço oral pela manhã. Sou do tipo “namorado-perfeito-de-comercial-de-margarina”.

Na minha cabeça e no meu mundinho perfeito.

Na realidade eu sou como qualquer um que você pode encontrar por aí, com a única diferença de que eu sou EU e posso te fazer o cara mais feliz do mundo, se você assim deixar. Mesmo com todos os meus defeitos, manias e problemas eu posso ser o cara certo pra você.

Quando duas pessoas começam a se envolver é comum que uma delas, ou as duas, sintam-se estranhas diante da nova realidade. Tem gente que acha que não merece, que vai se machucar, machucar o outro ou ainda, que não está acostumada a ser feliz e prefere não ir em frente, continuando assim, na busca incessante pela perfeição irreal.

Não existe o namorado perfeito, não existe o amor perfeito e não existe a história dos contos de fada. Existe sim, o momento certo, a hora certa e principalmente, o EU certo.

Se eu não tiver a convicção de que sou o melhor namorado do mundo, não posso exigir um. Se eu não aprender a conviver com os meus defeitos, não posso exigir alguém que não os tenha. Se eu não souber amar, não posso exigir que me amem.

Pra mim, o amor acontece de dentro pra fora. Primeiro eu amo e depois, sou amado.

Só sei que estou pronto. Pronto pra amar e ser amado. Pronto pra ter as minhas primeiras DR’s, crises de ciúme e briguinhas tolas. Pronto pra desfrutar dos melhores momentos da minha vida com uma pessoa. Pronto pra compartilhar tudo com você.

Eu estou pronto pra você e você, está pronto pra mim?

Seus pés nos meus …

A cama não seria tão vazia, o frio não me faria tremer, e muito menos os sons da rua invadiriam meu quarto. Quando poderia pensar que aquela sensação tão intima e tão refugiadora faria de mim amante, mulher, esposa, louca, apaixonada, deslumbrada pelo brilho no olhar e pelas palavras que dançam em meus ouvidos ao sair de seus lábios. 
Me deito novamente, olhando para as estrelas do meu céu particular, pensando em tudo, nos detalhes, nas minúcias, nas risadas, nas lagrimas, na saudade insistente que não passa nem com a presença. Penso em cada sorriso de meia boca, nos olhares de aprovação e por vezes que desaprovaram. Penso, e entendo o motivo de meu coração ter medo na ausência.
Fecho e abro os olhos, e procuro na memória aquele momento em que nossos corações bateram no mesmo compasso, e continuaram assim, aquele momento da primeira noite que os corpos se tornaram um, sem deixar a cabeça interferir. E os pés, eles sim, que me encontram todas as noites que dividimos a mesma cama, sem cócegas, sem sensações estranhas somente encontrando os meus e aquecendo minha alma, acalmando meu coração preocupado.  
Como é possível amar assim? Me pergunto todos os dias… amar as minúcias, as entrelinhas. Diferenças todos temos, caso contrario não teria visto em você qualidades que não possuo, e que nem sei se sou capaz de um dia conquistar. Amor simples e intenso, sem preconceitos ou duvidas. Amo! 

E mesmo com a cama vazia e o pé e alma frios, fecho meus olhos e durmo sem você, mas amanha é outro dia e terei seus pés nos meus…

😉

Namoro: qual a hora certa?

Parece que as coisas estão caminhando bem entre mim e o garoto do Facebook. Estão indo tão bem que agora – e umas 745843495 vezes na última semana – me faço a seguinte pergunta: “qual a hora certa para pedi-lo em namoro?”

Esse lance de pedir em namoro (no nosso meio) é um tanto quanto complicado, afinal, são sempre dois homens ou duas mulheres e sempre fica aquela dúvida no ar: “quem deve fazer o pedido?”

Estou há pouco tempo na “vida”, mas já percebi que quando se inicia um relacionamento com alguém, um dos dois sempre toma a posição de macho alfa e o outro, a de macho beta. Esse encaixe de perfil acaba sendo muito natural para ambos e nunca é previamente definido.

Percebi que no meu relacionamento, eu sou o alfa e sendo assim, o peso de pedir em namoro ficou nas minhas costas. Já pedi opinião para várias pessoas e cada um me diz uma coisa. Uns dizem que se eu tiver certeza de que quero ter algo sério com ele, já passei da hora de pedir. Outros dizem que esperar um mês já é mais do que suficiente e tem gente que diz que devo deixar rolar, que o pedido de namoro nem precisa acontecer. But…

Eu quero que aconteça. Eu quero pedir. Só não sei qual será a hora certa, tenho medo de pedir e acabar estragando tudo. Vai que eu o peço em namoro, ele se assusta e acabamos nem ficando mais (?). Pra que mexer em time que está ganhando? Mas também penso que ele pode estar esperando o tal pedido acontecer pra se entregar de vez, por que daí, a coisa muda de figura. Afinal, namoro é coisa séria.

Nunca namorei e nunca coloquei “em um relacionamento sério” no Facebook. Não sei como funciona essa parada de namoro, eu sei do que observo, sei do que escuto e sei do que vejo dos meus amigos. Olho os erros deles e penso: “quando eu namorar, não vou fazer isso, nem isso e muito menos aquilo”. Posso acabar mordendo a língua em breve, mas a vida é assim, a gente aprende com os erros dos outros e com os nossos.

Há alguns dias atrás, estava eu conversando com um amigo sobre essa minha dúvida e ele me disse a seguinte frase: “o pedido de namoro não deve mudar uma condição, mas sim, oficializar algo que já está acontecendo”.

Ouvi, refleti, pedi pra ele repetir e refleti de novo. A frase fez total sentido pra mim. Ela será o termômetro da relação, ou seja, a hora que eu sentir que a gente está se comportando como um casal de namorados, eu oficializo a questão e fim de papo.

Como diria Christina Perri, “How to be brave? How can I love when I’m afraid to fall?”. (A Thousand Years)