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Os 4 pilares da vida

Em uma conversa deliciosa num café recém-inaugurado aqui na cidade, eu, The Serious e The Ginger divagando e filosofando sobre diversos assuntos, falávamos também sobre a vida. Chegamos a conclusão de que ela tem 4 pilares de sustentação principais, seriam eles: a família, o trabalho, a amizade e o amor.

A família é o pilar de sustentação matriz, sem ela, nós nem aqui estaríamos. É no seio familiar que somos quem somos de verdade, sem máscaras e sem fingimentos. É na família que os maiores conflitos são enfrentados e também é nela que somos provados de verdade. O pilar da família é o único que pode suportar 100% os problemas dos outros pilares. Pra lá você pode levar suas crises no trabalho, seus problemas com seus amigos e também, seus problemas do coração. A família suporta tudo e te ama do jeito que você é.

O trabalho, na vida de muita gente, é o pilar principal. É o pilar do sustento, o pilar da afirmação e o pilar da independência. O trabalho enobrece o homem e nos faz acordar toda amanhã sabendo que fazemos parte de um processo ou de um propósito. Sem o trabalho, nós não seríamos ninguém. Não teríamos uma profissão, não teríamos um economia e nem seríamos especialistas em nada. Para o trabalho nós não podemos levar nada relacionado aos outros pilares, ele é um pilar bastante carente e quer atenção exclusiva.

A amizade é o pilar mais leve, mais camarada e mais maleável de todos. A amizade é um sentimento evoluído, entende as diferenças de cada um e foca sempre nas semelhanças. É na amizade que começamos a exercitar os outros pilares, ou alguém aqui nunca brincou de escritório, de casinha ou teve um (a) namoradinho (a) quando era criança? A amizade pode suportar, assim como a família, os problemas dos outros 3 pilares, mas cuidado, nem toda amizade é forte o suficiente pra isso. Algumas são mais superficiais do que outras e precisamos tomar muito cuidado com quem chamamos de fato, amigo.

Por fim, o amor é o pilar que nos faz acordar toda manhã com vontade de viver, de se embelezar, de se cuidar, de se sentir bonito e amado. É o amor que move o mundo. Podem até falar que é o trabalho, mas é um ledo engano. Quem move o mundo mesmo é o amor. Os vários tipos dele, o amor ao trabalho, o amor à família, o amor aos amigos e até o amor às plantas e os animais. O amor, na teoria, deveria aceitar também todos os problemas dos outros pilares, mas na prática, isso raramente existe. O amor, até amadurecer de verdade e evoluir, é muito egoísta. É muito comum ver pessoas abandonarem a sua preocupação com os outros pilares, principalmente a família e a amizade, por causa do amor.

O amor nos suga e pode ser devassador. Muita gente ainda complica mais e confunde paixão com amor. Paixão é o amor girino, é o amor criança, é o amor se formando, é o amor em fase embrião e não deve ser levado tão a sério. Se você está apaixonado, você ainda não está amando. Tem gente que acha que está e aí, faz caquinha.

O amor deveria aceitar os problemas dos outros pilares e diferente da família, que vai te dar apoio e cuidar de você até as feridas sararem e você estiver pronto pra continuar, ele vai ir além, vai segurar nas suas mãos, olhar nos seus olhos e dizer: vamos junto, estou contigo! Ah se isso sempre acontecesse, teríamos muito mais gente feliz no mundo, mas temos que entender que, até o amor virar família, muita água vai rolar.

Na realidade, nós não deveríamos buscar só um amante, mas sim um companheiro, um parceiro. Alguém que vai nos fazer tão bem e tão feliz, que todos os outros pilares serão beneficiados com isso.

Todos devemos saber qual pilar é nosso foco maior, assim, fica mais fácil nutrir o pilar que anda mais fraquinho e manter a vida em equilíbrio. Pois já diziam as revistas de dieta: um vida equilibrada é muito mais saudável. Felizes daqueles que encontram o equilíbrio entre esses 4 elementos e conseguem manter sua vida sustentada e firme contra qualquer tempestade.

E você, qual o seu pilar principal?

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Seus pés nos meus …

A cama não seria tão vazia, o frio não me faria tremer, e muito menos os sons da rua invadiriam meu quarto. Quando poderia pensar que aquela sensação tão intima e tão refugiadora faria de mim amante, mulher, esposa, louca, apaixonada, deslumbrada pelo brilho no olhar e pelas palavras que dançam em meus ouvidos ao sair de seus lábios. 
Me deito novamente, olhando para as estrelas do meu céu particular, pensando em tudo, nos detalhes, nas minúcias, nas risadas, nas lagrimas, na saudade insistente que não passa nem com a presença. Penso em cada sorriso de meia boca, nos olhares de aprovação e por vezes que desaprovaram. Penso, e entendo o motivo de meu coração ter medo na ausência.
Fecho e abro os olhos, e procuro na memória aquele momento em que nossos corações bateram no mesmo compasso, e continuaram assim, aquele momento da primeira noite que os corpos se tornaram um, sem deixar a cabeça interferir. E os pés, eles sim, que me encontram todas as noites que dividimos a mesma cama, sem cócegas, sem sensações estranhas somente encontrando os meus e aquecendo minha alma, acalmando meu coração preocupado.  
Como é possível amar assim? Me pergunto todos os dias… amar as minúcias, as entrelinhas. Diferenças todos temos, caso contrario não teria visto em você qualidades que não possuo, e que nem sei se sou capaz de um dia conquistar. Amor simples e intenso, sem preconceitos ou duvidas. Amo! 

E mesmo com a cama vazia e o pé e alma frios, fecho meus olhos e durmo sem você, mas amanha é outro dia e terei seus pés nos meus…

😉

A hora do SIM (I)

“Vocês se conheceram, estão sempre juntos e morrem de saudades quando ficam um dia sequer separados. Enfim, sentem-se como se estivessem vivendo um verdadeiro conto de fadas.  E assim, de repente, vocês se perguntam: será que é hora de dividir o mesmo teto e a mesma cama, por todas as manhãs?

O fato é que vocês estão apaixonados, é evidente. Esse desejo desenfreado de ficar junto, de se ver e se falar são sinais claros de que foram atingidos pela flecha do cupido. E isso é ótimo, uma delícia, sem dúvida. Feliz daquele que se entrega a esta oportunidade e se permite desfrutar as muitas sensações revigorantes, energizantes e que reforçam as cores e o brilho da vida.

Contudo, porém, no entanto… Já sabemos: a paixão, essa paixão intensa e entorpecedora, tem começo, meio e fim. E que bom que é assim! Nem nossa mente e nem nosso corpo suportariam essa dinâmica tão forte por muito tempo. Basta conhecer o significado da palavra “paixão” – sofrimento! Não é à toa que o episódio bíblico em que Jesus Cristo carregava uma cruz é chamado de “A paixão de Cristo”. No nosso caso, o sofrimento é pela falta do outro. Mas a melhor notícia é que o fim da paixão abre espaço para um sentimento muito mais suave, equilibrado e inteligente. Um sentimento que nos torna integrados e íntegros: o amor. Ou não… Porque caso não tenha se desenvolvido identificação e maturidade suficientes no período da paixão, a relação pode terminar ou se tornar uma espécie de vício, dependência, ao que poderíamos chamar, para um fácil entendimento, de “amor doentio”.

A questão é: em que momento vocês estão se fazendo essa importante pergunta? O que move vocês a desejarem essa complexa escolha? Se for a paixão, minha sugestão é para que não tenham pressa. Aproveitem a fase, mas sem tomar decisões precipitadas e que possam causar dores e perdas para muitas pessoas. Não é hora de casar. É hora de namorar!

Veja bem! Não estou garantindo que vai dar errado caso decidam-se pela junção das escovas de dente. Não é isso! Até porque não tenho bola de cristal e sempre cada caso é um caso, cada casal é único. Estou apenas me baseando no que geralmente acontece e, como manda a sabedoria constituída, os erros já cometidos devem nos servir para a precaução de agora.

Mas se o que conduz vocês a este desejo for resultado de bastante conversa, reflexão e, principalmente, ponderação sobre as questões práticas do dia-a-dia, tais como tarefas, ritmos, contas a pagar, sacrifícios em prol do outro, aprender a ceder, aceitar novos comportamentos, enfim, tudo o que envolve esta união, então… Que se declarem casados! E que vivam um dia de cada vez, lembrando que o amor jamais está pronto. Trata-se de um constante e diário exercício de “construir juntos”.”

(Rosana Braga)

Aqui começo a minha Saga pelo encontro da hora certa. Tenho pensado muito nisso, e lido muito também. O que mais quero é ter essa pessoa que está comigo agora para todo sempre, mas será que este passo neste momento de paixão faria metermos os pés pelas mãos???  

(Hm) 

12 dias com ele

Sabe quando você conhece alguém em um dia e no outro a pessoa passa a fazer parte da sua vida de uma forma super intensa? Aconteceu comigo.

O conheci numa noite, mas especificamente em uma balada (eu sou daqueles que acreditam ser possível encontrar alguém legal na balada. Parto da premissa de que, se eu sou legal e estou lá, outro legal posso encontrar..btw). Ele chegou em mim, trocamos duas palavras e ficamos.

Pronto. Começou.

Mal saímos da balada, já estávamos trocando milhares de SMS’s, depois nos falamos pelo telefone e MSN. Na outra semana nos falamos todos os dias e nos vimos umas 4x na semana. Tivemos um encontro super-romântico-mimimi-cheio-de-ohhn um dia e o levei pra conhecer meus amigos em outro.

Ele até me deu um presente! Passamos um final de semana perfeito juntos. Combinamos de ir à um motel e tudo mais. 12 dias. 12 dias intensos.

12 dias o suficiente pra eu ver que eu estava feliz, que estava apaixonado. Desde o começo eu achei que a gente estava indo rápido demais, mas parei pra pensar e decidi arriscar. Afinal, eu nunca havia me envolvido com ninguém até ali, e um relacionamento que estava durando 1 semana já estava ótimo.

Meus amigos perceberam a rapidez e me alertaram “cuidado, vcs estão indo rápido demais e no fim, quem vai sofrer é você”. Mesmo assim, continuei arriscando e me envolvendo.

12 dias depois, acabou.

Motivo? Ex.-namorado. Simples. Fantasmas do passado que voltam pra atormentar o presente e acabar com o futuro que estava sendo escrito. Não tenho forças pra lugar contra algo que foi mais forte e mais intenso do que eu.

Não sei ao certo onde eu errei, o que eu fiz. Se é que eu errei ou fiz algo que pudesse faze-lo me deixar. Ele simplesmente se foi, fez a escolha dele.

Percebi a mudança no comportamento dele no penúltimo dia, e já me preparei pra facada final. Pro tiro de misericórdia. Fui até a casa dele, olhei em seus olhos e ouvi da sua boca. Game over pra mim. Entre mim e o ex, ele prefere o ex. Ele prefere continuar uma história que já estava sendo escrita do que começar uma nova.

Com lágrima nos olhos, chorando feito um bobo, olhei pra ele e disse: obrigado por fazer eu me sentir o cara mais lindo do mundo, obrigado pelo presentinho fofo que você me deu, obrigado pelo final de semana mais perfeito dos últimos tempos, obrigado por uma das transas mais fodas que eu tive, obrigado pelos sms’s de bom dia as 07h da manhã, obrigado pelas ligações de boa noite, obrigado por ir me visitar depois do trabalho, obrigado pelo carinho, obrigado por segurar na minha mão a hora que eu tava estressado dirigindo, obrigado por não ter feito a barba só porque eu pedi, obrigado por me mostrar que é possível me relacionar, obrigado por mostrar que eu não sou tão coração de pedra assim, obrigado por te me levado no motel pela primeira vez, obrigado por fazer eu me apaixonar por você e finalmente, obrigado pelos melhores 12 dias da minha vida.

Ainda olhando pra ele, citei o Soneto de Fidelidade do Vinícius de Moraes, dando ênfase na última parte: “que seja infinito enquanto dure”. Rimos. Nos abraçamos, lhe dei um beijo na testa e disse: vai ser feliz, o fulano é um cara de sorte. Tchau.

Voltei chorando, acabado. Mas sabia que havia feito a coisa certa. Você pode estar pensando agora que eu sou um idiota, um bobão. Quer saber? Foda-se a sua opinião. Pra mim, ele foi tudo isso. Tenho certeza que eu fui importante pra ele também. O que interessa não é o tempo que as coisas duram e sim, a intensidade com que elas acontecem.

Posso olhar pra isso tudo e começar a julgá-lo, o colocando na posição de monstro, de errado. De alguém que brincou com meus sentimentos ou posso olhar com outros olhos e ver que eu cresci e que ele também cresceu. Como eu já disse aqui, eu vivo de amores breves.

Bola pra frente.