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Reflexões

Hoje li o texto “Hipocrisia tem limite” do jornalista Rica Perrone e me senti obrigado a concordar com tudo que ele escreveu. Primeiro, vamos a essência de tudo, eu sou gay e sei do que estou falando.

Muito se fala hoje em dia sobre os direitos dos homossexuais e tudo mais, e eu, concordo plenamente em exigi-los. Existem muitos direitos na lei brasileira que nos é negado só por ser quem somos. Também concordo com o fato de serem necessárias pessoas engajadas na causa, ativisitas e militantes pra brigar por isso.

Foi assim com tudo na nossa história, as mulheres brigaram para serem reconhecidas como são. A classe trabalhadora brigou e muito, pra ter os direitos que tem hoje. E assim será com os gays. O sacrifício de um grupo, vai refletir em toda uma classe. Igualzinho na história das mulheres e dos trabalhodores.

Voltando. Mas daí a encarar qualquer tipo de comportamento de um pessoa como homofobia ou discriminação é exagero. Ao que me parece, os gays, no geral, estão procurando uma forma de ser aceita tão grande que jaja irão exigir uma espécie de política de cota para gays. Querem tratamento VIP. Não existe isso e não vai existir.

Pense nas suas amizades, você convive com todo tipo de gente? Claro que não! Você convive com quem tem afinidade. Se você curte rock, tem tendência a ter amigos roqueiros, metaleiros e até emos. Mas nunca um pagodeiro. E arrisco mais, é capaz de se encontrar um pagodeiro, mudar de calçada.

Chato pra todo mundo, mas é a verdade.

As pessoas tem o direito de não gostaram de gays, assim como de não gostarem de negros, de emos, de roqueiros. Veja bem, eu disse direito de não gostar não de agredir.

Agressão: s.f. Ataque violento e intempestivo; provocação. / Insulto, ofensa. (Aurélio).

Pra mim, agressão e homofobia é quando alguém, além de não gostar de mim por quem eu sou, me maltrata, me tira pra fora de um lugar, me bate, me espanca, me insulta ou me humilha.

Num jogo de futebol, voley ou sei lá que raio de esporte, onde nem a mãe das pessoas em campo é respeitada, é pedir de mais que não saia nenhum “chuta essa bola seu viadinho”.

Se o cara não for viadinho, nem vai ligar. Se for, fudeu, o cara tá sendo homofóbico. Prende ele.

Poker face pra você. Entendem meu raciocínio? Pra finalizar, na minha concepção, ORIENTAÇÃO SEXUAl é pra onde o indivíduo se identifica sexualmente, seja homem ou mulher. É normal pra ele, ele é orientado assim, é íntrinseco.

Já OPÇÃO SEXUAL é como o cara opta por transparecer isso, temos as putas, as recatadas, os cafas e os nerds. Mas também temos os gays de terno e os viadinhos ploc ploc. Isso foi uma opção de ser, baseada na orientação, mas foi opção.

Ninguém opta por ser gay, mas optam por ser viadinho ploc ploc, bicha exibida ou um cara normal, porém gay.

Sujeito viadinho ploc ploc, se você se veste todo de rosa e não fala, mia. Aceite, você será discriminado pela maioria e não por ser gay e gostar de meninos e sim por ser uma afronta aos olhos da maioria. Viva com isso.

Já o cara que é normal, assim como a maioria dos homens brasileiros e é gay. Não é desrespeitado. As pessoas o aceitam e o acolhem, por que ele não as afronta.

Sejamos inteligentes, a maioria sempre vence. Não existe o país das maravilhas gay. Cade a nós aprender a conviver com as diferenças e não com as excentricidades de cada um.