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Relacionamento a distância: pode dar certo?

Você, enfim, encontrou um cara legal. Ele é lindo, charmoso, tem pegada e um ótimo papo. O beijo encaixou perfeitamente e vocês se deram muito bem na cama. E o principal, ele também gosta de você. Só tem um probleminha: ele mora em outra cidade. E agora, Arnaldo?

Estou vivendo exatamente esse dilema.

Tenho certo pavor de distâncias. Não gosto de ficar longe de quem eu amo, sou daqueles que se fico sem ver meus amigos por uma semana, quando os vejo, dou aquele abraço de urso como se tivéssemos ficado longe por 1 ano inteiro!

Sou carente também, o que torna as coisas um pouco mais difíceis.

Observo muito a vida das pessoas e, principalmente, seus relacionamentos amorosos. Uso os relacionamentos dos meus amigos como cobaias para as minhas teorias malucas, que muitas vezes, tem fundamento lógico.

Alguns me dizem que a distância pode ser um grande empecilho dentro do relacionamento, pois as cobranças, as brigas e tudo mais podem aumentar drasticamente, fora o fato de que muitos casais deixam de viver enquanto o outro não está presente.

Tem gente que diz que é ótimo, pois você não abre mão da sua liberdade, pode estar sempre presente com os amigos e quando está com o parceiro, se dedica 100% à ele, sem afetar nas suas outras relações.

As duas posições são reais, o que só faz aumentar ainda mais os meus anseios.

Só o tempo vai dizer se me encaixo ou não na realidade de “namoros a distância“. Por ora, só sei que, por mais legal e divertido que forem os passeios e as saídas, eu não estarei completo, pois vai faltar a presença dele.

Eu sei que posso sobreviver a isso! Vou encarar do melhor modo, como sempre faço tento fazer. A distância vai ser boa e não vai ser motivo de briga e sim de proximidade e intimidade, afinal, vamos ter que aproveitar o tempo juntos da melhor forma e não é brigando.

Seus pés nos meus …

A cama não seria tão vazia, o frio não me faria tremer, e muito menos os sons da rua invadiriam meu quarto. Quando poderia pensar que aquela sensação tão intima e tão refugiadora faria de mim amante, mulher, esposa, louca, apaixonada, deslumbrada pelo brilho no olhar e pelas palavras que dançam em meus ouvidos ao sair de seus lábios. 
Me deito novamente, olhando para as estrelas do meu céu particular, pensando em tudo, nos detalhes, nas minúcias, nas risadas, nas lagrimas, na saudade insistente que não passa nem com a presença. Penso em cada sorriso de meia boca, nos olhares de aprovação e por vezes que desaprovaram. Penso, e entendo o motivo de meu coração ter medo na ausência.
Fecho e abro os olhos, e procuro na memória aquele momento em que nossos corações bateram no mesmo compasso, e continuaram assim, aquele momento da primeira noite que os corpos se tornaram um, sem deixar a cabeça interferir. E os pés, eles sim, que me encontram todas as noites que dividimos a mesma cama, sem cócegas, sem sensações estranhas somente encontrando os meus e aquecendo minha alma, acalmando meu coração preocupado.  
Como é possível amar assim? Me pergunto todos os dias… amar as minúcias, as entrelinhas. Diferenças todos temos, caso contrario não teria visto em você qualidades que não possuo, e que nem sei se sou capaz de um dia conquistar. Amor simples e intenso, sem preconceitos ou duvidas. Amo! 

E mesmo com a cama vazia e o pé e alma frios, fecho meus olhos e durmo sem você, mas amanha é outro dia e terei seus pés nos meus…

😉

Lá e de volta outra vez

Não, não vamos falar de “O Hobbit“, que aliás, amo de paixão. Vamos falar do assunto de sempre, sentimentos e amores.

Então, por que o título “Lá e de volta outra vez“?

Quem vem acompanhando o blog a algum tempo sabe que eu estava em um pseudo relacionamento com um rapaz que conheci através do Facebook. Já falei sobre esse relacionamento aqui e aqui.

A questão é, this relationSHIT is over. Como sempre, eu me envolvi rápido demais e a pessoa em questão estava comigo para tapar um buraco em seu coração. Ele ainda pensava no ex-namorado e achava que comigo iria esquecê-lo. Enquanto eu estava indo atrás dele, procurando dar sentido a algo que no fundo eu sabia que não teria sucesso, ele correspondia de forma carinhosa e doce, mas foi só eu deixar uma janela se abrir que ela virou uma estrada de 200km de distância entre nós.

Acabou assim, do nada. Simplesmente por que não nos falamos mais. Um dia de distância virou dois, dois viraram três, três uma semana e daí pra quinze dias foi um pulo. QUINZE dias sem se falar ou se ver. QUINZE dias sem imaginar o que estava acontecendo e com aquela sensação de estar preso a algo que eu, melhor do que ninguém, sabia que não existia.

Me senti mal. Fiquei tentando entender o por que do sumiço dele e não encontrava respostas. Se você pensou agora “mas, The Silly, você poderia ter ido atrás dele logo no primeiro dia”. Eu te respondo, o último contato dele foi um sms pedindo pra eu esperar um retorno de quando ele estivesse disponível pra gente se ver. Fiquei esperando quinze dias por essa resposta e nisso, resolvi fazer o teste do quem-manda-sms-primeiro. O teste deu tão certo que acabou com o relacionamento.

Depois de ter enfim aceitado o fim iminente do nosso relacionamento, resolvi finalizar de verdade. Não consigo deixar as coisas assim, ao vento e sem explicação. Mandei uma inbox pra ele contando o que estava sentindo e tirando o meu time de campo. Ele me respondeu carinhosamente, agradeceu por eu ter entendido e por não ter mágoas dele.

Assim, acabou ~mais~ um amor breve.

Realmente, não guardo mágoas dele. Como eu sempre digo – e esse é meu lema – por mais dura, cruel e fria que uma situação possa ser, ela sempre vai nos ensinar algo e nós sempre saímos mais fortes dela. Eu posso dizer, com toda certeza, que eu cresci e aprendi muito com ele. Sou mais forte hoje do que era quando o conheci.

Estive (em um relacionamento) e estou de volta outra vez (à vida de solteiro). Continuo, assim como os personagens de “O Hobbit”, atrás do tesouro perdido, que é o amor.

E, acreditem ou não, eu vou encontrar.