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Na guerra e no Amor o que vale é tanquinho ! (?)

Esses dias me deparei com algo que achei engraçado e me fez refletir, e resolvi dividir com vocês !

Vira e mexe aparecem, no facebook e coisas afins, mensagens motivacionais sobre relacionamento entre homens, e claro, sempre apelando para o amor sincero, puro e profundo, como o da foto a seguir:

Claro que as mensagens são até bonitas, trazem esperança e força de vontade aqueles que se identificam com elas, mas a parte engraçada é que todas falm tanto dos sentimentos mais puros e sinceros, MAS apelam sempre para imagens de “modelos de beleza da atualidade!, ou seja, sempre tem um ou mais caras descamisados com no minimo um “tanquinho”. Isso acaba fazendo com que eu reflita sobre a pureza e nobreza desses sentimentos mencionados nos textos…

Ou seja, para acreditar no amor, ter amor, ou coisas do tipo, é preciso ser/ter um corpo perfeito e se adequar a padrões de belezA? Pois é isso que as imagens passam, ao meu ver, de forma subliminar.

Pq ninguém divulga imagens de um casal de pessoas com alto índice de IMC ?

Engraçado também quando algumas pessoas divulgam fotos de casais, defendendo que querem ser amados, e muitas dessas pessoas defendem que o mundo gay é só sexo e putaria, que elas são diferentes, MAS…em diversas fotos de casais são homens nus ou semi-nus na cama e coisas afins. Ou seja, o sexo esta ali queridinhos (assim como os corpos esculturais)

Se todo mundo defende tanto o amor cego, livre de futilidades e preconceitos, acho que a manifestação desse ponto de vista esta sendo feita errada !

Bom, é só ma opinião =D

Um bjo a todos, com ou sem tanquinho !  😉

Cartas e Chocolates – Parte I

E então ele resolveu se desfazer daqueles medos que há tanto tempo o incomodavam. Decidido, saiu naquela noite chuvosa mesmo sabendo que seria um bom motivo pras coisas não darem certo, mas era a hora de ir atrás de seus objetivos já que as dúvidas e as incertezas o tinham consumido por semanas e sua mente e coração nem suportavam mais aquelas condições.

Pegou o carro e dirigiu por mais de uma hora, não que o caminho fosse tão longo, mas resolveu parar, desabafar para as estrelas e entre uma música e outra fumava um cigarro, talvez sua forma de aliviar tamanha tensão.

Eram praticamente dez da noite quando ele chegou, tentou ligar, mas seu amado não atendeu o celular, com medo das reações, chorou e logo se manteve firme e com seus propósitos foi até aquele endereço que ficara na sua mente e por mais que anos se passassem não esqueceria.

Logo que chegou naquela rua íngreme, de casas semelhantes e com muros baixos, mas que numa daquelas habitava um ser humano que o balançava dos pés a cabeça, estacionou seu carro, em suas mãos nada além da carta que escrevera e de alguns chocolates, o rapaz amava doces e chocolates sempre são bem vindos, foi o que pensou.

A carta era direta e objetiva, abria todo o seu coração para aquele sentimento que nascera em si e manteve a expectativa de uma boa resposta para suas palavras, quem sabe naquele mesmo momento. Respirou fundo e pensou se chamava ou não, com muita coragem gritou o nome, que saiu meio arranhado pela sua garganta, a chuva já havia parado há uns dez minutos, o tempo se abria e aquela noite de sábado não seria de águas de verão.

Depois de umas três vezes que chamou foi respondido, de longe se ouviu a voz dizendo:

– Espere, já vou!

Seu coração parecia de um rato, batia desesperadamente e quase saia pela garganta, chegava a ser hilário aquela cena.

Por mais que todas as circunstâncias até aquele dia dessem a certeza de que seria inoportuna sua visita tão repentina, os dois sentaram e conversaram por um bom tempo. Os chocolates foram os primeiros a serem devorados, em seguida com toda a coragem que existia em si entregou aquela carta, uma página frente e verso, com letras cursivas, extremamente detalhadas e claras, tanto quanto o texto que a compunha.

Preparava-se para levantar e ir embora quando foi surpreendido por um pedido:

– Você quer realmente me ter ao seu lado?

E suavemente respondeu, como alguém que tem a certeza do que quer.

– Mais do que qualquer coisa hoje, é isso que eu quero! – palavras que saíram de coração aberto e com os olhos cheios de emoção.

Sempre fora um cara aberto aos sentimentos, sem medo de tentar estar ao lado de quem gosta, por mais que a vida e os percalços lhe desse os motivos óbvios pra ser alguém frio.

– E você, quer estar ao meu lado? – Emendou a resposta.

Sem a tempo que pudesse ouvir uma resposta foi surpreendido por um beijo, tão longo e gostoso quanto os primeiros. Daqueles beijos em que sentimos existir uma troca de almas e sentimentos pelos dois seres, um beijo que selava uma certeza, ou duas.

Embora aqueles últimos dias fossem de medos e aflições o garoto havia encontrado uma paz naquele instante. É complicado o que aconteceu com os dois, pois não havia perguntas quanto mais respostas e diferentes medos embaraçavam ambos os corações.

Foi um sábado diferente do primeiro encontro, a chuva não atormentava a noite, algumas cervejas e cigarros acompanhavam e passaram a noite, daquele jeito que estavam, sem ao menos se arrumarem pra sair, ali por perto deitaram na grama, de mãos dadas contemplaram o céu e naquela bobeira de filmes de amor passaram longas horas de uma forma que nunca sequer imaginaram.

A carta foi lida de frente pra ele e respondida linha a linha pessoalmente, seu coração encheu de alegria e o mais confortante naquela hora foi que estava sendo correspondido, sequer poderia acreditar naquele instante.

Por tanto tempo foi o que mais desejou e muitas vezes não conseguiu o que queria, talvez fossem o que estavam procurando em linhas erradas por todo este tempo, a vida é assim e todos nós sabemos dia ou outro nos acertamos depois de provar bocas, olhos e corpos por engano.

Mas que o tempo não seja injusto a eles e que não seja eu obrigado a narrar minha história novamente sem que ela sequer aconteça como eu quero, apenas escritas nestas linhas.